segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Veja quanto você receberá a mais de PLR com a nova tabela do IR


O PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores vai ficar maior a partir de terça-feira, 1º de janeiro. A presidente Dilma Rousseff oficializou nesta semana a isenção do IR (Imposto de Renda) para o bônus de até R$ 6.000 e criou uma nova tabela de cálculo.
Apesar de isentar somente a PLR de até R$ 6.000, a nova regra é boa também para quem recebe valores maiores porque prevê faixas diferentes de cálculo do IR (veja tabela abaixo).
Em 2012, um trabalhador que recebeu R$ 7.000 de PLR, por exemplo, pagou R$ 1.134,42 de IR ao entrar na maior faixa de descontos, com alíquota de 27,5%. A partir de 2013, esse desconto passará a ser de apenas R$ 75 --diferença de R$ 1.059,42.
A medida provisória que criou a isenção foi publicada em edição extra do "Diário Oficial" da União de quarta-feira (26) e definiu que a nova tabela será aplicada para o valor total da PLR paga ao trabalhador no decorrer do ano.
Se houver mais de um pagamento no mesmo ano, o IR deverá ser recalculado na segunda parcela sobre o total do bônus.
NOVA TABELA
Valor anual da PLRPercentual do IRParcela a deduzir
Até R$ 6.000--
De R$ 6.000,01 a R$ 9.0007,5%R$ 450,00
De R$ 9.000,01 a R$ 12 mil15%R$ 1.125,00
De R$ 12.000,01 a R$ 15 mil22,5%R$ 2.025,00
Acima de R$ 15 mil27,5%R$ 2.775,00
DIFERENÇA
Valor burto da PLRValor líquido com a regra antigaValor líquido com a nova tabelaDiferença
R$ 5.000R$ 4.415,58R$ 5.000R$ 584,42
R$ 6.000R$ 5.140,58R$ 6.000R$ 859,42
R$ 7.000R$ 5.865,58R$ 6.925R$ 1.059,42
R$ 8.000R$ 6.590,58R$ 7.850R$ 1.259,42
R$ 9.000R$ 7.315,58R$ 8.775R$ 1.459,42
R$ 10.000R$ 8.040,58R$ 9.625R$ 1.584,42
R$ 15.000R$ 11.665,58R$ 13.650R$ 1.984,42
NOVO CÁLCULO DA PLR
  • O governo aumentou a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores
  • Não terá IR o trabalhador com bônus até R$ 6.000; quem ganha mais do que esse valor, pagará IR menor
  • O governo criou uma tabela diferente para calcular o IR da PLR (veja tabela acima)
  • Enquanto o salário do trabalhador a partir de R$ 4.271,59 terá alíquota de 27,5% de imposto em 2013, para a PLR esse percentual só será aplicado a partir de R$ 15 mil
O BÔNUS
  • A PLR não tem valor fixo e varia com a categoria; a dos bancários, por exemplo, é 90% do salário + R$ 1.544
  • O valor é definido em negociação entre os trabalhadores e os patrões
  • Em geral, o bônus considera índices de produtividade, qualidade ou lucratividade e o alcance de metas
  • As principais categorias beneficiadas pela mudança são bancários, metalúrgicos, químicos e petroquímicos.
Fonte: Folha

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTES - MÊS JANEIRO 2013


O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Pres. Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos por esta data festiva. 

Dia
Associado
Agência
Cidade




04
Jaime Augusto Ferreira Castelhano
Banco Santander
Caiua
04
Rosemeire AP. Mortensen Takaki
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
05
Daniele Ferreira Santos Andrade
Banco Santander
Presidente Epitácio
06
Ângelo Cesar Malacrida
Banco Santander
Presidente Venceslau
09
Roberto Batista
Caixa Econômica Federal
Presidente Epitácio
10
Marcelo Prando Troncoso
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
11
Suetaka Humberto Tanaka
Banco Santander
Primavera
12
Aparecido Gerotto Cuba
Banco Santander
Primavera
18
Carmilda Lima Ferreira Silva
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
18
Tatyane Gonçalves da Silva
Banco Santander
Presidente Venceslau
19
Renata da Palma Pimentel Rabacini
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
19
Simone Kogima
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
20
Fabio Luciano Stegani
HSBC Bank Brasil
Presidente Venceslau
20
Luciano Marcel Nagima
Caixa Econômica Federal
Santo Anastácio
21
Silvia Regiane Pinto Prado
Bradesco
Presidente Venceslau
22
Lucas Riguetti Tavares
Bradesco
Presidente Venceslau
22
Marcelo Lemes Rossi
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
31
Estela Yuriko Shintate
Banco do Brasil
Presidente Venceslau






                                          
 OBS: Os associados aniversariantes deste mês, que não constaram nesta relação, favor atualizar o cadastro junto a este Sindicato, pelo fone: 018-3271-3600, fax: 018-3271-5950 ou e-mail: seebpv@terra,com.br




Após Ano-Novo, brasileiros terão apenas 5 feriados nacionais em dias da semana neste ano Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2013/01/03/apos-ano-novo-brasileiros-terao-apenas-5-feriados-nacionais-em-dias-da-semana-neste-ano.jhtm

Depois de um 2012 cheio de folgas, após o Ano-Novo, os trabalhadores terão um 2013 com apenas cinco feriados nacionais em dias da semana, contra sete do ano que acaba de passar. Após o Carnaval (que não é feriado nacional), apenas Paixão de Cristo, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Proclamação da República e Natal cairão em dias de semana. Ao todo, 2013 terá 255 dias úteis, três a mais do que o ano que passou. Os meses de julho e outubro serão os "mais longos", com 23 dias de trabalho, enquanto fevereiro, março, junho e novembro, com 20, serão os "mais curtos". O primeiro feriado depois do Carnaval será a Paixão de Cristo, no dia 29 de março, uma sexta-feira. Em abril, o Dia de Tiradentes, 21, cairá em um domingo. O feriado seguinte será o Dia do Trabalho, 1º de maio, uma quarta-feira.
29 de março Paixão de Cristo sexta-feira 
21 de abril Tiradentes domingo 
1º de maio Dia do Trabalho quarta-feira 
30 de maio Corpus Christi quinta-feira 
7 de setembro Independência do Brasil sábado 
12 de outubro Nossa Senhora Aparecida sábado 
2 de novembro Finados sábado 
15 de novembro Proclamação da República sexta-feira 
25 de dezembro Natal quarta-feira


Corpus Christi cairá no dia 30 de maio, uma quinta-feira, e será a única folga que poderá ser prolongada. A Independência do Brasil, em 7 de setembro, cairá em um sábado, assim como o Dia de Nossa Senhora de Aparecida, 12 de outubro, e o feriado de Finados, 2 de novembro. Depois de tantos feriados em fins de semana, a Proclamação da República, em 15 de novembro, chega como um prêmio de consolação antes do Natal e cai em uma sexta-feira. 

Para engordar a lista 

Se os feriados nacionais não darão folgas prolongadas aos trabalhadores, os municipais e estaduais podem ajudá-los neste ano. 
Em São Paulo, há os dias 25 de janeiro, uma sexta-feira, que celebra o aniversário da cidade; 9 de julho, uma terça-feira, da Revolução Constitucionalista de 1932; e 20 de novembro, quarta-feira, que comemora o Dia da Consciência Negra, para descansar. 

Já no Rio de Janeiro, o Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, cairá em um domingo, 20 de janeiro. Sobram para os cariocas, os feriados de 23 de abril, uma terça-feira, Dia de São Jorge, e 20 de novembro, uma quarta-feira, Dia da Consciência Negra. Em Belo Horizonte, os mineiros terão folga apenas na quinta-feira, dia 15 de agosto, no feriado de Assunção de Nossa Senhora. Oito de dezembro, Dia de Imaculada Conceição, vai cair em um domingo. 

No Nordeste, Salvador terá dois dias de folga: 24 de junho, uma segunda-feira, dia de São João; e 2 de julho, Independência da Bahia, uma terça-feira. O feriado de Nossa Senhora da Conceição da Praia, 8 de dezembro, cairá em um domingo. No Recife, as folgas serão maiores do que na capital baiana. Além dos dias de São João e de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a terra do frevo terá para folgar os dias 6 de março, data em que se comemora a Revolução Pernambucana, uma quarta-feira; e 16 de julho, Dia de Nossa Senhora do Carmo, uma terça-feira. Os moradores de Brasília terão menos sorte em 2013. 

A capital federal terá dois feriados e ambos caindo em fins de semana. A data em que se comemora a fundação da capital brasileira, 21 de abril, será um domingo, e 30 de novembro, Dia do Evangélico, um sábado. 

No Sul, Porto Alegre terá o aniversário da cidade, 26 de março, uma terça-feira, e o Dia da Revolução Farroupilha, 20 de setembro, uma sexta-feira, de feriados em dias úteis. Dois de fevereiro, data de Nossa Senhora dos Navegantes, cairá em um sábado. 

O Brasil é o oitavo no ranking dos países que têm mais folgas, ao lado de Polônia, Cingapura, França, Suécia, Itália, Nova Zelândia, China e Paquistão: são 11 feriados nacionais no total. De acordo com a consultoria Mercer, a Colômbia é o país com mais folgas oficiais no mundo: 18 no total. Líbano, Índia, Tailândia vêm na segunda colocação com 16, cada um, e Japão e Coreia do Sul estão em empatados em terceiro, com 15.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Após mobilização dos trabalhadores, governo isenta IR de PLR até R$ 6 mil.



Após mais de um ano de mobilização dos bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e eletricitários e de negociação entre as principais centrais sindicais e o governo federal, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, anunciou nesta segunda-feira (24) a isenção de Imposto de Renda (IR) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para trabalhadores que recebem valores até R$ 6 mil. A partir de R$ 6.000,01, foram criadas escalas de alíquotas, de 7,5% até 27,5%, dependendo do valor recebido.

Para quem ganha entre R$ 6.000,01 e R$ 9 mil, a incidência do IR será 7,5%, de R$ 9.000,01 a R$ 12 mil, será 15%, e de R$ 12.000,01 a R$ 15 mil, será 22,5%. Acima de R$ 15 mil, será 27,5%, segundo a ministra Gleisi.

A mudança da incidência do IR sobre a PLR será feita por medida provisória, que o governo vai publicar na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União. Como a medida está sendo anunciada neste fim de ano, ela já passa a valor a partir de janeiro de 2013 para todas as categorias. 

A isenção de Imposto de Renda sobre a PLR era uma demanda antiga das centrais sindicais. Uma campanha foi lançada no final de 2011. Houve diversas manifestações - em São Paulo, ABC e Brasília - e reuniões com representantes do governo e parlamentares. Um abaixo assinado com mais de 220 mil assinaturas foi entregue ao governo. A Contraf-CUT encaminhou milhares de adesões recolhidas pelos sindicatos de bancários em todo país.

Na última sexta-feira (21), um ofício assinado pelos presidentes de CUT, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi enviado à Secretaria-Geral da Presidência da República, informando que as centrais aceitam a proposta do governo, apresentada durante o encontro de Natal da presidenta Dilma com catadores de materiais recicláveis e a população em situação de rua, na quadra dos bancários de São Paulo.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, "a isenção do IR na PLR é uma conquista importante para os trabalhadores nesta véspera de Natal, pois esses recursos irão agora para o bolso do trabalhador, que poderá consumir mais, contribuindo para aquecer a economia, gerar empregos e incentivar o desenvolvimento do país".

"A isenção do IR na PLR é uma grande vitória para os trabalhadores", afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. "Essa isenção representará economia de mais de R$ 1 bilhão. Um montante que vai para o bolso dos trabalhadores. Economia, portanto, que vai aumentar a demanda."


Fonte: Contraf-CUT com Seeb SãoPaulo e Agência Brasil

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Bancários criticam comunicado da vice-presidenta de RH do Santander

  
Os funcionários receberam nesta quinta-feira (20) um comunicado interno da vice-presidenta de Recursos Humanos do Santander, Lilian Guimarães, sob o título de "Processo de ajuste na nossa organização". O objetivo é tentar explicar as recentes demissões em massa no banco espanhol às vésperas do Natal.

Segundo ela, "nas últimas semanas, o banco passou por ajustes pontuais em sua estrutura, que resultaram em algumas mudanças organizacionais e, infelizmente, na saída de alguns dos nossos colegas".

O funcionário do Santander e secretário da imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, rebate a avaliação da dirigente do banco. "Não foram alguns colegas, mas 1.280 funcionários desligados conforme lista enviada pelos advogados do Santander após determinação do Ministério Público do Trabalho", destaca. "Isso é demissão em massa", avalia.

A vice-presidenta de RH afirma que foi estruturado um "pacote que teve como objetivo propiciar os melhores benefícios aos funcionários que saíram, além de apoiá-los no processo de recolocação no mercado". Para Ademir, esse comentário ofende os trabalhadores do banco. "Os funcionários não saíram, mas foram mandados embora, muitos com 10, 20 e 30 anos de casa e terão enorme dificuldade em se recolocar no mercado", aponta. "E o pacote dos melhores benefícios esqueceu os funcionários com menos de 10 anos de banco", critica.

"Mas agora entendo a nova propaganda onde diz que o Santander investe forte no Brasil. Na verdade, investe forte nas demissões de funcionários. Nós queremos o contrário. Que o banco invista forte no emprego e no desenvolvimento econômico e social do país", salienta Ademir.

Diálogo?

A comunicação interna afirma que "em diálogo com o Sindicato dos Bancários concedemos, adicionalmente, alguns benefícios extras que fazem parte de um acordo assinado no dia de hoje". A frase refere-se ao acordo firmado com o Sindicato de São Paulo, na quarta-feira (19), intermediado pela Justiça do Trabalho, o qual prevê indenizações aos demitidos com menos de 10 anos de empresa.

A funcionária do Santander e secretária de Finanças do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, ressalta que o "diálogo" não existiu. "Em nenhum momento houve qualquer aviso ou diálogo com o Sindicato. Fomos surpreendidos pelas demissões e tivemos que agir realizando protestos em agências e concentrações e ingressando na Justiça do Trabalho contra a atitude autoritária e desumana do banco", frisa.

Rita explica que a "negociação com o banco só ocorreu porque o Santander foi acionado na Justiça, após o Sindicato entrar com denúncia e pedido de liminar contra as demissões. O acordo judicial só foi homologado depois de um tenso debate com os representantes do banco", conta. A dirigente sindical lembra ainda que, diante da ação do Sindicato, o TRT concedeu liminar no dia 5 de dezembro, suspendendo todas as demissões no banco. A liminar foi revogada na quarta 19, após a assinatura do acordo judicial.

"Lamentamos profundamente o comunicado da vice-presidente de RH, que acabou por cumprir o papel de informar incorretamente os funcionários do Santander. Na verdade, o acordo com o banco foi fruto de um duro embate e da intervenção da Justiça, e não de um 'diálogo'", afirma Rita.

A dirigente sindical destaca ainda que o acordo foi fruto da tentativa do Sindicato de minimizar ao máximo os impactos sociais das demissões, mas que está longe de ser o ideal. "O que queríamos na verdade era reverter todos os desligamentos e que os bancários fossem tratados com a dignidade que merecem. A própria executiva do banco se refere à unidade brasileira como a mais importante dentro do grupo espanhol. O problema é que o banco retribui o resultado que está tendo no país com demissões e desrespeito aos trabalhadores brasileiros", enfatiza.

A verdade é outra

No comunicado, Lilian Guimarães tenta justificar as demissões dizendo que "estas mudanças decorreram da necessidade de acompanharmos o processo de transformação do sistema financeiro e adaptarmo-nos à nova realidade de competitividade da indústria". Ela diz ainda que "esse cenário exige um foco cada vez maior na eficiência e na diversificação de produtos e serviços que atendam aos crescentes anseios e demandas dos nossos clientes e acionistas". 

Para a funcionária do Santander e diretora da Federação dos Bancários do RJ e ES, Luiza Maria Mendes de Almeida, a verdade é outra. "A demanda principal dos clientes não é por novos produtos e serviços. O correntista quer atendimento rápido e eficiente, sem filas e com atenção individualizada. Outra grande demanda é por crédito barato - vale lembrar que o Santander foi o único entre os maiores bancos em operação no país que quase não reduziu as taxas de juros", observa Luiza.

A dirigente sindical do Rio avalia que "as demissões não são uma resposta às mudanças do sistema financeiro". Conforme ela, "trata-se, simplesmente, de corte de custos para maximizar os lucros. Lucros estes que serão enviados à matriz do banco para compensar as perdas decorrentes da crise financeira que assola a Europa e, destacadamente, a Espanha".

Luiza reforça que "o Brasil é responsável por 26% do lucro mundial do Santander em 2012 e os bancários brasileiros, que constroem estes bons resultados, não são responsáveis pelas perdas financeiras provocadas pela especulação feita por executivos".

"Os bancários já demonstraram sua indignação aderindo maciçamente aos protestos realizados em todo o país desde as primeiras dispensas. Essa carta aos colegas não minimiza o impacto dos cortes no moral da tropa, nem oferece qualquer garantia de que não haverá mais demissões. Como qualquer empresa que se pretende socialmente responsável, o Santander tem obrigação de respeitar o Brasil e os brasileiros", conclui Luiza.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Feeb RJ-ES

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Geração de empregos nos bancos cai 84%; privados demitem 7 mil até setembro

  
O sistema financeiro nacional gerou 2.876 novos empregos entre janeiro e setembro de 2012, o que representa uma queda de 84,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Embora pequeno, o saldo positivo deve-se às contratações dos bancos públicos. Nas instituições privadas, houve fechamento de 7.286 postos de trabalho nos primeiros nove meses do ano, não contabilizadas aí as mais de duas mil demissões efetuadas pelo Santander em dezembro.

A rotatividade de mão-de-obra continua sendo utilizada pelos bancos para reduzir os salários. Nos primeiros três trimestres de 2012, o salário médio dos trabalhadores contratados foi 38,65% inferior ao dos desligados. E as mulheres continuam ganhando menos que os homens nas instituições financeiras.

Essas são as principais conclusões extraídas do cruzamento das demonstrações financeiras dos bancos de janeiro a setembro com os resultados da 15ª edição da Pesquisa de Emprego Bancário, realizada trimestralmente pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.


Entre janeiro e setembro, os bancos desligaram 32.073 trabalhadores e contrataram 34.949, o que resulta na criação das 2.876 vagas. No mesmo período do ano passado, no entanto, o saldo positivo de empregos nos bancos foi de 18.167 postos. Foi uma queda brusca de 84,2%.

Os bancos foram responsáveis por 0,6% do 1,25 milhão de novos empregos gerados pela economia brasileira nos primeiros nove meses de 2012.

As informações do Caged aqui disponibilizadas mostram apenas a evolução do emprego no setor de atividade e não por empresa, já que este dado é mantido em sigilo pelo Ministério do Trabalho. As demonstrações contábeis dos bancos, porém, mostram que as instituições financeiras públicas apresentam saldo positivo de emprego nos três trimestres do ano e que o fechamento de postos de trabalho está concentrado nos grandes bancos privados, especialmente no Itaú Unibanco. 


"A sociedade brasileira não pode aceitar que os bancos privados, que são o setor mais rentável da economia, boicotem os esforços do governo e dos outros setores de incentivar o crescimento econômico, a geração de emprego e a inclusão social. Essa postura irresponsável e mesquinha contribui para a concentração da riqueza num país que já é um dos 12 mais desiguais do planeta", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. 

"É inaceitável que os trabalhadores paguem a conta desses ajustes dos bancos para manter os seus lucros gigantescos e continuar se apropriando da renda do país, graças à cobrança dos spreads, juros e tarifas mais altos do planeta", acrescenta Cordeiro.

A Contraf-CUT encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, solicitando audiência para discutir o processo de reestruturação no sistema financeiro, buscando medidas para garantir a proteção do emprego dos bancários e a defesa dos interesses da sociedade brasileira.

Rotatividade reduz salários

De acordo com a pesquisa Contraf-CUT/Dieese, a remuneração média dos trabalhadores admitidos foi de R$ 2.693,79 e a dos desligados de R$ 4.390,87 nos primeiros três trimestres - uma diferença de 38,65%. Na economia brasileira como um todo, a diferença entre a média salarial dos contratados é 7% inferior à média salarial dos demitidos. 

"Isso demonstra claramente mais uma vez a estratégia cruel dos bancos de utilizar a rotatividade para reduzir a despesa de pessoal", critica Carlos Cordeiro. 

"Essa é uma política extremamente prejudicial à categoria, porque além de rebaixar a média salarial deixa os bancários permanentemente em tensão por medo de demissões", acrescenta. "Isso é uma violência, porque o sistema financeiro não enfrenta nenhuma dificuldade. Pelo contrário, só os cinco maiores bancos registraram um lucro líquido de R$ 36 bilhões nos primeiros nove meses do ano."

A análise do saldo de empregos por faixa de remuneração deixa mais clara essa política dos bancos. O resultado foi positivo apenas para as faixas até três salários mínimos, enquanto as faixas salariais acima desse patamar apresentaram saldos negativos. O maior saldo aconteceu na faixa de remuneração entre dois a três mínimos, que teve crescimento de 17.521 vagas.

Mulheres discriminadas

A pesquisa Contraf-CUT/Dieese também demonstra com clareza a discriminação que as mulheres sofrem nos bancos. A média salarial das bancárias desligadas (R$ 3.759,23) é 24,5% inferior à dos bancários (R$4.978,38) que saíram. As mulheres já entram nos bancos ganhando menos que os homens. O salário médio delas, no ingresso, é de R$ 2.322,88 e o dos homens de R$ 3.031,86 - uma diferença de 23,4%.


Fonte: Contraf-CUT




Liminar da 4ª Vara do Trabalho de Campinas suspende demissões do Santander na base da Federação de SP e MS

A Juíza Gabriela Lens de Lacerda, da 4ª do Trabalho de Campinas, concedeu nesta terça-feira, 18, liminar que suspende todas as demissões sem justa causa promovidas pelo Santander em novembro e dezembro na base da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A Ação Civil Pública (ACP) ingressada pela Feeb-SP/MS vale para as bases territoriais de Andradina, Araçatuba, Franca, Guaratinguetá, Jaú, Lins, Marília, Piracicaba, Presidente Venceslau, Rio Claro, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Carlos, São José dos Campos, Sorocaba, Tupã e Votuporanga, onde o banco espanhol dispensou 117 bancários, às vésperas do natal.

A multa em caso de descumprimento da decisão é de R$ 100 mil por funcionário desligado.

“Conseguimos a suspensão das demissões, agora vamos lutar para que haja a reintegração de todos os trabalhadores que foram desligados sem justa causa e dos bancários que estavam em período de estabilidade provisória, como pré-aposentadoria”, afirma o presidente da Feeb-SP/MS, Davi Zaia. 
Fonte: Federação dos Bancários SP/MS