sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Insuficiente, proposta dos bancos não inclui emprego e fim de metas abusivas

  
Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT
Jailton Garcia/Contraf-CUTNa sexta rodada de negociação, Fenaban apresenta proposta não econômica

O Comando Nacional dos Bancários considera insuficientes as propostas para as reivindicações não econômicas da categoria, apresentadas pela Fenaban nesta quarta-feira 17, em São Paulo, na sexta rodada de negociações da Campanha 2014. Nesta sexta-feira 19, os bancos apresentam propostas para as demandas econômicas da pauta, o que inclui índice de reajuste e PLR.

"Embora contenha alguns pontos positivos, as propostas estão muito aquém das expectativas dos bancários, porque desprezam algumas das mais importantes reivindicações, como garantias de preservação do emprego e medidas para melhorar as condições de trabalho, a segurança e a igualdade de oportunidades", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Não há como fechar um acordo sem solução para os problemas da categoria, principalmente as metas abusivas e a rotatividade."

As propostas dos bancos

A redação das propostas será entregue nesta sexta-feira, junto com as cláusulas econômicas. Mas os conteúdos têm o seguinte teor:

> Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

> Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

> Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. 

> Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

> Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. 

> Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

> Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

> Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

As reivindicações ignoradas pelos bancos

O Comando Nacional condenou na mesa de negociação a ausência de propostas para várias reivindicações discutidas com os bancos, tais como:

> Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro.

> Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.

> Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.

> Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.

> PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador. 

> Ampliação da cesta-alimentação para afastados.

> Fim da revalidação de atestados médicos. A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.

> Pausas e revezamentos no auto-atendimento. Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.

Calendário

18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
18 - Terceira negociação específica com o Banpará
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban 
22 - Terceira rodada de negociação específica com Santander (a confirmar)
24 - Quarta rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia
24 e 25 - Terceira rodada de negociação específica com o Banrisul
26 - Quinta rodada de negociação com o Banco do Brasil
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul


Fonte: Contraf-CU
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Bancos não apresentam proposta para emprego e fim das metas abusivas

17/09/2014

A sexta rodada de negociações da Campanha Nacional 2014 terminou hoje, 17/9, sem avanços. O Comando Nacional dos Bancários considerou insuficientes as propostas apresentadas pela Fenaban paras as reivindicações sociais, como emprego e fim das metas abusivas. Nesta sexta, 19, os bancos apresentam contraproposta para as demandas econômicas.

O presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), Edilson Julian, afirma que, “embora a contraproposta dos bancos tenha avanços, demandas consideradas primordiais para a categoria– foram desprezadas”.


As propostas dos bancos

A redação das propostas será entregue nesta sexta-feira, junto com as cláusulas econômicas. Mas os conteúdos têm o seguinte teor:

> Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

> Adiantamento de 13º salário para os afastados. Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

> Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical.

> Monitoramento de resultados - Terá redação mais abrangente. Além do SMS, a cobrança de resultados passará a ser proibida também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

> Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente.

> Casais homoafetivos - Os bancos irão divulgar a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

> Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

> Segurança bancária - Realização de mais dois projetos-piloto de segurança em cidades diferentes, uma a ser escolhida pelo Comando Nacional e outra pela Fenaban, nos mesmos moldes da experiência desenvolvida em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

As reivindicações ignoradas pelos bancos

O Comando Nacional condenou na mesa de negociação a ausência de propostas para várias reivindicações discutidas com os bancos, tais como:

> Fim das metas abusivas - "Não há como fechar um acordo sem solução para o problema das metas abusivas", reitera Carlos Cordeiro.

> Emprego - O Comando insistiu na necessidade de mais contratações, na adoção de medidas para preservar o emprego, como a proibição de demissões imotivadas (Convenção 158 da OIT),e o fim da rotatividade e das terceirizações.

> Segurança - Os bancários querem estender a todo o país as medidas de segurança testadas e aprovadas no projeto-piloto de Recife, Olinda e Jaboatão. Para o Comando, a proposta de criar novos projetos-pilotos só deve ser implementada com mais medidas de segurança, buscando testar outros equipamentos. "Queremos continuar salvando vidas", disse o presidente da Contraf-CUT.

> Igualdade - O Comando refirmou a necessidade de instituir mecanismos para acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres, como demonstrou o II Censo da Diversidade. Uma dessas medidas deve ser a implementação de PCS em todos os bancos. Mas a Fenaban diz que PCS é um problema de cada banco e se recusa a incluir o tema na Convenção Coletiva.

> PCMSO - Instituir avaliação da qualidade dos exames médicos de retorno, de mudança de função e periódico. Os bancos disseram que o assunto deve ser debatido na mesa temática sobre saúde do trabalhador.

> Ampliação da cesta-alimentação para afastados.

> Fim da revalidação de atestados médicos. A Fenaban alega que pode ser feito pelos médicos do trabalho de cada banco e que não tem acordo.

> Pausas e revezamentos no auto-atendimento. Após pressão do Comando, os bancos ficaram de rediscutir a concessão de rodízio para quem trabalha no auto-atendimento.

Calendário

18 - Segunda rodada de negociação específica com o Banrisul
18 - Terceira negociação específica com o Banpará
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban
22 - Terceira rodada de negociação específica com Santander (a confirmar)
24 - Quarta rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia
24 e 25 - Terceira rodada de negociação específica com o Banrisul
26 - Quinta rodada de negociação com o Banco do Brasil
1º e 2 - Quarta rodada de negociação específica com o Banrisul.

Fonte: Feeb SP/MS com Contraf

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Comando Nacional defende PLR maior e cobra proposta decente dos bancos


Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT
Jailton Garcia/Contraf-CUTBancos ficaram de apresentar proposta global provavelmente no dia 19

No encerramento da quarta rodada de negociação da Campanha 2014 com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários defendeu nesta quinta-feira 11 a reivindicação de PLR equivalente a três salários mais parcela adicional de R$ 6.247,26, o que significa uma mudança na fórmula de cálculo do modelo atual, que simplifica e recompensa de forma mais justa para os trabalhadores o aumento dos lucros dos bancos. A exemplo do que ocorreu nas rodadas anteriores, os negociadores da Fenaban disseram que vão discutir o tema com os presidentes dos bancos e o incluirão na proposta global que apresentarão ao Comando na próxima semana, provavelmente na sexta-feira 19.

Antes disso, serão realizadas mais duas rodadas de negociação. Na terça-feira 16, os bancos apresentarão o resultado do II Censo da Diversidade, realizado entre 17 de março e 9 de maio deste ano, seguido da discussão dos dados solicitados pela Contraf-CUT sobre os afastamentos de bancários no trabalho. E na quarta-feira 17 serão retomados os debates dos temas pendentes sobre saúde e condições de trabalho, emprego, segurança bancária e igualdade de oportunidades. 

O II Censo da Diversidade foi uma conquista dos bancários na Campanha Nacional 2012. Ele agora permitirá verificar o que mudou e o que não avançou em termos de igualdade de oportunidades para os bancários e as bancárias desde 2008, quando foi realizado o I Censo.

"Esperamos que essas novas rodadas tragam novos dados e informações para a categoria e que finalmente os bancos apresentem uma proposta concreta e decente para as reivindicações econômicas e sociais que foram aprofundadas na mesas de negociações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Participação mais justa nos lucros

Na mesa de negociação desta quinta-feira, o Comando Nacional defendeu a reivindicação de um novo modelo de PLR (três salários de cada bancário mais valor fixo de R$ 6.247,26) por considerar que a atual fórmula é muito complexa, pouco transparente e não remunera os bancários de forma adequada. A PLR foi uma conquista da campanha de 1995.

"O lucro dos bancos cresceu tanto que o modelo atual da PLR não acompanhou a distribuição desse lucro. O crescimento da PLR dos caixas, por exemplo, foi em média de 338% entre 1995 e 2013, enquanto o lucro dos bancos aumentou 1.067% nesse período. Queremos aumentar o percentual a ser distribuído e indexar a PLR à evolução do lucro", destaca Cordeiro.

"Além disso, é preciso simplificar o atual modelo, que é muito complexo e difícil de ser entendido pelos bancários", acrescenta Cordeiro.

O Comando propôs ainda que o pagamento da PLR não deve ser compensado com os programas próprios de remuneração variável dos bancos.

Os negociadores da Fenaban defenderam o atual modelo de PLR, mas disseram que a reivindicação dos bancários será levada aos presidentes dos bancos e trarão a resposta junto com a proposta global que apresentarão ao Comando, provavelmente na sexta-feira que vem, 19.

Dia Nacional de Luta

Na próxima segunda-feira 15, o Comando orienta os sindicatos e federações a realizarem um dia nacional de luta, conforme deliberação da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, ocorrida de 25 a 27 de julho em Atibaia (SP), buscando pressionar os bancos a atender a pauta de reivindicações da categoria.

"Vamos realizar protestos em defesa do emprego, contra os projetos de terceirização, pelo fim das metas abusivas e do assédio moral, por mais segurança para trabalhadores e clientes, e por igualdade de oportunidades", salienta Cordeiro. "Trata-se um momento oportuno também para mostrar que não queremos a independência do Banco Central, pois só favorece aos bancos e é prejudicial para a sociedade brasileira", conclui.

Calendário

12 - Terceira rodada de negociação específica com o BB.
12 - Quarta rodada de negociação específica com a Caixa.
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BNB.
15 - Dia Nacional de Luta.
15 - Quarta rodada de negociação específica com o BNB.
16 e 17 - Quinta rodada de negociação com a Fenaban
16 - Terceira rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia
17 - Sexta rodada de negociação com a Fenaban
19 - Sétima rodada de negociação com a Fenaban (a ser confirmada)


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Caixa Federal não reconhece necessidade de mais contratações

Nova rodada no dia 12
A Caixa Federal não reconhece a necessidade de mais contratações, visando equacionar problemas nas unidades como, por exemplo, sobrecarga de trabalho. Os representantes da instituição pública informaram, durante a terceira rodada de negociação da pauta específica com o Comando Nacional dos Bancários, realizada ontem (8/09) em Brasília, que será mantida a metodologia que define o quantitativo de empregados para abertura de novas agências.
Em outros termos, as contratações vão continuar, mas seguindo o receituário estabelecido pelo Dest (Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais) que autorizou a Caixa Federal a atingir o contingente de 103 mil empregados até o final do ano desde que atrelado à abertura de novas unidades. “O Comando ponderou que ocorreu um aumento considerável na abertura de novas agências, mas as contratações não acompanharam o mesmo ritmo, resultando em excessivo volume de serviços que, consequentemente, prejudica o atendimento e agrava as condições de trabalho”, destaca o representante da Federação dos Bancários de SP e MS na mesa, Carlos Augusto Silva (Pipoca). Segundo ele, a Caixa Federal informou que em agosto passado o quadro de pessoal atingiu 99.969 empregados; neste mês de setembro deve atingir a marca de 100 mil empregados. A Caixa Federal tem, em média, 17 empregados por unidade.
Segurança: A Caixa Federal não concorda em instalar portas giratórias com detector de metais antes dos autoatendimentos. Quanto ao descumprimento da cláusula do aditivo que prevê a imediata abertura de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em caso de assalto, a Caixa Federal assumiu compromisso em apurar as denúncias.
Terceirização: O Comando reivindicou o fim da terceirização e dos correspondentes bancários e habitacional. Os representantes da instituição pública defenderam a manutenção dos correspondentes.
Negociação: A quarta rodada será realizada no próximo dia 12, em Brasília. Na pauta, entre outros pontos, carreira e jornada/Sipon

Fonte: Fenae

Comando inicia debate nesta quarta (10/09) sobre reajuste e PLR com a Fenaban

Bancários realizam quarta rodada de negociações com os bancos
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, realiza nesta quarta-feira 10 e quinta-feira 11, em São Paulo, a quarta rodada de negociação da Campanha Nacional 2014 com a Fenaban, centrada agora nas reivindicações econômicas, que inclui reajuste de 12,5% e PLR de três salários mais valor fixo de R$ 6.247.
Nas três primeiras rodadas de negociação, os bancos praticamente não apresentaram nenhuma proposta para as reivindicações da categoria aprovadas na 16ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada de 25 a 27 de julho em São Paulo.
A primeira rodada, nos dias 19 e 20 e agosto, tratou de saúde e condições de trabalho .
A segunda foi realizada nos dias 27 e 28 de agosto, sobre segurança bancária e igualdade de oportunidades .
E no terceiro encontro o Comando discutiu com a Fenaban os temas emprego e remuneração .
"Os seis maiores bancos apresentaram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre de 2014, ainda maior que os R$ 56,7 bilhões do ano passado inteiro. Eles têm a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas fecham postos de trabalho e reduzem a média salarial da categoria com o mecanismo perverso da rotatividade, apesar do aumento da produtividade dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Por isso os trabalhadores exigem remuneração decente, que passa por aumento real de salário, valorização do piso e melhoria da PLR".
Desconcentrar renda
Para Cordeiro, trata-se de uma luta por desconcentração de renda. Enquanto no Brasil, os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres, no sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior.
No Itaú, cada membro do Conselho de Administração recebeu, em média, R$ 15, 5 milhões em 2013, o que representa 318,5 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial. No Santander, cada diretor embolsou, em média, R$ 7,7 milhões no mesmo período, o que significa 158,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou, em média, R$ 13 milhões no ano para cada diretor, a diferença para o salário do caixa foi de 270 vezes.
Dessa forma, para ganhar a remuneração mensal de um desses executivos, o caixa do Itaú tem que trabalhar 26,5 anos, o caixa do Santander 13 anos e o do Bradesco 22,5 anos.
"Essa imensa distância, que separa os ganhos dos altos executivos e os salários dos bancários, atenta contra a justiça social e a dignidade dos trabalhadores, bem como contribui para a vergonhosa posição do Brasil entre os 10 países mais desiguais do mundo, o que precisa mudar", conclui Cordeiro.
Principais reivindicações econômicas
> Reajuste salarial de 12,5%.
> PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.
> 14º salário.
> Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.
> Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.
> Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.
A valorização dos pisos salariais foi discutida na terceira rodada de negociações, nos dias 3 e 4 de setembro. As reivindicações são: salário de R$ 2.979,25 para portaria e escriturários; R$ 4.021,99 para caixas, operadores de atendimento, empregados de tesouraria; R$ 5.064,73 para primeiro comissionado e R$ 6.703,31 para primeiro gerente.
Calendário de negociações
10 e 11 - Quarta rodada de negociação com a Fenaban
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BB
12 - Terceira rodada de negociação específica com o BNB
15 - Quarta rodada de negociação específica com o BNB
16 - Terceira rodada de negociação específica com o Banco da Amazônia
Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Fenaban não tem contraproposta para emprego e remuneração - 04/09/2014

COM 25/2014



A Fenaban não apresentou nenhuma contraproposta referente aos temas Emprego e Remuneração, no segundo dia da terceira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, realizado no dia 4 deste mês de setembro. O discurso dos bancos foi o mesmo das rodadas anteriores quando se discutiu Saúde, Condições de Trabalho, Segurança Bancária e Igualdade de Oportunidades. Nos dias 10 e 11 deste mês de setembro acontece a quarta rodada; na pauta, índice de reajuste e PLR.
Garantia de emprego
Estudo do Dieese com base no Caged do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que os bancos múltiplos fecharam mais de 5 mil postos de trabalho entre janeiro e julho de 2014, além de 23 mil desligamentos, dos quais 63% foram demissões sem justa causa.
O Comando reivindicou garantia de emprego e fim das demissões imotivadas (Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho/OIT). “Os representantes dos bancos, no entanto, disseram que a garantia de emprego não pode figurar na Convenção Coletiva, pois engessaria as politicas de cada instituição. E mais: segundo a Fenaban, as demissões de bancários são ‘irrisórias, ajustes pontuais’, promovidas com ‘muita responsabilidade’. O que beira a provocação, destaca o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS e integrante do Comando, Jeferson Boava.

A Fenaban também não concorda com a jornada de 5h por dia, Plano de Cargos e Salários e abono-assiduidade de cinco dias (o acordo de 2013 prevê um dia). Quanto ao salário de ingresso de R$ 2.979,29 para escriturário, equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese, que impacta nos pisos de caixas, comissionados e primeiro gerente, a Fenaban se comprometeu em apresentar uma contraproposta durante o processo de negociação. No que se refere a criação de uma comissão sobre mudanças tecnológicas, os bancos fizeram a mesma proposta do ano passado; ou seja, realização de um seminário. Em resumo, enrolação total.

Fonte- Feeb SP/MS - Contraf