segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mulheres ocupam só 10,53% das vagas em diretoria, aponta estudo mundial

  
Tal qual no conto de Lewis Caroll, no mercado de trabalho, a passagem ao "país das maravilhas" ainda é feita por portas diminutas para as Alices. E isso porque apenas 10,53% das vagas em diretoria de corporações são ocupadas por mulheres, um patamar que deixa o Brasil em 20º lugar num ranking de 41 países. Quem cruza a tal "porta", mantém-se em média 7,6 anos no topo da carreira, a quarta melhor média de longevidade mundial. Mas não há truques de mágica neste aparente paradoxo.

"Ter mulheres em cargos de chefia é muito diferente de mantê-las lá", -afirma Sucheta Nadkarni, professora da Judge Business School, de Cambrigde, e autora do estudo "A ascensão da mulher na sociedade: capacitadores e inibidores".

O levantamento analisou dados públicos de 1.002 empresas, de 41 países, listadas como as maiores do mundo pela "Forbes". No Brasil, foram analisadas estatísticas de 28 companhias entre 2004 e 2013, e o país encontra-se em patamar mediano em grande parte das variáveis.

Embora a proporção de mulheres com mais anos de estudo seja superior ao de homens no Brasil, na comparação mundial, as brasileiras ficam em 31º lugar, com 13,6 anos de estudo, em média. O percentual de mulheres na força de trabalho entre 2004 e 2013 fica abaixo da média, com índice de 43,3%, e o país é classificado em 24º entre as 41 nações. Os dois parâmetros são, na opinião de Sucheta, as chaves para a maior entrada feminina no mercado.

"O empoderamento das mulheres, basicamente aumentando os anos de estudo e o número delas na força de trabalho, é o maior incentivo para contratar mulheres no comando".

Outras variáveis explicam a disparidade entre homens e mulheres. Professora da UFF e especialista em trabalho e desigualdade de gênero, a economista Hildete Pereira lembra que a divisão entre lar e trabalho é a principal barreira para elas e explica por que o percentual das mulheres na força de trabalho não mudou muito desde os anos 1990.

"Isso passa pela não conciliação de trabalho e família. Até 2002, as creches tinham cobertura de 7% da população que poderia frequentá-las. Hoje, está em 21%. As crianças de 0 a 3 anos são tratadas como se fossem problema das mulheres. Os homens estão na periferia do problema. O difícil acesso ao topo mostra que ainda há portas fechadas".

No quesito longevidade, o Brasil está atrás apenas de México, Hong Kong e Estados Unidos. Hildete diz que no topo da carreira é possível arcar com custos da ajuda em casa, o que contribui para a permanência feminina. A longevidade também aponta para um mercado pouco aquecido, com relativamente pouca mobilidade de altos executivos, especialmente mulheres.

"Muitas empresas ainda são controladas por famílias e isso pode acabar gerando maior estabilidade nas posições de controle, independentemente do gênero. Nos países anglosaxões, onde o controle das empresas é mais difuso, há uma mobilidade maior dos executivos," -indica Silvia Fazio, presidente da W.I.L.L., organização brasileira com foco no desenvolvimento da carreira de mulheres na América Latina.

Com 27 anos de carreira, Renata Greco, de 45 anos, já trabalhou no setor bancário, predominantemente masculino, e no de serviços, onde as mulheres representam até 80% da força de trabalho. Desde janeiro, é vice-presidente Comercial de Grandes Contas da Cielo, uma das empresas no levantamento. Mãe de um menino, ela reconhece que teria sido mais difícil equacionar vida pessoal e carreira se tivesse optado por ter mais filhos.

"Progredir na carreira ajuda. No começo, é mais difícil ter uma estrutura de babá, empregada, motorista. Mas a questão é aprender a equacionar vida pessoal e profissional. Meu filho de 7 anos dorme e acorda mais tarde. Chego em casa e ainda tenho duas horas com ele para brincar e fazer tarefas."

Índice de mulheres no topo

1º - Noruega: 39,5%
2º - Suécia: 32,6%
3º - Finlândia: 32,1%
4º - Austrália: 23,3%
5º - África do sul: 18,4%
20º -Brasil: 10,5%
21º -Tailândia: 10,5%
22º- Alemanha: 10%

Há mais tempo na chefia

1º - México: 8,35 anos
2º - Hong Kong: 8,22 anos
3º - EUA: 7,65 anos
4º - Brasil: 7,6 anos
5º - Malásia: 7,54 anos
6º- Alemanha: 7,51 anos
7º - Grécia: 6,65 anos


Fonte: Extra - O Globo / Thais Lobo

Aumento do uso da tecnologia facilita fraudes em operações bancárias


A popularização do uso de cartão de crédito com o fortalecimento da classe média nos últimos anos agravou o problema das fraudes. Embora a Polícia Civil não tenha dados sobre a quantidade de clonagem, o delegado Joás de Souza, chefe da Divisão de Falsificação e Defraudação (Difraudes), garantiu que as denúncias aumentaram significativamente, em especial nos últimos cinco anos. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviço (Abecs) mostram que, em 2013, 76% dos brasileiros já possuíam pelo menos um cartão. 

Além disso, computadores, tablets e smartphones têm sido usados cada vez mais para fazer compras e pagar contas. Só em 2013, o atendimento bancário por meio de dispositivos móveis cresceu 80,9%, e o número de transações bancárias feitas em agências e postos de atendimento dos bancosdiminuiu 1,7%, segundo registro do Banco Central (BC). Ou seja, as pessoas vão cada vez menos às agências e resolvem tudo por meio da internet. 

Abrangência

A rede digital já atingia 51% da população brasileira, em 2013, segundo pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). O problema é que, com fácil acesso ao computador e com mais cartões sendo usados a cada dia, os fraudadores conseguem se passar pelas vítimas, fazer compras no nome delas e até solicitar novos cartões de crédito. 

Sabendo disso, o setor bancário investe R$ 20,6 bilhões por ano em tecnologia da informação, incluindo ferramentas destinadas a evitar possíveis tentativas de fraude, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

Mesmo assim, em 2014, foram registradas mais de 2 milhões de tentativas de roubo de identidade, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes Consumidor. Nesse tipo de irregularidade, uma pessoa se passa por outra para conseguir crédito de várias formas. Uma das maneiras mais usadas pelos criminosos para conseguir informações é vasculhar a internet. 

A situação atinge tanto consumidores quanto os próprios bancos, que, de acordo com a Febraban, têm buscado fortalecer a segurança. O desafio é desenvolver formas de identificação e autenticação que impossibilitem as fraudes sem dificultar o acesso aos serviços, como o acesso biométrico com digital e as transações na internet autorizadas pelo celular. 

Fonte: Correio Braziliense

Nada de crise no sistema financeiro, banco eleva juro e engorda lucro

 
À medida que a economia encolhe, a rentabilidade das instituições financeiras tende a aumentar, impulsionada pelos juros em alta, considerados abusivos pelos órgãos de defesa do consumidor.

Um dos principais motivos é a diferença entre o que é pago pelas aplicações financeiras e o que é cobrado para a concessão de crédito, o chamado spread bancário. Esse indicador saltou de 160,5% em dezembro de 2013para 171,6% em março de 2015, na média de todos os segmentos, segundo o Banco Central.

Para definir o spread, os bancos consideram custos administrativos, impostos, recolhimentos compulsórios, a margem de lucro e o risco de inadimplência, que é tido como a variável mais influente. No entanto, dados do BC apontam que a taxa de inadimplência caiu de 3%, em outubro de 2014, para 2,8%, em março de 2015.

Em março, os percentuais cobrados no cheque especial chegaram a nada menos do que 220% ao ano. No rotativo do cartão de crédito, o índice chegou a expressivos 345% ao ano. Em paralelo, a Selic, que é a taxa básica de juros, ficou em 12,75% ao ano naquele mês, chegando a 13,25% em abril.

O ganho com intermediação financeira supera com folga o de importantes atividades industriais, mesmo com o país em crise. Itaú, Bradesco e Banco do Brasil tiveram rentabilidade sobre o patrimônio líquido ao menos três vezes maior do que a de Gerdau e Usiminas, conforme a Economática.

Os resultados são visíveis. De acordo com a Agência Folhapress, o Itaú, maior banco privado brasileiro, lucrou R$ 5,733 bilhões no primeiro trimestre deste ano - 26,8% mais do que no mesmo período de 2014. Bradesco e Santander tiveram ganhos de R$ 5,244 bilhões e de R$ 684 milhões, respectivamente, resultados 23,3% e 32% superiores aos registrados no mesmo período de 2014.

No Itaú, os empréstimos aos consumidores e empresas trouxeram um ganho de R$ 14,092 bilhões de janeiro a março - 27,8% mais do que no mesmo período de 2014. Esse crescimento é superior à expansão de 10,9% no volume de empréstimos, que somaram R$ 491,7 bilhões em março, o que indica que houve aumento nas margens de ganho.

Lógica perversa

O ex-economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) Roberto Troster explica que o país vive um ciclo negativo de retroalimentação no qual os altos juros influenciam a inadimplência e vice-versa.

"Existe uma dinâmica perversa que precisa ser quebrada. No caso dos bancos, se houvesse coibição dos abusos e menos tributação, mais pessoas poderiam utilizar o crédito bancário e o país cresceria mais", diz.

A gerente de pesquisa da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Renata Pedro, ressalta que o mercado é livre e cada banco cobra o que bem entende. "Em países como Portugal, há leis que determinam que os juros não podem ser maiores do que 20,4% ao ano", aponta. 

Fonte: Hoje em Dia / R7 - Raul Mariano

Indiano KV Kamath é nomeado 1º chefe do banco dos Brics

  
O banqueiro indiano K.V. Kamath foi nomeado como primeiro chefe do novo banco de desenvolvimento que está sendo montado pelos Brics, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira (11), o secretário de Finanças indiano, Rajiv Mehrishi.

Os Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, firmaram acordo para criar o banco de desenvolvimento de 100 bilhões de dólares em julho passado, dando um passo na direção de reorganizar o sistema financeiro internacional dominado pelo Ocidente.

"Kamath foi indicado como chefe do banco dos Brics, a indicação se tornará efetiva quando ele se desvencilhar de suas atribuições atuais", disse Mehrishi em Nova Délhi.

Foi definido que o Novo Banco de Desenvolvimento, que vai financiar projetos de infraestrutura em países em desenvolvimento, terá Xangai como base. Ele será chefiado por um indiano durante o primeiro mandato de cinco anos, seguido por um brasileiro e depois um russo. 

Fonte: Brasil 247 - Reuters

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Saiba o que os bancários vão perder caso o PL 4330 seja implementado

  
Crédito: CUT
CUTManifestação contra terceirização em frente à Câmara dos Deputados

A aprovação dos destaques ao PL 4330/2004 da terceirização nesta quarta-feira 22, se não for rejeitado pelo Senado, trará consequências desastrosas para a vida dos trabalhadores. 

A guerra contra esse nefasto projeto ainda não terminou (além de passar pelo Senado, pode ser vetado pela presidenta Dilma Rousseff), mas é importante conhecer como essa nova lei, caso venha a ser implementada, pode interferir do dia a dia de quem trabalha no sistema financeiro. 

Substituição de bancários por trabalhadores terceirizados

O PL 4330 amplia a terceirização para todas as atividades das empresas. Atualmente, por força do Enunciado 331 do TST, somente as atividades chamadas "meio", ou seja, aquelas acessórias e não relacionadas à atividade principal da empresa, podem ser terceirizadas, tais como limpeza e vigilância. 

De acordo com o projeto de lei, qualquer atividade agora poderia ser repassada para terceiros. E como a terceirização no Brasil é utilizada para reduzir custos de mão de obra, imaginem o que ocorreria com os cerca de 37 milhões de trabalhadores contratados diretamente e por prazo indeterminado hoje. Gradativamente seriam substituídos por trabalhadores prestadores de serviços.

Atualmente, o banco não pode contratar pessoal que não seja bancário para trabalhar em sua rede de atendimento nas agências. Se esse projeto for aprovado também no Senado, a instituição financeira poderá substituir total ou parcialmente esses bancários por prestadores de serviços, que inclusive poderão trabalhar alguns dias do mês, ou algumas horas do dia, sem ter relação nenhuma de trabalho com o banco. 

O mesmo pode ocorrer com um gerente de relacionamento, que poderá ser substituído por uma empresa especializada em corretagem, por exemplo. Poderemos ter bancos sem bancários, a depender da estratégia de negócios de cada empresa.

Degradação das relações de trabalho

Para a empresa que contrata, de acordo com o PL, não existirão problemas de falta por adoecimento do trabalhador, atrasos e dificuldades para cumprimento do contrato. A relação dessa empresa é com outra empresa, responsável pela prestação integral desses serviços, faça chuva ou faça sol. É por isso que geralmente as relações de trabalho para os terceirizados tendem a ser muito mais cruéis e impessoais.

Fim dos concursos públicos e contratação de cabos eleitorais

Conforme o PL 4330 aprovado na Câmara, a terceirização poderá atingir os trabalhadores rurais e urbanos, do setor privado e de empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias e coligadas. 

Desta forma, para essas empresas sob o controle do Estado, adeus concurso público. O BB, a Caixa, o Banco do Nordeste, o BNDES, o Banco da Amazônia e os bancos estaduais poderão se tornar verdadeiros cabides de emprego e unidades de lotação de militantes políticos e cabos eleitorais, através da realização de contratos de prestação de serviços. A remuneração, como será diferenciada, em alguns casos, poderá ser inclusive maior que a praticada na categoria, para contemplar novos apadrinhados. Poderá ser o fim dos quadros de carreira.

Esfacelamento da organização sindical e achatamento salarial 

Somente quando a terceirização for entre empresas da mesma categoria econômica é que seria assegurada a mesma representação sindical, desde que sejam do mesmo setor econômico. Mas raramente isso acontece. Na grande maioria dos casos, a empresa contratada para a prestação de serviços é de outro setor econômico. 

Mesmo assim, nos casos em que ficar garantida a mesma representação sindical, o texto-base do PL 4330 estabelece que os acordos e as convenções coletivas serão específicos. Ou seja, nem nesses casos ficam garantidos os mesmos salários, benefícios e direitos com os trabalhadores terceirizados, que geralmente são bem menores.

Com isso haverá, em curto espaço tempo, achatamento salarial e perda de direitos para uma enormidade de trabalhadores, que passarão à condição de terceirizados.

Terceirizados continuarão sem garantias 

O PL 4330 não resolve nenhum dos problemas atuais dos cerca de 12 milhões de terceirizados, particularmente o calote, porque as cautelas e cauções criadas de garantia correspondentes a 4% do valor do contrato, mas tendo o teto de 50% do valor equivalente a um mês de faturamento, poderá ser insuficiente para honrar os compromissos e verbas em débito junto aos trabalhadores. 

Além disso, a responsabilidade entre as empresas continua sendo definida apenas como subsidiária e não solidária. Até mesmo a alimentação só é concedida nas mesmas condições se for oferecida em refeitórios. No caso do fornecimento de tíquetes refeição, essa obrigação não existe.

Estímulo à pejotização

O projeto legaliza e amplia a figura dos PJ´s, que são as empresas de uma pessoa só. Essa modalidade de relação será muitíssimo estimulada, porque os ônus ficarão apenas para esse trabalhador, que perderá essa condição e se tornará uma empresa, um PJ, que não terá direito a adoecer, tirar férias, faltar ao trabalho etc.

Quarteirização e quinteirização 

Mesmo tendo a especialização como escopo, o PL 4330 autoriza a subcontratação pela empresa contratada de parcela específica objeto do contrato, ou seja, prevê a autorização para quarteirizar e quinteirizar, infinitamente.

O fato do texto do PL 4330 vedar a intermediação de mão de obra não traz nada de novo, porque a CLT assim já o veda e, mesmo assim, o que mais ocorre e é comprovado pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Justiça do Trabalho é a figura da intermediação ilegal de mão de obra.

Legalização da existência de correspondentes bancários 

O PL 4330 excepcionaliza e legaliza a figura dos correspondentes bancários e banco postal explicita e descaradamente, contrariando o princípio do projeto que seria o da especialização. Esse fato, mais a autorização da subcontratação infinita, joga por terra o argumento da especialização.

Piores condições de trabalho para terceirizados

Quando alegam que o PL 4330 garantirá os direitos dos trabalhadores terceirizados, leia-se aqueles previstos na CLT e na Constituição Federal. Ou seja, serão os mínimos previstos. Mas essa previsão legal já existe. O que hoje ocorre comumente são calotes e muita informalidade nesse setor, que infelizmente não acabarão por conta da proposta apresentada. 

Na verdade, é da natureza do processo de terceirização toda essa fraude e prejuízos aos trabalhadores. Mesmo assim, ao substituir os atuais trabalhadores pertencentes às categorias organizadas atualmente, apesar de continuarem a ter direitos a férias, 13º salário e licença maternidade, os valores efetivamente pagos serão menores, na medida em que forem perdendo ou alterando o seu enquadramento sindical.

Consequências desastrosas

Caso esse malfadado projeto de lei venha a ser aprovado também no Senado, certamente teremos como consequências desastrosas no Brasil:

1. Aumento da precarização do trabalho, dos salários e dos direitos: os terceirizados ganham em média 24% menos e têm jornadas pelo menos 3 horas semanais a menos. Geralmente não recebem PLR e valores ínfimos referentes a tíquetes refeição e raramente o recebem a título de auxílio-alimentação (cestão).

No caso dos bancários, essas diferenças são muito maiores porque os terceirizados recebem algo em torno do salário mínimo, ou até menos, como no caso da Contax, porque essa empresa paga proporcional ao número de horas trabalhadas. 

Ao invés de 6h por dia, trabalham 8h, incluindo sábados e também domingos. E isso poderá atingir um contingente cada vez maior de trabalhadores, caso o enquadramento sindical mude para os atuais bancários.

2. Aumento dos acidentes, adoecimentos e mortes: como consequência da terceirização como medida de redução de seus custos, as empresas gastam menos com treinamentos, formação e equipamentos de segurança, além de aplicarem maior intensidade no trabalho, com jornadas muito mais extenuantes, o que faz com que atualmente as estatísticas oficiais apontem que para cada 10 acidentes com vítimas fatais no trabalho no Brasil 8 são trabalhadores terceirizados.

3. Queda no valor dos salários e benefícios, com as alterações constantes do enquadramento sindical e maior rotatividade no emprego, comum a esse tipo de atividade terceirizada, com repercussão negativa na participação dos salários na renda nacional .

4. Queda na arrecadação dos impostos e de encargos sociais,comprometendo o pagamento de aposentadorias, pensões e licenças saúde, mas com aumentos nos gastos com seguro-desemprego e afastamentos do trabalho.

5. Dificuldades nas negociações coletivas para renovação de acordos e convenções, dada à alta pulverização nas categorias profissionais, com diversas datas base. E obter novas conquistas será praticamente impossível, via a fragilização dos movimentos grevistas, porque cada vez mais as negociações serão mais específicas, em torno de um número cada vez menor de representados, que se apresentarão de forma cada vez mais isoladas.

6. Aumento das possibilidades de fraudes e corrupção nos contratos, entre fornecedores, contratadas e empresas contratantes.

7. Queda na qualidade de produtos e serviços.

8. Casos análogos ao trabalho escravo tendem a aumentar, pois, se na ausência de legislação que preveja esse tipo de prestação de serviços, quando e se a lei possibilitar essa forma de relação de trabalho, a tendência é que também aumente. De 2010 a 2014, 90% dos trabalhadores resgatados desse tipo de situação eram terceirizados.


Fonte: Contraf-CUT

ANIVERSARIANTES DO MÊS DE MAIO DE 2015

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Pres. Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos por esta data festiva.                             

Dia
Associado
Agência do
Cidade
02
Ana Cristina Carvalho Paz
Banco Santander
Teodoro Sampaio
03
Fernanda Alves Barreto
Banco Bradesco
Presidente Venceslau
04
Arlene Maria S. Bonifácio Fuzinelli
Banco Santander
Presidente Venceslau
05
Carlos Eduardo S. Figueiredo
Banco do Brasil – Av. Pres. Vargas, 8-11
Presidente Epitácio
08
Pedro Kazuyoshi Chirae
Banco do Brasil
Marabá Paulista
11
Fernando Prudêncio da Silva
HSBC Bank Brasil
Presidente Venceslau
11
Luis Roberto Lopes Oliveira
Apos. Banco Santander
Presidente Venceslau
12
Priscila Ribeiro Seco Medeiros
Banco Itaú Unibanco
Presidente Epitácio
15
Helena Roseli K. Katayama
Caixa Econômica Federal
Presidente Venceslau
15
José Carlos da Silva Junior
Banco do Brasil
Teodoro Sampaio
17
Marco Antonio Dugaich
Banco do Brasil – Praça Ataliba Leonel, 146
Santo Anastácio
17
Anderson Bernardino de Souza
Banco do Brasil – Princesa Isabel
Presidente Venceslau
18
Elen Vanessa Rosa da Silva
HSBC Bank Brasil
Presidente Epitácio
21
Josy Alves do Nascimento Gamba
Banco Santander
Teodoro Sampaio
21
Sandro de Almeida
Banco Santander
Primavera
23
Silvania Aparecida S.Chaves
Banco do Brasil
Marabá Paulista
24
Edson Aparecido Caldeira
Banco do Brasil  - Av. Pres. Vargas, 8-11
Presidente Epitácio
25
Alice Hideko Watanabe
Banco Santander
Presidente Venceslau
29
Alisson Oliveira Santos
Banco Santander
Teodoro Sampaio




 OBS: Os associados aniversariantes deste mês, que não constaram nesta relação, favor atualizar o cadastro junto a este Sindicato, pelo fone: 018-3271-3600, fax: 018-3271-5950 ou e-mail: seebpv@terra,com.br