sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pesquisa nacional aponta 57 mortes em assaltos envolvendo bancos em 2012.

  
Contraf-CUTContraf-CUT e CNTV lançam pesquisa em coletiva de imprensa em São Paulo

Pesquisa nacional mostra que 57 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos em 2012, uma média de quase 5 vítimas fatais por mês, o que representa aumentos de 16,3% em relação a 2011, quando foram registradas 49 mortes, e de 147,8% em comparação com 2010, que teve 23 mortes. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias da imprensa e apoio técnico do Dieese.

> Clique aqui para acessar a pesquisa completa

São Paulo (15), Bahia (8), Rio de Janeiro (7), Ceará (4), Paraná (4), Alagoas (3) e Rio Grande do Sul (3) foram os estados com o maior número de casos. A principal ocorrência (53%) foi o crime de "saidinha de banco", que provocou 30 mortes. Já a maioria das vítimas (58%) foram clientes (33), seguido de vigilantes (9) e policiais (6). Dois bancários também foram mortos.

Para a Contraf-CUT e a CNTV, essas mortes mostram, sobretudo, a insuficiência de investimentos dos bancos para melhorar a segurança. Segundo dados do Dieese, os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) apresentaram lucros de R$ 35,8 bilhões de janeiro a setembro de 2012. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 2,2 bilhões, o que significa 6,03%, em média, na comparação com os lucros.

"Essas mortes são preocupantes e comprovam o descaso e a carência de investimentos dos bancos na proteção da vida de trabalhadores e clientes, bem como revelam a fragilidade da segurança pública diante da falta de policiais e viaturas nas ruas e ações de inteligência para evitar ações criminosas", avalia o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro. 

"Esses números assustadores reforçam a necessidade de atualizar a lei federal nº 7.102/83, que se encontra defasada diante do crescimento da violência e da criminalidade. Precisamos avançar o projeto de estatuto de segurança privada, que está em construção no Ministério da Justiça, a fim de incluir equipamentos de prevenção e medidas eficazes para garantir a proteção da vida das pessoas, eliminar riscos e oferecer segurança para trabalhadores e clientes", salienta o presidente da CNTV, José Boaventura Santos.

Mortes por estados 

São Paulo registra novamente o maior número de ocorrências (15), o que representa 26% das mortes. A Bahia aparece em segundo lugar com 8 casos (14%). 

Ocorrências por Estados
Brasil - Janeiro a Dezembro
UF
2011
2012
Variação
nº
%
nº
%
%
SP
16
32,7%
15
32,7%
-6,3%
BA
1
2,0%
8
18,4%
700,0%
RJ
9
18,4%
7
8,2%
-22,2%
CE
1
2,0%
5
8,2%
400,0%
PR
4
8,2%
4
8,2%
0,0%
AL
0
0,0%
3
6,1%
-
RS
4
8,2%
3
4,1%
-25,0%
PA
2
4,1%
2
2,0%
0,0%
PE
1
2,0%
2
2,0%
100,0%
MT
3
6,1%
1
2,0%
-66,7%
DF
0
0,0%
1
2,0%
-
MG
1
2,0%
1
2,0%
0,0%
SE
0
0,0%
1
2,0%
-
SC
1
2,0%
1
2,0%
0,0%
RN
1
2,0%
1
2,0%
0,0%
ES
0
0,0%
1
0,0%
-
PB
0
0,0%
1
0,0%
-
GO
4
8,2%
0
0,0%
-100,0%
PI
1
2,0%
0
0,0%
-100,0%
Total
49
100,0%
57
100,0%
16,3%
Fonte: Notícias da imprensa
  
Elaboração: DIEESE - Rede Bancários

 


Tipos de ocorrências

O levantamento aponta que os crimes de "saidinha de banco" seguem liderando as ocorrências, tendo causado 30 mortes, o que representa 53% dos casos. Em segundo lugar aparece pela primeira vez as mortes em assaltos a correspondentes bancários, com 9 mortes (16%). Na terceira posição estão os assassinatos em assaltos a agências, com 8 vítimas fatais (14%).

Tipo de ocorrência
Brasil - Janeiro a Dezembro
Tipo de ocorrência
2011
2012
Variação
nº
%
nº
%
%
Saidinha de banco
32
65,3%
30
52,6%
-6,3%
Assalto a correspondentes
5
10,2%
9
15,8%
80,0%
Assalto a agências
5
10,2%
8
14,0%
60,0%
Transporte de valores
2
4,1%
5
8,8%
150,0%
Abastecimento de caixas eletrônicos
2
4,1%
3
5,3%
50,0%
Assalto a caixa eletrônico
2
4,1%
2
3,5%
0,0%
Assalto a PAB
1
2,0%
0
0,0%
-100,0%
Total
49
100,0%
57
100,0%
16,3%
Fonte: Notícias da imprensa
  
Elaboração: DIEESE - Rede Bancários


  


A Contraf-CUT e a CNTV defendem ações preventivas que visem enfrentar a "saidinha de banco". Para Carlos Cordeiro, "esse crime começa dentro dos bancos e, para combatê-lo, é preciso evitar a ação dos olheiros na hora do saque de clientes nos bancos, através de medidas como a instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas, e de divisórias individualizadas entre os caixas, inclusive os eletrônicos". "Proibir o uso do celular nos bancos é uma medida ineficaz, pois não impede a visualização das operações", salienta.

"Além disso, é fundamental a colocação de portas de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras internas e externas de monitoramento em tempo real nos espaços de circulação de clientes, e vidros blindados nas fachadas", reforça Boaventura.

Outra medida defendida por bancários e vigilantes é a isenção de tarifas de transferência de recursos (DOC, TED), como forma de reduzir a circulação de dinheiro na praça. "Muitos clientes sacam valores expressivos para não pagar as altas tarifas dos bancos e viram alvos de assaltantes cada vez mais ousados", justifica Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

O crescimento das mortes em assaltos a correspondentes bancários não surpreende a Contraf-CUT e a CNTV. "Os bancos estão empurrando cada vez os clientes para esses estabelecimentos que não possuem segurança, aumentando o risco e causando a morte de pessoas", ressalta Boaventura.
Houve também 5 mortes (9%) envolvendo transporte de valores. "Ocorreram novamente mortes de policiais que faziam 'bico', o que é ilegal e mata, além de outras pessoas que transportavam numerário fora do que estabelece a lei federal nº 7.102/83", destaca Boaventura. "Essa redução de custos tem sido mortal, o que é inaceitável".

Perfil das vítimas

A pesquisa revela que os clientes permanecem sendo as principais vítimas em assaltos envolvendo bancos. Na comparação entre 2011 e 2012, o número de mortes subiu de 30 para 33, um crescimento de 10%. Quase todos foram assassinados em "saidinhas de banco".

Tipo de vítima
Brasil - janeiro a dezembro
Vítimas
2011
2012
Variação
nº
%
nº
%
%
Clientes
30
61,2%
33
57,9%
10,0%
Vigilantes
8
16,3%
9
15,8%
12,5%
Policiais
4
8,2%
6
10,5%
50,0%
Transeuntes
6
12,2%
4
7,0%
-33,3%
Bancários
1
2,0%
2
3,5%
100,0%
Outros
0
0,0%
3
5,3%
-
Total
49
100,0%
57
100,0%
16,3%
Fonte: Notícias da imprensa


Elaboração: DIEESE - Rede Bancários





"Os bancos não podem tratar a 'saidinha de banco' como problema de segurança pública ou então responsabilizar os clientes", avalia Carlos Cordeiro. "Os bancos têm que adotar medidas concretas para prevenir essa ação criminosa que está tirando a vida de pessoas porque sacaram dinheiro em condições inseguras", alerta.

Os vigilantes ocupam o segundo lugar entre as vítimas, seguidos de policiais e transeuntes. Dois bancários também foram mortos. "Os bancos e as empresas de vigilância têm que ampliar equipamentos de prevenção e garantir melhores condições de trabalho, pois é inaceitável que os trabalhadores continuem sendo vítimas da falta de investimentos", ressalta o presidente da CNTV.

Gênero das vítimas

A pesquisa aponta pela primeira vez o gênero das vítimas. Na sua esmagadora maioria (53), os homens são os que mais morrem em assaltos envolvendo bancos. O que representa 93% dos casos. 

Ocorrência por Gênero
Brasil - janeiro a dezembro de 2012

nº
%
Homens
53
93,0%
Mulheres
4
7,0%
Total
57
100,0%


"Geralmente os homens sacam quantias maiores de dinheiro, são maioria nas atividades de segurança, estão mais expostos ao risco e reagem mais à ação dos assaltantes", avalia Boaventura. "Os bancos e as autoridades de segurança pública têm que tomar providências para evitar essas tragédias que arrasam inúmeras famílias em todo país", alerta.

Faixa etária das vítimas

A pesquisa também revela pela primeira vez a faixa etária das vítimas, na sua maioria identifica nas notícias da imprensa. A faixa que registrou em 2012 o maior número de mortes é a de 41 a 50 anos, com 11 ocorrências (19%), seguida das faixas de 31 a 40 anos, com 9 casos (16%) e de até 30 anos, igualmente com 9 assassinatos (16%). Idosos também foram mortos. A faixa com mais de 60 anos registra 6 vítimas fatais (11%).

Ocorrências por Faixa Etária
Brasil - Janeiro a Dezembro de 2012
 
nº
%
Até 30 anos
9
15,8%
De 31 a 40 anos
9
15,8%
De 41 a 50 anos
11
19,3%
De 51 a 60 anos
7
12,3%
Mais de 60 anos
6
10,5%
Não consta
15
26,3%
Total
57
100,00%


"Esses dados revelam que todas as faixas etárias correm risco de morte nos bancos, diante das instalações vulneráveis de segurança. Além do mais, o atendimento bancário é atividade de risco. Os bancos têm que assumir a sua responsabilidade para proteger a vida das pessoas", enfatiza Carlos Cordeiro.

Carência de investimentos dos bancos

Conforme estudo feito pelo Dieese, com base nos balanços publicados de janeiro a setembro de 2012, os cinco maiores bancos lucraram R$ 35,8 bilhões e tiveram despesas com segurança e vigilância de R$ 2,2 bilhões. Comparando os números, os bancos gastaram 6,03% dos lucros em segurança e vigilância.

Despesas com Segurança e Vigilância e lucro dos  cinco maiores bancos do país
 janeiro a setembro de 2012 (em R$ bilhões)


Banco
Despesas com Segurança e Vigilância
Lucro Líquido
%

Itaú Unibanco
                                      0,38
                                    10,10
3,8%

Bradesco
                                      0,32
                                      8,61
3,7%

Banco do Brasil
                                      0,61
                                      8,24
7,4%

Santander
                                      0,42
                                      4,73
8,8%

Caixa
                                      0,52
                                      4,20
12,4%

Total
                                      2,26
                                    35,87
6,3%

*Dados mais recentes divulgados pelos bancos.



"Esses dados dos balanços comprovam mais uma vez o que constatamos há muito tempo: os bancos não priorizam a vida das pessoas, pois gastam muito pouco com segurança em comparação com os seus lucros astronômicos", avalia Boaventura.

"Está na hora de os bancos tratarem as despesas de segurança e vigilância como investimentos, colocando a vida das pessoas em primeiro lugar, garantindo atendimento somente em condições seguras e protegidas, a fim de acabar com essas mortes em assaltos, que ainda deixam inúmeros feridos e traumatizados pelo Brasil afora", conclui Carlos Cordeiro.


Fonte: Contraf-CUT e CNTV com notícias da imprensa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Veja quanto você receberá a mais de PLR com a nova tabela do IR


O PLR (Participação nos Lucros e Resultados) dos trabalhadores vai ficar maior a partir de terça-feira, 1º de janeiro. A presidente Dilma Rousseff oficializou nesta semana a isenção do IR (Imposto de Renda) para o bônus de até R$ 6.000 e criou uma nova tabela de cálculo.
Apesar de isentar somente a PLR de até R$ 6.000, a nova regra é boa também para quem recebe valores maiores porque prevê faixas diferentes de cálculo do IR (veja tabela abaixo).
Em 2012, um trabalhador que recebeu R$ 7.000 de PLR, por exemplo, pagou R$ 1.134,42 de IR ao entrar na maior faixa de descontos, com alíquota de 27,5%. A partir de 2013, esse desconto passará a ser de apenas R$ 75 --diferença de R$ 1.059,42.
A medida provisória que criou a isenção foi publicada em edição extra do "Diário Oficial" da União de quarta-feira (26) e definiu que a nova tabela será aplicada para o valor total da PLR paga ao trabalhador no decorrer do ano.
Se houver mais de um pagamento no mesmo ano, o IR deverá ser recalculado na segunda parcela sobre o total do bônus.
NOVA TABELA
Valor anual da PLRPercentual do IRParcela a deduzir
Até R$ 6.000--
De R$ 6.000,01 a R$ 9.0007,5%R$ 450,00
De R$ 9.000,01 a R$ 12 mil15%R$ 1.125,00
De R$ 12.000,01 a R$ 15 mil22,5%R$ 2.025,00
Acima de R$ 15 mil27,5%R$ 2.775,00
DIFERENÇA
Valor burto da PLRValor líquido com a regra antigaValor líquido com a nova tabelaDiferença
R$ 5.000R$ 4.415,58R$ 5.000R$ 584,42
R$ 6.000R$ 5.140,58R$ 6.000R$ 859,42
R$ 7.000R$ 5.865,58R$ 6.925R$ 1.059,42
R$ 8.000R$ 6.590,58R$ 7.850R$ 1.259,42
R$ 9.000R$ 7.315,58R$ 8.775R$ 1.459,42
R$ 10.000R$ 8.040,58R$ 9.625R$ 1.584,42
R$ 15.000R$ 11.665,58R$ 13.650R$ 1.984,42
NOVO CÁLCULO DA PLR
  • O governo aumentou a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados dos trabalhadores
  • Não terá IR o trabalhador com bônus até R$ 6.000; quem ganha mais do que esse valor, pagará IR menor
  • O governo criou uma tabela diferente para calcular o IR da PLR (veja tabela acima)
  • Enquanto o salário do trabalhador a partir de R$ 4.271,59 terá alíquota de 27,5% de imposto em 2013, para a PLR esse percentual só será aplicado a partir de R$ 15 mil
O BÔNUS
  • A PLR não tem valor fixo e varia com a categoria; a dos bancários, por exemplo, é 90% do salário + R$ 1.544
  • O valor é definido em negociação entre os trabalhadores e os patrões
  • Em geral, o bônus considera índices de produtividade, qualidade ou lucratividade e o alcance de metas
  • As principais categorias beneficiadas pela mudança são bancários, metalúrgicos, químicos e petroquímicos.
Fonte: Folha

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ANIVERSARIANTES - MÊS JANEIRO 2013


O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Pres. Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos por esta data festiva. 

Dia
Associado
Agência
Cidade




04
Jaime Augusto Ferreira Castelhano
Banco Santander
Caiua
04
Rosemeire AP. Mortensen Takaki
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
05
Daniele Ferreira Santos Andrade
Banco Santander
Presidente Epitácio
06
Ângelo Cesar Malacrida
Banco Santander
Presidente Venceslau
09
Roberto Batista
Caixa Econômica Federal
Presidente Epitácio
10
Marcelo Prando Troncoso
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
11
Suetaka Humberto Tanaka
Banco Santander
Primavera
12
Aparecido Gerotto Cuba
Banco Santander
Primavera
18
Carmilda Lima Ferreira Silva
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
18
Tatyane Gonçalves da Silva
Banco Santander
Presidente Venceslau
19
Renata da Palma Pimentel Rabacini
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
19
Simone Kogima
Banco do Brasil
Presidente Venceslau
20
Fabio Luciano Stegani
HSBC Bank Brasil
Presidente Venceslau
20
Luciano Marcel Nagima
Caixa Econômica Federal
Santo Anastácio
21
Silvia Regiane Pinto Prado
Bradesco
Presidente Venceslau
22
Lucas Riguetti Tavares
Bradesco
Presidente Venceslau
22
Marcelo Lemes Rossi
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
31
Estela Yuriko Shintate
Banco do Brasil
Presidente Venceslau






                                          
 OBS: Os associados aniversariantes deste mês, que não constaram nesta relação, favor atualizar o cadastro junto a este Sindicato, pelo fone: 018-3271-3600, fax: 018-3271-5950 ou e-mail: seebpv@terra,com.br




Após Ano-Novo, brasileiros terão apenas 5 feriados nacionais em dias da semana neste ano Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2013/01/03/apos-ano-novo-brasileiros-terao-apenas-5-feriados-nacionais-em-dias-da-semana-neste-ano.jhtm

Depois de um 2012 cheio de folgas, após o Ano-Novo, os trabalhadores terão um 2013 com apenas cinco feriados nacionais em dias da semana, contra sete do ano que acaba de passar. Após o Carnaval (que não é feriado nacional), apenas Paixão de Cristo, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Proclamação da República e Natal cairão em dias de semana. Ao todo, 2013 terá 255 dias úteis, três a mais do que o ano que passou. Os meses de julho e outubro serão os "mais longos", com 23 dias de trabalho, enquanto fevereiro, março, junho e novembro, com 20, serão os "mais curtos". O primeiro feriado depois do Carnaval será a Paixão de Cristo, no dia 29 de março, uma sexta-feira. Em abril, o Dia de Tiradentes, 21, cairá em um domingo. O feriado seguinte será o Dia do Trabalho, 1º de maio, uma quarta-feira.
29 de março Paixão de Cristo sexta-feira 
21 de abril Tiradentes domingo 
1º de maio Dia do Trabalho quarta-feira 
30 de maio Corpus Christi quinta-feira 
7 de setembro Independência do Brasil sábado 
12 de outubro Nossa Senhora Aparecida sábado 
2 de novembro Finados sábado 
15 de novembro Proclamação da República sexta-feira 
25 de dezembro Natal quarta-feira


Corpus Christi cairá no dia 30 de maio, uma quinta-feira, e será a única folga que poderá ser prolongada. A Independência do Brasil, em 7 de setembro, cairá em um sábado, assim como o Dia de Nossa Senhora de Aparecida, 12 de outubro, e o feriado de Finados, 2 de novembro. Depois de tantos feriados em fins de semana, a Proclamação da República, em 15 de novembro, chega como um prêmio de consolação antes do Natal e cai em uma sexta-feira. 

Para engordar a lista 

Se os feriados nacionais não darão folgas prolongadas aos trabalhadores, os municipais e estaduais podem ajudá-los neste ano. 
Em São Paulo, há os dias 25 de janeiro, uma sexta-feira, que celebra o aniversário da cidade; 9 de julho, uma terça-feira, da Revolução Constitucionalista de 1932; e 20 de novembro, quarta-feira, que comemora o Dia da Consciência Negra, para descansar. 

Já no Rio de Janeiro, o Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, cairá em um domingo, 20 de janeiro. Sobram para os cariocas, os feriados de 23 de abril, uma terça-feira, Dia de São Jorge, e 20 de novembro, uma quarta-feira, Dia da Consciência Negra. Em Belo Horizonte, os mineiros terão folga apenas na quinta-feira, dia 15 de agosto, no feriado de Assunção de Nossa Senhora. Oito de dezembro, Dia de Imaculada Conceição, vai cair em um domingo. 

No Nordeste, Salvador terá dois dias de folga: 24 de junho, uma segunda-feira, dia de São João; e 2 de julho, Independência da Bahia, uma terça-feira. O feriado de Nossa Senhora da Conceição da Praia, 8 de dezembro, cairá em um domingo. No Recife, as folgas serão maiores do que na capital baiana. Além dos dias de São João e de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a terra do frevo terá para folgar os dias 6 de março, data em que se comemora a Revolução Pernambucana, uma quarta-feira; e 16 de julho, Dia de Nossa Senhora do Carmo, uma terça-feira. Os moradores de Brasília terão menos sorte em 2013. 

A capital federal terá dois feriados e ambos caindo em fins de semana. A data em que se comemora a fundação da capital brasileira, 21 de abril, será um domingo, e 30 de novembro, Dia do Evangélico, um sábado. 

No Sul, Porto Alegre terá o aniversário da cidade, 26 de março, uma terça-feira, e o Dia da Revolução Farroupilha, 20 de setembro, uma sexta-feira, de feriados em dias úteis. Dois de fevereiro, data de Nossa Senhora dos Navegantes, cairá em um sábado. 

O Brasil é o oitavo no ranking dos países que têm mais folgas, ao lado de Polônia, Cingapura, França, Suécia, Itália, Nova Zelândia, China e Paquistão: são 11 feriados nacionais no total. De acordo com a consultoria Mercer, a Colômbia é o país com mais folgas oficiais no mundo: 18 no total. Líbano, Índia, Tailândia vêm na segunda colocação com 16, cada um, e Japão e Coreia do Sul estão em empatados em terceiro, com 15.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Após mobilização dos trabalhadores, governo isenta IR de PLR até R$ 6 mil.



Após mais de um ano de mobilização dos bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e eletricitários e de negociação entre as principais centrais sindicais e o governo federal, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, anunciou nesta segunda-feira (24) a isenção de Imposto de Renda (IR) na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para trabalhadores que recebem valores até R$ 6 mil. A partir de R$ 6.000,01, foram criadas escalas de alíquotas, de 7,5% até 27,5%, dependendo do valor recebido.

Para quem ganha entre R$ 6.000,01 e R$ 9 mil, a incidência do IR será 7,5%, de R$ 9.000,01 a R$ 12 mil, será 15%, e de R$ 12.000,01 a R$ 15 mil, será 22,5%. Acima de R$ 15 mil, será 27,5%, segundo a ministra Gleisi.

A mudança da incidência do IR sobre a PLR será feita por medida provisória, que o governo vai publicar na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União. Como a medida está sendo anunciada neste fim de ano, ela já passa a valor a partir de janeiro de 2013 para todas as categorias. 

A isenção de Imposto de Renda sobre a PLR era uma demanda antiga das centrais sindicais. Uma campanha foi lançada no final de 2011. Houve diversas manifestações - em São Paulo, ABC e Brasília - e reuniões com representantes do governo e parlamentares. Um abaixo assinado com mais de 220 mil assinaturas foi entregue ao governo. A Contraf-CUT encaminhou milhares de adesões recolhidas pelos sindicatos de bancários em todo país.

Na última sexta-feira (21), um ofício assinado pelos presidentes de CUT, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi enviado à Secretaria-Geral da Presidência da República, informando que as centrais aceitam a proposta do governo, apresentada durante o encontro de Natal da presidenta Dilma com catadores de materiais recicláveis e a população em situação de rua, na quadra dos bancários de São Paulo.

Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, "a isenção do IR na PLR é uma conquista importante para os trabalhadores nesta véspera de Natal, pois esses recursos irão agora para o bolso do trabalhador, que poderá consumir mais, contribuindo para aquecer a economia, gerar empregos e incentivar o desenvolvimento do país".

"A isenção do IR na PLR é uma grande vitória para os trabalhadores", afirma Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. "Essa isenção representará economia de mais de R$ 1 bilhão. Um montante que vai para o bolso dos trabalhadores. Economia, portanto, que vai aumentar a demanda."


Fonte: Contraf-CUT com Seeb SãoPaulo e Agência Brasil