sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Bancos devem responder por fraude de terceiros, decide Justiça


A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que as instituições financeiras devem arcar com prejuízos causados por fraudes praticadas por terceiros - como, por exemplo, abrir uma conta corrente ou tomar empréstimos usando documentos falsos, ou fazendo se passar por outra pessoa. A seção analisou ontem dois processos envolvendo o Banco do Brasil. Os autores pediam indenização pelos prejuízos sofridos por operações feitas em seus nomes, de forma fraudulenta. Para cada caso, o STJ aplicou uma indenização de R$ 15 mil.
Por unanimidade, a 2ª Seção entendeu que o banco tem que responder pelos prejuízos porque as fraudes fazem parte do risco inerente a sua atividade. Como a decisão foi tomada por meio de um recurso repetitivo, ela serve de orientação para todos os processos sobre o mesmo assunto em tramitação nos demais tribunais do país.
O ministro Luís Felipe Salomão, relator dos dois processos, explicou que colocou em pauta dois casos peculiares. A jurisprudência dominante no STJ já era de que os bancos são responsáveis pelos prejuízos causados por esse tipo de fraude. Mas, nesses dois processos, os bancos argumentaram que se tratava de uma exceção à regra geral. Isso porque os documentos usados para praticar a fraude eram originais. O que, segundo o banco, dificultaria a identificação do delito e afastaria a responsabilidade.
Em uma das ações, o autor teve uma conta corrente aberta em seu nome, com o uso de seu documento de identidade original. O banco argumentou que o titular não cuidou devidamente dos documentos, e não comunicou a perda às instituições adequadas. Nesse caso, alegou o banco, a culpa seria exclusiva da vítima - o que afastaria seu dever de arcar com os danos.
No segundo caso, a certidão de nascimento da vítima foi usada, por um falsário, para emitir uma carteira de identidade com sua própria foto. Esse documento então foi usado para abrir uma conta no Banco do Brasil. "Foi impossível ao banco auferir a fraude, pois o documento era materialmente verdadeiro, embora ideologicamente falso", argumentou o advogado do banco, Jorge Elias Nehme. De acordo com ele, a culpa, nesse caso, seria exclusiva do falsário. A tese do banco é que essas situações se enquadrariam nas hipóteses, previstas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), em que a empresa não seria obrigada a arcar com os danos: quando não há defeito na prestação do serviço ou quando a culpa é exclusiva do consumidor ou de terceiro.
Os ministros entenderam, no entanto, que as duas fraudes fazem parte do risco inerente assumido pelo banco ao exercer suas atividades. O relator apontou ainda que, no primeiro caso, o banco deixou de verificar se a foto no documento coincidia com a pessoa abrindo a conta corrente. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) participou do julgamento como amicus curiae, mas os ministros não autorizaram a sustentação oral - com base em decisão recente da Corte Especial, impedindo essa possibilidade. O advogado Osmar Mendes Paixão Côrtes, que representou a Febraban, afirmou que será necessário aguardar a publicação da decisão para avaliar se cabe recurso, discutindo, possivelmente, as hipóteses do CDC que excluiriam a responsabilidade do banco.

Bancários cobram instalação da CPI do Santander na Câmara dos Deputados



Os bancários cobraram nesta quarta-feira, dia 24, a criação imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Santander, na Câmara dos Deputados. A solicitação foi feita pelo secretário de imprensa da Contraf-CUT e diretor de Assuntos Jurídicos da Afubesp, Ademir Wiederkehr, durante encontro com o presidente da Câmara, deputado federal Marco Maia (PT-RS), em Brasília.
Ademir entregou uma carta da Afubesp, que solicita "a instalação, dentro do menor prazo possível, da CPI do Santander, de acordo com o requerimento de instituição de CPI (RCP nº 2/2011) apresentado no dia 2 de março pelo deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP)".
 Maia recebeu o documento e perguntou se o tema já não tinha sido objeto de CPI na Câmara, revelando que a proposta está sendo analisada. Ademir respondeu ao parlamentar que a CPI do Banespa, realizada em 2001, tinha como foco a privatização do banco, investigando questões como o preço subavaliado de venda.
"A CPI do Santander tem outro foco, como a emissão de títulos públicos federais que eram inalienáveis, mas foram desbloqueados pelo banco espanhol, porém sem pagar reajustes durante cinco anos (2001-2005) aos aposentados e pensionistas do Banespa, trazendo prejuízos incalculáveis", explicou o dirigente sindical.
Além disso, Ademir salientou ao parlamentar que "há enorme expectativa entre aposentados e pensionistas do Banespa, bem como entre os funcionários do Santander, para a instalação da CPI, a fim de investigar os fatos ocorridos, apurar as irregularidades e apontar soluções para corrigir as injustiças verificadas". Para ele, "é uma questão de transparência, justiça e dignidade para quem construiu a história do banco".
"Vou examinar com carinho", garantiu o deputado ao final do encontro ocorrido no gabinete da presidência da Câmara.
O que diz o requerimento do deputado Marquezelli
"Requer a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito, com a finalidade de investigar as ações administrativas que envolveram o processo de privatização do Banespa, com foco nos prejuízos ao erário público e a milhares de aposentados e pensionistas do Banespa, hoje Banco Santander SA, e as consequências de ato da Secretaria do Tesouro Nacional, na gestão do Senhor Fábio de Oliveira Barbosa, ao autorizar, em 14 de agosto de 2000, por meio da Portaria 386, de 2000, a substituição de títulos ativos inalienáveis - ATSP970315, garantidores de complementação das aposentadorias dos aposentados e pensionistas do Plano Pré-75 dos funcionários do Banespa, que acabou transferindo ilicitamente ao Banco Santander, um montante de mais de 7 bilhões de reais".
Fonte: Contraf com Afubesp

AVISO-PRÉVIO PODE TER PRAZO ESTENDIDO PARA 90 DIAS


Os trabalhadores poderão receber até 90 dias de aviso-prévio quando forem demitidos sem justa causa. Foi o que apresentaram empresários da indústria, do comércio, da agricultura e dos setores financeiro e de transportes em proposta encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eles reivindicam, porém, que a decisão não seja retroativa. Hoje, a remuneração é por 30 dias, mas, diante de vários questionamentos jurídicos, a Corte máxima do país resolveu legislar sobre o assunto.
Em junho, depois de analisar quatro processos de trabalhadores da mineradora Vale, questionando o atual sistema de pagamento do aviso-prévio, o STF decidiu que baixará uma regulamentação temporária para o tema, tendo em vista que a lei atual não é clara na definição do prazo para quitação do benefício aos trabalhadores. O Supremo, que propõe isenção da obrigatoriedade às micro e pequenas empresas, está, na verdade, induzindo o Congresso a legislar sobre o assunto.
Congresso -- Para as empresas, o limite negociável não pode passar de três meses, ou seja, três dias por ano trabalhado com um teto de 20 anos. Em conjunto, a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Cosif), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregaram um documento ao ministro Gilmar Mendes. Apesar de aceitarem até 90 dias de aviso-prévio, alegaram que a melhor alternativa seria o pagamento adicional de um dia por ano de serviço. Mendes é relator dos quatro processos de funcionários da Vale, todos originários de 2009.
“A proposta efetiva é de um dia trabalhado, podendo chegar a 90 dias dentro de uma negociação no Congresso”, afirmou Cássio Muniz Borges, gerente-executivo jurídico da CNI. “Existe mais de uma dezena de propostas tramitando no Legislativo”, afirmou. Segundo ele, todos gostariam que a regulamentação fosse feita pelo Congresso e não pelo Supremo. “Mas, como há morosidade, o Judiciário resolveu agir para, quem sabe, fazer os processos no Legislativo andarem e parar de entupir a pauta dos tribunais”, comentou.
Os juristas admitem que as brechas na lei permitem contestações judiciais. O artigo 7º da Constituição Federal, de 1988, prevê apenas o pagamento do “aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo o mínimo de 30 dias”. Desde então, espera-se, em vão, que o Congresso aprove uma lei para definir um prazo definitivo. Em alguns projetos em tramitação, há a previsão de quitação de um benefício de 120 dias, proporcional por tempo de serviço.
Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sem biombos, 15 agências do Itaú podem ter o alvará cassado em Maringá


Quinze agências do Itaú correm o risco de ter o alvará cassado pelo Município de Maringá, no Paraná. Segundo o representante do Procon, Dorival Dias, as unidades ainda não se adequaram à lei municipal, que desde o início deste ano exige a instalação de biombos nos caixas.
De acordo com Dias, cada uma destas 15 agências já foi autuada duas vezes. "Na primeira vez, o banco foi multado em R$ 100 mil por agência sem os biombos. Vencido o prazo desta primeira atuação, verificamos que a lei ainda não estava sendo cumprida e o valor da multa subiu para R$ 300 mil. Agora, se a medida não for adotada, o Procon vai entrar com um pedido de cassação junto aos órgãos competentes", explicou.
A expectativa é de que o pedido seja feito dentro de 30 dias, caso as adequações não sejam feitas. Dias informou que entrou em contato com o banco e a informação é de que os biombos estavam em procedimento de compra.
A reportagem do jornal Gazeta de Maringá entrou em contato com o Itaú. Por meio de nota encaminhada pela assessoria de comunicação, o banco informou que "avalia as adequações necessárias nas agências visando o cumprimento da lei municipal e que o trabalho de adaptação está em andamento".
Este ano, o Procon já aplicou 41 multas aos bancos de Maringá, somando R$ 7,3 milhões. Na primeira fase da fiscalização, o Itaú recebeu 18 multas de R$ 100 mil (uma por agência sem biombos) e o Santander outras sete autuações de mesmo valor.

Em junho, Itaú recebeu mais 15 multas de R$ 300 mil. O Santander recebeu mais uma multa de R$ 300 mil, mas segundo Dias, todas as agências do banco em Maringá já estão adequadas.
Fiscalização teve início em fevereiro
A fiscalização das agências bancárias começou em fevereiro deste ano, quando 25 agências foram autuadas, gerando R$ 2,5 milhões em multas.
Os bancos entraram na Justiça solicitando a suspensão da lei, no entanto, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) teve o pedido de liminar da "Ação Direta de Inconstitucionalidade" indeferido pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Na ação, a Febraban pede a suspensão da lei municipal alegando que a Câmara não pode interferir nas leis federais e colocando em dúvida a eficácia do equipamento biombo. Segundo o TJ-PR, o município e o estado podem sim interferir nas leis municipais e, desta forma, indeferiu o pedido, alegando também que os argumentos apresentados pela Febraban não são suficientes para acatar o solicitação.
Lei exige instalação de biombos
Pela lei, os biombos precisam ter, no mínimo, 1,8 metro de altura e devem ser instalados entre os caixas em que há movimentação de dinheiro e nas áreas reservadas aos clientes que aguardam atendimento na fila.
O vereador, autor da lei, Heine Macieira (PP), contou que a ideia é garantir segurança aos clientes. "Não temos privacidade na hora de realizar operações bancárias, por isso, acontece tantos assaltos a pessoas que saem dos bancos com dinheiro", explicou.
Fonte: Gazeta de Maringá

Após um ano, banco acata reivindicação e melhora condições tecnológicas
São Paulo – Após um ano de pressão do Sindicato, o Itaú Unibanco resolveu atender à reivindicação e liberar para os gerentes operacionais e comerciais o acesso ao e-mail externo e a alguns sites que auxiliam no trabalho.
Antes, os bancários sofriam com a falta de tecnologia, já que as demandas externas dos clientes só podiam ser solicitadas por meio de fax. A direção do banco argumentava que a banda de comunicação da agência era congestionada por conta da plataforma responsável por carregar inúmeros aplicativos e operações. Se liberasse o e-mail para gerentes, complicaria mais o trânsito de dados das agências.
O Sindicato deixa claro que os trabalhadores não devem ser prejudicados porque o banco não oferece tecnologia para ajudar no trabalho junto aos clientes. “Era inadmissível um banco que tanto fala em investimentos tecnológicos não disponibilizar essa ferramenta para os trabalhadores. Persistimos na nossa cobrança e agora resolveram nos atender. Mas, ainda vamos continuar cobrando para que o Itaú Unibanco ofereça melhores condições de trabalho para os funcionários”, diz o sindicato.
Bobina – Outra cobrança do Sindicato que perdura há tempos é com relação à segunda via da bobina de caixa que o banco extinguiu, de forma arbitrária, em dezembro passado.
A diretora do Sindicato conta que o banco liberou recentemente um mecanismo adicional para localização das diferenças por meio de uma calculadora com identificação da transação.
Para ela, essa ferramenta ajuda, mas ainda não é a adequada para o bancário. “Nossa cobrança é para unificar a transação de pesquisa (FE 417) com a calculadora, além de o banco disponibilizá-la no sistema por mais tempo. Vamos continuar cobrando até obtermos uma resposta para os trabalhadores”, afirma Márcia Basqueira.

Negociações entre Comando Nacional e Caixa começam dia 2 de setembro

    
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Caixa Econômica Federal definiram o calendário para as negociações específicas da Campanha Nacional 2011, que serão realizadas concomitantes com a mesa unificada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). 

Na Caixa, as rodadas começam no dia 2 de setembro, em Brasília (DF), quando os representantes dos bancários e da empresa irão debater temas como Funcef, Prevhab, aposentados e segurança bancária. 

A segunda rodada, agendada para o dia 8 de setembro, também na capital da República, versará sobre condições de trabalho, com destaque para os itens de saúde do trabalhador e Saúde Caixa. O calendário prevê ainda reunião no dia 14 de setembro, dessa vez em São Paulo (SP), para tratar das cláusulas sobre carreira, jornada e isonomia de direitos entre os novos e antigos empregados. 

Outras datas serão definidas de acordo com o andamento da campanha deste ano, tendo em vista que na Caixa as negociações específicas ocorrem concomitantes com as rodadas gerais de toda a categoria. 

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, avalia que a campanha já está nas ruas, com a entrega da pauta unificada para a Fenaban e da pauta de reivindicações específicas para a Caixa. E acrescenta: "Vamos precisar de muita mobilização e luta dos bancários para conseguirmos manter a trajetória de conquistas que marca a categoria nos últimos anos". 

A CEE/Caixa assessora a Contraf-CUT nas negociações específicas com a Caixa.


Fonte: Fenae Net

Comando Nacional e Fenaban começam as negociações dias 30 e 31.



A princípio, temos o seguinte calendário:
1ª rodada: 30 e 31 de agosto - emprego e reivindicações sociais
2ª rodada: 5 e 6 de setembro - saúde e condições de trabalho
3ª rodada: 13 de setembro - remuneração
Principais reivindicações
Reajuste Salarial
12,8% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 7,5%)
PLR - Três salários mais R$ 4.500
Pisos:
Portaria - R$ 1.608,26
Escritório - R$ 2.297,51
Caixa - R$ 3.101,64
1º Comissionado - R$ 3.905,77
1º Gerente - R$ 5.169,40
Vales Alimentação e Refeição e auxílio-creche/babá - R$ 545 cada
PCCS - Plano de Cargos, Carreiras e Salários
Auxílio-educação - pagamento para graduação e pós
Emprego
Ampliação das contratações
Fim da rotatividade
Combate às terceirizações
Garantia contra dispensas imotivadas (Convenção 158 da OIT)
Banco para todos, sem precarização
Outras prioridades
Cumprimento da jornada de 6 horas
Fim das metas abusivas
Combate ao assédio moral e à violência organizacional
Segurança contra assaltos e adicional de 30% de risco de morte
Previdência complementar para todos os trabalhadores
Contratação da remuneração total
Igualdade de oportunidades.


São Paulo, 23 de agosto de 2011


FEEB SP/MS