Poucos dias após o encerramento da Campanha Nacional Unificada 2011, o Bradesco divulgou seu balanço do terceiro trimestre do ano. E, como esperado, a porta de entrada dos recursos financeiros continua sendo muito mais generosa e larga que a de saída, principalmente quando se trata dos salários dos funcionários, que só aumenta após muita luta dos trabalhadores.
Os números apresentados nesta quarta 26 apontam para um lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 2,815 bilhões, 11,4% maior do que os resultados do mesmo período de 2010. A carteira de crédito expandida em setembro atingiu R$ 332,335 bilhões, alta de 22% em 12 meses. Com isso, os ativos totais estavam R$ 722,289 bilhões no fim de setembro, alta de 18% sobre um ano antes.
De acordo com a consultoria Economática, de janeiro a setembro o Bradesco teve um lucro líquido de R$ 8,302 bilhões; trata-se do segundo melhor resultado da história, no período, entre os bancos nacionais de capital aberto. O resultado só é menor que o registrado pelo Itaú Unibanco em 2010 quando atingiu a volumosa quantia de R$ 9,433 bilhões nos primeiros nove meses.
Valorização - Para a diretora do Sindicato e funcionária do Bradesco Neiva Ribeiro os resultados demonstram que o banco pode atender as reivindicações específicas de seus trabalhadores, entre elas “um justo, transparente e democrático Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o auxílio-educação educação; melhorias no plano de saúde com a inclusão de pais, além da ampliação das coberturas com a inclusão de especialidades como psicologia, psiquiatria, fonoaudiólogo e manutenção do convênio durante a aposentadoria”. Segundo ela, os bancários estão insatisfeitos com as condições de trabalho, a sobrecarga provocada pela falta de funcionários e a cobrança excessiva por metas. “Além disso, os trabalhadores estão exigindo valorização por meio da ascensão profissional”.
Em 2007 o Sindicato lançou a Campanha de Valorização dos Funcionários do Bradesco, apresentando uma pauta com treze reivindicações. Destas, três foram contempladas: a ampliação da licença-maternidade para seis meses, a inclusão dos parceiros homoafetivos no plano de saúde e o instrumento de combate ao assédio moral.
Lucros bilionários - A consultoria Economática elencou ainda os dez maiores lucros dos bancos no período de janeiro a setembro, que compreende os três primeiros trimestres do ano. Itaú possui a 1ª (R$ 9,433 bilhões em 2010), 5ª (R$ 6,854 bilhões em 2009), 6ª (R$ 6,444 bilhões em 2007) e 9ª colocações (R$ 5,932 bilhões em 2008 ); Bradesco vem em seguida, com a segunda posição este ano (R$ 8,302 bilhões), a 4ª ( R$ 7,035 em 2010) e a 7ª (R$ 6,015 bilhões em 2008) e Banco do Brasil fecha a lista com o 3ª maior lucro (R$ 7,701 bilhões em 2010), o 8º (R$ 5,992 em 2009) e o 10º (R$ 5,859 bilhões em 2008).
Essas colocações devem ser alteradas nos próximos dias já que o Bradesco foi o primeiro entre os sete maiores bancos a apresentar o balanço do terceiro trimestre. Santander deve divulgar seus resultados nesta quinta-feira 27; Itaú Unibanco na terça-feira, 1 de novembro, e Banco do Brasil na quinta-feira 3.
Marcelo Santos, com informações do Uol, Estadão e Agência Reuters - 26/10/2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Lançada campanha para isenção de imposto de renda na PLR Sindicato, ao lado de químicos e metalúrgicos, defende tributação mais justa e progressiva. Imprima abaixo-assinado e colete adesões
Uma parte do valor que os bancários recebem nos próximos dias, a título de Participação nos Lucros e Resultados, irá para o leão do imposto de renda. Por outro lado, os bancos, que tanto lucram, ganham o direito de deduzir os valores da PLR, da base de cálculo do IR.
Esse é apenas mais um dos vários exemplos de injustiça perpetuados pelo sistema tributário brasileiro e que os bancários, ao lado de metalúrgicos e químicos de todo o Brasil, querem alterar.
Um dos primeiros passos é a campanha que tem início nesta quinta-feira 27. O objetivo é acabar com a incidência do IR sobre a PLR dos trabalhadores. Um abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso Nacional e ao Governo Federal pressionando pelo fim do tributo. “Quanto mais trabalhadores participarem do abaixo-assinado, maior será a pressão que conseguiremos fazer pela aprovação dessa isenção”, explica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
> Clique aqui para imprimir o abaixo-assinado e ajudar na coleta de adesões
O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) está apresentado um projeto que visa alterar a Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, pedindo a isenção. A reivindicação também será apresentada ao Ministério da Fazenda. “Imprima, leve para seus amigos e toda a família. Temos de fazer uma grande mobilização para que ainda este ano o projeto seja aprovado e a isenção possa incidir em 2012.”
A dirigente lembra que quem tem renda anual até R$ 18.799,32 tem isenção de imposto de renda. “Esse valor pode ser o teto para isentar também o pagamento de IR sobre a PLR anual dos trabalhadores.”
Injustiça – Os bancos, que têm lucros astronômicos, pagam menos impostos que a classe trabalhadora brasileira. A constatação faz parte de relatório do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), lançado em agosto deste ano. O estudo mostra que em 2009, enquanto os trabalhadores contribuíram com 10,68% da carga tributária, as instituições financeiras arcaram com apenas 3,02% da arrecadação do país. De acordo com o relatório, o sistema tributário brasileiro “tem sido um instrumento a favor da concentração de renda”, que agrava o ônus fiscal dos mais pobres e alivia o das classes mais ricas.
Ainda segundo o Sindifisco, entre agosto de 2010 e setembro deste ano, as pessoas físicas pagaram um total de R$ 89,9 bilhões, entre IR e valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho. Já os bancos contribuíram com apenas R$ 37,2 bilhões, somados os pagamentos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Renda.
Fonte: Seeb-SP - Contraf
Esse é apenas mais um dos vários exemplos de injustiça perpetuados pelo sistema tributário brasileiro e que os bancários, ao lado de metalúrgicos e químicos de todo o Brasil, querem alterar.
Um dos primeiros passos é a campanha que tem início nesta quinta-feira 27. O objetivo é acabar com a incidência do IR sobre a PLR dos trabalhadores. Um abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso Nacional e ao Governo Federal pressionando pelo fim do tributo. “Quanto mais trabalhadores participarem do abaixo-assinado, maior será a pressão que conseguiremos fazer pela aprovação dessa isenção”, explica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.
> Clique aqui para imprimir o abaixo-assinado e ajudar na coleta de adesões
O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) está apresentado um projeto que visa alterar a Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000, pedindo a isenção. A reivindicação também será apresentada ao Ministério da Fazenda. “Imprima, leve para seus amigos e toda a família. Temos de fazer uma grande mobilização para que ainda este ano o projeto seja aprovado e a isenção possa incidir em 2012.”
A dirigente lembra que quem tem renda anual até R$ 18.799,32 tem isenção de imposto de renda. “Esse valor pode ser o teto para isentar também o pagamento de IR sobre a PLR anual dos trabalhadores.”
Injustiça – Os bancos, que têm lucros astronômicos, pagam menos impostos que a classe trabalhadora brasileira. A constatação faz parte de relatório do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), lançado em agosto deste ano. O estudo mostra que em 2009, enquanto os trabalhadores contribuíram com 10,68% da carga tributária, as instituições financeiras arcaram com apenas 3,02% da arrecadação do país. De acordo com o relatório, o sistema tributário brasileiro “tem sido um instrumento a favor da concentração de renda”, que agrava o ônus fiscal dos mais pobres e alivia o das classes mais ricas.
Ainda segundo o Sindifisco, entre agosto de 2010 e setembro deste ano, as pessoas físicas pagaram um total de R$ 89,9 bilhões, entre IR e valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho. Já os bancos contribuíram com apenas R$ 37,2 bilhões, somados os pagamentos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, do PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Renda.
Fonte: Seeb-SP - Contraf
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Datas de pagamento informadas pelos bancos
Confira as datas de pagamentos dos reajustes e adiantamento de PLR informados pelos bancos:
Caixa Federal depositará PLR no dia 1º de novembro Comando Nacional dos Bancários e direção do banco assinam renovação de acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria
Os empregados da Caixa Federal terão creditados no dia 1º de novembro a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados, do valor adicional e também a PLR Social. A data foi confirmada na terça 25 durante a assinatura do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre os representantes dos empregados e da direção do banco.
A PLR Social, assegurada após a forte greve nacional de 21 dias da categoria, estabelece a distribuição linear para todos os empregados de 4% do lucro líquido. Já a PLR (90% do salário mais R$ 1.400, com teto de R$ 7.827,29) e a parcela adicional da PLR (2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.800,00) seguem a regra da Fenaban.
O que será creditado no dia 1º de novembro será a antecipação correspondente à distribuição de 4% do lucro líquido do primeiro semestre da Caixa a título de PLR Social; a primeira parcela da PLR de 54% do salário mais R$ 840 (com teto de R$ 4.696,37), e a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre referente à PLR adicional (teto de R$ 1.400). O restante será pago até março de 2012.
Diferenças – A Caixa Federal creditou as diferenças salariais retroativas a 1º de setembro no salário de outubro. Os acertos da cesta-alimentação, do tíquete-refeição e o crédito da 13ª cesta-alimentação (R$ 339,08) ocorrerão em novembro.
Veja quanto os empregados devem receber a partir do piso da Caixa Federal já reajustado em 11,56% e que passa a R$ 1.826.
PLR Caixa - (Antecipação)* | |||||
Faixa Salarial | Total Regra Básica¹ | Adicional² | Total Fenaban | PLR Social | Total a Receber |
1.826 | 1.826,04 | 538,81 | 2.364,85 | 1.077,62 | 3.442,46 |
1.900 | 1.866 | 538,81 | 2.404,81 | 1.077,62 | 3.482,42 |
2.500 | 2.190 | 538,81 | 2.728,81 | 1.077,62 | 3.806,42 |
3.000 | 2.460 | 538,81 | 2.998,81 | 1.077,62 | 4.076,42 |
3.500 | 2.730 | 538,81 | 3.268,81 | 1.077,62 | 4.346,42 |
4.500 | 3.270 | 538,81 | 3.808,81 | 1.077,62 | 4.886,42 |
5.000 | 3.540 | 538,81 | 4.078,81 | 1.077,62 | 5.156,42 |
6.000 | 4.080 | 538,81 | 4.618,81 | 1.077,62 | 5.696,42 |
7.000 | 4.696,37 | 538,81 | 5.235,18 | 1.077,62 | 6.312,79 |
8.000 | 4.696,37 | 538,81 | 5.235,18 | 1.077,62 | 6.312,79 |
* Complemento será pago até março de 2012
(1) A antecipação da regra básica de PLR é composta por 54% do salário
reajustado mais R$ 840,00, que corresponde a 60% da parcela fixa de R$ 1.400,00
com teto de R$ 4.696,37. Inclui nesse valor 2% do lucro líquido do primeiro semestre
a título de parcela adicional, mais 4% do lucro líquido a título de parcela extraordinária.
(2) Os valores foram calculados a partir do lucro líquido do primeiro semestre de 2011,
calculado em R$ 2,27 bilhões e distribuição para 84.420 funcionários do banco.
(1) A antecipação da regra básica de PLR é composta por 54% do salário
reajustado mais R$ 840,00, que corresponde a 60% da parcela fixa de R$ 1.400,00
com teto de R$ 4.696,37. Inclui nesse valor 2% do lucro líquido do primeiro semestre
a título de parcela adicional, mais 4% do lucro líquido a título de parcela extraordinária.
(2) Os valores foram calculados a partir do lucro líquido do primeiro semestre de 2011,
calculado em R$ 2,27 bilhões e distribuição para 84.420 funcionários do banco.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
HSBC antecipa a PLR e diferença no salário dia 27
O HSBC informou que fará na próxima quinta-feira, dia 27, o crédito da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e das diferenças oriundas do reajuste de 9% nos salários referentes ao mês de setembro.
Além disso, o banco informou que pagará no dia 28, sexta-feira, as diferenças relativas ao reajuste nos vales-refeição, cesta-alimentação e demais verbas, bem como a 13ª cesta-alimentação, no valor de R$ 339,08.
FEEB SP/MS
TST divulga Carta de Brasília com diretrizes para prevenir acidentes de trabalho
Divulgada ao fim do Seminário de Prevenção de Acidentes do Trabalho, realizado nesta quinta e sexta-feira (dias 20 e 21) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Carta de Brasília, assinada pelo participantes, propõe uma tomada de posição que envolva Estado, empresas, trabalhadores e a sociedade em geral para atacar de forma eficiente o grave problema dos acidentes de trabalho no País.
Ao longo dos dois dias do Seminário, especialistas de diversos campos do conhecimento expuseram seus pontos de vista, consolidados na Carta, que prega a necessidade de instituição de políticas públicas "realistas e eficazes" para solucionar um problema que "atinge diretamente a dignidade da pessoa humana".
Leia, abaixo, a íntegra do documento:
CARTA DE BRASÍLIA SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO
Os participantes do Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho, organizado e promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho, no período de 20 a 21 de outubro de 2011, vêm a público para:
1. expressar perplexidade e preocupação com o número acentuado e crescente de acidentes e doenças relacionados ao trabalho no País, que atinge diretamente a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República;
2. alertar as empresas de que acidentes de trabalho são previsíveis e, por isso, evitáveis, razão pela qual prevenção e gestão de riscos constituem investimento, enquanto reparação de danos implica prejuízo;
3. recordar que é dever do empregador cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho (CLT, art. 157), obrigação do empregado colaborar no seu cumprimento (CLT, art. 158), e atribuição do Estado promover a respectiva fiscalização (CLT, art. 156), de modo a construir-se uma cultura de prevenção de acidentes;
4. afirmar que um ambiente de trabalho seguro e saudável deve ter primazia sobre o recebimento de adicionais compensatórios pelas condições desfavoráveis;
5. registrar que o avanço do Direito Ambiental deve alcançar os locais de trabalho, para assegurar aos trabalhadores um meio ambiente seguro, saudável e ecologicamente equilibrado;
6. exigir o fiel cumprimento do art. 14 da Convenção 155 da OIT, em vigor no Brasil desde 1993, segundo o qual questões de segurança, higiene e meio ambiente do trabalho devem ser inseridas em todos os níveis de ensino e de treinamento, incluídos aqueles do ensino superior técnico e profissional, com o objetivo de satisfazer as necessidades de treinamento de todos os trabalhadores;
7. conclamar pela ratificação urgente da Convenção 187 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, sobre o Marco Promocional da Segurança e Saúde no Trabalho;
8. encarecer aos poderes constituídos a implementação, com urgência, de política nacional sobre segurança, saúde e meio ambiente do trabalho;
9. proclamar a necessidade de maiores investimentos na produção e difusão de conhecimento sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente, bem como de uniformidade e maior presteza na divulgação das estatísticas oficiais relativas aos acidentes de trabalho no País, a fim de auxiliar a implementação de políticas públicas realistas e eficazes;
10. convocar toda a sociedade para uma mobilização e conjugação de esforços na busca de medidas concretas para reduzir ao mínimo possível os acidentes e doenças relacionados ao trabalho, com os quais todos perdem.
Brasília, 21 de outubro de 2011
Fonte: TST
Ao longo dos dois dias do Seminário, especialistas de diversos campos do conhecimento expuseram seus pontos de vista, consolidados na Carta, que prega a necessidade de instituição de políticas públicas "realistas e eficazes" para solucionar um problema que "atinge diretamente a dignidade da pessoa humana".
Leia, abaixo, a íntegra do documento:
CARTA DE BRASÍLIA SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO
Os participantes do Seminário de Prevenção de Acidentes de Trabalho, organizado e promovido pelo Tribunal Superior do Trabalho, no período de 20 a 21 de outubro de 2011, vêm a público para:
1. expressar perplexidade e preocupação com o número acentuado e crescente de acidentes e doenças relacionados ao trabalho no País, que atinge diretamente a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República;
2. alertar as empresas de que acidentes de trabalho são previsíveis e, por isso, evitáveis, razão pela qual prevenção e gestão de riscos constituem investimento, enquanto reparação de danos implica prejuízo;
3. recordar que é dever do empregador cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho (CLT, art. 157), obrigação do empregado colaborar no seu cumprimento (CLT, art. 158), e atribuição do Estado promover a respectiva fiscalização (CLT, art. 156), de modo a construir-se uma cultura de prevenção de acidentes;
4. afirmar que um ambiente de trabalho seguro e saudável deve ter primazia sobre o recebimento de adicionais compensatórios pelas condições desfavoráveis;
5. registrar que o avanço do Direito Ambiental deve alcançar os locais de trabalho, para assegurar aos trabalhadores um meio ambiente seguro, saudável e ecologicamente equilibrado;
6. exigir o fiel cumprimento do art. 14 da Convenção 155 da OIT, em vigor no Brasil desde 1993, segundo o qual questões de segurança, higiene e meio ambiente do trabalho devem ser inseridas em todos os níveis de ensino e de treinamento, incluídos aqueles do ensino superior técnico e profissional, com o objetivo de satisfazer as necessidades de treinamento de todos os trabalhadores;
7. conclamar pela ratificação urgente da Convenção 187 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, sobre o Marco Promocional da Segurança e Saúde no Trabalho;
8. encarecer aos poderes constituídos a implementação, com urgência, de política nacional sobre segurança, saúde e meio ambiente do trabalho;
9. proclamar a necessidade de maiores investimentos na produção e difusão de conhecimento sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente, bem como de uniformidade e maior presteza na divulgação das estatísticas oficiais relativas aos acidentes de trabalho no País, a fim de auxiliar a implementação de políticas públicas realistas e eficazes;
10. convocar toda a sociedade para uma mobilização e conjugação de esforços na busca de medidas concretas para reduzir ao mínimo possível os acidentes e doenças relacionados ao trabalho, com os quais todos perdem.
Brasília, 21 de outubro de 2011
Fonte: TST
Bancos se preparam para uso da biometria nos caixas eletrônicos
Clientes bancários no Brasil estão se adaptando a uma nova tecnologia - o uso da biometria em caixas eletrônicos. A tecnologia identifica o cliente pela leitura das digitais, da palma da mão ou de outras características únicas e pode substituir o uso de senha.
O corretor de seguros Derick Crispin Gomes, 19 anos, considera que a tecnologia traz mais segurança. "A maior vantagem é a confiança que temos, pois as impressões digitais são únicas para cada pessoa, então acho que fica mais difícil para fraudes. Outra vantagem é a questão das senhas. O uso de muitas senhas acaba confundindo a gente, então o sistema traz benefícios", argumenta.
Mas Derick também aponta desvantagens. "Existem muitas sugestões de sistemas de segurança, contudo considero que nenhum é realmente seguro. Uma das desvantagens é que por ser um sistema novo ainda apresenta algumas falhas no reconhecimento. Muitas vezes dá erro na leitura", disse.
O contabilista Melquiades Augusto, 42 anos, ainda não teve acesso ao novo sistema, mas espera experimentar logo a novidade. "Para mim, todas as tecnologias são boas para a sociedade, apostar em novidades que facilite a vida das pessoas é um ganho para todos nós, ainda mais essas novidades que trazem segurança. Eu usaria o sistema, e espero que ele chegue logo a todos os bancos", disse.
A biometria nos caixas eletrônicos no país começou a ser usada em 2006 pelo Bradesco. O banco escolheu a tecnologia Palm Secure, que captura a imagem do padrão vascular da palma da mão e funciona como uma senha. Atualmente, em todas as agências do banco é possível encontrar pelo menos um equipamento de autoatendimento com a tecnologia. Segundo o Bradesco, desde que a biometria foi adotada, cerca de 6 milhões de clientes optaram por usar sistema de leitura biométrica para realizar suas transações, instalado em 21.752 máquinas de autoatendimento.
No Banco do Brasil (BB), a expectativa é que a partir do próximo ano comecem a ser instalados os módulos nos caixas eletrônicos para que seja possível fazer o uso da biometria.
Segundo o gerente executivo da Unidade Gestão de Canais do BB, Pedro Acácio Bergamasco, a expectativa é que em 2013 todos os equipamentos estejam adaptados e os clientes não precisem mais usar senha nos caixas eletrônicos. Atualmente, o banco tem 40 mil caixas eletrônicos. "A tecnologia reduz a possibilidade de fraudes, como clonagem de cartão", disse Bergamasco. Quando os caixas estiverem adaptados, os clientes poderão fazer o cadastro biométrico nas próprias máquinas de autoatendimento.
A Caixa também tem projeto de uso das informações biométricas em caixas eletrônicos. No dia 18 de agosto, o banco anunciou que irá receber do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados do cadastro biométrico de eleitores. A ideia é usar as informações para garantir a segurança e evitar fraudes no pagamento de benefícios previdenciários e do Programa Bolsa Família e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Na época, o vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Joaquim Lima de Oliveira, afirmou que no futuro será possível sacar benefícios sem usar senha e cartão, apenas por meio da digital do cidadão. De acordo com ele, atualmente muitos beneficiários perdem a senha ou recorrem a outras pessoas para sacar o benefício no banco.
Fonte: Kelly Oliveira - Agência Brasil
O corretor de seguros Derick Crispin Gomes, 19 anos, considera que a tecnologia traz mais segurança. "A maior vantagem é a confiança que temos, pois as impressões digitais são únicas para cada pessoa, então acho que fica mais difícil para fraudes. Outra vantagem é a questão das senhas. O uso de muitas senhas acaba confundindo a gente, então o sistema traz benefícios", argumenta.
Mas Derick também aponta desvantagens. "Existem muitas sugestões de sistemas de segurança, contudo considero que nenhum é realmente seguro. Uma das desvantagens é que por ser um sistema novo ainda apresenta algumas falhas no reconhecimento. Muitas vezes dá erro na leitura", disse.
O contabilista Melquiades Augusto, 42 anos, ainda não teve acesso ao novo sistema, mas espera experimentar logo a novidade. "Para mim, todas as tecnologias são boas para a sociedade, apostar em novidades que facilite a vida das pessoas é um ganho para todos nós, ainda mais essas novidades que trazem segurança. Eu usaria o sistema, e espero que ele chegue logo a todos os bancos", disse.
A biometria nos caixas eletrônicos no país começou a ser usada em 2006 pelo Bradesco. O banco escolheu a tecnologia Palm Secure, que captura a imagem do padrão vascular da palma da mão e funciona como uma senha. Atualmente, em todas as agências do banco é possível encontrar pelo menos um equipamento de autoatendimento com a tecnologia. Segundo o Bradesco, desde que a biometria foi adotada, cerca de 6 milhões de clientes optaram por usar sistema de leitura biométrica para realizar suas transações, instalado em 21.752 máquinas de autoatendimento.
No Banco do Brasil (BB), a expectativa é que a partir do próximo ano comecem a ser instalados os módulos nos caixas eletrônicos para que seja possível fazer o uso da biometria.
Segundo o gerente executivo da Unidade Gestão de Canais do BB, Pedro Acácio Bergamasco, a expectativa é que em 2013 todos os equipamentos estejam adaptados e os clientes não precisem mais usar senha nos caixas eletrônicos. Atualmente, o banco tem 40 mil caixas eletrônicos. "A tecnologia reduz a possibilidade de fraudes, como clonagem de cartão", disse Bergamasco. Quando os caixas estiverem adaptados, os clientes poderão fazer o cadastro biométrico nas próprias máquinas de autoatendimento.
A Caixa também tem projeto de uso das informações biométricas em caixas eletrônicos. No dia 18 de agosto, o banco anunciou que irá receber do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados do cadastro biométrico de eleitores. A ideia é usar as informações para garantir a segurança e evitar fraudes no pagamento de benefícios previdenciários e do Programa Bolsa Família e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Na época, o vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Joaquim Lima de Oliveira, afirmou que no futuro será possível sacar benefícios sem usar senha e cartão, apenas por meio da digital do cidadão. De acordo com ele, atualmente muitos beneficiários perdem a senha ou recorrem a outras pessoas para sacar o benefício no banco.
Fonte: Kelly Oliveira - Agência Brasil
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