sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Bancos não assumem compromisso com emprego da categoria

Crédito: Jaílton Garcia - Contraf-CUT
Jaílton Garcia - Contraf-CUTSomente de janeiro a junho deste ano, o setor bancário cortou 2.795 empregos

Na primeira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2015, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, nesta quarta-feira (19), no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, os representantes dos bancos não assumiram compromisso com a manutenção dos empregos da categoria. 

Os bancários reivindicam também o fim da rotatividade, o combate à terceirização, inclusive via correspondentes bancários, e a criação de um grupo de trabalho para discutir a automação, entre outros pontos da pauta. Os representantes dos bancos, no entanto, alegaram que não podem dar garantia de emprego aos bancários de todo o País. 

Somente de janeiro a junho deste ano, de acordo com dados do Caged, o setor bancário cortou 2.795 empregos. Esse número aumenta para 22 mil quando analisado o período de janeiro de 2012 a junho de 2015. No início dos anos 1990, o Brasil tinha 732 mil bancários. Em 2013, esse número caiu para 511 mil, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. No momento, 21 mil bancários do HSBC, adquirido pelo Bradesco, ainda correm risco de demissão.

"A negociação hoje tratou de um tema essencial para os trabalhadores, mas o sistema financeiro não tem interesse em negociar a garantia no emprego. Os bancos insistem em dizer que demitem pouco, mas se utilizam dos correspondentes bancários, que retiram o emprego da categoria e o transfere para outros lugares mais precarizados e com menores salários. A rotatividade e terceirização servem para eles aumentarem cada vez mais seus lucros", disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e um dos coordenadores do Comando Nacional.

"No momento em que o emprego é uma preocupação geral, inclusive com o governo anunciando linhas de créditos mais baratas para empresas que não demitam, os bancos, com lucro crescendo 20% somente no semestre, não se comprometem em garantir o emprego dos trabalhadores", disse Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma das coordenadoras do Comando Nacional. "Cobramos mais responsabilidade social do setor, para contribuir com a geração de empregos do País e eles podem fazer isso contratando mais e oferecendo taxas de juros mais baixas para o setor produtivo." 


A Fenaban negou haver demissões no momento e seus dirigentes também se mostraram contrários à Convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que disciplina o término de contrato de trabalho pelo empregador e determina a necessidade de justificativas para a dispensa. "Isso nunca deu certo", alegou Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações Trabalhistas da entidade patronal. 

Roberto von der Osten argumentou que o trabalho é um direito social fundamental do homem e tem por finalidade melhorar as condições de vida das pessoas, buscar a igualdade social e atribuir dignidade à pessoa humana. Lembrou ainda que o artigo 6° da Constituição elenca como direitos sociais o direito ao trabalho, entre outros, como a educação, saúde, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e infância e assistência aos desamparados.

"A Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU de 1948 e o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais de 1966 elevaram esses direitos sociais ao nível de direitos humanos, com vigência universal", ressaltou o presidente da Contraf-CUT.

Roberto observou ainda que uma consulta realizada junto aos bancários e a conferência nacional da categoria deixaram claro que o tema emprego é muito importante nessa campanha. "E no momento o Congresso Nacional está debatendo a terceirização indiscriminada, existe a possibilidade de ampliação dos correspondentes bancários, a automação vem crescendo e um dos seis grandes bancos, o HSBC, foi vendido para um outro grande banco, o Bradesco", explicou Roberto.

CONTESTACÃO

Para Magnus Apostólico, o superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban, o sistema bancário teria um quadro de trabalhadores estável, se comparado ao de anos atrás. 


O dirigente patronal acentuou que não haveria motivos para preocupação com demissões. As fusões entre bancos também não estariam causando demissões, na avaliação do diretor da Fenaban. 

As respostas dos bancos repetem postura dos anos anteriores. Eles negam a redução de postos de trabalho, dizem que mantém o nível de emprego, amenizam os problemas da terceirização e a rotatividade, contestam o descumprimento da jornada de trabalho e ainda insistem no descumprimento do acordo coletivo dos bancários, que determina seis horas ao dia. 

"Eles ainda deixaram bem claro na negociação que são a favor do projeto de terceirização que tramita no Senado. Eles são a favor e nós somos radicalmente contra", lembrou o presidente da Contraf-CUT.

A entrega da pauta de reivindicações dos bancários ocorreu no dia 11 de agosto. A segunda rodada de negociações acontecerá nos dias 2 e 3 de setembro, com os temas saúde e condições de trabalho.

Lucro - O lucro líquido dos cinco maiores bancos atuantes no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander), nos três primeiros meses do ano, atingiu a marca de R$ 16,3 bilhões, com crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os principais itens do balanço desses bancos comprovam o sólido desempenho do setor. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancarias cresceram 12% atingindo o valor de R$ 27 bilhões. Neste primeiro semestre, os balanços já divulgados (Itaú, Bradesco, Santander e BB) somaram R$ 29,8 bilhões, crescimento de 20% em relação a mesmo período do ano passado. Para os empregos, no entanto, curva descendente: 5.004 postos a menos em 2014 e 2.795 no primeiro semestre de 2015. 


Reivindicações -Entre os itens principais da pauta dos bancários estão o índice de 16% (reposição da inflação mais aumento real de 5,7%, acima da inflação), o piso salarial no valor de R$ R$ 3.299,66 e a PLR (três salários base mais parcela adicional fixa de mais R$ 7.246,82). E reivindicam ainda melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas. 



Dados da Categoria - Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 500 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. Nos últimos onze anos, a categoria conseguiu aumento real acumulado entre 2004 e 2014 de 20,07%: sendo 1,50% em 2009; 3,08% em 2010; 1,50% em 2011, 2% em 2012, 1,82% em 2013 e 2,02% em 2014. 

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Comando deixa claro à Fenaban: emprego é prioridade

O Comando Nacional dos Bancários deixou claro à Fenaban que o emprego é prioridade, durante a primeira rodada de negociação da Campanha 2015, realizada nesta quarta-feira (19), Entre os tópicos debatidos, garantia de emprego, contratação, fim da rotatividade, jornada de trabalho, mudanças tecnológicas, terceirização e correspondentes bancários. “O Comando destacou que o emprego é um direito social e os Bancos têm a responsabilidade, perante a sociedade, de manter e ampliar o nível de postos de trabalho diante da alta rentabilidade do setor e também para prestar um atendimento decente à população”, destaca o secretário da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) e integrante do Comando, Jeferson Boava.

A Fenaban, evidentemente, tentou desconversar o tópico garantia de emprego, negou a rotatividade (redução da massa salarial) e defendeu a terceirização, o nesfasto PLC 30/2015, que tem como origem o PL 4330/2004 e, consequentemente, os correspondentes bancários. Quanto às mudanças tecnológicas, o Comando apontou o ritmo acelerado, que tem resultado em horário estendido, atendimento remoto e burla dos direitos dos bancários. Para Jeferson Boava, “na contramão da economia nacional, a lucratividade dos bancos aumenta, porém não existe contrapartida. Hoje os bancos expulsam clientes e usuários, bem como, quer a qualquer custo reduzir ainda mais o capital humano. O que é inaceitável. Para agravar, vive-se no momento mais uma etapa da concentração bancária, com o Bradesco incorporando o HSBC. O movimento sindical bancário tem como papel, junto com a categoria, assegurar e expandir os postos de trabalho no setor. A tecnologia é bem-vinda. Mas, deve ser benéfica para todos”.

Calendário de negociação

02 e 03 de setembro: Saúde e Condições de Trabalho
09 de setembro: Igualdade de Oportunidades e de Tratamento
16 de setembro: Remuneração

Fonte: Sindicato dos Bancários de Campinas e Região




Assessoria de Comunicação
Federação dos Bancários de SP e MS

Comando negocia com BB dia 24/08 e Caixa Federal dia 27/08

Após a primeira rodada de negociação com a Fenaban, realizada nesta quarta-feira (19), o Comando Nacional dos Bancários inicia o processo de negociação das pautas específicas do Banco do Brasil e da Caixa Federal, aprovadas no 26º Congresso Nacional dos Funcionários e 31º Conecef, respectivamente. Os dois congressos foram realizados entre os dias 12 e 14 de junho em São Paulo.

A primeira rodada de negociação entre o Comando e o BB será no dia 24 deste mês de agosto; com a Caixa Federal no dia 27.

Calendário de negociação

Banco do Brasil

24/08: Emprego, contratação e condições de trabalho.
25/08: Condições de Trabalho/Saúde.
31/08: Segurança, igualdade de oportunidades e isonomia.
11/09: Cláusulas sociais e previdência complementar.
18/09: Remuneração e plano de carreira

Caixa Federal

27/08: Saúde do trabalhador e segurança bancária
04/09: Saúde Caixa, Funcef e aposentados
11/09: Carreira, isonomia e organização do movimento
18/09: Contratação, condição de funcionamento das agências e jornada/Sipon


Assessoria de Comunicação
Federação dos Bancários de SP e MS

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Bancários realizam primeira rodada de negociação com a Fenaban

 
Crédito: Jaílton Garcia - Contraf-CUT
Jaílton Garcia - Contraf-CUTA categoria vai negociar o fim das demissões e garantia no emprego

O Comando Nacional dos Bancários participará nesta quarta-feira (19), em reunião no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, a partir das 10 horas, da primeira rodada de negociação com a Fenaban na Campanha Nacional 2015. O tema será emprego. A categoria vai negociar o fim das demissões e garantia no emprego, o fim da rotatividade e o combate à terceirização, entre outros temas.

Os bancos que operam no Brasil fecharam 2.795 postos de trabalho nos primeiros seis meses de 2015, de acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada pela Contraf-CUT. As reduções mais expressivas ocorreram no Rio de Janeiro (-771), Minas Gerais (-484) e São Paulo (-458). 

Somente o Itaú, Bradesco e Santander, do primeiro semestre de 2014 ao primeiro semestre de 2015, fecharam 6.032 postos de trabalho. No mesmo período, os três bancos tiveram um crescimento de 22,3% no seu lucro líquido.

No início dos anos 1990, o Brasil tinha 732 mil bancários. Em 2013, esse número caiu para 511 mil, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. No momento, 21 mil bancários do HSBC, adquirido pelo Bradesco, correm risco de demissão.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, lembra que uma consulta realizada junto aos bancários e também a conferência nacional da categoria deixaram claro que o tema emprego é muito importante nessa campanha. "Vivemos uma conjuntura onde o Congresso Nacional está debatendo a terceirização indiscriminada. Também há a possibilidade de ampliação dos correspondentes bancários, a automação bancária vem crescendo e um dos seis grandes bancos, o HSBC, foi vendido para um outro grande banco, o Bradesco. Temos que nos mobilizar para defender esse direito social fundamental, que é o emprego", acrescentou Roberto. 

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Federação participa da entrega da Pauta de Reivindicações à Fenaban

Primeira rodada de negociações, marcada para o dia 19, tratará sobre emprego, principal preocupação da categoria este ano

A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) participou na manhã desta terça-feira (11), de reunião para entrega da pauta de reivindicações da categoria bancária à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), em sua sede, em São Paulo. As pautas específicas dos trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também foram entregues.

A categoria reivindica reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real); PLR de três salários mais R$ 7.246,82; Piso: R$ 3.299,66 (baseado no salário mínimo calculado pelo Dieese em junho deste ano); Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional); defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral e fim da terceirização.

A entrega da pauta à Fenaban marca o início oficial da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2015 e já tem a primeira rodada de negociações agendada para o próximo dia 19 (quarta-feira) para tratar do tema eleito como prioridade para este ano, marcado pela crise econômica, pelos cortes nos postos de trabalho e pela ameaça da aprovação do PLC 30/15 (que permite ampliar a terceirização), o emprego.

O calendário sugerido pelo Comando Nacional dos Bancários:

19/08 - Emprego
02 e 03/09 – Saúde, condições de trabalho e segurança;
09/09 – Igualdade de oportunidades;
16/09 - Remuneração

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Minuta com reivindicações será entregue amanhã à Fenaban


Pauta foi aprovada na 17ª Conferência Nacional dos Bancários em São Paulo

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT), entregará amanhã, às 9hs, na sede da Federação dos Bancos - Fenaban (avenida Faria Lima, 1485, em São Paulo), a minuta de reivindicações da categoria da campanha 2015. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, e a vice-presidenta, Juvandia Moreira, acompanharão a entrega. 

Na mesma data, serão encaminhadas também as reivindicações específicas dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As reivindicações gerais foram definidas em votação por 667 delegados - sendo 219 mulheres e 448 homens -, durante a 17ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 31 de julho e 2 de agosto, em São Paulo. 

As reivindicações específicas da Caixa foram definidas durante o Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Federal (Conecef), entre 12 e 14 de junho, e a do Banco do Brasil no 26º. Congresso Nacional dos Funcionários do BB, na mesma data. Os dois encontros também ocorreram em São Paulo.

A pauta de reivindicações da Campanha Nacional 2015 terá como pontos centrais o reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e vales-alimentação e refeição maiores. 

"A nossa minuta continuou no formato que ela já tinha, com 129 artigos, que serão negociados exaustivamente com a Fenaban. Resulta hoje numa convenção coletiva com 68 cláusulas contratadas. Então, temos de avançar bastante ainda", afirma o presidente da Contraf-CUT.

A minuta foi analisada pelo departamento jurídico da Contraf. "Foram refeitos o formato e a linguagem. E foi submetida aos sindicatos, que efetuaram suas assembleias, segundo orientação jurídica da Contraf-CUT, para aprovação. Vamos agora fazer a entrega simbólica. E propor para a Fenaban uma negociação a partir da próxima semana. Já queremos ter o primeiro contato de negociação e estabelecer um calendário", diz Roberto von der Osten.

Para os empregados da Caixa, as principais reivindicações são a melhoria das condições de trabalho, mais contratações, fim do GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas), combate às metas abusivas e defesa da isonomia. A mobilização pelo fim do GDP foi um dos consensos do Conecef, motivo de reclamações em todo o País, principalmente, em razão de metas excessivas. "E queremos também que a Caixa faça mais contratações e melhore o atendimento à população. A Caixa tem todas as condições no momento para fazer isso", diz Sergio Takemoto, funcionário do banco e secretário de Finanças da Contraf-CUT. 

Entre as demandas específicas do Banco do Brasil estão a luta por melhorias no PCR, mais contratações, melhores condições de trabalho e fim do assédio moral. Também foi aprovada a manutenção do princípio de solidariedade na Cassi à inclusão de funcionários vindos de bancos incorporados pelo BB.

"É um momento conjuntural difícil, mas a exemplo do que propomos para o Brasil, não é hora de retrancar e sim de expandir o crédito, baixar as taxas e os juros para que a economia continue crescendo, achando uma saída que não seja de recuo e sim de desenvolvimento", diz Carlos Souza, funcionário do BB e secretário-geral da Contraf-CUT. "A categoria tem de entrar na campanha de forma ambiciosa e corajosa." 

Principais reivindicações aprovadas na 17ª. Conferência

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Denúncias de assédio moral em São Paulo aumentam 125% no mês de julho

04/08/2015



Uma campanha do Ministério Público do Trabalho de São Paulo iniciada no início de julho mais que dobrou o número de denúncias de assédio moral das empresas. De junho para julho, o aumento foi de 125%. Em todo o Brasil, são mais de 5700 inquéritos. O assédio moral pode causar danos como depressão e, em casos extremos, o suicídio.

O vídeo, que é parte da campanha do Ministério Público contra o assédio moral, mostra o chefe anuncia o funcionário eleito incompetente do mês: "continue assim sem cumprir as metas que você vai longe, vai bem longe, vai para o olho da rua", mostra a simulação.

A campanha foi paga com parte dos R$ 10 milhões da multa aplicada à Samsung, que teve que assinar um termo de ajuste de conduta do Ministério Público em dezembro do ano passado. A empresa também foi obrigada a adotar medidas para evitar o assédio moral em suas unidades.

O assédio moral ocorre quando o chefe constrange ou humilha um subordinado durante o horário de trabalho, de forma constante. A prática não é considerada crime. Uma lei federal diz respeito aos servidores públicos e as punições podem chegar à demissão.

A advogada Cristina Paranhos Omus, da Comissão de Direito Material do Trabalho da OAB-SP, explica que o restante dos trabalhadores está protegido por outras leis que podem ser acionadas numa ação de danos morais. "A gente tem leis genéricas, mas que protegem a honra não fala especificamente de moral, mas a honra, o nome e todo aquele rol de patrimônio moral que cada cidadão, cada empregado tem quando a gente está falando de relações de emprego", diz.

Segundo procurador do trabalho Marcelo Costa, o Ministério Público pode atuar quando o assédio contamina mais de uma pessoa na empresa, acarretando em ambientes de desrespeito. "Toda vez que o empregador ou seu preposto pretende dar um recado, ele pode estar dirigindo aquele assédio ou aquela conduta ofensiva, ou aquelas ofensas pra determinado trabalhador, mas todos os outros estão presenciando isso. As empresas podem estabelecer uma série de condutas empresariais para fiscalizar isso", afirma.

Fonte: Agência Brasil