segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ao abrir agências e postos, Bradesco segue inclusão bancária da Contraf-CUT .


O presidente da Contraf-CUT Carlos Cordeiro, defendeu em audiência pública na Câmara dos Deputados, realizada no último dia 16 de agosto, que a inclusão bancária de todos os cidadãos brasileiros não passa pela ampliação de correspondentes, cujos serviços são precários, não são feitos por bancários, não oferecem segurança e não protegem o sigilo bancário. A verdadeira inclusão ocorre por intermédio da abertura de agências e postos de atendimento, onde os serviços são executados por bancários e os clientes contam com assistência financeira e dispõem de locais mais seguros e protegidos. 

A nova estratégia do Bradesco anda no caminho apontado pela Contraf-CUT. O banco abriu 1.033 agências e 799 postos de atendimento em 2011. O principal motivo é que no dia 2 de janeiro o banco perderá 6.233 pontos de atendimento de uma só vez, pois os postos dos Correios, onde funciona o Banco Postal, passarão nessa data para o Banco do Brasil, que venceu a concorrência.

"O banco está reconstruindo o buraco que ficou em sua estrutura, devido à perda da rede do Postal, com agências e não com novos correspondentes. Isso mostra que a tese da Contraf-CUT de que é possível incluir a população excluída dos serviços bancários e apresentar lucros satisfatórios está correta", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT. "Fica então provado que os bancos têm condições de assumir o atendimento de sua clientela através de agências e postos", salienta.

Mesmo com os custos da abertura de novas agências, o lucro líquido do banco aumentou. "Apesar do investimento feito na ordem de R$ 890 milhões com a instalação das novas unidades, o resultado dos primeiros nove meses do ano foi de R$ 8,3 bilhões, crescimento de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado", explica Miguel.

Embora tenha aberto quase dois mil novos pontos de atendimento, o Bradesco gerou até setembro 6.086 empregos entre janeiro e setembro, média de 3,3 novos postos de trabalho por dependência. "É muito pouco. O Bradesco, assim como os demais bancos, ainda devem muito à sociedade brasileira, na medida em que seguem cobrando as mais altas taxas de spreads do mundo, os juros e as tarifas são exorbitantes, as filas são intermináveis e, principalmente, o número de vagas abertas está muito aquém do que efetivamente podem fazer", avalia Miguel.

Itaú Unibanco na contramão

Mesmo atingindo lucro recorde nos primeiros nove meses de R$ 10,9 bilhões, o crescimento do resultado do Itaú Unibanco foi de 16% com relação ao mesmo período de 2010 e inferior ao Bradesco.

O Bradesco também expõe a estratégia nefasta de um de seus maiores concorrentes, que eliminou 2.496 postos de trabalho no mesmo período. 

"Além disso, o Itaú implementa forte política de rotatividade e terceirização, que representam os gastos registrados em seu balanço que mais cresceram. As operações de crédito que mais cresceram foram as de cartão de crédito e financiamentos de veículos, ambas formadas basicamente por trabalhadores terceirizados, que possuem jornada de trabalho maior, piores condições de trabalho e recebem um terço da remuneração média do bancários", afirma Miguel.

Com essas novas unidades, o Bradesco soma agora 5.932 pontos de atendimento, sendo 4.607 agências e 1.325 postos, ultrapassando a rede do Itaú Unibanco, que contava com 4.943 pontos de atendimento, dos quais 4.005 agências e 943 postos em setembro, último dado divulgado.

O mau exemplo do BC 

O Banco Central não tem contribuído para estimular a abertura de agências e postos pelos bancos, ao tomar medidas que ampliam a atuação dos correspondentes bancários, como as recentes resoluções nº 3.954 e nº 3.959. "O BC acaba atuando como sindicato dos banqueiros, autorizando as reduções de custo de pessoal e a terceirização do trabalho bancário, para aumentar ainda mais o lucro dos bancos e a concentração da riqueza de nosso país e a precarização do atendimento bancário aos clientes e usuários. Sua atuação é tão nebulosa nessa área, que sempre atua em defesa dos interesses dos bancos em detrimento dos interesses da sociedade", analisa Miguel.

Um exemplo, cita o dirigente sindical, de leniência do BC foi a medida que tomou na quinta-feira (15), em que alivia resolução de sua própria autoria estendendo o prazo de funcionamento dos correspondentes bancários no interior das agências e postos de atendimento. A medida de proibição que entraria em vigor no dia 2 de janeiro foi prorrogada para abril de 2.012. 

"Se a figura dos correspondentes bancários é para bancarizar, ou seja, incluir quem está excluído dos bancos, como então assegurar que estes funcionem dentro das próprias agências bancárias?", critica Miguel.


Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico

Contraf-CUT assina acordo aditivo e PPRS do Santander com avanços

rédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloCelebração: bancários renovam único aditivo com bancos privados

A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram nesta sexta-feira (16) com o Santander o acordo coletivo de trabalho, que é aditivo à convenção coletiva de trabalho firmado com a Fenaban. Também foi assinado o acordo do Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS), bem como os Termos de Compromisso do Banesprev e Cabesp e um novo que garante aos funcionários oriundos do Banespa a opção de migração ao plano de cargos e salários do banco. Todos os instrumentos firmados têm validade de um ano.

Clique aqui para acessar o aditivo e aqui para ler o acordo do PPRS.

> Clique aqui para acessar o Termo de Compromisso Cabesp

> Clique aqui para acessar o Termo de Compromisso Banesprev

> Clique aqui para acessar o Termo de Compromisso - Opção de Migração ao PCS

A cerimônia ocorreu na Torre do Santander, em São Paulo. A Contraf-CUT foi representada pelo secretário de imprensa e funcionário do banco, Ademir Wiederkehr. Também assinaram os acordos a presidenta e a diretora de finanças do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juandia Moreira e Rita Berlofa, respectivamente, a diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Cleyde Magno, o presidente da Fetec São Paulo, Luiz Cesar de Freitas (Alemão) e o diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas, Cristiano Meibach. 

Várias entidades sindicais enviaram procurações para a Contraf-CUT. Também compareceram diversos sindicalistas, como o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Marcelo Sá.

Pelo Santander, estiveram presentes a vice-presidente de Recursos Humanos, Lilian Guimarães, o superintendente de Relações Sindicais, Jerônimo dos Anjos, a gerente de Relações Sindicais, Fabiana Ribeiro, e o assistente de Relações Sindicais, Marcos Schmitz.

Celebração

"A assinatura representa a celebração de um acordo que traz avanços para os trabalhadores e reforça a posição do Santander, único banco privado que firma um aditivo à convenção coletiva", disse Ademir. "Foi um acordo difícil, mas ele comprova que houve diálogo entre as partes, o que é importante para a valorização dos trabalhadores e o crescimento do banco no Brasil", destacou Rita, que coordenou a mesa de negociações. 

Ademir lembrou que o acordo fecha o ano de 2011, que foi marcado por lutas e mobilizações, mas também por momentos de diálogo entre dirigentes sindicais e o banco. "Tivemos uma reunião com o novo presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, e esperamos novos contatos para debater as propostas dos trabalhadores", destacou. 

"Também participamos do primeiro encontro de sindicalistas da América Latina com o diretor de Relações Laborais do Santander na Espanha, Juan Gorostidi, onde defendemos a construção de um acordo marco global com a UNI Finanças, a exemplo dos instrumentos já firmados com o Banco do Brasil e outros bancos transnacionais", frisou o dirigente sindical.

O diretor da Contraf-CUT aproveitou para propor uma agenda positiva em 2012, discutindo temas como emprego, condições de trabalho, saúde e previdência. "O Brasil está crescendo e a maioria das pessoas não tem conta corrente. O melhor caminho para o Santander é a abertura de novas agências e postos de atendimento, como alguns bancos já estão fazendo, pois, além de gerar empregos para os bancários, garante atendimento decente para a sociedade. Todos sairão ganhando", enfatizou.

Veja os principais avanços do aditivo:

O aditivo garante a renovação de todas as cláusulas que estavam vigentes, como o intervalo de 15 minutos dentro da jornada de seis horas e a ampliação do horário de amamentação. Também renova os termos de compromisso do Banesprev e Cabesp, assinados concomitantemente com o aditivo desde 2001, que asseguram a manutenção do patrocínio do banco para o fundo de pensão e à caixa de assistência à saúde dos banespianos da ativa e aposentados. 

Além disso, o aditivo traz novos avanços para os trabalhadores, como:

Ampliação do auxílio-educação

O banco ampliará as bolsas de auxílio-estudo para cursos afins de graduação, passando-as de 2.000 para 2.300, no valor de 50% da mensalidade, limitada a R$ 410. As inscrições já estão abertas pela intranet do banco.

Melhoria do PPRS 

O PPRS sobe dos atuais R$ 1.350 para R$ 1.500, um acréscimo de 11,11%, que será creditado junto com a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até o dia 1º de março de 2012. 

Isso garante que nenhum funcionário poderá receber menos que R$ 1.500 a título de programa próprio de renda variável. Esse valor não será compensado com a PLR, como ocorre em outros bancos.

Ampliação do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho

Já assegurado nos aditivos anteriores, o fórum será ampliado e terá a participação de um cipeiro eleito por Cipa, como forma de reforçar este espaço de debate sobre os problemas de saúde e condições de trabalho no banco.

Grupo de Trabalho do SantanderPrevi 

Será formado um grupo para discutir, de forma conjunta, a partir de fevereiro de 2012, com prazo de duranção de 30 dias, a alteração do processo eleitoral existente, visando assegurar a possibilidade de candidaturas dos participantes com ampla e prévia divulgação dos critérios de elegibilidade e publicidade. O objetivo é garantir um processo democrático, como no Banesprev, e uma gestão participativa e transparente.

Procedimentos em caso de PP (Pedido de Prorrogação) 

Manutenção do salário quando o trabalhador afastado recebe alta do INSS, mas é considerado inapto para o retorno pelo médico da empresa. Fruto das negociações no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), o banco vinha garantindo o pagamento do salário ao funcionário enquanto aguardava o parecer do INSS. Agora essa prática está assegurada no aditivo.

Acesso aos sindicatos

Os dirigentes sindicais com frequência livre, empregados do banco, terão acesso às dependências do banco, inclusive prédios administrativos, para distribuição de jornais e boletins sindicais.

Licença para exames pré-natais 

As empregadas grávidas terão a ausência abonada para a realização de exames pré-natais, mediante comprovação por atestados médicos.

Opção de migração para funcionários oriundos do Banespa

Um novo termo de compromisso garante a opção de migração aos funcionários oriundos do Banespa para o plano de cargos, salários e carreiras do Santander.


Fonte: Contraf-CUT

domingo, 18 de dezembro de 2011

ATENÇÃO!!! Planos de Saúde terão prazo para atender clientes a partir desta segunda (19/12/2011)

Começa a vigorar nesta segunda-feira (19) a norma que estabelece que beneficiários de planos de saúde não poderão esperar mais do que sete dias por uma consulta com especialistas das áreas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia.
A norma entraria em vigor no dia 19 de setembro, mas foi adiada para que as operadoras dos planos tivessem um prazo maior para adaptação às regras estabelecidas.
Além do prazo de sete dias para consultas nessas especialidades, há ainda o prazo de três dias para serviços de diagnóstico por laboratório de análise clínica em regime ambulatorial, 21 dias para procedimentos de alta complexidade, entre outros.
Com a mudança, a agência publicou uma nova resolução normativa --a RN 268-- para ajustar a anterior --RN 259. Com isso, a operadora deve oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada.
Nos casos de ausência de rede assistencial, a operadora deverá garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município ou o transporte do beneficiário até um prestador credenciado, assim como seu retorno à localidade de origem --casos em que os custos correrão por conta da operadora.
As empresas de planos de saúde que não obedecerem aos prazos definidos pela ANS sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos constantes, poderão passar por medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou de todos os seus produtos e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.
Resolução normativa 259 da ANS
ServiçoPrazo máximo (dias úteis)
Consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia)7
Consulta nas demais especialidades médicas14
Consulta/sessão com fonoaudiólogo10
Consulta/sessão com nutricionista10
Consulta/sessão com psicólogo10
Consulta/sessão com terapeuta ocupacional10
Consulta/sessão com fisioterapeuta10
Consulta e procedimentos realizados em consultório/clínica com cirurgião-dentista7
Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial3
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial10
Procedimentos de alta complexidade*21
Atendimento em regime de hospital-dia10
Atendimento em regime de internação eletiva21
Urgência e emergênciaImediato
Consulta de retornoA critério do profissional
* Os procedimentos de alta complexidade são definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS

Fonte: Folha

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Economus reduz taxa de risco


Os participantes do PrevMais têm bons motivos para comemorar: com os resultados obtidos nos últimos três anos, foi possível uma substancial redução na contribuição mensal para a taxa de risco, que tem o objetivo exclusivo de oferecer cobertura em todos os benefícios de risco.
A medida é fruto da alteração do regime financeiro, que passou a seguir o modelo de Capitalização.  Na prática, a alteração representará significativa redução das contribuições para os benefícios em questão, que envolvem suplementação de renda em caso de doença, invalidez e/ou morte. 
Compare a antiga tabela com a nova, que entrará em vigor a partir de 1/01/2012:
 
SALÁRIO DE BENEFÍCIO
(EM R$)
TABELA VIGENTE
ATÉ 31/12/2011
 NOVA TABELA
A PARTIR DE 01/01/2012
 Até R$2.500,00
 0,27%
 0,05%
 De 2.500,00 a 3.000,00
 0,98%
 0,19%
 De 3.000,01 a 3.500,00
 1,68%
 0,33%
 3.500,01 a 4.000,00
 2,22%
 0,44%
 4.000,01 a 5.000,00
 2,68%
 0,53%
 5.000,01 a 6.000,00
 3,18%
 0,63%
 6.000,01 a 7.000,00
 3,54%
 0,70%
 7.000,01 a 8.000,00
 3,77%
 0,75%
 8.000,01 a 10.000,00
 4,03%
 0,80%
 10.000,01 a 12.000,00
 4,28%
 0,85%
 12.000,01 a 6 PPE (*)
 4,54%
 0,90%
(*) PPE : Padrão  Previdenciário Economus , equivalente a R$ 2.845,36
Como são as contribuições para o PrevMais?
Os participantes do PrevMais contribuem com dois tipos de percentuais, além da taxa administrativa. Um deles é direcionado apenas à formação de reservas que garantirão a renda programada para o futuro, na época da aposentadoria, e varia de 2% a 8% do salário, conforme a opção individual. O outro percentual, descrito na tabela acima, é destinado ao pagamento dos benefícios de risco.
Lembramos que permanece inalterada a contribuição para o custeio administrativo, que varia de 0,15% a 0,94%, de acordo com a faixa salarial de cada um.