segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bancários ampliam greve nacional e fecham 9.092 agências no quarto dia

  
Crédito: Seeb BH
Seeb BHPasseata dos bancários intensifica greve em Belo Horizonte

"Os bancos perderam mais uma grande oportunidade para retomar as negociações e apresentar nova proposta aos bancários, ignorando a presença do Comando Nacional em São Paulo durante toda esta sexta-feira. Essa intransigência aumenta a indignação da categoria e vai intensificar a greve nacional na próxima semana." A advertência foi feita pelo presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, ao final da reunião do Comando Nacional realizada nesta sexta-feira 21 para avaliar a paralisação e intensificar o movimento nos próximos dias.

A greve nacional se alastra a cada dia. Nesta sexta-feira, quarto dia do movimento, 9.092 agências e centros administrativos foram fechados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo balanço da Contraf-CUT a partir das informações passadas até as 18h pelos 123 sindicatos e dez federações que integram o Comando Nacional. 

Na terça-feira 18, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas, saltando para 7.324 no segundo dia e 8.527 na quinta-feira. Já no quarto dia de paralisação no ano passado, 7.865 agências haviam sido fechadas.

Na reunião desta sexta, o Comando Nacional avaliou que o crescimento da greve é consistente em todo o país, principalmente nos bancos privados, e orientou os sindicatos a intensificarem a mobilização em todas as bases, de forma a forçar a Fenaban a romper o silêncio e retomar as negociações.

A federação dos bancos apresentou a primeira e única proposta, com 6% de reajuste (0,58% de aumento real), no dia 28 de agosto. No dia 5 de setembro, a Contraf-CUT enviou carta à Fenaban para reafirmar que estava aberta à retomada das negociações e reivindicava a apresentação de uma nova proposta, mas até hoje não obteve resposta.

"Os bancos erraram ao apostarem no fracasso da paralisação. A resposta dos trabalhadores está aí, com uma greve ainda mais forte que nos anos anteriores", conclui Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades. 


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Greve cresce no país e bancários fecham 8.527 agências no terceiro dia

Crédito: Seeb Brasília
Seeb BrasíliaAgência do Itaú em Brasília, onde mais de 70% dos bancários estão em greve

A greve nacional dos bancários continua crescendo em todo território nacional. Nesta quinta-feira (20), terceiro dia do movimento, as paralisações atingiram 8.527 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal. As informações foram enviadas à Contraf-CUT até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários.

No primeiro dia de greve, terça-feira (18), 5.132 agências foram fechadas. Já no segundo dia as paralisações alcançaram 7.324 dependências. O crescimento da greve nesta quinta-feira superou também o terceiro dia do movimento no ano passado, quando 7.672 unidades foram fechadas.

O Comando Nacional se reunirá nesta sexta-feira (21), a partir das 14h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. "Vamos fazer uma avaliação da greve e discutir estratégias para fortalecer ainda mais o movimento em todo o país, caso a Fenaban continue não dando sinal de vida e mantenha essa postura intransigente em relação às demandas dos bancários", destaca o dirigente sindical.

"Como o Comando Nacional estará reunido nesta sexta-feira, é uma boa oportunidade para a Fenaban acordar, marcar uma negociação e apresentar uma proposta que atenda as expectativas dos bancários", aponta Cordeiro. "Se a Fenaban não retomar o diálogo, com certeza o movimento sindical irá intensificar ainda mais a greve na próxima semana", projeta.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25% (5% de aumento real), valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

"Os bancários estão cada vez mais indignados com o silêncio da Fenaban e, por isso, o movimento se amplia rapidamente a cada dia em todo o país. Os banqueiros não atenderam as reivindicações da categoria na mesa de negociação e agora estão sentido a força da mobilização", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. 

Além de ampliar a greve, os bancários participaram nesta quinta-feira do ato unificado das categorias em campanha salarial no segundo semestre, na Avenida Paulista. A manifestação organizada pela CUT e demais centrais sindicais reforçou a luta por aumentos reais de salários. Os dirigentes sindicais enfatizaram que não falta dinheiro, mas responsabilidade aos banqueiros e aos empresários nas negociações com os trabalhadores.

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17, mas nenhuma resposta foi enviada pela Fednaban até o momento. 

Os bancos apresentaram uma única proposta ao Comando Nacional no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

QUADRO DE GREVE DO QUARTO DIA (24.09.2012)



O PRIMEIRO  DIA (18.09.2012) FOI PANFLETAGEM AOS BANCÁRIOS E POPULAÇÃO  NA BASE TERRITORIAL DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE PRESIDENTE VENCESLAU  E REGIÃO:

Banco do Brasil – 8 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Marabá Paulista, Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha e Primavera/Rosana e  1 abertas (Piquerobi)

Caixa Econômica – 4 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio e Teodoro Sampaio);

Bradesco – 0 agências fechadas e 4 agências abertas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Teodoro Sampaio e Santo Anastácio);

HSBC  –  2 agência fechada (Presidente Venceslau e Presidente Epitácio);

Itaú Unibanco – 4 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio, 

Santander – 7 agências fechadas e 4 PABs. (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio, Caiuá, Teodoro Sampaio e Primavera/Rosana). 

Obs.: Das 33 agências bancárias da nossa base territorial, apenas 5 estão em funcionamento normal no dia de hoje 24.09.2012.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

No segundo dia, bancários fecham 7.324 agências e greve se fortalece

Subiu para 7.324 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados nesta quarta-feira 19, segundo dia da greve nacional dos bancários, segundo balanço realizado pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h45 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional da categoria. Na terça-feira, primeiro dia da paralisação, 5.132 agências haviam sido fechadas. Na greve do ano passado, foram paralisadas 6.248 unidades no segundo dia.

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo. Os banqueiros pagaram pra ver e estão vendo a força da greve, resultado da insatisfação dos bancários diante da ausência de nova proposta da Fenaban que contemple as reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários querem 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Eles aprovaram a greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto, com reajuste de 6% (apenas 0,58% de aumento real ), rejeitado pelos bancários em assembleias em todo o país. 

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 de setembro para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17 de setembro. Mas a federação e os bancos não deram respostas. 

"Esperamos que a Fenaban rompa o silêncio, marque nova negociação e apresente uma proposta decente para levarmos às assembleias dos bancários. Em caso contrário, a greve continuará crescendo e poderá entrar na próxima semana", diz Carlos Cordeiro.

Os bancos podem atender aos bancários porque ...

... Os lucros são crescentes 

Os seis maiores bancos, que empregam 90% da categoria, lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre de 2012, um aumento de 1,20% em relação ao mesmo período do ano passado. Isso sem contar a manobra contábil de superdimensionamento das provisões para devedores duvidosos (PDD) diante de uma inadimplência em queda. O lançamento em PDD foi de R$ 39,15 bilhões no primeiro semestre, 64,3% a mais que o lucro líquido dos bancos. 

... Deram aumento de 9,7% aos altos executivos 

Enquanto a Fenaban propõe reajuste de apenas 6% aos bancários, a remuneração já milionária dos altos executivos dos bancos aumentou este ano em 9,7%, segundo dados fornecidos pelos próprios bancos à Comissão de Valores Mobiliários. Assim, a remuneração anual dos diretores estatutários chegará a R$ 8,4 milhões este ano.

... Setores menos lucrativos deram reajustes maiores

Quase todos os acordos salariais assinados no primeiro semestre de 2012 resultaram em aumento real de salários dos trabalhadores, segundo pesquisa do Dieese. Muitos desses acordos foram superiores a 5% acima da inflação, enquanto a Fenaban ofereceu meros 0,58% de ganho real aos bancários. 

... Os bancários brasileiros têm baixos salários

Enquanto os bancos pagam piso de 1.090 dólares no Uruguai e de 1.200 dólares na Argentina, aqui no Brasil o salário de ingresso de um bancário é de 681 dólares, ou seja, R$ 1.400. Os bancários querem um piso de R$ 2.416,23, equivalente ao salário mínimo do Dieese. 

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

QUADRO DE GREVE DA BASE TERRITORIAL DO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE PRESIDENTE VENCESLAU  E REGIÃO:

Banco do Brasil – 8 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Marabá Paulista, Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha e Primavera/Rosana e 3 abertas (Piquerobi e Santo Anastácio)

Caixa Econômica – 4 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio e Teodoro Sampaio);

Bradesco – 0 agências fechadas e 4 agências abertas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Teodoro Sampaio e Santo Anastácio);

HSBC  –  2 agência fechada (Presidente Venceslau e Presidente Epitácio);

Itaú Unibanco – 4 agências fechadas (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio, 

Santander – 7 agências fechadas e 4 PABs. (Presidente Venceslau, Presidente Epitácio, Santo Anastácio, Caiuá, Teodoro Sampaio e Primavera/Rosana). 

Obs.: Das 33 agências bancárias da nossa base territorial, apenas 7 estão em funcionamento normal no dia de hoje 19.09.2012.

Bancários fecham 5.132 agências em todo o país no primeiro dia da greve

  
Crédito: Thales Stadler - Seeb São Paulo
Thales Stadler - Seeb São PauloAgência paralisada na Avenida Paulista, no coração financeiro de São Paulo

Os bancários fecharam pelo menos 5.132 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta terça-feira 18, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado por 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades.

O balanço, feito pela Contraf-CUT com base nos dados enviados até as 17h30 pelos 137 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, mostra que a paralisação começou mais forte que a do ano passado, quando 4.191 agências foram paralisadas no primeiro dia.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve com sua postura intransigente - e vão se surpreender. A forte paralisação, inclusive nos bancos privados, mostra a indignação da categoria com a recusa dos banqueiros em atender nossas reivindicações, propondo apenas 6% de reajuste, ao mesmo tempo em que aumentam em 9,7% a remuneração já milionária de seus altos executivos, que chegam a receber R$ 8,4 milhões por ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. 

"Condições financeiras os bancos têm de sobra para atender às reivindicações dos bancários, uma vez que as seis maiores instituições apresentaram R$ 25,2 bilhões de lucro líquido somente no primeiro semestre, mesmo maquiando os balanços com R$ 39,15 bilhões de provisões para devedores duvidosos apesar da inadimplência baixa", acrescenta Cordeiro. "Além do mais, a proposta feita pelos bancos, o setor mais sólido e rentável da economia, de 0,58% de aumento real é um índice bem menor do que a grande maioria das empresas de outros segmentos concederam a seus trabalhadores nos acordos assinados no primeiro semestre."

Os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro, depois de cinco rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 28 de agosto. O índice de 6% foi considerado insuficiente pelo Comando Nacional. 

A Contraf-CUT enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 de setembro para reafirmar que apostava no processo de negociação e aguardava uma nova proposta para ser apreciada pelas assembleias previamente convocadas para os dias 12 e 17 de setembro. Mas a federação e os bancos sequer responderam às cartas.

"Esse longo silêncio dos banqueiros é que levou à greve. Continuamos abertos à retomada das negociações e aguardamos que a Fenaban reabra o diálogo e apresente uma proposta decente para levarmos às assembleias dos bancários. Se isso não ocorrer, vamos intensificar a mobilização e fazer a maior greve dos últimos anos para garantir avanços econômicos e sociais", conclui Carlos Cordeiro.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). 
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. 
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.


Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


                                          

 Paralisação dos bancários é um direito e uma consequência da falta de proposta dos bancos. Entenda por quê.
Os bancários decidiram, em assembleia realizada na quarta-feira 12, paralisar as atividades a partir de 18 de setembro para cobrar dos bancos proposta que atenda às reivindicações da categoria. Aumento real para os salários, PLR, auxílios e piso maiores, mais contratações para reduzir a sobrecarga e melhorar as condições de trabalho.
A pauta foi entregue à federação dos bancos (Fenaban) em 1º de agosto e a primeira rodada de negociação aconteceu uma semana depois, no dia 7. Após um mês e alguns poucos avanços – como o pagamento de salários dos afastados até a perícia do INSS e o projeto piloto de segurança bancária –, a Fenaban apresentou proposta econômica de 6% de reajuste para salários e verbas. O aumento real de apenas 0,58% (para inflação de 5,39%) foi prontamente rejeitado pelo Comando Nacional dos Bancários. Os trabalhadores insistiram, mas os bancos não apresentaram nova proposta, levando a categoria à greve.
“Paralisar as atividades é um direito dos trabalhadores diante da falta de proposta que atenda às reivindicações da categoria. Nossa união e mobilização é a principal estratégia para garantir avanços na campanha. Participe!”, convoca o Sindicato.

Aumento real de 5%
Aumento real de 5% foi a reivindicação definida em conferências estaduais e na nacional, votada por delegados bancários de todo o Brasil no mês de julho. A proposta da Fenaban de 0,58% foi considerada insuficiente pela categoria e rejeitada em assembleias de rua realizadas no Dia Nacional de Luta, em 3 de setembro. Os argumentos dos bancários são muitos. Somente os sete maiores bancos do país lucraram quase R$ 26 bi no primeiro semestre e podem pagar mais.

PLR maior
Para tornar mais justa e transparente a distribuição dos lucros, os bancários querem receber três salários mais R$ 4.961,25 a título de PLR. A cada ano os bancos aumentam seus lucros, mas reduzem a porcentagem do lucro líquido que pagam de PLR aos seus funcionários. Em 1995, os maiores privados distribuíam 14% do LL como PLR. Mas em 2011 o número já havia caído para 6%.
Se mantida a regra atual conforme proposta dos bancos, este ano grande parte dos bancários deve receber PLR menor que a de 2011. Um dos responsáveis é o aumento de em média 30% no provisionamento para devedores duvidosos (PDD) dos bancos. A ampliação das metas também pode ser responsável por perdas nos programas próprios. No Itaú, muitos bancários não receberão o Agir e no mesmo deve acontecer com o PPR do HSBC.

Valorização do piso salarial
O piso dos bancários está em R$ 1.400. Apesar da valorização conquistada nas últimas campanhas nacionais da categoria, o valor ainda é baixo e a categoria reivindica que chegue aos R$ 2.416,38, valor considerado pelo Dieese o salário mínimo necessário. Os bancos, no entanto, propõem os mesmos 6% para o reajuste do piso salarial dos bancários, que querem mais valorização.

Para os executivos tem
Enquanto negam aumento real para funcionários, os bancos não economizam com a remuneração dos executivos. O montante total destinado ao pagamento desses profissionais subiu 9,7% este ano, elevando ainda mais os altos ganhos. No Itaú cada um recebe R$ 8,3 milhões. São R$ 6,2 milhões para cada no Santander. No Bradesco eles recebem R$ 4,4 milhões cada. E R$ 1 milhão para cada um dos diretores do BB. A remuneração total dos diretores desses quatro bancos, que inclui as parcelas fixas, variáveis e ganhos com ações, soma este ano R$ 920,7 milhões, contra R$ R$ 839 milhões pagos em 2011.

Vales e auxílio mais altos
Quem come fora, sabe. O vale-refeição já não dá para pagar o valor total e os trabalhadores chegam ao fim do mês tendo de colocar dinheiro do próprio bolso para almoçar. No supermercado é a mesma coisa. A inflação de alimentos foi a que mais subiu e por isso os bancários reivindicam que os vales refeição e alimentação passem para R$ 622. O mesmo valor é reivindicado para o auxílio-creche, a 13ª cesta-alimentação e para novas conquistas que os bancários querem ver pagas a partir deste ano: o 13º vale-refeição.

Sobrecarga que cansa
Os bancos contratam pouco para a demanda que têm. O resultado disso são trabalhadores cada vez mais estressados, pressionados por serviço demais para bancários de menos. Para dar uma ideia, do agravamento desse quadro, em 1996 cada bancário era responsável por 83 contas correntes. Em 2010, cada um já tinha de cuidar de 292 contas. O trabalho aumentou 253%, mas o número de trabalhadores na categoria é praticamente o mesmo.
Ou seja, é preciso contratar mais, gerar novos postos de trabalho e acabar com demissões imotivadas (respeito à Convenção 158 da OIT), rotatividade e terceirizações. Os bancários querem, ainda, respeito à jornada de seis horas, fim das metas abusivas e do assédio moral.