A assembleia marcada para hoje (10.10.13) foi transferida para amanhã 11.10.13 (sexta-feira) às 08:30 horas, no Sindicato.
Continua o impasse sobre dias parados da greve.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Bancos elevam proposta de reajuste salarial para 8% e de piso para 8,5%
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta salarial em negociação com representantes dos bancários, na manhã de hoje, 10.
- O reajuste proposto para os pisos passou de 7,5% para 8,5%, sendo 2,29% de aumento real.
- Para os demais salários, o índice subiu de 7,1% para 8% (aumento real de 1,82%) – índice válido também para demais benefícios, como vales-alimentação (R$ 397,36) e refeição (R$ 23,18 ao dia) e auxílio-creche (R$ 330,31).
- Os bancos oferecem ainda reajuste de 10% sobre a parcela fixa da participação nos lucros ou resultados paga no ano passado. O pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR) seria de 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.694, e prevê ainda parcela adicional com distribuição de 2,2% de lucro líquido, e individual de R$ 9.087,49, além de pagamento da primeira parcela em dez dias após assinatura do acordo e a segunda até 3 de março.
- Caso a proposta seja aceita, os bancos afirmam que as diferenças devidas – a data-base é 1º de setembro – seriam pagas na folha de novembro. Uma parcela da PLR viria dez dias após assinatura e outra em março.
- A alteração na proposta se dá uma semana depois da categoria ter rejeitado a segunda oferta.
- No início desta semana, o movimento atingiu o maior nível de adesão desde o início da greve, há 22 dias.
Fonte: feeb SP/MS
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta salarial em negociação com representantes dos bancários, na manhã de hoje, 10.
- O reajuste proposto para os pisos passou de 7,5% para 8,5%, sendo 2,29% de aumento real.
- Para os demais salários, o índice subiu de 7,1% para 8% (aumento real de 1,82%) – índice válido também para demais benefícios, como vales-alimentação (R$ 397,36) e refeição (R$ 23,18 ao dia) e auxílio-creche (R$ 330,31).
- Os bancos oferecem ainda reajuste de 10% sobre a parcela fixa da participação nos lucros ou resultados paga no ano passado. O pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR) seria de 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.694, e prevê ainda parcela adicional com distribuição de 2,2% de lucro líquido, e individual de R$ 9.087,49, além de pagamento da primeira parcela em dez dias após assinatura do acordo e a segunda até 3 de março.
- Caso a proposta seja aceita, os bancos afirmam que as diferenças devidas – a data-base é 1º de setembro – seriam pagas na folha de novembro. Uma parcela da PLR viria dez dias após assinatura e outra em março.
- A alteração na proposta se dá uma semana depois da categoria ter rejeitado a segunda oferta.
- No início desta semana, o movimento atingiu o maior nível de adesão desde o início da greve, há 22 dias.
Fonte: feeb SP/MS
Negociação continua travada por causa do impasse sobre dias parados da greve
A negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, iniciada na manhã desta quinta-feira 10, continua travada por causa do impasse sobre os dias parados na greve. A Fenaban propõe compensar os dias de greve em 180 dias. O Comando não aceita e a negociação segue emperrada.
A negociação, retomada no dia 22º dia da greve, está sendo realizada no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.
Fonte: Contraf-CUT
Prezados colegas bancários envolvidos com o movimento,
Segue abaixo texto excelente escrito por um esposo de colega minha de Caixa Econômica, que inclusive é filho de bancários aposentados do BB. Vai muito em resposta àquele cartaz afixado por algum desentendido perguntando "greve de que?", pois andamos "arrumadinhos" e trabalhamos "apenas" das 9h às 16h. Vale a pena ler!
Abraços a todos e vamos à vitória!
----------------
Por Eduardo Agostinho
Caro amigo cliente,
Estou em um momento de reflexão e cheguei a mesma conclusão que o senhor:"Greve de que?"
Realmente trabalho engomado e bem vestido para passar credibilidade e respeito ao senhor, pois trabalho movimentando e te orientando o que fazer com seu dinheiro, aquele que você ganha de forma difícil e ralada todo mês, assim como quebro minha cabeça pra te oferecer o melhor investimento quando você tem dinheiro sobrando ou na melhor forma de te ajudar com linhas de créditos especiais aplicadas somente a você, quando precisa de dinheiro.
Realmente "Greve de que?"
Trabalho das 9h às 16h atendendo o público, ouvindo desaforo, elogios e histórias de vida, dando o meu melhor para fazer com que essas histórias tenham finais felizes. Trabalho me colocando no seu lugar quando você chega aqui e quer realizar o sonho da sua casa própria, do seu carro novo, do investimento de risco para construir uma sede pra sua empresa ou até mesmo da coragem empreendedora de sair de seu emprego e te ajudar a abrir um negócio próprio.
Realmente "greve de que?"
Trabalho 12h por dia pensando em você e para você. Quando acaba o atendimento, tenho que contar o seu dinheiro e deixá-lo em um local seguro, para que aqueles que levam a vida fácil não tenham capacidade de roubá-lo. Temos uma equipe de segurança que trabalha 24h por dia para manter o seu dinheiro seguro e bem aplicado, para que no momento que o senhor precisar dele, ele esteja em suas mãos. Além disso, tenho que bater cabeça nos sistemas para que a sua linha de crédito seja aprovada, nossos gerentes assinam o risco pra tornar a sua vida melhor, e dessas 12h que trabalho, sou obrigado a trabalhar 8h com salário base e só recebo no máximo mais 2h extras, ou seja, trabalho 2h por dia inteiramente de graça pra você!
"Greve de que?"
Estamos lutando por um salário justo e trabalho de forma legal e humana, temos que bater metas ridiculamente absurdas, para fazer os bancos lucrarem.
Mas ... "greve de que?"
No dia 21 de Junho lutamos lado a lado para conquistar a diferença de 0,20 centavos
em uma passagem de ônibus, e veja só, eu nem ando de ônibus, mas achei uma injustiça o que fizeram, lutei ao seu lado não pelos 0,20 centavos, lutei pelo ideal de um país mais justo e com políticos honestos. É isso aí... Você parou o seu trabalho eu parei o meu, e lutamos juntos por nós.
"Greve de que?" Se quando lutamos não temos o apoio da população... quando é da revolta deles que mais precisamos para mudar a nossa situação, porque quando estamos em greve, estamos indiretamente lutando por você, sr. Cliente, tentando retirar essas metas abusivas e dignificar o uso racional do seu dinheiro e tentando diminuir o abuso do uso de minhas horas de trabalho.
"Greve de que?"
Eu almoço em 15 minutos, pra não deixar o atendimento parar; sou obrigado a atender todos os clientes sem fazer com que esperem 15 min numa fila, mas não colocam mais colegas ao meu lado pra me ajudar, o índice de desemprego só diminui, a quantidade de pessoas nos bancos só aumenta, mas eu que preciso de mais um colega pra me ajudar com a demanda, sou forçado a atende-los desumanamente. E tem mais! Se eu errar sou penalizado, aqueles R$100 que sobrou no seu troco da última vez que o senhor veio no caixa, saiu do meu bolso, porque meu caixa não bateu!
Realmente fazer "greve de que?"?
Passo metade do meu dia dedicado a você e nem reconhecimento desse trabalho tenho. Meu médico diz pra eu dormir 8h por dia, restam apenas 4h, dessas 1h para eu ir trabalhar e 1h pra voltar pra casa; volto, chego em casa com 2h livres pra me dedicar aos meus filhos, esposa, jantar, cuidar da minha saúde, lazer e prazer...
Ainda bem que não trabalho no fim de semana, realmente ando tratando a minha saúde, fui ao psiquiatra e ele me passou um remédio pra dormir, porque não conseguia nem chegar perto das 4h de sono por noite, ele disse que era stress. Mas meus amigos me dizem que eu não preciso ficar estressado, me chamam de "vida boa", porque trabalho só durante a semana.
"Greve de que?"
Passei 6 anos na faculdade de engenharia, me formei e virei bancário, não exerço a minha profissão há 10 anos, tempo que estou trabalhando no banco, já não sei mais nem calcular uma derivada. João, Engenheiro Químico que era meu colega, não aguentou a pressão e pediu demissão. Hoje está querendo saber o que significa H2O, porque ele não lembrava mais nada da sua profissão, o que ele sabe mesmo é como fazer seu dinheiro render 2,5% após um mês de aplicação.
Hoje minha profissão é bancário, é só o que sei fazer, cuidar do seu dinheiro sr. Cliente, mas fazem 10 anos que entro em greve sempre nesse período e nunca sou ouvido. Um amigo sábio uma vez me disse que "Se você faz as mesmas coisas não pode esperar resultados diferentes", não sei o que fazer realmente, pois faz dez anos que faço greve e nunca me ajudam, só ganho a raiva e desprezo daqueles que deveriam me entender e me ajudar. Não sei o que fazer, vou seguir o conselho do meu amigo, vou mudar pra ver se o resultado muda.
"Greve de que?"
Realmente eu não deveria fazer greve mesmo não, vou pedir demissão! E tentar novamente desenvolver meu verdadeiro ofício. Quem sabe começo a escrever crônicas sobre os bancários e como eles trabalham, vai que isso pode ajudar a mudar a situação deles.
Obrigado Sr. Cliente, depois desse texto você abriu a minha mente, espero que você tenha aberto a sua e lute ao lado de meus colegas para melhorarmos as nossas vidas. A minha, de meus colegas e de vocês, nossos clientes.
Segue abaixo texto excelente escrito por um esposo de colega minha de Caixa Econômica, que inclusive é filho de bancários aposentados do BB. Vai muito em resposta àquele cartaz afixado por algum desentendido perguntando "greve de que?", pois andamos "arrumadinhos" e trabalhamos "apenas" das 9h às 16h. Vale a pena ler!
Abraços a todos e vamos à vitória!
----------------
Por Eduardo Agostinho
Caro amigo cliente,
Estou em um momento de reflexão e cheguei a mesma conclusão que o senhor:"Greve de que?"
Realmente trabalho engomado e bem vestido para passar credibilidade e respeito ao senhor, pois trabalho movimentando e te orientando o que fazer com seu dinheiro, aquele que você ganha de forma difícil e ralada todo mês, assim como quebro minha cabeça pra te oferecer o melhor investimento quando você tem dinheiro sobrando ou na melhor forma de te ajudar com linhas de créditos especiais aplicadas somente a você, quando precisa de dinheiro.
Realmente "Greve de que?"
Trabalho das 9h às 16h atendendo o público, ouvindo desaforo, elogios e histórias de vida, dando o meu melhor para fazer com que essas histórias tenham finais felizes. Trabalho me colocando no seu lugar quando você chega aqui e quer realizar o sonho da sua casa própria, do seu carro novo, do investimento de risco para construir uma sede pra sua empresa ou até mesmo da coragem empreendedora de sair de seu emprego e te ajudar a abrir um negócio próprio.
Realmente "greve de que?"
Trabalho 12h por dia pensando em você e para você. Quando acaba o atendimento, tenho que contar o seu dinheiro e deixá-lo em um local seguro, para que aqueles que levam a vida fácil não tenham capacidade de roubá-lo. Temos uma equipe de segurança que trabalha 24h por dia para manter o seu dinheiro seguro e bem aplicado, para que no momento que o senhor precisar dele, ele esteja em suas mãos. Além disso, tenho que bater cabeça nos sistemas para que a sua linha de crédito seja aprovada, nossos gerentes assinam o risco pra tornar a sua vida melhor, e dessas 12h que trabalho, sou obrigado a trabalhar 8h com salário base e só recebo no máximo mais 2h extras, ou seja, trabalho 2h por dia inteiramente de graça pra você!
"Greve de que?"
Estamos lutando por um salário justo e trabalho de forma legal e humana, temos que bater metas ridiculamente absurdas, para fazer os bancos lucrarem.
Mas ... "greve de que?"
No dia 21 de Junho lutamos lado a lado para conquistar a diferença de 0,20 centavos
em uma passagem de ônibus, e veja só, eu nem ando de ônibus, mas achei uma injustiça o que fizeram, lutei ao seu lado não pelos 0,20 centavos, lutei pelo ideal de um país mais justo e com políticos honestos. É isso aí... Você parou o seu trabalho eu parei o meu, e lutamos juntos por nós.
"Greve de que?" Se quando lutamos não temos o apoio da população... quando é da revolta deles que mais precisamos para mudar a nossa situação, porque quando estamos em greve, estamos indiretamente lutando por você, sr. Cliente, tentando retirar essas metas abusivas e dignificar o uso racional do seu dinheiro e tentando diminuir o abuso do uso de minhas horas de trabalho.
"Greve de que?"
Eu almoço em 15 minutos, pra não deixar o atendimento parar; sou obrigado a atender todos os clientes sem fazer com que esperem 15 min numa fila, mas não colocam mais colegas ao meu lado pra me ajudar, o índice de desemprego só diminui, a quantidade de pessoas nos bancos só aumenta, mas eu que preciso de mais um colega pra me ajudar com a demanda, sou forçado a atende-los desumanamente. E tem mais! Se eu errar sou penalizado, aqueles R$100 que sobrou no seu troco da última vez que o senhor veio no caixa, saiu do meu bolso, porque meu caixa não bateu!
Realmente fazer "greve de que?"?
Passo metade do meu dia dedicado a você e nem reconhecimento desse trabalho tenho. Meu médico diz pra eu dormir 8h por dia, restam apenas 4h, dessas 1h para eu ir trabalhar e 1h pra voltar pra casa; volto, chego em casa com 2h livres pra me dedicar aos meus filhos, esposa, jantar, cuidar da minha saúde, lazer e prazer...
Ainda bem que não trabalho no fim de semana, realmente ando tratando a minha saúde, fui ao psiquiatra e ele me passou um remédio pra dormir, porque não conseguia nem chegar perto das 4h de sono por noite, ele disse que era stress. Mas meus amigos me dizem que eu não preciso ficar estressado, me chamam de "vida boa", porque trabalho só durante a semana.
"Greve de que?"
Passei 6 anos na faculdade de engenharia, me formei e virei bancário, não exerço a minha profissão há 10 anos, tempo que estou trabalhando no banco, já não sei mais nem calcular uma derivada. João, Engenheiro Químico que era meu colega, não aguentou a pressão e pediu demissão. Hoje está querendo saber o que significa H2O, porque ele não lembrava mais nada da sua profissão, o que ele sabe mesmo é como fazer seu dinheiro render 2,5% após um mês de aplicação.
Hoje minha profissão é bancário, é só o que sei fazer, cuidar do seu dinheiro sr. Cliente, mas fazem 10 anos que entro em greve sempre nesse período e nunca sou ouvido. Um amigo sábio uma vez me disse que "Se você faz as mesmas coisas não pode esperar resultados diferentes", não sei o que fazer realmente, pois faz dez anos que faço greve e nunca me ajudam, só ganho a raiva e desprezo daqueles que deveriam me entender e me ajudar. Não sei o que fazer, vou seguir o conselho do meu amigo, vou mudar pra ver se o resultado muda.
"Greve de que?"
Realmente eu não deveria fazer greve mesmo não, vou pedir demissão! E tentar novamente desenvolver meu verdadeiro ofício. Quem sabe começo a escrever crônicas sobre os bancários e como eles trabalham, vai que isso pode ajudar a mudar a situação deles.
Obrigado Sr. Cliente, depois desse texto você abriu a minha mente, espero que você tenha aberto a sua e lute ao lado de meus colegas para melhorarmos as nossas vidas. A minha, de meus colegas e de vocês, nossos clientes.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
No 21º dia, greve arranca nova negociação com Fenaban nesta quinta - 10.10.2013 às 10 horas
Crédito: Seeb Brasília
Atualizada às 19h30
A força da greve nacional dos bancários, que completa 21 dias nesta quarta-feira (9), arrancou uma nova negociação entre o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban para ocorrer nesta quinta (10), às 10 horas, em São Paulo.
Na sequência, ao meio-dia, haverá negociação das reivindicações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal. E às 13 horas acontece nova rodada com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), também na capital paulista.
A nova rodada foi marcada após a rejeição pelas assembleias dos sindicatos da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta-feira (4), que foi considerada insuficiente pela categoria.
A Contraf-CUT enviou ontem um ofício do Comando Nacional à Fenaban, comunicando a decisão das assembleias e reiterando que "permanece à disposição para continuar as negociações para a apresentação de uma proposta satisfatória dos bancos, que atenda de fato às reivindicações econômicas e sociais da categoria".
"A continuidade das negociações é fruto da intensa mobilização dos bancários, que estão vencendo o cansaço, mostrando uma extraordinária disposição de enfrentamento, combatendo as práticas antissindicais dos bancos e fazendo a maior greve da categoria dos últimos 20 anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"A expectativa dos bancários é que os bancos apresentem uma nova proposta que atenda as reivindicações de aumento real, valorização do piso, PLR melhor, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades", destaca. "Com os lucros de R$ 59,7 bilhões entre os meses de junho de 2012 e 2013, sobram recursos para compensar o trabalho e a dignidade dos bancários", sustenta Carlos Cordeiro
Durante todo o processo de negociações da Campanha 2013, iniciado no mês de agosto, os bancos apresentaram somente duas propostas. A primeira, feita no dia 5 de setembro, foi o reajuste de 6,1% que só repõe a inflação pelo INPC no período e ignorou as demais reivindicações da categoria, tendo sido rejeitada em todo país e motivando a deflagração da greve a partir do dia 19 de setembro. A segunda proposta foi a da última sexta-feira.
Ontem, no 20º dia de greve, os bancários paralisaram 11.748 agências, centros administrativos e call centers em todos os 26 estados e no Distrito Federal, um crescimento de 91,1% em relação ao primeiro dia da paralisação, quando 6.145 dependências foram fechadas. "Não é à toa que a força do movimento afetou as vendas do comércio e a concessão de financiamentos, o que comprova a importância do trabalho da categoria para o atendimento da população e a geração dos resultados dos bancos", destaca Carlos Cordeiro.
O Comando Nacional representa 143 sindicatos e 10 federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo Brasil. Além das entidades integrantes, participam como convidados os coordenadores das comissões de empresas dos trabalhadores dos bancos públicos federais.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf-CUT
sábado, 5 de outubro de 2013
Fenaban propõe menos de 1% de aumento real
Comando Nacional considera proposta insuficiente e recomenda rejeição nas assembleias. Greve continua
São Paulo – Os bancos propõe pagar 7,1% de reajuste salarial para a categoria. O índice corresponde a 0,97% de aumento real para os salários e demais verbas, como vales e auxílios, e foi considerado insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários. Assim, a greve, que completou 16 dias na sexta 4, continua por tempo indeterminado.

Em negociação na tarde de sexta 4, a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta que prevê, ainda, 7,5% de reajuste para o piso (1,35% de aumento real) e não altera o modelo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados de 90% do salário-base mais valor fixo e valor adicional de 2% do lucro líquido distribuído linearmente entre os funcionários). Apenas reajusta em 10% a parte fixa e o teto da parcela adicional, sem alteração nos percentuais do lucro líquido distribuído. A maioria dos trabalhadores não seria beneficiada com a mudança.
Sociais – A proposta apresentada nessa sexta também não dialoga com um dos principais problemas da categoria que é a pressão por metas. Nem atende a reivindicação por novas conquistas.
Em relação às demais cláusulas, permanece o que foi apresentado no dia 5, quando os bancos aceitaram reduzir o prazo de apuração do instrumento de combate ao assédio moral de até 60 para até 45 dias, além de criar um grupo de trabalho para análise das causas dos afastamentos por doença ocupacional no setor.
Na ocasião, também foi debatida a realização de um seminário para discutir as mudanças tecnológicas nos bancos com o objetivo de debater o impacto da tecnologia sobre o trabalho do bancário.
Também foi proposta a não devolução do adiantamento emergencial de salário dos afastados por doença ocupacional que o INSS considera apto e o banco inapto ao trabalho. Trata-se da cláusula 59, parágrafo 1º, alínea b, que hoje prevê a devolução desse adiantamento com limite mensal de 30% da remuneração líquida. De acordo com o proposto, os bancários não terão mais de devolver esse adiantamento.
Insuficiente – A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, reforça a importância da retomada das negociações e explica porque o Comando Nacional considerou a proposta insuficiente. “O aumento real está aquém do que os bancos podem pagar. Setores menos rentáveis estão fechando acordos com aumento real maior”, exemplifica a dirigente.
“Também é preciso deixar claro que o reajuste na parte fixa da PLR não significa necessariamente melhor distribuição do lucro entre os bancários e não fará qualquer diferença para a maioria dos trabalhadores como os do Bradesco, Santander e HSBC”, afirma Juvandia, que é uma das coordenadoras do Comando.
O Sindicato está convocando os bancários a participar da assembleia desta segunda-feira 7, para rejeitar a proposta e cobrar dos bancos nova negociação. “Sem mais avanços, inclusive nas cláusulas sociais, não encerraremos a campanha. A greve deve continuar”, reforça a dirigente. A assembleia será na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé), a partir das 17h. Para participar é necessário apresentar crachá do banco ou holerite acompanhado de documento com foto. Nesse mesmo dia, o Comando de Greve se reúne a partir das 16h, também na Quadra.
O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando “a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários.
Piso – Em nota, a Fenaban afirma que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos, com aumento real de 23,21%. “É um momento de se preservar conquistas e não de aumentar custos”, afirmou Magnus Ribas Apostólico, negociador da Fenaban.
A presidenta do Sindicato lembra, no entanto, que somente nos sete maiores bancos o lucro cresceu 120% no mesmo período de sete anos: 55% acima da inflação.
“Há uma margem muito grande de lucro sendo apropriada somente pelos bancos. A sociedade quer sua parte, na forma de melhores serviços, e os bancários na forma de melhores salários e condições dignas de trabalho. Por isso cobramos além de um reajuste maior, propostas mais concretas para acabar com a pressão que adoece a categoria e mais contratações para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga de trabalho”, completa a dirigente.
Bancos públicos – Não há qualquer avanço nem data prevista para a retomada das negociações no Banco do Brasil e na Caixa Federal. “Também cobramos que as direções desses bancos voltem à mesa para debater as questões específicas dos seus empregados”, diz Juvandia.
Claudia Motta - 4/10/2013
(Atualizada às 18h04)
Em negociação na tarde de sexta 4, a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta que prevê, ainda, 7,5% de reajuste para o piso (1,35% de aumento real) e não altera o modelo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados de 90% do salário-base mais valor fixo e valor adicional de 2% do lucro líquido distribuído linearmente entre os funcionários). Apenas reajusta em 10% a parte fixa e o teto da parcela adicional, sem alteração nos percentuais do lucro líquido distribuído. A maioria dos trabalhadores não seria beneficiada com a mudança.
Sociais – A proposta apresentada nessa sexta também não dialoga com um dos principais problemas da categoria que é a pressão por metas. Nem atende a reivindicação por novas conquistas.
Em relação às demais cláusulas, permanece o que foi apresentado no dia 5, quando os bancos aceitaram reduzir o prazo de apuração do instrumento de combate ao assédio moral de até 60 para até 45 dias, além de criar um grupo de trabalho para análise das causas dos afastamentos por doença ocupacional no setor.
Na ocasião, também foi debatida a realização de um seminário para discutir as mudanças tecnológicas nos bancos com o objetivo de debater o impacto da tecnologia sobre o trabalho do bancário.
Também foi proposta a não devolução do adiantamento emergencial de salário dos afastados por doença ocupacional que o INSS considera apto e o banco inapto ao trabalho. Trata-se da cláusula 59, parágrafo 1º, alínea b, que hoje prevê a devolução desse adiantamento com limite mensal de 30% da remuneração líquida. De acordo com o proposto, os bancários não terão mais de devolver esse adiantamento.
Insuficiente – A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, reforça a importância da retomada das negociações e explica porque o Comando Nacional considerou a proposta insuficiente. “O aumento real está aquém do que os bancos podem pagar. Setores menos rentáveis estão fechando acordos com aumento real maior”, exemplifica a dirigente.
“Também é preciso deixar claro que o reajuste na parte fixa da PLR não significa necessariamente melhor distribuição do lucro entre os bancários e não fará qualquer diferença para a maioria dos trabalhadores como os do Bradesco, Santander e HSBC”, afirma Juvandia, que é uma das coordenadoras do Comando.
O Sindicato está convocando os bancários a participar da assembleia desta segunda-feira 7, para rejeitar a proposta e cobrar dos bancos nova negociação. “Sem mais avanços, inclusive nas cláusulas sociais, não encerraremos a campanha. A greve deve continuar”, reforça a dirigente. A assembleia será na Quadra (Rua Tabatinguera, 192, Sé), a partir das 17h. Para participar é necessário apresentar crachá do banco ou holerite acompanhado de documento com foto. Nesse mesmo dia, o Comando de Greve se reúne a partir das 16h, também na Quadra.
O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando “a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários.
A presidenta do Sindicato lembra, no entanto, que somente nos sete maiores bancos o lucro cresceu 120% no mesmo período de sete anos: 55% acima da inflação.
“Há uma margem muito grande de lucro sendo apropriada somente pelos bancos. A sociedade quer sua parte, na forma de melhores serviços, e os bancários na forma de melhores salários e condições dignas de trabalho. Por isso cobramos além de um reajuste maior, propostas mais concretas para acabar com a pressão que adoece a categoria e mais contratações para melhorar o atendimento e reduzir a sobrecarga de trabalho”, completa a dirigente.
Bancos públicos – Não há qualquer avanço nem data prevista para a retomada das negociações no Banco do Brasil e na Caixa Federal. “Também cobramos que as direções desses bancos voltem à mesa para debater as questões específicas dos seus empregados”, diz Juvandia.
Claudia Motta - 4/10/2013
(Atualizada às 18h04)
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