sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Santander lucra R$ 2,9 bilhões, mas corta 861 empregos

O Santander Brasil apurou lucro líquido gerencial de R$ 2,864 bilhões no primeiro semestre de 2014, o que significa uma queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado e uma leve evolução de 0,6% no segundo trimestre. Esse resultado obtido representa 19% do lucro global do banco espanhol, que foi de 2,756 bilhões de euros.

No entanto, o banco eliminou 861 postos de trabalho no primeiro semestre, andando na contramão da economia brasileira, que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada.

O corte foi ainda maior se forem comparados os últimos 12 meses. O banco fechou 2.942 postos de trabalho. Com isso, o número de empregados da holding em junho de 2014 foi 48.760 ante 51.702 em junho de 2013 (queda de 5,7%), conforme análise feita pela Subseção do Dieese na Contraf-CUT.

Clique aqui para ver a análise do Dieese.

"Com todo esse lucro bilionário, não tem justificativa o fato de o Santander continuar demitindo funcionários, praticando rotatividade e reduzindo empregos", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

"Queremos que o país volte a crescer a um ritmo mais acelerado, com geração de empregos e redução das desigualdades, mas para isso os bancos têm que fazer a sua parte, oferecendo contrapartidas como emprego, crédito mais barato, redução de tarifas, atendimento de qualidade e segurança", salienta.

O banco fechou 156 agências e 110 PABs nos últimos 12 meses, enquanto foram criados 254 correspondentes bancários, precarizando o atendimento.

Menos bancários e mais clientesApesar da redução do número de agências e de PABs, a carteira de clientes cresceu significativamente (1,9 milhão a mais de clientes em um ano, sendo 296 mil apenas na primeira metade de 2014).

"Essa gestão é equivocada e prejudicial para trabalhadores e clientes, uma vez que o banco reduziu postos de trabalho, sobrecarrega e assedia funcionários que precisam atender maior número de clientes, o que piora a saúde dos bancários e o atendimento de qualidade à clientela", enfatiza Cordeiro.

Todos esses números explicam porque o Santander permanece na liderança do ranking mensal de reclamações de clientes no Banco Central. Em 2013, o banco ficou por oito meses em primeiro lugar. Já neste primeiro semestre de 2014 foi campeão em cinco dos seis meses.

"Queremos o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações e melhores condições de trabalho", defende o presidente da Contraf-CUT.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 11,3%, com queda de 0,1 ponto percentual em 12 meses.

A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 4,9% em 12 meses, atingindo um montante de R$ 279,8 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 5,0% em relação a março de 2013, chegando a R$ 75,9 bilhões (27,1% do total do crédito).

Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 113,6 bilhões, com elevação de 4,4% em comparação ao 1º semestre de 2013 (40,6% do total). Do total da carteira de crédito, R$ 36,9 bilhões (ou 13,2% da carteira total) são gerados pelos correspondentes bancários.

A carteira de "financiamento ao consumo" apresentou queda de 0,5% em 12 meses. Desse total, R$ 30,2 bilhões referem-se a financiamentos de veículos para pessoa física.

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 1,1 ponto percentual, ficando em 4,1% no 1º semestre do ano (-0,3 ponto percentual no trimestre). Com isso, foram reduzidas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que totalizaram R$ 6,0 bilhões (queda de 17,9%).

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 2,0% em 12 meses, totalizando R$ 5,3 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram apenas 1,7%, atingindo R$ 3,5 bilhões. A cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 149,9%, em março de 2014. "O banco paga a folha de pagamento apenas com essa receita e ainda sobra uma metade para pagar outra folha", compara Cordeiro.

Campanha Nacional dos Bancários 2014Com todo esse lucro gigantesco, o dirigente da Contraf-CUT aponta que o Santander não terá dificuldades em atender a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2014, que será entregue para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto, às 11 horas, em São Paulo.

"Queremos respeito e valorização dos funcionários, principais responsáveis pelos gigantescos resultados atingidos no Brasil", conclui Cordeiro.
Contraf-CUT

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Lucro antes de impostos do HSBC cai 64% no Brasil e fica em US$ 55 milhões


Com perdas na operação de varejo no Brasil, o HSBC fechou o primeiro semestre de 2014 no país com um lucro antes de impostos de US$ 55 milhões. A cifra é 64% menor do que o resultado de igual período do ano passado.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (4) pelo HSBC no balanço global. O maior banco europeu por valor de mercado teve um lucro de US$ 9,46 bilhões, ante US$ 10 bilhões em igual período de 2013.

Em relatório, o banco diz que pesou sobre o resultado no Brasil um prejuízo antes de impostos de US$ 129 milhões no segmento de varejo e gestão de fortunas. Na primeira metade de 2013, a área registrou prejuízo de US$ 117 milhões.

Segundo reportagem publicada nesta terça (5) pelo jornal Valor Econômico, o varejo do HSBC passa por uma reestruturação desde 2011, quando o banco decidiu se focar no crédito apenas para clientes e em modalidades mais seguras, como o empréstimo consignado e o financiamento imobiliário. As modalidades de crédito com mais garantia correspondiam a 29% da carteira de empréstimos do banco no fim de junho, acima dos 22% de igual período de 2013.

O banco está em meio a uma mudança global na forma de incentivar venda de produtos com comissões pagas a gerentes. Esse impacto não é citado nos comentários sobre o Brasil, mas tem afetado a receita no mundo todo.

Além do varejo, o HSBC diz que a operação de atacado também afetou o desempenho do banco no Brasil. O lucro antes de impostos dessa área ficou em US$ 175 milhões de janeiro a junho de 2014, ante R$ 224 milhões em igual período do ano passado. O banco atribui essa redução de 21,9% ao aumento no custo de captação.

O banco ainda não divulgou os números no Brasil no primeiro semestre. Pelos dados do Banco Central, o HSBC teve um prejuízo de R$ 31,1 milhões no primeiro trimestre deste ano. Procurado pela reportagem, o HSBC informou que não comentaria.

Em relatório, o banco diz que mantém o foco na América Latina, principalmente no México, na Argentina e no Brasil. O HSBC afirma, porém, que enfrenta nesses mercados crescimento econômico e dos empréstimos mais lento e pressões inflacionárias.

No mundo, a queda no lucro líquido deveu-se principalmente a um fraco primeiro trimestre, quando os lucros caíram 20% em relação a um ano atrás, quando as receitas foram impulsionadas por vendas de ativos, e reflete receitas perdidas como resultado do fechamento ou venda de empresas.

O HSBC está na segunda fase de um plano de recuperação que começou em 2011, com o objetivo de tornar o banco menos complexo, mais eficiente e capaz de proporcionar melhores retornos para os acionistas. O banco cortou mais de 40 mil postos de trabalho e vendeu ou fechou 60 unidades, o que resultou em uma economia anual de mais de US$ 5 bilhões.

O banco também atribui o desempenho mais fraco a despesas que teve com obrigações regulatórias. As despesas operacionais, excluindo itens extraordinários, subiram 4% no primeiro semestre, "refletindo, em parte, investimentos crescentes em risco, compliance e padrões globais".

O HSBC não deu mais detalhes, mas anteriormente havia informado a contratação de mais de 1.750 funcionários ligados a controles em 2013, com um aumento superior a 50% desde o acordo de US$ 1,9 bilhão fechado em 2012 com autoridades por conta de uma investigação sobre regras para evitar lavagem de dinheiro.

Em um comunicado, o presidente do conselho de administração do HSBC, Douglas Flint, pediu que reguladores internacionais esclareçam o que esperam de funcionários do banco depois que uma recente onda de multas recordes por má conduta ter deixado todos com medo de represálias.

Bancários olham resultados com dúvidas e incertezas

Para o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, "está evidente que no Brasil o HSBC apresenta dificuldades para disputar o varejo com os demais bancos. Mesmo tendo ainda ativos significativos para classificá-lo dentre os seis maiores bancos que atuam no país, os indicadores vêm piorando progressivamente. Parece que, mesmo após 17 anos atuando no mercado brasileiro, o banco ainda não encontrou seu nicho de negócios".

O lucro líquido, que já não era dos maiores, vem caindo a cada semestre, registrando pela primeira vez prejuízo no 1º trimestre de 2014 de R$ 31 milhões e agora lucro antes dos impostos no 1º semestre de apenas U$ 55 milhões. "O que isso irá significar após os impostos só aguardando a publicação do balanço no Brasil. Aliás, o balanço está sendo aguardado com grande expectativa, porque a matriz londrina anunciou uma capitalização na filial brasileira da ordem de U$ 1 bilhão no semestre. Se isso ocorreu e mesmo assim o resultado é este de apenas U$ 55 milhões antes dos impostos, isso denota que os problemas são maiores ainda", observa Miguel.

"Com esses resultados inexpressivos, na contramão dos demais bancos brasileiros, que batem recordes de lucratividade a cada semestre, as medidas que o banco toma, vão no sentido de cortes de despesas, como o fechamento de agências - 20 só neste ano - e milhares de demissões. O que, a nosso ver, só fragiliza ainda mais o banco frente à concorrência e dificulta a busca de resultados na ponta", analisa o dirigente sindical.

Conforme Miguel, "outra medida, que certamente terá impacto nos resultados finais, foram mudanças unilaterais nos programas de remuneração variável praticados no banco. Além de diversos problemas com relação ao não pagamento aos funcionários participantes, particularmente gerentes, este ano ninguém tem assegurado o quanto irá receber, mesmo tendo alcançado as suas metas. Porque isso depende do resultado da empresa e não há recursos garantidos para esse pagamento, como era anteriormente, onde parte do lucro líquido era reservado para esses pagamentos".

"O fato da crescente pressão para o atingimento dessas metas, vinculado à baixa expectativa de recebimento do pagamento de bônus, pode estar levando a uma crescente insatisfação do segmento gerencial, que provoca queda nos resultados. A falta de funcionários nas agências também é outro fator que dificulta melhor performance do banco inglês. Menos funcionários, menos negócios e piora no atendimento, o que dificulta a retenção dos clientes, e por aí vai", ressalta Miguel.

Mas o que mais preocupa os dirigentes sindicais é a questão do emprego. "O Grupo HSBC ainda emprega cerca de 22 mil trabalhadores diretos, tendo mais de 800 agências em todo o Brasil", conclui o diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico

Bradesco lucra R$ 7,3 bilhões, mas corta 1.462 empregos no 1º semestre

Bradesco lucra R$ 7,3 bilhões, mas corta 1.462 empregos no 1º semestre

Mesmo obtendo um lucro líquido ajustado de R$ 7,277 bilhões no primeiro semestre de 2014, que significou um crescimento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado e 9,7% no segundo trimestre, o Bradesco cortou 1.462 postos de trabalho, seguindo na contramão da economia brasileira que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada.

O fechamento de vagas foi ainda maior se forem comparados os últimos 12 meses: 2.924 postos de trabalho. Assim, o número de empregados da holding em junho de 2014 caiu para 99.027 ante 101.951 em junho de 2013 (queda de 2,9%), segundo análise da Subseção do Dieese da Contraf-CUT com base no balanço divulgado nesta quinta-feira (31).

"É totalmente injustificável que, com todo esse resultado bilionário, o Bradesco continue demitindo e extinguindo postos de trabalho, além de praticar rotatividade de mão de obra", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

"Queremos que o país volte a crescer a um ritmo mais acelerado, com geração de empregos e redução das desigualdades, mas para isso os bancos têm que fazer a sua parte, oferecendo contrapartidas como emprego, crédito mais barato, redução de tarifas, atendimento de qualidade e segurança", salienta.

O banco também fechou as portas de nove agências nos últimos 12 meses, sendo 6 entre janeiro e junho de 2014. Já o retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido médio foi de 20,7% (1,9 ponto percentual a mais do que em junho de 2013).

> Clique aqui para ver os destaques do balanço apurados pelo Dieese.

As operações de crédito cresceram 8,1% em 12 meses, atingindo um montante de R$ 435,2 bilhões. As operações com pessoas físicas evoluíram 9,6% em relação a junho de 2013, chegando a R$ 135,1 bilhões, o que representa 31% do total das operações de crédito. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 300,1 bilhões, com elevação de 7,5% em comparação ao 1º trimestre de 2013, totalizando 69% do total do crédito.

"Esse crescimento das operações provoca aumento de serviços e, com a redução de funcionários, cresce ainda mais a sobrecarga e a pressão no trabalho, afetando a saúde dos bancários e a qualidade de atendimento dos clientes", alerta Cordeiro. "Queremos o fim das demissões, da rotatividade e do corte de empregos. O banco tem que fazer mais contratações, abrir novas vagas e melhorar as condições de trabalho", defende o presidente da Contraf-CUT.

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,2 ponto percentual, ficando em 3,5% no 1º semestre deste ano (subindo 0,1 ponto percentual no trimestre). O banco reduziu suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em -2,6% em relação a junho de 2013.

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 10,9% em 12 meses, totalizando R$ 10,4 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram apenas 7,6%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco ficou em 154,8% no 1º semestre de 2014. "O banco paga a folha de pagamento apenas com essa receita e ainda sobra uma metade para pagar outra folha", compara Cordeiro.

Com todo esse lucro gigantesco, o dirigente da Contraf-CUT ressalta que o Bradesco não terá dificuldades em atender a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2014, que será entregue para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto, às 11 horas, em São Paulo. "Queremos a valorização dos funcionários, principais responsáveis pelos resultados atingidos e pelo crescimento do banco", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Lucro do Itaú chega a R$ 9,5 bilhões no semestre

Mesmo com crescimento de 33,2% desde junho de 2013, maior banco privado da América Latina continua cortando empregos. Em 12 meses extinguiu 639 postos de trabalho
São Paulo – O Itaú teve lucro líquido recorrente de R$ 9,502 bilhões no primeiro semestre de 2014. Isso representou um crescimento de 33,2% em relação a junho de 2013. Apenas no segundo trimestre, o banco lucrou R$ 4,973 bilhões, aumento de 9,8% em relação aos primeiros três meses de 2014 (R$ 4,529 bilhões).

A diretora executiva do Sindicato Ivone Silva destaca que apesar do resultado positivo, o maior banco privado da América Latina permanece com a política de corte de empregos. “O lucro está nas alturas e sobe a cada balanço, mas isso não representa ganhos para os funcionários nem para clientes. O Itaú continua cortando postos de trabalho, o que sobrecarrega e adoece os bancários e prejudica o atendimento.”

De junho de 2013 a junho deste ano, a instituição financeira cortou 639 postos de trabalho no Brasil. Apenas entre os meses de abril e junho foram 601 empregos extintos no país. Considerando os empregados lotados no exterior, os cortes chegaram a 437 em 12 meses e 526 no segundo trimestre. É preciso ressaltar que em junho deste ano já estão computados os 1.194 trabalhadores da Credicard, agregados em dezembro de 2013, e os empregados provenientes da BMG Seguros, que não foram informados no balanço.

“Vamos manter nossa luta por mais contratações. Não se justifica que um banco desse porte, com lucros astronômicos, contribua para o desemprego no país. O Itaú precisa devolver à sociedade uma parte desse resultado”, afirma Ivone.

A dirigente chama a atenção para outro dado do balanço, divulgado nesta terça-feira 5 pelo Itaú: a rede de atendimento se ampliou, com 62 agências e PABs a mais, passando de 4.962 unidades em junho de 2013 para 5.024 em junho de 2014. “O banco não informou o número de contas correntes, mas a expansão da rede é um dado que indica a sobrecarga. Se a empresa aumenta o número de agências ao mesmo tempo em que diminui o de funcionários, os que ficam provavelmente estão acumulando serviço”, diz.

Tarifas x pessoal – As receitas de prestação de serviços e tarifas totalizaram R$ 13,309 bilhões, cresceram 16,3% (R$ 1,864 bilhões) em comparação com o primeiro semestre de 2013. Enquanto que as despesas de pessoal cresceram 7,5% em doze meses, chegando a R$ 7,949 bilhões no primeiro semestre. Isso significa que apenas com o que arrecada com as tarifas cobradas dos clientes, o banco consegue cobrir em 167,4% sua despesa de pessoal. Em junho de 2013, a relação entre receita de tarifas e serviços e despesas de pessoal estava em 154,9%. Houve, portanto, um crescimento de 12,5 pontos percentuais. “Mais um dado que torna injustificável a extinção de empregos no Itaú”, critica Ivone.

Crédito – A carteira de crédito total (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) aumentou 10,9% em relação ao primeiro semestre de 2013, alcançando o saldo de R$ 518,423 bilhões em 30 de junho de 2014.

No segmento de pessoas físicas, destacaram-se, principalmente, os crescimentos nas carteiras de crédito de menor risco: consignado, com evoluções de 21,3% no trimestre e 62,1% no período de 12 meses, e imobiliário, com evoluções de 4,1% e 26,1%, respectivamente.

O segmento de pessoas jurídicas, excluindo-se os títulos privados, apresentou crescimento de 1,3% no trimestre e 8,2% no período de 12 meses. A carteira de grandes empresas cresceu 2,3% em relação ao trimestre anterior e 14,5% nos últimos 12 meses, enquanto a carteira de micro, pequenas e médias empresas reduziu-se em 1,1% no segundo trimestre de 2014 e 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2013.

Por outro lado, o índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias caiu: foi de 3,4% no primeiro semestre de 2014, enquanto que no primeiro de 2013 foi de 4,2%, ou seja, houve uma redução de 0,8 ponto percentual. No trimestre apresentou redução de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,8 ponto percentual em relação a junho de 2013. É o menor nível histórico desde a fusão entre Itaú e Unibanco, em novembro de 2008.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Comando propõe inclusão do projeto-piloto de segurança na CCT


O Comando Nacional dos Bancários, reunido com a Fenaban no último dia 23, avaliou como positivo o projeto-piloto de segurança bancária aplicado em Pernambuco e propôs a inclusão das medidas testadas e aprovadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); entre elas, porta giratória, câmeras internas e externas, biombos em frente aos caixas e vigilantes armados portando coletes balísticos. “O que deu certo em 205 agências de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes deve ser implantado em todo o país”, avalia o diretor do Sindicato e representante da Federação dos Bancários de SP e MS na reunião, Danilo Anderson. Segundo o dirigente sindical, a Fenaban se comprometeu em analisar a reivindicação do Comando.
Conquistado na Campanha Nacional 2012, o projeto-piloto foi assinado em 14 de maio de 2013, com prazo de adequação das agências em até 90 dias. Um grupo de acompanhamento, integrado pela Contraf-CUT, Sindicato dos Bancários de Pernambuco e Fenaban, se reuniu cinco vezes desde novembro do ano passado em Recife, discutindo o andamento do projeto-piloto e verificando as ocorrências. Foram realizadas ainda reuniões com gestores das agências envolvidas em janeiro deste ano, com a participação da Secretaria de Defesa Social (SDS). Já os representantes do Ministério Público e das três prefeituras se ausentaram dos debates.
Novo projeto-piloto
A exemplo da primeira reunião de avaliação nacional do projeto-piloto, realizada em 18 de março último, em São Paulo, a Fenaban voltou a propor a repetição do projeto-piloto em outras duas capitais de estados, a serem definidas em conjunto com o Comando. “O Comando reafirmou que a realização de outro projeto-piloto só teria validade se as medidas de segurança fossem ampliadas e aplicadas em todas as agências, incluindo as de negócios, as instaladas em shopping center e postos de atendimento. Entre as medidas, vidros blindados nas fachadas, fim da guarda das chaves pelos bancários (para prevenir sequestros), isenção de tarifas em transferências (DOC e TED), para combater a chamada ‘saidinha de banco’, e transparência nas informações”, ressalta o diretor Danilo. A Fenaban assumiu compromisso em analisar a proposta.
Crescimento dos assaltos no país
A Fenaban apresentou a estatística semestral de assaltos a bancos, referente ao primeiro semestre de 2014, conforme estabelece a a CCT, conquistada na Campanha Nacional 2010. Segundo a Fenaban, houve 186 assaltos a agências e postos de atendimento nos primeiros seis meses deste ano, o que revela um crescimento de 14,1% em comparação com o mesmo período de 2013, quando foram comunicadas 163 ocorrências. Mais uma vez, a Fenaban não trouxe dados sobre arrombamentos. “Os dados apresentados diferem da pesquisa nacional de ataques a bancos realizada pela Contraf-CUT e CNTV. Os números da estatística da Fenaban são menores; porém, preocupantes”, avalia o diretor Danilo Anderson.
Fonte: Contraf-CUT
EDITAL ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Presidente Venceslau e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 53.308.524/0001-00, Registro sindical nº 24440-019065/90-00, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, para a assembléia geral extraordinária que se realizará no dia 06 de agosto de 2014, às 19 (dezenove) horas, em primeira convocação, e às 20 (vinte) horas, em segunda convocação, no endereço à Rua Antonio Marques da Silva nº 2.245, Jardim Morada do Sol, Presidente Venceslau-SP para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Autorizar à diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como convenção/acordos de PLR e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;

2. Deliberar sobre aprovação da minuta de preacordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária, data-base 1º de setembro 2014, definida na 16ª Conferência Nacional dos Bancários;

3. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;
4. Outros assuntos de interesse da categoria profissional.

Presidente Venceslau-SP, 30 de julho de 2014.




SIDNEI DE PAULA CORRAL
Presidente

COMPAREÇAM!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Bancários querem 12,5%, mais saúde e emprego e o fim das terceirizações


Crédito: Caetano Ribas/Contraf-CUT
Caetano Ribas/Contraf-CUTParticiparam 634 delegados (442 homens e 192 mulheres)e 63 observadores

Rede de Comunicação dos Bancários

A 16ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 27 em Atibaia (SP), a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2014, que terá como eixos centrais reajuste de 12,5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 2.979,25 em junho), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral. 

Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 25 no hotel Bourbon Atibaia, 697 bancários de todo o país, dos quais 634 delegados eleitos nas conferências regionais e estaduais (entre eles 442 homens e 192 mulheres), além de 63 observadores.

"Foi uma conferência extraordinária que nós fizemos aqui em Atibaia, com a participação de quase 700 bancários de todo o Brasil, mostrando que todos os estados estão participando e querendo mais do que nunca mobilizar os bancários para que a gente possa fazer com que as condições de trabalho nos bancos possam ser melhoradas, principalmente acabar com o assédio moral", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Nós queremos um emprego decente para acabar não só com a rotatividade perversa, que reduz salários, mas acima de tudo queremos garantia de emprego e que todo o trabalhador tenha a tranquilidade de saber que vai continuar empregado pelo bom trabalho que faz dentro dos bancos. Nós saímos daqui fortalecidos", acrescenta Cordeiro.

Principais reivindicações da Conferência

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais R$ 6.247.

> Piso: R$ 2.979,25 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, fim da rotatividade, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF. Além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas. Veja aqui a Carta de Atibaia, manifesto dos bancários contra a terceirização aprovado pela Conferência.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros. Cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências. Fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Agenda política 

Os 634 delegados que participaram da 16ª Conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população, como marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações, Conferência Nacional do Sistema Financeiro, Plebiscito Popular pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e defesa da plataforma da classe trabalhadora.

Calendário de luta

O Comando Nacional dos Bancários se reunirá nos próximos dias para definir a data de entrega da pauta de reivindicações à Fenaban e o calendário de negociações, assim como as assembleias para aprovação da minuta e a data das seguintes atividades:

> Dia Nacional de Luta pela Segurança.

> Dia Nacional de Luta contra a Terceirização.

> Dia Nacional de Luta pelo Emprego.

> Paralisação nacional de duas horas contra as metas abusivas.

> Dia Nacional de Luta no Santander.

> Mobilização Nacional pelo Plebiscito da Reforma Política.

> Mobilização Nacional pela Democratização da Mídia.

14 e 15/8 - Participação massiva dos sindicatos no Seminário Nacional sobre "A Terceirização no Brasil: Impactos, resistências e lutas", em Brasília.

Delegados aprovam apoio à reeleição de Dilma

A 16ª Conferência Nacional também aprovou resolução de apoio à reeleição da presidenta Dilma Roussef, por avaliar que ela representa a melhor opção para os trabalhadores dentre os dois projetos que estarão em disputa na eleição de outubro.

O outro projeto representa o retorno ao governo das forças conservadoras e neoliberais, as mesmas que na década de 1990 privatizaram empresas públicas, retiraram direitos, congelaram salários e fizeram demissões em massa no BB e na Caixa, enfraquecendo seu papel de bancos públicos voltados para o fomento do desenvolvimento econômico e social. 

Além de dar o apoio, os bancários vão cobrar da presidenta Dilma Roussef que mude a gestão do Banco do Brasil, hoje mais voltado para o mercado tal qual o Itaú e o Bradesco, distante do seu papel de banco público, e fortaleça o seu papel de banco público. Também vão exigir da presidenta que o BB melhore as condições de trabalho e respeite mais seus trabalhadores.