quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Bancários do HSBC recebem aviso de encerramento dos planos de previdência privada e seguros

Os trabalhadores terão a opção de escolha para transferir para planos do Bradesco Vida

05/09/2016
Os trabalhadores do HSBC receberam, na semana passada, um comunicado do banco de encerramento dos planos de previdência e de seguro, devido a venda das operações no Brasil para o Bradesco. A partir de 1 de outubro, a empresa deixará de realizar contribuição em seu plano de previdência privada. Os descontos das contribuições dos bancários, realizadas via folha de pagamento, também param em outubro, inclusive para a Previdência Corporativa Voluntária.
As contribuições realizadas até o momento pela instituição financeira serão integralmente liberadas a partir de 1 de novembro: os trabalhadores poderão escolher entre 5 opções: manter o plano atual sem realizar novas contribuições; manter suas contribuições individuais no plano atual como autopatrocinado, por meio de débito em conta corrente; solicitar a concessão do benefício de acordo com as regras estabelecidas no plano; solicitar portabilidade dos recursos para outro plano de previdência da Bradesco Vida e Previdência ou outra entidade de sua preferência ou solicitar o regate, observando a alíquota de tributação de acordo com seu regimento tributário.
A decisão pelas duas primeiras opções não impede que, posteriormente, o participante escolha uma das outras alternativas. Nessas duas primeiras opções também o saldo continuará sendo atualizado pelo índice de rentabilidade do fundo de investimento vinculado ao plano conforme suas regras.
Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT, explicou que após uma análise, os novos planos são as melhores opções. “Por ser 5x4, o banco contribui com 5% e o bancário 4%. É melhor do que se tinha no HSBC. Mas, a opção é pessoal e cada trabalhador deve decidir o que é melhor para si. No caso de resgate, incidirá Imposto de Renda sobre o valor.”
No caso do seguro, a vigência será encerrada em 31 de outubro e o último desconto na folha de pagamento será em setembro. Os trabalhadores receberão, a partir de 8 de setembro, um kit de boas-vindas com cartões e as opções de plano.
Fonte: Contraf-CUT

Greve começa forte e Fenaban chama negociação, que acontecerá nesta sexta-feira 09/09/2016 às 11h00m em São Paulo

Na base da Federação, os bancários cruzaram os braços em 1.298 postos de trabalho; nacionalmente foram 7.359. Negociação com a representante dos bancos será nesta sexta-feira (9), em São Paulo

Começou forte a Greve Nacional dos Bancários, que teve início nesta terça-feira (06), paralisando agências de todo o país, contra a proposta rebaixada apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na base da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), sindicatos de Andradina, Araçatuba, Campinas, Franca, Guaratinguetá, Jaú, Marília, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santos, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Tupã, Votuporanga, Corumbá (MS) e Três Lagoas (MS) paralisaram 1.298 postos de trabalho; nacionalmente foram 7.359, entre agências, centros administrativos, Central de Atendimento (CABB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), evidenciando a mobilização e união da categoria em torno da luta por melhores condições de trabalho. Diante da força da mobilização, a Fenaban chamou uma nova rodada de negociação, que acontecerá nesta sexta-feira (09), às 11h, em São Paulo.

A paralisação da categoria é uma resposta à proposta de reajuste apresentada pela Fenaban no último dia 29, que prevê índice de 6,5%, abaixo da inflação de 9,57%, que imporia aos bancários uma perda de 2,8%, e abono de R$ 3 mil, e que seguirá por tempo indeterminado até que a Fenaban resolva apresentar proposta com índice digno e que atenda às necessidades da categoria.

“A greve dos bancários começou bastante forte, com os trabalhadores engajados e dando o recado de que não aceitaram a proposta rebaixada da Fenaban, que em função da grande mobilização, chamou o Comando Nacional dos Bancários de volta à mesa para negociar. Isso tudo é muito positivo, porém, o momento agora é de intensificar as paralisações, ampliando a greve, mostrando a resistência da categoria e sinalizando que só irá arrefecer quando vier uma proposta digna”, avalia Jeferson Boava, vice-presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS).

Principais reivindicações 

As principais reivindicações da categoria são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização e melhores condições de trabalho, com destaque para a defesa do emprego e também das empresas públicas.

GREVE A PARTIR DA ZERO HORAS DO DIA 12/09/2016.

AVISO DE GREVE



SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE PRESIDENTE VENCESLAU E REGIÃO, por seu Presidente, para cumprimento das exigências contidas na Lei nº 7.783/89, avisa a todas as Instituições Financeiras públicas e privadas, usuários de seus serviços e a população em geral, que os empregados pertencentes à categoria bancária, em assembleia realizada em 05/09/2016 deliberaram em paralisar suas atividades a partir da 00h00 do próximo dia 12/09/2016 por prazo indeterminado.


Presidente Venceslau-SP, 06 de setembro de 2016.



SIDNEI DE PAULA CORRAL
Presidente

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Proposta da Fenaban não contempla expectativa dos bancários

29/08/2016




Frustração. Esse é a palavra que define o sentimento dos representantes dos trabalhadores da categoria bancária, diante da proposta apresentada na manhã desta segunda-feira (29), pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante reunião de negociação ocorrida no Hotel Maksoud, em São Paulo.

A proposta apresentada pela Fenaban, que prevê um índice de 6,5% para salários e vales e demais verbas, mais abono de R$3 mil, mantendo modelo de PLR do ano passado, abrange apenas algumas cláusulas econômicas, mas não avança nas sociais. Os eixos Emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades, que são prioridades da minuta para contemplar as necessidades dos trabalhadores, continuam sendo ignorados pelos bancos.

“A proposta apresentada pela Fenaban não atendeu a categoria sequer na reposição da inflação e ainda não trouxe nenhum outro avanço na pauta de reivindicações. Importante destacar que com a previsão da inflação de 9,55% no período, essa proposta nos impõe uma perda de 2,80% na recomposição do nosso salário”, avalia Jeferson Boava, vice-presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS).

Cobrada sobre os temas não apresentados, os bancos se comprometeram a debater sobre os pontos negligenciados, amanhã (30), às 14h.

Assembleias 

Diante desta situação, a Federação orienta os sindicatos a submeter a proposta apresentada em assembleia até o dia 02 de setembro com indicativo de greve a partir das 0h00 do dia 06.
 


Assessoria de Comunicação
Federação dos Bancários de SP e MS

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Juro? Não. Banco quer reforma trabalhista
24/08/2016




A mudança foi percebida pelo setor privado já nas primeiras semanas do governo interino de Michel Temer. Ministros, secretários e até o presidente interino mostravam disposição em dialogar com executivos, empresários e banqueiros para a formulação de novas políticas. O cenário destoava daquele vivenciado no governo da antecessora, Dilma Rousseff, que muitas vezes chamava ao seu gabinete alguns desses empresários e banqueiros para dizer a eles como "ela achava que eles deveriam gerir seus negócios", segundo um deles. Alguns dos assuntos tratados nessas conversas com a nova equipe ­ ainda interina ­ são mais do que sabidos: ajuste fiscal, retomada de concessões e privatizações (e o desafio de financiá-las), câmbio, previdência.

O que nem todo mundo sabe é que na pauta de alguns dos principais bancos brasileiros não está a taxa de juro elevada, que ainda hoje é vista por algumas alas, especialmente à esquerda, como benéfica à banca. Um dos assuntos que mais têm dado dor de cabeça às instituições financeiras é o trabalhista. Em um grande banco do país, o número de ações trabalhistas corresponde a três quartos do total de funcionários e a Justiça tem sido solidária aos assalariados que enfrentam os gigantes e lucrativos bancos. Sem entrar no mérito (não tenho competência para isso), o que vale registrar é a mudança de postura da banca. Cansados de brigar nos tribunais, as instituições financeiras passaram a trabalhar ativamente na proposição de mudanças na legislação atual. Com o crescimento da taxa de desemprego nacional para 11,3%, alcançando 12,2% em São Paulo, onde estão sediadas algumas das maiores instituições, imagina -­se que seja mais fácil aprovar uma reforma. A terceirização, prevista no Projeto de Lei 4.330, aprovado em abril do ano passado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, é uma das bandeiras dos bancos.

Outra é a permissão para que acordos definidos em convenção prevaleçam sobre a legislação. Atual ministro é tido como "fraco" para executar a tarefa.
Trata-se de uma equação difícil, em que o governo Temer, passado o impeachment, terá de atuar com destreza. Por um lado, é necessário reduzir a burocracia e modernizar as leis trabalhistas (a CLT é de 1940); por outro, não se pode deixar de garantir alguns direitos e benefícios, em se tratando de um país como o Brasil, com tamanha desigualdade econômico-social. Por ser uma tarefa tão complexa, um dirigente de banco acredita que ela não poderá ser encabeçada pelo atual ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que se elegeu deputado federal pelo PTB­RS e que foi empossado no ministério em maio deste ano. Nas palavras de mais de um executivo do setor financeiro, Nogueira é um bom sujeito, mas "fraco". Juntamente com o atual ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP­PR), é um forte candidato a ser substituído na reforma ministerial que Temer deverá fazer, passado o impeachment. A reforma, aliás, preocupa a banca. Executivos do setor entendem que Temer teve de ceder para que o impeachment de Dilma avançasse no Congresso, mas ressaltam que ele também deverá ter de ceder se quiser aprovar importantes reformas, entre elas a trabalhista e a previdenciária. "Essas duas reformas são muitas vezes tratadas de forma isolada, mas precisam caminhar juntas", explica um executivo, ressaltando que se o governo quer ampliar a idade mínima de aposentadoria, terá de dar espaço para a criação de empregos para trabalhadores com mais de 50 anos. Segundo a pesquisa Pnad contínua, divulgada pelo IBGE na semana passada, a taxa de desemprego na faixa de 40 a 59 anos subiu 43%, de 4,4% para 6,3%, entre o segundo trimestre do ano passado e o mesmo período deste ano. Em entrevista ao Valor, o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo, informou que o desemprego entre os mais velhos estimula a entrada dos mais jovens no mercado para compor a renda da família. Empresas têm demitido funcionários mais velhos por várias razões: para substitui-los por jovens com salários menores, para reduzir custos de planos de saúde e também para atrair funcionários mais novos com domínio de novas tecnologias. Se a idade mínima de aposentadoria subir a 65 anos (homens) e a 60 ou 62 (mulheres), será preciso dar condições para que trabalhadores entre 50 e 65 anos encontrem emprego. Na reforma da Previdência, será também necessário ter regras que contemplem a desigualdade regional do país. De acordo com os mais recentes dados, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer é de 75,44 anos. Em 2014, entretanto, Santa Catarina registrava uma expectativa de 78,4 anos e São Paulo, de 77,5 anos, enquanto no Maranhão ela era de 70 anos, no Piauí, de 70,7 e em Alagoas, de 70,8 anos. Está na cara que a mesma regra não pode ser aplicada a todo o país, indistintamente. Caso contrário, o trabalhador de estados do Norte e Nordeste estará subsidiando a aposentadoria dos trabalhadores do Sul e Sudeste, que têm expectativa de vida mais alta.

Já que o governo vem conversando ativamente com os bancos, seria interessante que também se aprofundasse nas razões pelas quais o mercado secundário de papéis de dívida (como debêntures) não decola no país ­ e que agisse para corrigir a anomalia. Por questões tributárias e jurídicas, bancos têm fornecido crédito para as empresas via emissão de debêntures. O banco coordena a emissão e fica com todos os papéis em sua carteira. Há casos em que a instituição cria modelos matemáticos para que essas debêntures sejam efetivamente marcadas a mercado segundo os critérios de classificação do Banco Central para empréstimos ­ dependendo da nota, de A a H, há uma provisão mínima. Mas há situações em que o banco simplesmente marca a mercado o papel de acordo com preços referenciais disponíveis. Um papel sem liquidez, em momentos de dificuldades de tantas empresas, não tem seu valor de mercado refletido em preços de referência. Para a devida transparência, é preciso que se resolva de uma vez por todas a questão da liquidez das debêntures. Evitar que empréstimos sejam travestidos de emissões pode ser um primeiro passo.

Raquel Balarin é diretora de Conteúdo e Negócios Digitais.

Fonte: Por Raquel Balarin raquel.balarin@valor.com.br -  Valor Econômico
Texto disponível no site: www.feeb-spms.org.br




Fonte:
Federação dos Bancários de SP e MS
(11) 3116 7070
www.feeb-spms.org.br
www.twitter.com/BancariosSPMS
www.fb.com/BancariosSPMS
Devolutiva da Fenaban não sinaliza avanços: bancários querem proposta decente no dia 29
24/08/2016

Movimento sindical espera proposta digna na próxima rodada, marcada para o dia 29

Encerrou no início da tarde desta quarta-feira (24), a terceira rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2016, que reuniu o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Após duas rodadas de negociação, nas quais os representantes dos trabalhadores expuseram os principais pontos da minuta de reivindicação da categoria bancária, composta por 128 artigos, hoje foi a vez da Fenaban apresentar sua avaliação sobre as reivindicações prioritárias e realizar a defesa da posição dos bancos.

Marcada pela intransigência, a exposição dos banqueiros, que abordou entre os eixos da minuta, os temas: remuneração, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho, agências digitais, entre outros, não apresentou qualquer indício de avanço nas cláusulas sociais ou mudança no modelo de PLR.
Dentre outros argumentos, os representantes dos bancos insistiram que não são o setor mais rentável da economia, que os bancários possuem salários maiores do que a média nacional e que a categoria possui a melhor Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que a rotatividade do setor bancário só não é maior do que a do setor público, entre outras falácias.

O movimento sindical espera e irá exigir uma proposta global concreta para a próxima reunião que está marcada para a próxima segunda-feira (29).

“A Fenaban não deu a devida importância para os temas prioritários apresentados, como aumento real, valorização do piso, condições de trabalho e segurança. Isso nos dá um indicativo da importância de mobilizar os bancários nas bases, para que seja possível avançar nas propostas que serão apresentadas no dia 29”, avalia Jeferson Boava, vice-presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) e membro do Comando Nacional dos Bancários.

Texto disponível no site: www.feeb-spms.org.br


 
Fonte:
Federação dos Bancários de SP e MS
(11) 3116 7070
www.feeb-spms.org.br
www.twitter.com/BancariosSPMS
www.fb.com/BancariosSPMS

terça-feira, 16 de agosto de 2016


Lucro dos bancos volta a crescer 

15/08/2016
Quatro maiores bancos lucraram juntos R$ 13,46 bilhões de abril a junho. Valor de mercado atingiu maior valor da série da Economática

O lucro dos maiores bancos brasileiros com ações negociadas em bolsa voltou a crescer entre abril e junho deste ano, após três trimestres seguidos de queda, segundo dados divulgados na sexta-feira (12) pela provedora de informações financeiras Economatica.

Juntos, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander lucraram R$ 13,46 bilhões no segundo trimestre de 2016 – nos três meses anteriores, o ganho havia sido de R$ 12,877 bilhões.

Apesar da recuperação frente aos trimestres anteriores, o lucro líquido ficou abaixo dos R$ 17,346 bilhões do mesmo período de 2015, quando foi recorde.

Entre os bancos, o Itaú obteve o melhor resultado no segundo trimestre de 2016, com R$ 5,51 bilhões, seguido pelo Bradesco com R$ 4,13 bilhões.

O Banco do Brasil registra o terceiro melhor resultado com R$ 2,46 bilhões e o Santander aparece logo depois, com R$ 1,34 bilhões. Todos os quatro tiveram alta no lucro em relação aos três meses anteriores.

Valor de mercado


Os quatro bancos alcançaram, no dia 11 de agosto, o maior valor de mercado desde dezembro de 2006, início da série da Economatica. Juntas, as ações do BB, Itaú, Bradesco e Santander valiam quase meio trilhão de reais ao final do pregão. O número representa uma alta de R$ 150,9 bilhões, ou 43,26%, em relação aos R$ 348,9 bilhões em valor de mercado registrados pelos quatro bancos somados ao final de 2015, de R$ 348,9 bilhões.

Fonte: G1 - Feeb SP/MS