Brasil adota regras internacionais para regular o sistema financeiro, a partir de 1° de outubro
São Paulo – O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciou hoje (9) em São Paulo que, a partir de 1º outubro, o Sistema Financeiro Nacional passa a adotar as regras internacionais do Acordo de Basileia 3. O acordo, que foi proposto pelas principais economias do mundo há três anos, prevê reformas na regulamentação de instituições financeiras, para reduzir os impactos de crises bancárias.
Tombini destacou que o Brasil vai iniciar essa ação com tranquilidade, no sentido de assegurar a oferta de crédito para consumo: “As medidas macroprudenciais contribuíram para manter o bom funcionamento dos nossos mercados em um ambiente de expansão da liquidez internacional e de intenso fluxo de capitais, principalmente para as economias emergentes.”
O presidente do BC alertou que, na medida em que os Estados Unidos estão retomando o crescimento econômico, a oferta mundial de crédito tende a diminuir, implicando na necessidade de maior cautela no sistema financeiro doméstico.
Tombini participa na manhã de hoje do 8º Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, juntamente com o presidente do Comitê de Basileia e do Banco Central da Suécia, Stefan Ingves.
Fonte: Agência Brasil
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Bancos negam reivindicações de saúde, condições de trabalho e segurança
Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Os bancos negaram todas as reivindicações sobre saúde, condições de trabalho e segurança bancária apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, na manhã desta sexta-feira (9), na conclusão da primeira rodada de negociações da Campanha 2013, em São Paulo.
"As negociações começaram muito mal. Os banqueiros só estão preocupados com a gestão dos lucros e não com a gestão das pessoas e a proteção da vida", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"Mais uma vez deixamos claro aos bancos que as más condições de trabalho, responsáveis pela epidemia de adoecimentos que atinge a categoria, e a proteção à vida são prioritárias e precisam ser resolvidas nesta Campanha Nacional. A postura intransigente dos bancos na mesa de negociação não deixa outra alternativa do que o crescimento da mobilização dos bancários em todo o país", alerta Carlos Cordeiro.
Em 2012, segundo dados dos INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort).
Somente nos primeiros três meses deste ano, 4.387 bancários já haviam se afastado por adoecimento, sendo 25,8% por transtornos mentais e 25,4% por LER/Dort.
Na recente consulta para a Campanha Nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada.
E em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.
Assédio moral/violência organizacional
O Comando Nacional cobrou mais empenho dos bancos para coibir a prática da violência organizacional nos locais de trabalho e defendeu a necessidade de aprimorar o instrumento de combate ao assédio moral, conquistado na Campanha Nacional 2011, que depende da adesão de sindicatos e bancos. Um dos problemas é que o prazo de apuração das denúncias encaminhadas aos bancos é hoje de até 60 dias. Foi proposta uma redução para até 30 dias.
Os dirigentes sindicais também reivindicaram que as empresas possibilitem que os sindicatos realizem palestras e reuniões nas agências e departamentos sobre prevenção ao assédio moral. E defenderam a garantia de estabilidade no emprego ao bancário ou bancária assediada durante o período de investigação da denúncia.
Os negociadores não deram resposta para as demandas e sugeriram que essas questões sejam remetidas para aprofundamento na mesa temática de saúde e condições de trabalho.
Retorno ao trabalho após licença-saúde
O Comando Nacional denunciou que alguns bancos estão descumprindo a 43ª da convenção coletiva, pois estão chamando de volta para o trabalho bancários que estão afastados por licença-médica com benefício no INSS.
"É importante que o banco tenha um programa de retorno ao trabalho, a partir da alta do INSS, buscando reinserir o funcionário no trabalho, com apoio de equipe multidisciplinar", destacou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.
Além disso, os dirigentes sindicais apontaram a necessidade da prevenção. "Não concordamos que o trabalhador deve ser adaptado ao ambiente que o adoeceu. Queremos discutir a prevenção, de modo que o bancário retorne ao trabalho, seja acolhido e não volte a adoecer", destacou Carlos Cordeiro.
Foi proposto pelo Comando que seja realizado um estudo conjunto sobre o porquê do adoecimento no trabalho, a fim de discutir as causas do problema e buscar soluções eficazes para garantir um emprego saudável para todos. A Fenaban respondeu dizendo que não é possível assumir um compromisso de fazer esse estudo.
"Também foi defendido pelo Comando que seja garantida a manutenção do pagamento integral do salário e demais vantagens, sem perda da função e sem descomissionamento, para todo bancário que retorna ao trabalho após afastamento por motivo de saúde", salienta Walcir.
E foi ainda reivindicado o pagamento do salário até o retorno ao trabalho para o bancário que recebe alta do INSS, mas é considerado inapto pelo banco. Hoje o prazo vai até 120 dias. Os bancos não aceitaram as propostas.
Trabalhadores com deficiência
O Comando Nacional propôs que os bancários com deficiência tenham direito ao abono das faltas em todas as ocasiões em que houver necessidade de conserto, reparo ou aquisição de prótese. Os bancos não aceitaram, alegando que o pleito já vem sendo atendido em cada empresa.
Outras demandas de saúde
O Comando Nacional discutiu ainda problemas envolvendo a realização de exames médicos. "Há práticas inadequadas dos bancos, como preenchimento antecipado do ASO", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Foi denunciada a realização de exames demissionais no local de trabalho no ato do dispensa, o que é um absurdo. A Feanban disse que essas questões também devem ser discutidas na mesa temática de saúde.
Os dirigentes sindicais ressaltaram também a necessidade de manutenção do plano de saúde para o bancário na aposentadoria nas mesmas condições vigentes quando na estava na ativa.
Abono-assiduidade
O Comando reivindicou novamente a concessão de um abono-assiduidade de cinco dias de ausências justificadas por ano, já praticado pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, "esse abono trata dos cinco dias do ano que os trabalhadores não recebem para trabalhar". No HSBC, o dia do aniversário do bancário já é abonado.
A resposta da Fenaban, no entanto, foi outro "não", deixando indignados os dirigentes sindicais. Os bancos aumentam os lucros, mas não há contrapartidas sociais para os trabalhadores, responsáveis pelos resultados astronômicos das instituições. Pode?
Segurança Bancária
O Comando Nacional reafirmou a necessidade de proteger a vida das pessoas e cobrou prevenção contra assaltos e sequestros, bem como a melhoria da assistência às vítimas. Os bancos, no entanto, negaram o atendimento das reivindicações por mais segurança, mostrando que a gestão do lucro está acima da preservação da vida.
Foi ressaltada a necessidade de prevenção contra sequestros. O número de ocorrências vem crescendo assustadoramente. Nos últimos sete dias, segundo levantamento do Comando, dez bancários foram vítimas nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Pará, atingindo gerentes e tesoureiros, os que levam as chaves do banco para casa. Os bancos recusaram a proposta do fim da guarda das chaves pelos bancários, alegando que não é a causa dos sequestros.
"Defendemos a abertura das agências e postos de atendimento por empresas de segurança, como sendo feito por vários bancos, como a Caixa Econômica Federal. Também é possível utilizar novas tecnologias, como o controle remoto, mas infelizmente o foco dos bancos tem sido a gestão do lucro e não a proteção da vida", criticou Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Além da prevenção, o Comando defendeu estabilidade no emprego e maior assistência para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões. Foi proposta a emissão da CAT, a liberação dos funcionários do trabalho e o fechamento das agências e postos no dia da ocorrência, o custeio de remédios e segurança individual no reconhecimento de suspeitos na delegacia de polícia, dentre outras demandas.
Mas nada foi aceito pelos bancos. A Fenaban ainda sugeriu que os trabalhadores busquem a via judicial para discutir os problemas enfrentados em decorrência de assaltos e sequestros.
Os dirigentes sindicais denunciaram o descumprimento da cláusula 30ª da convenção coletiva, que determina a adoção de providências pela Fenaban, juntamente com os bancos, para coibir o transporte de valores feito por bancários.
"Na última reunião da CCASP na Polícia Federal, uma mesma agência do Bradesco em Rio Branco foi multada em 41 processos por ter mandado uma gerente transportar numerário, em vez de contratar um carro-forte", denuncia Ademir. "Outra agência do Bradesco, no Pará, utilizou este ano um bancário para levar dinheiro a um posto de atendimento e foi autuada pela Polícia Federal", completa.
Foi também abordado o projeto-piloto de segurança bancária em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. A lista das agências, onde serão instalados os equipamentos previstos, está sendo concluída e, depois, serão definidos os nomes do grupo de acompanhamento e agendada a primeira reunião de trabalho. "Trata-se de um importante avanço, fruto da Campanha Nacional 2012, e esperamos que os equipamentos de prevenção contra assaltos, ali previstos, sejam depois estendidos para todo o Brasil", salienta Ademir.
Só a mobilização garante avanços
"Deixamos claro nesta primeira rodada de negociação que as condições de trabalho são prioritárias na campanha deste ano e que não será possível acordo se não houver avanços e uma solução para o problema das metas abusivas", reforça Carlos Cordeiro. "Esperamos uma resposta dos bancos já próxima rodada", ressalta.
A segunda rodada de negociação foi marcada para quinta e sexta-feira, dias 15 e 16, quando será tratado o tema do emprego.
Mas para avançar a negociação, é preciso ter ousadia, unidade e mobilização. Por isso, além da pressão contra o PL 4330 da terceirização na próxima terça e quarta-feira, dias 13 e 14, em Brasília, onde é essencial a presença de dirigentes sindicais de todo Brasil, é necessário organizar desde já o dia nacional de luta, a ser realizado no dia 22, com passeatas em todo o país.
Vem pra luta, bancário e bancária!
Calendário de mobilização
13 e 14 - Mobilização em Brasília contra PL 4330
14 - Primeira rodada de negociação entre Comando Nacional e Banco do Brasil
15 e 16 - Segunda rodada de negociação com a Fenaban sobre o tema Emprego
19 - Primeira rodada de negociação entre o Comando e o Banco da Amazônia
22 - Dia Nacional de Luta, com passeatas dos bancários
22 - Dia Nacional de Luta dos empregados da Caixa
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora
Fonte: Contraf-CUT
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
CAMPANHA
SALARIAL – 2013/2014
JÁ
COMEÇOU
Pauta
de reivindicações dos bancários entregue à Fenaban:
Primeira
negociação dia 8
O Comando Nacional dos
Bancários entregou à Fenaban (Federação dos Bancos) no ultimo dia 30/07, a
pauta de reivindicações dos bancários para a Campanha Nacional de 2013. O
documento foi aprovado na 15ª Conferência Nacional realizada nos dias 19, 20 e
21 de julho, em São Paulo, e referendado em assembléias realizadas pelos
sindicatos. Também foram entregues as reivindicações específicas do
funcionalismo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. A primeira rodada de negociações será no
dia 08 de agosto, sobre saúde, condições de trabalho e segurança.
Entre os principais
itens da pauta estão reajuste salarial de 11,93% (reposição da inflação do
período mais aumento real de 5%); piso de R$ 2.860,21; PLR de três salários
mais parcela adicional fixa de R$ 5.553,15; fim da terceirização, das metas
abusivas e da rotatividade e mais contratações.
Itens prioritários:
> Reajuste
salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%;
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese)
> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$
678 ao mês para cada (salário mínimo nacional)
> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do
assédio moral que adoece os bancários;
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão
bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que permite que
qualquer atividade seja terceirizada e precariza as condições de trabalho, além
da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os
bancários;
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das
chaves de cofres e agências por bancários;
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a
contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes.
Banco do Brasil
O Comando Nacional dos
Bancários entregou também as reivindicações específicas do funcionalismo do
Banco do Brasil definidas no 24º Congresso Nacional dos Funcionários do BB,
realizado nos dias 17, 18 e 19 de maio, em São Paulo. A pauta é centrada no combate ao plano de funções comissionadas, ao
assédio moral, a política antissindical e as péssimas condições de trabalho.
Caixa Econômica Federal
quarta-feira, 31 de julho de 2013
ANIVERSARIANTES DO MÊS DE AGOSTO DE 2013.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos
Bancários de Presidente Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos
por esta data festiva.
Dia
|
Associado
|
Agência/Banco
|
Cidade
|
02
|
Paulo
Sergio Pereira da Fonte
|
Caixa
Econômica Federal
|
Santo
Anastácio
|
04
|
João
Israel Mônico de Novaes
|
Banco
Itaú Unibanco – Campos Sales
|
Presidente
Venceslau
|
07
|
Wilson
Roberto Corral Ozores
|
Banco
Santander
|
Santo
Anastácio
|
09
|
Maria
de Lourdes C. Benedecte
|
Banco
do Brasil – R. Osvaldo Cruz
|
Santo
Anastácio
|
10
|
Sandra
Regina de Paula S. Ferreira
|
Banco
do Brasil – Av. Pres. Vargas, 8-06
|
Presidente
Epitácio
|
12
|
Simone
Nunes Tavares Mambre
|
Banco
Santander
|
Santo
Anastácio
|
16
|
Kennedy
Yukishigue Hara
|
Banco
Santander
|
Presidente
Venceslau
|
20
|
Jaime
Bordão Junior
|
Banco
Bradesco
|
Presidente
Venceslau
|
22
|
José
Carlos Chrisostomo
|
Banco
Santander
|
Caiua
|
29
|
Marcos
Manoel Filete Nogueira
|
Banco
do Brasil
|
Teodoro
Sampaio
|
31
|
Lucilene
Cristina Gervazoni Silva
|
Banco
Bradesco
|
Santo
Anastácio
|
31
|
Carlos
Henrique Sanches
|
Banco
do Brasil
|
Piquerobi
|
|
Federação dos Bancários de SP e MS
terça-feira, 30 de julho de 2013
Lucro do Santander Brasil cai 7,2% no 2º trimestre, mas supera estimativas
O Santander Brasil lucrou R$ 501 milhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 9,73% ante igual período de 2012 e recuo de 17,8% em relação ao primeiro trimestre.
O lucro gerencial, que inclui o ágio da aquisição do banco Real, ficou em R$ 1,41 bilhão, com retração de 3,68% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e queda 7,2% em relação ao primeiro trimestre deste ano.
O resultado veio melhor do que o projetado pelo mercado. Analistas consultados pelo Valor estimavam queda no lucro do Santander Brasil para R$ 1,274 bilhão.
Vale lembrar que, das instituições privadas, o Santander era o único que ainda não tinha apresentado melhora na qualidade dos ativos ao longo do ano passado, além de estar com a expansão mais fraca da carteira de crédito.
O banco fechou o trimestre com inadimplência acima de 90 dias em 5,2%, alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) em 12 meses e queda de 0,6 p.p. em relação ao primeiro trimestre deste ano.
Com isso, as despesas com provisão para devedores duvidosos somaram R$ 3,2 bilhões, valor 15,9% menor do que no mesmo trimestre de 2012 e 5% menor na relação trimestral.
Em 12 meses, a carteira do Santander teve expansão de 6%, para R$ 218,053 bilhões. Segundo dados do Banco Central, a carteira de crédito do sistema cresceu 16,4% no mesmo período.
Já a carteira dos bancos privados estrangeiros, caso do Santander, avançou 6,7% em 12 meses terminados em junho, ainda segundo o BC. Ante o primeiro trimestre de 2013, houve alta de 3% da carteira do Santander Brasil.
BANCOS
Na semana passada, o Bradesco abriu a temporada de balanços de grandes bancos do segundo trimestre, informando que teve lucro líquido de R$ 2,949 bilhões no período, 4,1% mais que o valor apurado entre abril e junho de 2012 --também com uma combinação de crescimento do crédito com redução da inadimplência.
Hoje, o Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou que encerrou o segundo trimestre desse ano com lucro líquido contábil de R$ 3,583 bilhões, alta de 8,44% em relação a igual período do ano passado e avanço de 3,2% sobre o desempenho no trimestre anterior.
Tanto o Bradesco quanto o Itaú reduziram suas perspectivas para o crescimento das carteiras de crédito em 2013.
Lucro do Itaú sobe para R$ 3,5 bilhões no 2º trimestre, mas banco corta projeções
O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou nesta terça-feira (30) que encerrou o segundo trimestre desse ano com lucro líquido contábil de R$ 3,583 bilhões, alta de 8,44% em relação a igual período do ano passado e avanço de 3,2% sobre o desempenho no trimestre anterior.
Também maior que o resultado obtido um ano antes, o lucro líquido recorrente do banco, que exclui ganhos e perdas extraordinários, totalizou R$ 3,622 bilhões entre abril e junho deste ano, 1% acima dos R$ 3,585 bilhões registrados no segundo trimestre de 2012 e 3,1% maior que o valor visto nos três primeiros meses deste ano.
No acumulado do primeiro semestre de 2013, o lucro líquido contábil do Itaú foi de R$ 7,055 bilhões --o segundo maior lucro em primeiros semestres da história dos bancos brasileiros, atrás apenas de seu próprio resultado em 2011, de R$ 1,133 bilhão, segundo a consultoria Economatica.
A margem financeira diminuiu no segundo trimestre, o que impediu um desempenho melhor do lucro.
A margem financeira gerencial, que leva em conta operações com clientes e com o mercado (tesouraria), ficou em R$ 11,573 bilhões de abril a junho, ante R$ 13,521 bilhões no mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a margem financeira do Itaú subiu R$ 47 milhões.
A inadimplência superior a 90 dias teve queda, indo de 4,5% em março para 4,2% em junho. Em doze meses, a redução foi de 1 ponto percentual.
A redução da inadimplência impactou também as despesas de provisões para calotes, que caíram R$ 1,227 bilhão na comparação com o segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 4,912 bilhões entre abril e junho deste ano.
No crédito, o banco teve expansão de 8% em relação ao segundo trimestre de 2012, totalizando R$ 467,5 bilhões. A cifra também é 2,5% maior que o resultado do trimestre anterior (R$ 456,16 bilhões).
No entanto, assim como o Bradesco, o Itaú também revisou para baixo suas projeções para 2013. Agora, o banco espera que o crescimento da carteira de crédito neste ano fique entre 8% e 11%. No final de março, a projeção era entre 11% e 14%.
Para as despesas de provisões para calotes, o banco espera uma cifra entre R$ 19 bilhões e R$ 22 bilhões em 2013.
BANCOS
Na semana passada, o Bradesco abriu a temporada de balanços de grandes bancos do segundo trimestre, informando que teve lucro líquido de R$ 2,949 bilhões no período, 4,1% mais que o valor apurado entre abril e junho de 2012 --também com uma combinação de crescimento do crédito com redução da inadimplência.
Hoje, o Santander Brasil divulgou que teve lucro líquido de R$ 501 milhões no segundo trimestre, queda de 9,73% em relação ao mesmo período do ano passado e 17,8% abaixo do resultado visto nos três primeiros meses de 2013.
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