quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Dieese: apesar de mais escolarizadas, bancárias ganham 24,10% menos.

As mulheres bancárias ganham em média 24,10% a menos do que os homens, apesar de serem mais escolarizadas. As informações são resultado do levantamento realizado pela subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

Nos bancos privados, a disparidade de salários de mulheres e homens é maior. Neles a remuneração das mulheres é 29,92% inferior à dos homens, enquanto, nos bancos públicos, a diferença salarial média entre homens e mulheres é de 15,25%. 

Nos bancos, as mulheres ocupam 48,48% do total de postos de trabalho, totalizando 234.203 mulheres empregadas. Nos bancos públicos, as mulheres representam 42,97% dos empregados e, nos bancos privados, são maioria entre o total de trabalhadores (53,05%).

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados
Brasil - 2010

Natureza Jurídica Estabelecimento
Feminino
No Trab.
Partic. %
Rem. Média
(R$)
Entidades empresariais estatais
94.125
42,97%
4.297,53
Entidades empresariais privadas
140.074
53,05%
3.485,47
Total
234.203
48,48%
3.811,79
Fonte: MTE/ RAIS

Elaboração: DIEESE - Subseção Contraf-CUT



Apesar disso, as mulheres que trabalham nos bancos têm maior escolarização que os homens, segundo a RAIS. No sistema financeiro como um todo, 71,67% das bancárias têm curso superior completo, contra 66,52% dos trabalhadores do sexo masculino. As diferenças salariais podem ser explicadas, segundo o estudo, pelo fato de as mulheres estarem concentradas em cargos na base da pirâmide, com as mais baixas remunerações.

As diferenças salariais entre homens e mulheres com doutorado chegam a 53,25% - enquanto o salário médio de um homem com doutorado é de R$ 12.595,93, o de uma bancária com o mesmo grau de instrução é de R$ 5.889,10. 

Diferença entre a remuneração média de mulheres e homens (%)
Brasil - 2010. Clique aqui para ver o gráfico. 

"O país está em pleno desenvolvimento econômico e, no setor que se diz mais moderno e socialmente responsável, não é possível que haja este tipo discriminação. Não dá mais para admitir estas diferenças, temos que romper este ciclo de desigualdade", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Ocupações

Mesmo ocupando quase metade das vagas, as mulheres estão em apenas 19% dos cargos de diretoria e mesmo assim ganhando menos do que os homens. As diferenças salarias entre homens e mulheres se mantêm em cargos de todos os níveis dentro do banco. Confira na tabela abaixo. 


Ocupação
Homens
Mulheres
% de Mulheres
nº de trab.
Rem. Média
nº de trab.
Rem. Média
Diretores
1.929
23.688,10
455
18.936,18
19,09%
Gerentes
29.867
7.451,75
20.902
5.659,55
41,17%
Supervisores
9.122
4.036,15
8.894
3.320,81
49,37%
Escriturários e Técnicos Bancários
153.281
4.351,54
137.114
3.537,28
47,22%
Agentes, Assistentes e Auxiliares Administrativos
9.257
3.248,68
14.403
2.551,17
60,87%
Operadores de telemarketing e telefonistas
26.138
4.839,26
38.741
3.791,99
59,71%
Outros
19.300
6.287,95
13.694
4.938,32
41,50%
Total
248.894
5.022,22
234.203
3.811,79
48,48%



Menos tempo de casa

As mulheres são maioria entre os bancários nas faixas de idade entre 17 e 39 anos. A partir dos 40 anos, tornam-se minoria. Os dados revelam que os homens chegaram ao final de três décadas ocupando cerca de 17 mil vagas, quase o triplo dos 6 mil postos de trabalho das mulheres com mesmo tempo de casa. A saída precoce de mulheres dos bancos pode ser reflexo tanto da dificuldade de obterem promoções e de terem acesso a cargos de maior prestígio e remuneração, quanto da preferência dos bancos pela presença de jovens em seu quadro de funcionários.

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados, por faixa etária
Brasil - 2010

Faixa Etária
Entidades empresariais estatais
Entidades empresariais Privadas
Sistema Financeiro
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
18 a 24 anos
4.015
4,27%
2.125,44
24.212
16,06%
1.929,28
28.227
16,06%
1.957,18
25 a 29 anos
16.269
17,28%
2.950,20
35.808
25,88%
2.750,27
52.077
25,88%
2.812,73
30 a 39 anos
27.223
28,92%
3.602,09
44.174
31,94%
3.941,97
71.397
31,94%
3.812,38
40 a 49 anos
30.746
32,67%
5.127,35
28.720
21,21%
4.635,48
59.466
21,21%
4.889,80
50 a 64 anos
15.834
16,82%
5.813,64
7.126
4,71%
4.992,17
22.960
4,71%
5.558,68
65 ou mais
38
0,04%
5.690,61
34
0,03%
5.661,11
72
0,03%
5.676,68
Total
94.125
100,00%
4.297,53
140.074
100,00%
3.485,47
234.199
100,00%
3.811,84
Fonte: M.T.E/ RAIS

Elaboração: DIEESE - Subseção CONTRAF/CUT



"A preferência por jovem pode estar associada ao uso da imagem de mulher para venda de produto. Condenamos este tipo de prática, pois a mulher tem que ser valorizada por sua competência", avalia a dirigente da Contraf-CUT. 


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 7 de março de 2012

Assalto: correspondente bancário é morto em PE.

Mais uma vítima fatal em assalto envolvendo bancos em 2012. Desta vez foi o comerciante José Sarto Brainer, 47 anos, dono de papelaria, que era correspondente bancário, reagiu e terminou morto a tiros na última quinta-feira 1º, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco.

Para os parentes, o fato de a loja funcionar como correspondente bancário atraiu os ladrões. Só que o dinheiro que chegou ao longo do dia já tinha sido recolhido no momento do assalto.
Os comerciantes estão assustados com o pouco policiamento na cidade, que estaria atraindo a atenção de assaltantes para o comércio do município. Os lojistas contam que há estabelecimentos que já foram assaltados mais de cinco vezes.
Clique aqui para ver a reportagem do NETV 2ª Edição.
Na sexta-feira (2), o comércio fechou as portas, de luto pela morte de José Brainer, assassinado por dois homens, logo depois de ter a loja roubada. Muito conhecida na cidade, a família dele trabalha com comércio há quatro décadas. "Foi um filho de Barreiros que eu vi pequeno", lamenta o aposentado Luciano José Verçosa.
As seis câmeras de segurança instaladas na loja de material de informática e papelaria filmaram a ação dos criminosos. O crime aconteceu perto das 17h: os ladrões deixaram a moto na frente do estabelecimento e desceram sem capacete. A dupla pediu para tirar uma cópia do documento da motocicleta e anunciou o assalto.
Nas imagens das câmeras, é possível ver a abordagem à mãe de José Brainer, a inquietação dele no fundo do estabelecimento, um dos homens mandando que ele se abaixasse. Esse mesmo homem aparece tirando o dinheiro do caixa - R$ 285, ao todo - e saindo com o comparsa, com os rostos descobertos.
Saiba mais 
O crime aconteceu quando José Brainer foi atrás da dupla. Ele levou dois tiros e morreu assim que chegou ao hospital. "Quando eles se evadiram, meu irmão caiu na besteira de reagir. Na saída, ele pegou essa placa [de preços de sorvetes] e correu atrás do assaltante que já estava na moto. Quando ele levantou os braços, o bandido deu dois tiros, fatais", contou Jorge Brainer, irmão da vítima.
Abraão Didier, delegado responsável pelo inquérito, tenta identificar os homens que aparecem no vídeo e esclarecer se eles tinham comparsas. "A gente acredita na participação de uma terceira pessoa, aqui da cidade, que tenha fornecido as informações para a execução do crime, além das imagens que a gente já coletou dos dois indivíduos que cometeram, de fato, o delito", disse o investigador.
Esse foi apenas um dos casos de que os comerciantes de Barreiros foram vítima. A farmácia de Marconi Barbosa foi assaltada na semana passada, pela quinta vez. Os ladrões já roubaram R$ 70 mil e ele desistiu de ser correspondente bancário. "Hoje eu estou aqui contando a história, coisa que meu amigo Sarto, nosso vizinho, não conseguiu e teve a vida ceifada", afirmou Barbosa.
O pai de Marconi, um dos mais antigos comerciantes da cidade, traduz o sentimento geral de quem vive em Barreiros. "Eu estou me sentindo como a maioria da população, inseguro, com medo, porque não há policiamento suficiente", disse Gibson Barbosa .
O chefe da assessoria de comunicação da Polícia Militar, major Sérgio Rodrigues, informou que o comando da PM em Barreiros vai reforçar o policiamento na cidade já a partir deste final de semana. Além dos dois carros que fazem a ronda na cidade, vão ser enviados mais três soldados com motos, que contarão também com integrantes do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati).
Fonte: Contraf-CUT com G1

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ANIVERSARIANTES DO MÊS DE MARÇO 2012

Dia
Associado
Agência/Banco
Cidade
03
Vânia Maria Bocardi Patrão
Banco do Brasil – Travessa
Presidente Venceslau
07
Edmilson Oliveira
Bradesco
Presidente Epitácio
09
Sylvia Maria da Cunha A. Murari
Bradesco
Presidente Venceslau
11
Michelle de Souza Ribeiro
Bradesco
Teodoro Sampaio
14
Edivaldo Rodrigues Batista
Banco do Brasil - Travessa
Presidente Venceslau
17
Adilson Pantarotto
Hsbc Bank Brasil
Presidente Epitácio
18
Heder Diego F. Barbosa
Bradesco
Teodoro Sampaio
19
Lazaro da Silva
Apos. – Banco do Brasil
Santo Anastácio
20
Maria Iraci dos Santos Gomes
Banco do Brasil - Travessa
Presidente Venceslau
21
Geise Oliveira da Silva
Santander
Presidente Epitácio
22
Ângela R. Alvim Chrisostomo
Santander
Presidente Epitácio
23
Hallison Francisco Silveira
Banco do Brasil
Presidente Epitácio
24
Douglas dos Santos Souza
Santander
Presidente Epitácio
24
Joceli Lopes Silveira
Santander
Teodoro Sampaio
27
Maria Aparecida Teixeira Silva
Banco do Brasil
Euclides da Cunha
27
Fernanda Cristina do Nascimento
Banco do Brasil – Travessa
Presidente Venceslau
27
Lucia Elena Marino
Banco do Brasil – Travessa
Presidente Venceslau
29
Moacir Sumio Hamada
Apos. - Santander
Presidente Venceslau
31
Nagib Aparecido Hasbani
Itaú Unibanco
Presidente Epitácio

Novas regras 'reprovam' até R$ 95 bilhões de capital de bancos brasileiros.

Do total de R$ 239 bilhões que hoje são considerados como capital próprio pelos quatro maiores bancos brasileiros - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander -, apenas cerca de 60% a 70% passarão pelo novo crivo de qualidade que será imposto pelo Banco Central, que seguirá regras internacionais definidas com seus pares em todo o mundo.

A diferença de R$ 75 bilhões a R$ 95 bilhões a menos no capital próprio considerado de melhor qualidade tem impacto direto na capacidade de empréstimo. Pelas normas atuais, o capital de melhor qualidade é conhecido por "nível 1", mas com as novas regras o chamado "core capital" terá parâmetros mais exigentes, daí a "perda". Analistas e bancos começam a calcular o impacto das medidas, colocadas em audiência pública na sexta-feira passada.

A mudança será adotada gradativamente, entre 2013 e 2019, mas pode produzir efeitos imediatos em alguns bancos, tanto no ritmo projetado para os empréstimos nos próximos anos como em termos de retenção de lucros.

Analistas do Itaú BBA calculam que caso o Banco do Brasil queira manter o mesmo nível de alavancagem (ativos como proporção do capital) de seus principais rivais ele terá de aumentar seu capital em R$ 25 bilhões até 2018, o que equivaleria a cerca de R$ 12 bilhões em valores atuais. Em relação ao Santander, os especialistas acreditam que ele pode ter de reduzir a farta distribuição de lucros. O banco distribui aos acionistas mais de 60% dos ganhos anuais, ante uma fatia de 35% a 40% dos demais.

Segundo o Valor apurou, o Banco Central traçou diversos cenários para calcular o quanto de capital adicional as instituições financeiras como um todo precisariam para cumprir as novas exigências, que levam o nome de Basileia 3. A conclusão foi que se os bancos mantiverem o nível recente de distribuição de lucros, o sistema não precisará de aportes extras de capital. As novas exigências poderiam ser cumpridas apenas com a retenção de resultados.

Conforme a nova regra, a cada R$ 100 em ativos ponderados pelo risco, os bancos terão que ter até R$ 9,5 em capital próprio considerado de alta qualidade - basicamente ações e lucros retidos. Além de ter o índice mínimo de 4,5% de capital principal ("core capital"), os bancos precisam criar dois colchões adicionais de patrimônio, que representem de 2,5% a 5% dos ativos, também com capital de melhor qualidade.

Fonte: Valor Econômico

BANCO DO BRASIL - Sindicatos cobram negociação Sindicatos cobram negociação com BB

A Comissão de Empresa encaminhou, no dia 13/02, correspondência à direção do Banco do Brasil, solicitando negociação para retomada de discussão dos seguintes pontos: jornada e plano de cargos; Programa Sinergia 2012; relacionamento com Banco Postal; implantação do PSO (Plataforma de Suporte Operacional) nas agências.
Em resposta à correspondência, o banco agendou para o próximo dia 1º de março negociação para tratar dos seguintes temas: jornada e PSO.
 Dia de Luta
 Foi definido o dia 06 de março como Dia Nacional de Luta pela jornada de 6 horas e plano de cargos decente. Esse tema tem ocasionado uma grande demanda pelas bases, é de suma importância a participação dos sindicatos com atividades nesse dia.
 Conforme contribuição da companheira Carminha de Rio Claro, esclarecimentos a respeito da progressão no PCS do BB para os companheiros incorporados do Banco Nossa Caixa:
 Progressão por Antiguidade: Siga o exemplo e aprenda a fazer o cálculo
 De acordo com a Resolução N° 3.378.716. o seu conteúdo é: à época em que os funcionários do Banco Nossa Caixa tomaram posse de seu cargo no Banco do Brasil, na data de dois de dezembro de 2009, era vigente o PCS (Planos de Cargos e Salários). Na regra daquele plano, a migração da
da carreira E1 para E2 ocorria após três anos de serviço.
Com a implantação do PCR (Planos de Cargos e Remuneração), plano vigente a partir de 1º de setembro de 2010, a migração de A1 para A2 ocorre em dois anos.
A migração em questão trata-se de E1 para A2, logo, os dois planos estão envolvidos, o PCS e o PCR. Nestes casos, o cálculo será proporcional, sendo feito da seguinte forma: verifica-se quanto tempo o funcionário já havia cumprido pela regra do PCS até o último dia de vigência do plano, calcula-se o percentual que faltava para ser cumprido e, este percentual faltante da regra do PCS é migrado para a regra do PCR.
Acompanhe o exemplo:
Posse em 02/12/2009 – Até o dia 31 de agosto de 2010, último dia de vigência do PCS, supondo que o funcionário já havia cumprido 25% do tempo necessário para a promoção sob a regra do PCS, sendo que 1095 dias são equivalentes há três anos.
Os 75% faltantes foram migrados para a regra PCR, e de acordo com esta são necessários dois anos, ou seja, 730 dias para a promoção, logo, 75% de 730 dias, são 547 dias.
Então soma-se 547 dias a partir de 1ª de setembro de 2010, chega-se a data de 1º de março de 2012, e nesta soma-se a quantidade de ausências na categoria, o que pode ser consultado no histórico do funcionário. As licenças médicas também contam como ausências.

David Zaia                                                              Jeferson Boava
Presidente                                                       Representante da FEEB na CE BB