segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Piso dos bancários no Brasil é quase metade que na Argentina, diz Dieese

O piso dos bancários brasileiros é mais baixo que o praticado pelos bancos da Argentina e Uruguai, segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil é equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. Segundo o levantamento, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria.

Pisos Salariais dos Bancários - Brasil, Argentina e Uruguai*
País
Piso Salarial (US$)
Jornada de Trabalho
Salário/hora (US$)
Brasil
735,29
30 ou 40 h/sem
6,1
Argentina
1432,21
36,5h/sem
9,8
Uruguai
1039,00
32,5 ou 40 h/sem
8
*Dados de agosto/2010
Elaboração: Dieese - Rede Bancários


"É uma situação absurda. Os bancos brasileiros são os maiores da América do Sul e estão em franca expansão, aumentando sua participação nos mercados do continente, comprando bancos nos países vizinhos, como é o caso do Itaú. Não é possível que paguem aqui um piso salarial menor do que na Argentina e Uruguai", indigna-se Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Uma prova desse processo de internacionalização foi a notícia veiculada nesta quinta (29) nos jornais de que o Itaú Unibanco comprou a carteira de clientes do HSBC no Chile. São 5,5 mil novos clientes de alta renda para o banco brasileiro.

Cordeiro destaca que a valorização do piso é um passo na diminuição da concentração de renda no Brasil. "O Brasil está crescendo e já é a sétima economia mundial, mas ocupa a vergonhosa décima posição entre os países mais desiguais do planeta, sendo que o sistema financeiro nacional contribui ativamente para essa mazela. Um alto executivo de banco chega a ganhar até cerca de 400 vezes mais que um bancário que recebe o piso, o que é injustificável", avalia.

Levantamento do Dieese feito com base no relatório de administração dos seis maiores bancos do país mostra que a remuneração dos executivos somou R$ 665 milhões apenas no primeiro semestre de 2011, um crescimento médio de 12% em relação a 2010. No Santander, o crescimento foi ainda maior, atingindo 45% no mesmo período.

Após cinco rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, a proposta apresentada pela Fenaban não garante a valorização dos pisos, limitando-se a um índice de reajuste de 8% em todas as verbas - o que significa um ganho acima da inflação de apenas 0,56%. Pela proposta, o piso passaria dos atuais R$ 1.250 para R$1.350, muito abaixo da reivindicação da categoria, que é o salário mínimo do Dieese, calculado em R$ 2.297,51 em junho.

"A valorização do piso é uma das principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários e, por isso, precisa ser contemplada pelos bancos na construção de uma proposta decente para resolver o impasse da greve da categoria", conclui o dirigente sindical.

Pisos Salariais praticados no Brasil
Fenaban (pós 90 dias)
R$ 1250,00*
Caixa (pós 90 dias)
R$ 1600,00*
BB
R$ 1600,00*
BRB
R$ 1900,00**
*Valor convencionado em 2010.
** Valor acordado em set/2011, com 13% de reajuste e 5,22% de aumento real.
Elaboração: Dieese - Rede Bancários



Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Bancários fecham 7.950 agências no país, mas bancos permanecem calados

A greve nacional dos bancários cresceu nesta segunda-feira (3), sétimo dia de paralisação, e atingiu todos os 26 estados e o Distrito Federal, com a adesão dos funcionários de Roraima. A categoria paralisou 7.950 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30.

A greve começou na última terça-feira (27), após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa apenas 0,56% de aumento real.O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido nesta segunda-feira, em São Paulo, decidiu orientar os sindicatos a intensificarem as ações para mobilizar os bancários e ampliar a greve em todo país, uma vez que a Fenaban permanece em silêncio."Mantemos nossa disposição de diálogo e, para tanto, o Comando Nacional está de plantão até esta terça-feira (4), em São Paulo, para retomar o processo de negociações com os bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Queremos uma proposta decente para valorizar o trabalho dos bancários", destaca.Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização", diz Cordeiro.O presidente da Contraf-CUT destaca que a valorização do piso da categoria é um ponto fundamental para o acordo. "Dados do Dieese mostram que o salario inicial dos bancários brasileiros é menor que o piso dos trabalhadores argentinos e uruguaios. Isso é um absurdo, uma vez que os bancos brasileiros estão entre os maiores e mais lucrativos do continente", alerta o dirigente sindical.Segundo pesquisa feita pela Subseção do Dieese da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432). A comparação do valor por hora trabalhada também é bastante desfavorável para os bancários do país. O piso dos brasileiros é equivalente a US$ 6,1 por hora de trabalho, enquanto os argentinos ganham US$ 9,8/hora, seguidos pelos uruguaios, que recebem US$ 8/hora. "É uma situação que mostra em parte porque o Brasil se mantém entre as nações com a pior distribuição de renda do mundo", salienta Cordeiro. Conforme o Dieese, cerca de 140 mil bancários recebem o piso no Brasil, o que significa aproximadamente 30% ou quase um terço da categoria. 
Fonte: Contraf - Feeb-SP/MS

sábado, 1 de outubro de 2011

BANPARÁ OFERECE 10%: - PODEREMOS REFORÇAR MAIS NOSSA CONQUISTA!!



O Banpará ofereceu reajuste de 10% sobre as verbas salariais, mais 5% de promoção do Plano de Cargos e Salários em 2012; Anuênio reajustado para R$ 25,00; Reajuste de 20% sobre tíquete alimentação e cesta alimentação, além de um tíquete alimentação extra de R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$ 1.200,00 antes do Círio, R$ 1.000,00 em Dezembro/2011 e R$ 1.000,00 em Março/2012, dentre outras conquistas.
A proposta, já aprovada em assembléia, ainda contempla: 

1.REAJUSTE: Reajuste de 10% (dez por cento) sobre todas as verbas fixas de natureza salarial, à exceção do anuênio, gratificação de quebra de caixa e gratificação de tesoureiro. Se o reajuste nacional for superior à proposta, o Banpará seguirá o reajuste nacional.

2.ANUÊNIO: Será reajustado para o valor de R$ 25,00. Hoje é R$ 21,49% e o cresciemnto é d 16,33%.

3.GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO DE TESOUREIROS: Reajuste na comissão dos tesoureiros, observado o nível da agência, em valores de R$ 1.532,00 a R$ 2.451,00. Até antes da greve, a função de tesoureiro era de R$ 1.393,00.

4.GRATIFICAÇÃO DE QUEBRA DE CAIXA: Passará para R$ 250,00. Hoje é R$ 180,49, crescimento de 36%.

5.TÍQUETE ALIMENTAÇÃO E CESTA ALIMENTAÇÃO: Reajuste de 20%. Passará de R$ 752,76 para R$ 903,30.

6.PLR: Aplica-se a regra da FENABAN com majoração da parcela adicional em 2%; Antecipação de R$ 1.000,00 ate o dia 05/10/2011; TÍQUETE ALIMENTAÇÃO EXTRA: R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$1.200,00 antes do Círio, R$1.000,00 em Dezembro/2011 e R$1.000,00 em Março/2012.

7.TÍQUETE ALIMENTAÇÃO PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ: Pagamento por até 30. Item novo. Antes, não havia este benefício no Banpará.

8.PCS: O Banco concederá promoção por merecimento em Janeiro de 2012 a todos os empregados enquadrados em Janeiro/2010, concedendo um nível na tabela salarial, o que significa 5% a mais;
Será adotado o critério temporal de dois anos por merecimento e de três anos por antiguidade;
Manutenção do Grupo Paritário do PCS para discussão dos critérios qualitativos para a promoção por merecimento.

9. ABONO ACADEMIA: valor individual de R$50,00 por empregado, em forma de reembolso.

10. AFBEPA: formalização da liberação de um representante para a AFBEPA.

11. LICENÇA PRÊMIO: 5 dias para cada ano, sem retroatividade, para gozo.

12. ABONO DOS DIAS PARADOS: não haverá desconto para grevistas e nem compensação de horas.
Fonte: Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito - CONTEC

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CAMPANHA SALARIAL 2011: Sem nova contraproposta


Nesta sexta-feira (30/09), não houve nenhuma contraproposta por parte da FENABAN, além dos 8% oferecidos no dia 23 do corrente. Por isto, devemos intensificar, fortalecer e ampliar a mobilização dos bancários em toda a base sindical. 
As ações de mobilização em todo o território nacional tem demonstrado a união e a força da nossa categoria. É importante seguirmos com as assembleias abertas para que todos fiquem bem informados. 
REUNIREMOS ÀS 08 HORAS DA MANHÃ NA SEDE DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS, DIA 03.10.2011. COMPAREÇAM!!!

Itaú fecha hoje compra da unidade chilena do HSBC


O Itaú Unibanco está fechando a compra da unidade chilena de varejo do HSBC, banco que está revendo seu portfólio no mundo inteiro. Ambas as instituições devem comunicar a transação ao mercado hoje de manhã, segundo o Valor apurou.
Ontem, procurados pela reportagem, os bancos informaram que não comentariam o assunto.
Apesar de ser um negócio pequeno, já que o braço varejista do HSBC no Chile soma apenas US$ 20 milhões em ativos e quatro agências bancárias, a operação mostra o apetite dos bancos brasileiros em expandir suas atividades no exterior, principalmente na América Latina.
Em diversas partes do mundo, o HSBC está se desfazendo das operações de varejo, como já ocorreu na Rússia, na Polônia e em alguns pontos dos Estados Unidos. O objetivo é se concentrar principalmente nas atividades voltadas para o atendimento a empresas das mais variadas.
Na semana passada, em entrevista ao Valor, Stuart Gulliver, presidente mundial do HSBC, afirmou que também poderá rever alguns ativos no Brasil, entre eles a Losango.
O objetivo do banco é se concentrar nas atividades mais rentáveis e nas quais já tenha atingido escala. Por isso o varejo no Chile, cujas atividades começaram em abril do ano passado, deixou de ser uma prioridade. Em apresentação recente a investidores, o HSBC destacou que, na América Latina, seus maiores interesses estão no Brasil, no México e na Argentina.
Enquanto os bancos europeus e americanos estão revendo sua atuação mundo afora para resolver problemas domésticos, os brasileiros estão aproveitando algumas oportunidades que surgem para se internacionalizar e crescer.
O Itaú já está no Chile desde 2006, quando comprou as operações do BankBoston, mas vem intensificando recentemente sua presença no país. No mês passado, a instituição anunciou a criação de uma nova empresa no Chile com a Munita, Cruzat & Claro (MCC), líder em gestão de fortunas no país, com US$ 2 bilhões de ativos.
Na época, em entrevista ao Valor, João Medeiros, diretor de private banking do Itaú, afirmou que a instituição estava interessada em oferecer produtos brasileiros para os chilenos. Agora, com a aquisição da divisão de clientes de alta renda do HSBC no Chile, o Itaú reforça sua carteiras de clientes endinheirados.
O Chile também atraiu recentemente o interesse do BTG Pactual, que assinou um memorando de entendimentos para comprar a corretora Celfin por cerca de US$ 600 milhões, valor que será em sua maior parte pago com ações do banco brasileiro.
Com a Celfin, o banco controlado por André Esteves já ganharia uma posição de liderança em corretagem, fusões e aquisições e gestão de recursos e fortunas no Chile e no Peru, além de uma porta de entrada para a Colômbia, onde a empresa inicia operações.
Jornais colombianos também têm noticiado o interesse de bancos brasileiros em instituições no país. O BTG teria como alvo a Correval, segunda maior corretora da Colômbia, e o Itaú estaria negociando com o banco Colpatria. Ambas as instituições brasileiras, porém, negam rumores.
Também de olho no crescente fluxo de negócios entre a América Latina e a China, o BTG está investindo cerca de US$ 100 milhões na Citic Securities, maior corretora chinesa por valor de mercado.
É uma transação que deve evoluir para uma participação acionária cruzada entre as duas instituições para selar o interesse de ambas de fazer negócios juntas entre companhias latino-americanas e chinesas.
O BTG e o Citic avaliam que hoje os negócios entre Brasil e China está ficando concentrado nas mãos de instituições americanas e europeias, abrindo espaço para a aliança entre os bancos de países emergentes.
Fonte: Valor Econômico

Bancários param 7.672 agências no terceiro dia da greve nacional


A greve nacional dos bancários seguiu crescendo em seu terceiro dia nesta quinta-feira (29), ao paralisar 7.672 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O número representa um aumento de 1.424 unidades fechadas a mais do que ontem. Em relação à terça-feira, primeiro dia do movimento, são 3.481 unidades a mais.

O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira (3).

"O silêncio dos bancos e do governo tem indignado os trabalhadores e fortalecido a greve, que caminha para ser uma das maiores dos últimos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país. Mantemos a disposição para o diálogo para construirmos uma convenção coletiva com avanços econômicos e sociais para a categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo", sustenta.

Carlos Cordeiro destaca a reivindicação dos trabalhadores pela geração de mais empregos pelos bancos. "Queremos mais contratações para melhorar o atendimento aos clientes, reduzir as filas intermináveis nas agências e garantir condições dignas de trabalho aos bancários, que estão estressados com a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, impostas pelos banqueiros", diz o presidente da Contraf-CUT. "Nossas reivindicações são justas e as empresas têm todas as condições de atendê-las, diante dos lucros gigantescos que vêm acumulando", sustenta.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.
Solidariedade 

Os bancários estão realizando em várias capitais passeatas e atos conjuntos com os trabalhadores dos Correios, em greve há 16 dias. "Estamos realizando atividades de esclarecimento da população e mobilização dos trabalhadores. A intransigência dos patrões e do governo tem aumentado a união e solidariedade entre as duas categorias na luta por melhores condições de vida", sustenta Carlos Cordeiro.


Fonte: Contraf-

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Greve cresce no segundo dia e bancários param 6.248 agências em todo o país

A greve nacional dos bancários se fortaleceu nesta quarta-feira (28), seu segundo dia, e aumentou para 6.248 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados em 25 estados e no Distrito Federal. São 2.057 unidades fechadas a mais do que no primeiro dia de greve, quando foram paralisadas 4.191 unidades, de acordo com o balanço feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve em assembleia realiza na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento a partir do dia 3.

"O movimento está aumentando rápido de acordo com os relatos de sindicatos de todo o país. A força da greve é proporcional à insatisfação dos bancários, que cresce a cada dia sem manifestação por parte dos bancos", diz Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A julgar pelos anos anteriores, o movimento deve continuar se fortalecendo e vamos trabalhar para isso. Estamos abertos para a retomada das negociações e cabe aos bancos apresentarem uma nova proposta", conclui.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada pelos trabalhadores a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

"Nossas reivindicações são justas e as empresas têm todas as condições de atendê-las, como mostram os altíssimo valores da remuneração dos diretores e conselheiros de administração dos bancos", destaca Cordeiro. Segundo pesquisa do Dieese baseada nos balanços dos bancos, o conjunto dos altos executivos do Itaú recebeu R$ 683 milhões em 2010, enquanto os do Bradesco receberam R$ 298 milhões e os do Santander ficaram com R$ 207 milhões no ano.

"O Brasil é um dos países com maior diferença entre os salários. Aqui, um executivo de banco chega a ganhar 400 vezes a renda do piso de um bancário. É preciso modificar essa situação, que contribui para que mantenhamos uma vergonhosa posição entre as dez nações mais desiguais do mundo", sustenta o presidente da Contraf-CUT. 

Fonte: Contraf-