segunda-feira, 13 de junho de 2011

Contraf-CUT discute com Caixa alterações no Processo Seletivo Interno

  

A Contraf-CUT, sindicatos e federações participaram nesta sexta-feira (10), em Brasília, de reunião com representantes da Caixa Econômica Federal para tratar de alterações no Processo Seletivo Interno (PSI). Um dos pontos de avanço nas discussões foi a questão da acessibilidade de empregados deficientes visuais aos cursos oferecidos pela Universidade Caixa. 

De acordo com Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT, por razões tecnológicas os deficientes visuais estão impossibilitados de participar dos cursos. "Isso os coloca em uma posição de desvantagem em relação aos demais empregados", afirma. A Caixa se comprometeu, conta o dirigente sindical, a verificar junto à área de tecnologia os recursos necessários para suprir a demanda.

Outro ponto que esteve no centro do debate, e que vem gerando insatisfação entre os empregados, é a recente alteração feita pelo banco em que obriga os bancários que passaram pelo PSI a aguardar 730 dias para inscrever-se em um novo processo. 

Plínio afirma que a Caixa se comprometeu a flexibilizar a regra, de modo a possibilitar que o empregado aprovado em PSI possa concorrer a qualquer tempo em outro processo, desde que na área de vinculação. O dirigente sindical exemplifica. "O empregado nomeado em uma agência poderá concorrer a outro processo seletivo no âmbito da mesma superintendência regional", explica. 

Os representantes dos empregados colocaram em pauta ainda denúncias recebidas em relação a processos de seleção direcionados. "A Caixa afirmou que desconhece tal prática e que essa possibilidade é muito remota, tendo em vista todo o procedimento dos processos. De qualquer forma, o banco afirmou que os empregados que se sentirem prejudicados devem encaminhar as denúncias para serem apuradas e, uma vez constatada a irregularidade, o processo será cancelado".

A reunião cumpriu, de acordo com Plínio, o acordo feito na última reunião de negociação com a Caixa, dia 18 de maio, na qual a empresa se comprometeu a fazer o debate entre os representantes dos empregados e a área técnica responsável, a Gedes (Gerência Nacional de Desenvolvimento Humano e Profissional). 

A Caixa informou ainda que no ano de 2010 foram realizados 5.998 processos para suprimento de 10 mil vagas e que em 2011 já aconteceram aproximadamente 5 mil no PSI.


Fonte: Contraf-CUT

Bancários entregam minuta específica de reivindicações ao Bradesco

  

Caetano Ribas - Seeb/SP
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta sexta-feira, 10, o processo de negociações permanentes com o Bradesco. Durante a reunião, os representantes dos funcionários entregaram ao diretor de RH do banco, José Luiz Rodrigues Bueno, a minuta de reivindicações da da Campanha Nacional de Valorização dos Funcionários do Bradesco.

A pauta lista demandas como melhores condições de trabalho; mais contratações para diminuir o ritmo intenso de trabalho a que os bancários são submetidos diariamente; fim das metas abusivas e do assédio moral; melhor remuneração; auxílio-educação; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) justo, transparente e democrático.

Os dirigentes sindicais ressaltaram a necessidade de que esse processo seja encarado como negocial, com a definição de um calendário temático, de forma a se garantir avanços em todos os pontos de negociação. De posse da minuta, Luiz Bueno se comprometeu em levar o pleito para a direção do banco e a dar um retorno, inclusive com indicação de calendário.

"Os funcionários do Bradesco consideram perfeitamente possível que o banco atenda as reivindicações levadas à mesa", afirma Elaine Cutis, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com a empresa. "Já está na hora de o Bradesco mudar sua posição e levar a sério o processo de negociação com o movimento sindical, para buscar soluções de fato para os problemas dos bancários", sustenta.

Na oportunidade, os representantes sindicais destacaram a intenção de se iniciar os diálogos com debates sobre assédio moral e melhorias no plano de saúde. Aproveitaram ainda para requerer o agendamento de uma reunião de avaliação do programa de combate ao assédio moral. O objetivo é apurar se o programa está sendo cumprido com rigor em todo o país.

Conforme o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC e representante da Fetec-CUT/SP, Gheorge Vitti, as entidades sindicais esperam que o banco encare os debates com seriedade. "A nossa pauta é perfeitamente plausível e seu objetivo é solucionar os problemas mais prementes encontrados hoje no Bradesco, dentre os quais os relativos ao PCS e que precisam ser solucionados com urgência", afirma o dirigente.

Para a diretora da Fetec-CUT/SP, Crislaine Bertazzi, é fundamental que os sindicatos reforcem a Campanha Nacional de Valorização dos funcionários do Bradesco. "É uma forma de pressionarmos por avanços neste processo negocial", declara a dirigente.

Confira a minuta de reivindicações:

Igualdade de oportunidades;

Melhorias no plano de saúde;

Treinet no horário de trabalho e sem pressão;

Auxílio Educação;

Implantação do PCCS - Plano de carreiras, cargos e salários;

Livre acesso do sindicato aos locais de trabalho;

Garantia dos direitos dos trabalhadores lesionados, afastados do trabalho e ou quando do seu retorno;

Respeito ao direito de greve;

Investir na segurança dos bancários e clientes;

Fim do Assédio Moral e das metas abusivas;

Remuneração total;

Emprego.


Fonte: Contraf-CUT, com Fetec-SP

CUT chama mobilização total contra projeto que escancara terceirização

  

Ainda há espaço para barrar o Projeto de Lei (PL) nº 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que escancara a terceirização e legaliza a precarização do trabalho. Aprovado por 17 votos a 7 na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (8), o texto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que avaliará o projeto, e só depois segue para o Senado. 

"O PL escancara a possibilidade de terceirização de qualquer processo e etapa do trabalho, sem distinguir entre atividade fim e meio. Assim, precariza por completo as relações de trabalho no Brasil, frustra as negociações de acordos e convenções coletivas e mantém os terceirizados à margem dos direitos", denuncia Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT e integrante do Grupo de Trabalho sobre Terceirização da CUT.

Para a CUT, agora é momento de mobilização total do movimento sindical contra o projeto. O deputado federal Vicentinho (PT-SP), um dos sete parlamentares que votaram contra o PL, conclama os trabalhadores a não baixar a guarda e tomar a linha de frente contra o projeto, inclusive enchendo as caixas de e-mails dos 17 deputados que votaram a favor do PL. 

Diante da derrota, o movimento sindical deve se mobilizar, defende o parlamentar. "O projeto não foi aprovado definitivamente. É preciso que a CUT e os sindicatos entrem com força nessa luta, inclusive denunciando os deputados que foram favoráveis a esse projeto que, se transformado em lei, vai permitir que se terceirize tudo, inclusive as atividades-fim das empresas. Se esse projeto for aprovado, vai chegar um dia, por exemplo, em que não haverá mais bancários, só terceirizados, porque os bancos já vêm terceirizando até suas atividades essenciais", lembra o deputado.

O deputado é autor do projeto de lei sobre o tema (PL 1621/2007), que proíbe a terceirização de atividades-fim das empresas. Além disso, determina a responsabilidade solidária da contratante pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive nos casos de falência da terceirizada. 

O projeto de Vicentinho prevê que, antes de terceirizar serviços, a empresa consulte o sindicato dos empregados; e exige que a empresa contratada comprove idoneidade em relação às obrigações trabalhistas. 

O PL 1621/2007, que também tramita em caráter conclusivo pelas comissões, aguarda o parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Retrocesso

Atualmente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) adota norma que proíbe a terceirização de atividades-fim. Mas o projeto do deputado Sandro Mabel retrocede até nessa questão. 

O parágrafo 2º do Artigo 4º do PL 4330/2004 diz: "O contrato de prestação de serviços pode versar sobre o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares à atividade econômica da contratante". 

Além de deixar clara a permissão de terceirização de atividades-fim - ao se referir a atividades "inerentes" - , o PL estabelece apenas a responsabilidade subsidiária da contratante. Isso significa que, em caso de dívidas trabalhistas, a empresa que contratou a terceirizada só poderá ser responsabilizada quando se esgotarem todos os recursos de cobrança sobre a contratada. 

Ele regulamenta ainda a precarização, ressalta Vicentinho, na medida em que não impede que trabalhadores terceirizados ganhem menos que funcionários da empresa contratante, ainda que realizem a mesma função. "Sabe-se que trabalhadores terceirizados ganham em média 1/3 do salário dos trabalhadores das empresas formais. O projeto não acaba com essa situação", ressalta.

Outro ponto polêmico é que o PL de Mabel permite até mesmo que uma terceirizada contrate outra terceirizada. "A empresa prestadora de serviços contrata e remunera o trabalho realizado por seus empregados, ou subcontrata outra empresa para realização desses serviços", diz o PL, no parágrafo 1º do Artigo 2º.

Envie e-mails aos deputados

Veja quem votou a favor do PL da terceirização e mande mensagem protestando contra a precarização do trabalho:

Sérgio Moraes (PTB-RS) - dep.sergiomoraes@camara.gov.br
Fátima Pelaes (PMDB-AP) - dep.fatimapelaes@camara.gov.br
Eros Biondini (PTB-MG) - dep.erosbiondini@camara.gov.br
Ronaldo Nogueira (PTB-RS) - dep.ronaldonogueira@camara.gov.br
Roberto Balestra (PP-GO) - dep.robertobalestra@camara.gov.br
Augusto Coutinho (DEM-PE) - dep.augustocoutinho@camara.gov.br
Luciano Castro (PR-RR) - dep.lucianocastro@camara.gov.br
Walney Rocha (PTB-RJ) - dep.walneyrocha@camara.gov.br
Silvio Costa (PTB/PE) - dep.silviocosta@camara.gov.br
Erivelton Santana (PSC-BA) - dep.eriveltonsantana@camara.gov.br
Sandro Mabel (PR-GO) - dep.sandromabel@camara.gov.br
Darcísio Perondi (PMDB-RS) - dep.darcisioperondi@camara.gov.br
Leonardo Quintão (PMDB-MG) - dep.leonardoquintao@camara.gov.br
Alex Canziani (PTB-PR) - dep.alexcanziani@camara.gov.br
Luiz Fernando Faria (PP-MG) - dep.luizfernandofaria@camara.gov.br
Efraim Filho (DEM-PB) - dep.efraimfilho@camara.gov.br
Henrique Oliveira (PR-AM) - dep.henriqueoliveira@camara.gov.br

Votaram contra:

Além de Vicentinho, votaram contra os deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA), Mauro Nazif (PSB-RO), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Bohn Gass (PT-RS), Assis Melo (PCdoB-RS) e Rogério Carvalho (PT-SE)


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Itaú Unibanco: Esclarecimento sobre parcela do PCR




Diante de vários telefonemas e correios eletrônicos, a Contraf e a COE (Comissão de Organização dos Empregados), divulgaram na semana passada, nota sobre o pagamento da parcela do PCR (Programa de Participação Complementar nos Resultados). O valor previsto no acordo, que seria pago em maio último, foi antecipado em março deste ano junto com a PLR de 2010. A nota esclarece ainda que o valor total a ser pago como PCR é R$ 4.200,00, sendo que o Itaú Unibanco efetuou dois pagamentos: um no valor de R$ 2.100,00 e outro de R$ 1.600,00, em março último. Portanto, falta o pagamento  no valor de R$ 500,00. A data deste pagamento (PCR 2010/11) e o valor serão debatidos em reunião entre os sindicatos e o banco, a ser agendada.


Mauri S.M.Souza
REPRESENTANTE DA FEEB/SP-MS - COE ITAÚ




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terça-feira, 7 de junho de 2011

Fenaban frustra bancários ao recuar na reversão da terceirização de call center


Crédito: Jailton Garcia - Contraf/CUT
Jailton Garcia - Contraf/CUT
A Fenaban frustrou as expectativas dos bancários na reunião da mesa temática de Terceirização com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, ocorrida nesta segunda-feira, 6, em São Paulo. Os bancos recuaram de sua posição anterior quanto às áreas a serem internalizadas no debate sobre call center, causando um retrocesso nos debates.

Como acordado na última reunião, os bancos realizaram uma apresentação sobre os conceitos que nortearão o processo de reversão da terceirização. A definição trazida pelos bancos para call center reduziu e muito o foco das discussões, abrangendo apenas atividades receptivas e nas quais seja acessada diretamente a conta corrente do cliente em operações conclusivas. Inicialmente, o conceito trazido pelas empresas abrangia todas as atividades que tenham acesso a dados dos correntistas.

"É uma redução em relação ao que estava anteriormente colocado para o debate", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT. "É também um retrocesso em relação aos acordos de reversão assinados anteriormente com alguns bancos e que deveriam servir de parâmetro para a atual negociação. Todos previram a internalização de todos os serviços de call center, sem essa estratificação das atividades que as empresas querem empurrar. É um retrocesso muito grande", lamenta.

A Fenaban informou ainda que as empresas estão buscando "mais atrativos" para dar prosseguimento ao processo de reversão das terceirizações.

"Apresentamos dois atrativos claros para os bancos. Primeiramente, entrar na legalidade e evitar passivos trabalhistas, uma vez que as terceirizações têm sido constantemente consideradas ilegais pela Justiça do Trabalho. Segundo, aumentar a qualidade de seus serviços. Os clientes ligam para os bancos e pensam estar sendo atendidos por bancários, não por um terceiro que lida com seus dados pessoais", diz Miguel. "Temos provas de que estes trabalhadores ganham em média um terço da remuneração de um bancário contratado diretamente pelo banco. Que tipo de atrativo o banco espera ter? Reduzir ainda mais os salários?", questiona.

Os bancos também apresentaram com roupagem nova a tese de que o acordo a ser construído tenha caráter de adesão voluntária para as empresas, o que é negado pela Contraf-CUT. E foram além: os representantes da Fenaban foram literais em propor que esteja prevista a possibilidade de que uma empresa que decida aderir ao acordo possa voltar atrás no momento da renovação. "Isso é um absurdo. Como podemos, ainda no meio da discussão para a construção de um acordo, prever a possibilidade de sua reversão? Com estas propostas dos bancos, fica muito difícil avançar", defende Miguel.

Os trabalhadores irão agora realizar debates nas entidades sindicais para definir os próximos passos da mesa temática. "Esperamos que os bancos reflitam sobre as críticas que fizemos e modifiquem o conceito que apresentaram hoje", conclui Miguel. Não foi marcada data para a retomada dos debates. 

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONSULTA CAMPANHA SALARIAL 2011 - Responda e entregue ao diretor da sua agência ou ao diretor do Sindicato, é muito importante sua participação!

Aniversariantes do mês de Junho 2011



O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Presidente Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos por esta data festiva.


Dia
Associado
Agência/Banco
Cidade
03
 Isabel Clotilde Trava A. Dugaich
Banco do Brasil – Trav. Osvaldo Cruz
Santo Anastácio
03
Valter Rozeno de Souza
Bradesco
Teodoro Sampaio
04
 Vagner Antonio
Banco do Brasil
Euclides da Cunha
05
Ozório Torquato Junior
Santander
Santo Anastácio
07
Adivania Garcia Ernandes
Santander
Presidente Epitácio
12
Sandra Cristina Chaves Torquato
Santander
Santo Anastácio
18
Valdemir Aguiar dos Santos           
Itaú Unibanco _ Campos Sales
Presidente Venceslau
20
Hamilton Hiroshi Kanashiro
Santander
Presidente Venceslau
25
Mariana Arfelli
Banco do Brasil
Piquerobi
26
Denílson Cesar Veríssimo Correia
Itaú Unibanco – Princesa Isabel
Presidente Venceslau
30
Alyne Cristina dos Santos
Banco do Brasil – Travessa Te. Osvaldo
Presidente Venceslau
30
Fabio Henrique Braghin Videira
Banco do Brasil
Primavera
30
Rafael Akira Kaimoti Kaneki
Itaú Unibanco – Campo Sales
Presidente Venceslau


OBS. OS ASSOCIADOS ANIVERSARIANTES DESTE MÊS, QUE NÃO CONSTARAM NESTA RELAÇÃO, FAVOR ATUALIZAR O CADASTRO JUNTO A ESTE SINDICATO, FONE: 018-3271-3600, FAX: 018-3271-5950 OU E-MAIL: seebpv@terra.com.br


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