terça-feira, 4 de julho de 2017

Votação da reforma trabalhista no plenário do Senado será na próxima semana

04/07/2017





O texto que será votado no plenário muda mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
 (Alessandra Azevedo)

A votação da reforma trabalhista no plenário do Senado Federal ficará para a semana que vem, afirmou nesta segunda-feira (3/7) o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR).

A expectativa inicial do governo era de que o assunto já fosse colocado em pauta pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), esta semana, para não correr o risco de esbarrar no recesso parlamentar, que começa daqui a duas semanas, em 18 de julho.

O requerimento de urgência deve ser votado nesta terça-feira (4/7) no plenário, após a ordem do dia, o que significa que o mérito já poderia ser votado na quarta-feira. A oposição, no entanto, não gostou da ideia de apressar o andamento, e sugeriu que só aceitaria a votação na semana que vem. “Meu compromisso com a Casa é de votar até 10 ou 12 de julho. Vou seguir o regimento e respeitar a oposição”, disse Eunício na última sexta-feira (30/6).

Quem define o calendário de votação é o presidente da Casa, mas a liderança do governo garantiu que está disposta a debater a matéria até “exaurir o debate”. “Não vamos atropelar. Não há nenhuma intenção de passar o trator em cima da oposição”, garantiu Jucá. O intuito, segundo o senador, é discutir a matéria do plenário. “Se a gente puder construir um clima para ter um debate civilizado em que todos possam falar, acho que é o melhor para o Senado e para o país.”

O governo continua otimista quanto ao placar. “Acho que vamos votar e aprovar com extensa maioria. Mas depende da presença dos senadores e senadoras”, avaliou Jucá.

Etapas
O texto que será votado no plenário muda mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A maioria deles foi inserida pelo relator, Rogério Marinho (PSDB-RN), na Câmara, e aprovado na Casa em abril, com 296 votos favoráveis e 117 contrários.

Em seguida, a matéria foi avaliada por três comissões do Senado Federal — de Assuntos Econômicos (CAE), Assuntos Sociais (CAS) e Constituição e Justiça (CCJ). Na CAE e na CCJ, os pareceres dos relatores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Romero Jucá foram aprovados. Já na CAS, cuja relatoria também foi de Ferraço, o parecer foi rejeitado pela maioria.

O plenário decidirá qual dos três pareceres será votado. A expectativa do governo é que seja o primeiro. “Essa é uma definição que será tomada na hora pelo Eunício, mas o governo vai defender que seja essa do Ferraço, da CAE”, disse Jucá.

No relatório preferido pela base, o senador sugeriu seis pontos que deveriam, na opinião dele, ser mudados pelo Executivo por meio de veto presidencial ou medida provisória (MP), para não atrasar o andamento da matéria no Congresso Nacional. Se as alterações fossem feitas no Senado, o texto precisaria voltar para a Câmara.

Entre os pontos polêmicos, estão a jornada intermitente (prestação de serviços de forma descontínua, por dia ou hora, por exemplo) e o afastamento de gestantes e lactantes de ambientes insalubres, que, pelo texto aprovado nas comissões, só ocorrerá se o grau de insalubridade for “máximo”. Atualmente, elas são afastadas de quaisquer atividades em locais insalubres.

Uma das preocupações dos senadores é que o presidente Michel Temer não cumpra o acordado. Para tranquilizar os parlamentares, na votação na CCJ, na semana passada, Temer enviou uma carta para o colegiado se comprometendo com as alterações. Segundo Jucá, que explicitou os pontos que estão em avaliação, o contrato de trabalho intermitente terá quarentena de 18 meses para eventual migração de trabalhadores que são contratados por contratos indeterminados.

Além disso, o governo afirmou que a multa de 50% aplicada em caso de falta do trabalhador será anulada. Jucá garantiu também que o trabalho de lactantes e gestantes em local insalubre será vedado. O líder do governo disse que o trabalho, nesses casos, será possível “de forma excepcional, somente mediante apresentação de atestado médico por médico do trabalho”.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 27 de junho de 2017

Crise amplia afastamento do trabalho por ansiedade

Pressão pelo cumprimento de metas e más-condições de trabalho colocam os bancários entre os mais afetados pela doença

Vicente Mendonça
Vicente Mendonça
As concessões de auxílio-doença por transtornos de ansiedade cresceram 17% em quatro anos -de 22,6 mil, em 2012, para 26,5 mil, em 2016, segundo dados da Secretaria de Previdência. No período, a União pagou R$ 1,3 bilhão aos usuários afastados do trabalho.
Duas em cada dez pessoas são afastadas do trabalho por medo do futuro, palpitações, insônia, falta de ar, sensação de paralisia, sintomas de ansiedade. A doença já é a segunda maior causa de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, categoria que também abrange depressão, esquizofrenia e problemas relacionados ao uso de drogas. Fica atrás apenas da depressão, que responde por três em cada dez concessões do benefício.
Especialistas apontam a crise econômica, entre os fatores para o aumento dos afastamentos por ansiedade.
Setor bancário
O transtorno mental é uma das principais causas de afastamentos do trabalho no setor bancário, superando os casos de LER/Dort, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em informações do INSS. Em 2013, foram 5.042 afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, totalizando 27% do total de afastamentos. Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo somam 4.589 casos e representam 24,6% das causas de afastamentos.
Os dados apontam que as condições de trabalho, principalmente nas agências bancárias, são fatores de risco para a saúde dos funcionários. A manipulação de grandes quantias de recursos por muitas horas também é uma das causas de estafa dos trabalhadores e um dos motivos que levou à redução da jornada da categoria para seis horas e à proibição da abertura dos bancos aos sábados. Um projeto que tramita no Senado visa acabar com a proibição do trabalho aos sábados (leia mais sobre o assunto).
A proporção dos casos de transtornos mentais entre os bancários é muito maior do que entre trabalhadores de outros setores no Brasil, devido a pressão e o assédio moral que sofrem pelo cumprimento de metas. Muitas vezes, os bancários somente conseguem afastamento após recorrer à Justiça para comprovar que o quadro tinha ligação com o trabalho.
Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Demissões em massa e jornada de trabalho são pauta de grupos de trabalho do Itaú

Banco envia carta aos trabalhadores com interesse em discutir tópicos da Reforma Trabalhista

Jaílton Garcia
Jaílton Garcia
Funcionários do Banco Itaú se reuniram, na quarta-feira (7), no Hotel Braston, em São Paulo, para debater os assuntos que envolvem a classe trabalhadora diante da conjuntura política e econômica atual. Os trabalhadores se dividiram em três grupos para definir estratégias sobre emprego, saúde e condição de trabalho e impactos das novas tecnologias.
O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, iniciou o debate ao reafirmar a importância da luta pelo emprego. “Temos um desafio, nossa COE (Comissão de Organização dos Empregados) vai começar a fazer o debate do centro de realocação e qualificação. É uma tentativa para evitar que o banco continue fazendo o que ele faz hoje. Quando um setor evolui tecnologicamente e as pessoas não tem conhecimento, o banco demite os trabalhadores para contratar novos. Estamos tentando a recolocação ou qualificação das pessoas para que possam permanecer no emprego. Nossa luta é por emprego.”
O grupo de trabalho aproveitou a carta enviada pelo Banco Itaú a todos os trabalhadores, no dia 19 de abril, para apresentar novas propostas a serem utilizadas nas próximas negociações. Na carta, o banco manifesta interesse na discussão sobre jornada de trabalho, bem como finais de semana, escalas de folga, intervalo de descanso e refeição, intervalo mulher e jornada flexível.
Para Adriana Nalesso, presidente do Sindicato dos Bancários do RJ e uma das coordenadoras da mesa, há uma pressão do banco para colocar em pauta as mudanças da Reforma Trabalhista. “O Itaú apresentou a pauta sobre as ações coletivas e destacou que deve ser priorizado o dialogo antes do ajuizamento nas ações em andamento. ”
Na carta ainda, foram citadas questões sobre condições de trabalho como ambiente e readaptação, e o perfil do bancário de acordo com as novas tecnologias. Segundo Jair Alves, coordenador da COE do Itaú, a importância do debate é tirar uma frente de ações. “Temos que pensar numa estratégia para combater as demissões que estão acontecendo no banco ao mesmo tempo em que se discute também a Reforma Trabalhista”, afirmou.
Com os avanços tecnológicos, muitas agências se tornaram digitais e isso dificulta o acesso dos sindicatos aos locais de trabalho. “Queremos discutir a jornada de trabalho dos profissionais das agencias digitais e as condições de trabalho. Recebemos sempre vários relatos desses setores de que há excesso de jornada e adoecimento dos trabalhadores”, revelou Jair Alves.
O grupo de trabalho de Saúde do Itaú foi criado há 9 meses e discutiu pontos importantes que interferem na vida do trabalhador como: retorno ao trabalho e abertura de CAT “Já tivemos muitos avanços nos assuntos em nossas negociações com o banco e agora vamos focar na discussão da clausula 57”, explicou Jair Alves.

Fonte: Contraf

Encontro de bancos privados contribui com organização da luta dos bancários

Trabalhadores refletiram sobre questões nacionais que atingem toda a classe até as específicas de cada banco e se preparam para a resistência   



Jailton Garcia / Contraf-CUT
Os bancários do Itaú, do Santander, do Bradesco, do Mercantil e do CCB Brasil (antigo BIC Banco) concluíram no início da tarde da quinta-feira (8) seus encontros nacionais. “O Encontro Nacional dos Funcionários de Bancos Privados foi repleto de debates em um nível muito elevado. Reunimos grandes lideranças para refletir sobre o nosso futuro enquanto classe trabalhadora brasileira e também sobre questões específicas de cada banco. As contribuições do Dieese e da academia ajudaram na percepção de que a conjuntura é muito difícil. Mas temos um grande trunfo: a nossa histórica unidade, a nossa famosa mobilização e a grande capacidade de luta da categoria”, disse Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltando a importância do encontro para a organização dos trabalhadores de cada um dos bancos.
O Encontro Nacional de Funcionários dos Bancos Privados começou na noite de terça-feira (6) com os bancários de todos os bancos. Na manhã do dia seguinte, novamente todos juntos, ouviram as apresentações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre os impactos que a reforma trabalhista poderá causar à classe trabalhadora e, especificamente, à categoria. O Dieese, juntamente com a Faculdade 28 de Agosto, também apresentou dados sobre o uso da tecnologia pelos bancos e as consequências desta prática sobre o emprego e as relações de trabalho. Em seguida, os coordenadores do Comando Nacional dos Bancários destacaram as estratégias da Campanha Nacional dos Bancários deste ano.
“A categoria precisa estar preparada para a resistência e, acima de tudo, para avançar nas conquistas. Por isso a Contraf-CUT entendeu, junto com o Comando Nacional dos Bancários, manter a organização dos bancos privados”, disse Carlos de Souza, secretário Geral da Contraf-CUT. “Além do mais, a ideia principal é que o sujeito estratégico do movimento sindical e das lutas sejam os bancários que vieram representar as bases”, completou o secretário Geral da Contraf-CUT.
O secretário de Organização da Contraf-CUT, Carlindo Dias (Abelha), também destacou a importância dos encontros para a organização da categoria em uma conjuntura adversa, como a que estamos vivendo. “Estamos vivendo um momento muito difícil, com reformas muito prejudiciais aos trabalhadores em tramitação no Congresso Nacional. Além disso, a tecnologia já está afetando diretamente nosso trabalho. Esses encontros são muito importantes para podermos preparar nossa pauta de reivindicações, vermos quais os problemas nos afetam e como conseguimos mobilizar a categoria para que possamos fazer uma negociação de igual para igual com o banco, com o apoio de todos os funcionários”, ressaltou.
Para o presidente da Contraf-CUT, ficou claro que não os bancários não querem reformas que mutilem seus direitos e as relações de trabalho e vão lutar para impedir os ataques do governo Temer e do empresariado. “Queremos ‘reformas do bem’, como as reformas agrária, tributária, política, a democratização da mídia, a regulamentação do sistema financeiro, e tantas outras reformas populares que o povo trabalhador brasileiro precisa. Isso poderá ser conquistado se os bancários se unirem, igual a 1985 quando a maior greve da nossa história ajudou a encerrar a ditadura civil militar. E juntos com os trabalhadores de todas as outras categorias construirmos a Greve Geral”, concluiu o presidente da Contraf-CUT.
Homenagem
Os bancários de todos os bancos homenagearam Sebastião Geraldo Cardozo, o Tião, falecido no dia 31 de março, vítima de infarto fulminante.
Tião era vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT/SP). Antes havia sido presidente do Sindicato dos Bancários de Araraquara por dois mandatos (1987-1990 e 1993-1996) e da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (FETEC-CUT/SP) por três gestões (2001-2009). Tião assumiu a presidência da CUT-SP em janeiro de 2009 e conduziu o processo de transição até a realização do 12º CECUT, quando foi eleito secretário Geral da CUT/SP para a gestão 2009/2012. No 13º CECUT, foi reeleito ao mesmo cargo e, no 14º CECUT, foi eleito à vice-presidência da CUT-SP para a gestão 2015-2019.
Fonte: Contraf-CUT

Reajuste dos financiários em 2017 será de 4,38%

20/06/2017

 

PLR seguirá mesmo índice e será paga até 30 de setembro



4,38%. Esse será o índice do reajuste salarial dos financiários este ano. O índice é composto pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de junho de 2016 a maio de 2017, que foi de 3,35%, acrescido de 1% de aumento real, totalizando o acumuldo de 4,38%. A PLR será reajustado pelo mesmo índice. O reajuste foi conquistado na Campanha de 2016, garantido por acordo de dois anos, cujo objetivo era assegurar aumento real em um cenário de instabilidade política e econômica.

PLR até 30 de setembro

O pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) ocorrerá até o dia 30 de setembro. A Cláusula IV da Convenção Coletiva de Trabalho Aditiva 2016/2018, que trata das financeiras que possuem programas próprios de PLR e pagam a antecipação desses programas juntamente com o adiantamento estabelecido na CCT Aditiva PLR precisou ser retificada. A mudança teve de ser feita para adequar a data de 30 de junho para 30 de setembro, pois o pagamento está condicionado à divulgação do seu balanço semestral.

O texto corrigido passa a ter a seguinte redação: “Parágrafo Único: Até o dia 30/09/2017, as empresas representadas pelo SINDICATO DE EMPREGADORES efetuarão um pagamento de R$ 1.490,57 (hum mil, quatrocentos e noventa reais e cinquenta e sete centavos), reajustado em 01/06/2017 pelo INPC/IBGE acumulado de junho de 2016 a maio de 2017, acrescido de aumento real de 1% (um por cento), referente ao adiantamento do valor fixo constante no caput desta cláusula”.

As demais cláusulas permanecem inalteradas.

Com informações da Contraf-CUT

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Frente Parlamentar em defesa dos Bancos Públicos é lançada nesta terça-feira, em Brasília

13/06/2017



Presentes também puderam participar de seminário que debateu a importância estratégica dos bancos públicos no financiamento de projetos de desenvolvimento do país


Nesta terça-feira (13), ocorreu em Brasília (DF), evento de Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, no auditório da Interlegis, do Senado Federal. A abertura do lançamento contou com o Seminário em Defesa dos Bancos Públicos, que discutiu “estratégias para financiar o desenvolvimento”, evidenciando a importância destas instituições no financiamento de projetos que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país.

Iniciativa do senador Lindbergh Farias (PT/RJ), a Frente Parlamentar será composta por deputados federais e senadores de diversos partidos e terá como objetivo, debater questões que dizem respeito aos bancos públicos, ampliando o debate e o envolvimento da sociedade, além de articular no Congresso Nacional formas de vetar projetos que ameacem a continuidade destas instituições financeiras públicas (como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), como patrimônios nacionais e que promovam seu sucateamento, entre outras medidas necessárias à defesa destas empresas que possuem importante papel no desenvolvimento do país.

O Secretário Geral da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), Reginaldo Breda representou a entidade no evento e avaliou: “É de grande importância para a categoria bancária e para o país, a instituição de uma Frente Parlamentar voltada para a defesa dos bancos públicos, importante que tenhamos parlamentares comprometidos em falar em favor destas instituições públicas e importante também que haja a defesa de empresas que fomentam o desenvolvimento do país e possuem um importante papel social”, declarou.