quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A greve chega, nesta quinta-feira 13, ao 17º dia de mobilização


Histórico - Os bancários estão em greve desde 27 de setembro porque, após um mês e meio e cinco rodadas de negociação, receberam como proposta do setor patronal aumento real de apenas 0,56%. Além de oferecer baixo reajuste salarial, disseram não às demais reivindicações: não à valorização nos pisos, não à participação maior nos lucros e resultados (PLR), não à melhoria nas condições de trabalho, não à segurança, não à saúde e não para mais contratações – o que permitiria melhorar o atendimento nas agências e reduziria o ritmo estressante de trabalho.

Dados da Categoria – Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São 484 mil bancários no Brasil, sendo 135 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A data-base da categoria é primeiro de setembro.

Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quinta

Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloApós 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações. 

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

A greve, que já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, foi deflagrada no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, o que significa apenas 0,56% de aumento real. 

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, segurança contra assaltos e sequestros, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina. No entanto pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, mas pagam bônus milionários para seus altos executivos, os maiores do continente", aponta Cordeiro. Conforme pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT, o salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo que o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar até 400 vezes mais que o piso da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Reunião do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 11 de outubro de 2011





TODOS À ASSEMBLÉIA DIA 13 (quinta-feira) ÀS 08h DA MANHÃ!!

FOLHAS DE CHEQUE DEVERÃO TER DATA DE IMPRESSÃO

As folhas de cheque deverão ter data de impressão, a partir do próximo dia 28, lembrou o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça e o Banco Central (BC), durante a divulgação do terceiro Boletim Consumo e Finanças. A nova regra foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em abril deste ano.
Segundo o ministério e o BC, a inclusão obrigatória da data de impressão “acrescenta mais uma informação para a avaliação de riscos no recebimento de cheques, considerando que a maioria das fraudes com folha de cheque roubado envolve formulários impressos há mais de um ano”.
Outra mudança, destaca o boletim, é que “os beneficiários de pagamento por meio de cheque, terão condições de consultar a existência de restrições sobre um determinado cheque”. Isso será possível porque os bancos deverão, a partir de 28 de abril de 2012, informar sobre a ocorrência de: sustação ou revogação, incluindo aquelas de caráter provisório, sendo que tal condição deve ser explicitada; envio de talão de cheque ao domicílio do correntista cujo desbloqueio não tenha sido realizado; cancelamento pela instituição sacada; bloqueio judicial; roubo, furto, extravio ou destruição durante o processo de compensação; e conta encerrada e encerramento de contrato entre cooperativa de crédito e instituição financeira prestadora do serviço de compensação, em se tratando de cheques sacados contra a cooperativa.
Em caso de problemas no uso de cheques, o ministério e o BC orientam que, primeiramente, o cliente deve recorrer à sua agência ou procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da instituição com a qual mantém relacionamento. Em último caso, deve recorrer à Ouvidoria da instituição. Se mesmo assim a solução apresentada não for satisfatória, poderá encaminhar demanda para o BC ou para os órgãos de defesa do consumidor.

Fonte: DCI

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fraude em conta bancária é o crime eletrônico mais comum


Fecomercio-SP revela em pesquisa que o desvio de dinheiro da conta bancária atinge 24,71% de 300 mil famílias paulistanas que já foram vítimas de algum crime virtual
10 de outubro de 2011 | 10h 35
SÃO PAULO - Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) revela que 300 mil famílias paulistanas têm ao menos um integrante que já foi vítima de crime eletrônico. A fraude mais comum é o desvio de dinheiro da conta bancária, atingindo quase um quarto, ou  24,71%, dessas vítimas.
Em seguida, aparecem clonagem de páginas pessoais em sites de relacionamento e a não entrega de produtos comprados, ambas infrações com 15,29% das ocorrências. A Pesquisa sobre Hábitos dos Paulistanos na Internet, realizada em maio com 1.000 entrevistados, será divulgada nesta segunda-feira, 10, durante o 3º Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Proteção, em São Paulo.
De acordo com o levantamento, compras indevidas creditadas em cartões de crédito já prejudicaram 14,12% das vítimas de crimes eletrônicos, enquanto o uso indevido de dados pessoais atingiram 12,94%, a clonagem de cartão, 7,06%, e as compras em lojas que não existem, 2,35%. Na divisão por gênero,  9,72% da população masculina afirma ter sido vítima de infrações eletrônicas, enquanto 7,28% das mulheres já se viram na mesma situação. Apenas 37,65% das vítimas registraram queixa na polícia, informou a entidade.
O crime eletrônico afasta o consumidor do e-commerce, mas em proporção menor do que a registrada no ano passado. De acordo com o levantamento, 29,41% das vítimas não voltam a realizar compras pela internet. Esse número é 5,01 pontos porcentuais menor que o da pesquisa de 2010. "O dado demonstra que os paulistanos estão aprendendo com os erros e procurando se proteger ao invés de simplesmente abandonar as vantagens oferecidas pela internet", interpreta a Fecomercio-SP. O total de pessoas que usa antivírus, no entanto, caiu de 79,45% para 76,85%.
O medo de fraudes é justamente o que mais afasta o consumidor do e-commerce: 52,69% o citam como razão para não aderir às compras pela web. Esse nível, porém, é menor que o registrado em 2010, quando 63,74% dos pesquisados apontaram o medo de fraudes como o principal motivo. A necessidade de ver pessoalmente o produto antes da compra é lembrada por 23,15% das pessoas e o preço final da compra (produto mais frete), por 17,66%.
A pesquisa mostra que mais da metade dos paulistanos (51,5%) recorrem a compras pela internet, principalmente por conta da praticidade, motivo relacionado por 54,46% dos internautas - 8,84 pontos porcentuais acima do registrado em 2010. Preço é uma vantagem apontada por 27,52% (ante 30,28% em 2010) e confiança, por 16,47% (ante 23,31%).
Os consumidores reclamam da falta de informações claras e precisas a respeito dos produtos e serviços oferecidos - 43,51% dos paulistanos consultados estão insatisfeitos com os dados fornecidos, número 8,35 pontos porcentuais maior que o registrado em 2010.
Redes sociais
De cada dez moradores de São Paulo, oito estão nas redes sociais, mostra a Pesquisa sobre Hábitos dos Paulistanos na Internet, realizada em maio com 1.000 entrevistados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Segundo o levantamento, cerca de 9,35 milhões de pessoas, ou 82,73% dos moradores da capital paulista, fazem parte de ao menos uma rede social. Entre as pessoas com mais de 18 anos e menos de 35, o total é ainda maior, chegando a 89,54%, enquanto entre aqueles que têm entre 35 e 70 anos o total saltou de 61,05% em 2010 para 73,27% neste ano.
O Orkut segue como a rede social mais comum, com 74,91% de penetração, mas o site que pertence à empresa Google vem perdendo espaço, pois no ano passado sua popularidade chegava a 82,08%. Quem vem ganhando terreno é o Facebook, que registra 30,06 pontos porcentuais de aumento de uma pesquisa para outra, atingindo agora 54,04% da população paulistana. O Twitter é usado por 19,06% e o MSN, por 66,10%.
Fonte: Wladimir D'Andrade, da Agência Estado

Banqueiros usam greve para excluir clientes de baixa renda

É a maior manifestação da categoria dos últimos anos, se confirma a estratégia dos banqueiros de discriminar as populações de baixa renda, ao se aproveitar da greve para induzi-las a serem atendidas pelos correspondentes bancários.

Apenas 43% dos brasileiros adultos são bancarizados, como apontou o estudo da Felaban (Federação Latino-Americana de Bancos). Dito de outra forma: é preciso bancarizar 57% da população, composta, sobretudo, pela baixa renda.Mas para bancarizar esse enorme contingente de população os banqueiros brasileiros deveriam investir em mais agências e na contratação de mais pessoal. E, principalmente, negociar com responsabilidade as reivindicações salariais dos bancários. Preferem, infelizmente, excluir as populações de baixa renda que chegam ao mercado de consumo, com a renda ampliada pelas recentes políticas econômicas.A indiferença dos banqueiros em não negociar com os bancários, em manter uma proposta de reajuste de apenas 8%, que é uma provocação diante dos lucros de aproximadamente 30 bilhões de reais no primeiro semestre, se explica pela exclusão sistemática dos correntistas populares do sistema bancário.Para os correntistas da base da pirâmide, os aposentados e pensionistas, sobram apenas os correspondentes bancários. Uma improvisação que joga para fora do sistema financeiro grandes contingentes de brasileiros que se tornam, assim, correntistas de segunda classe.Vamos aproveitar o movimento grevista para discutir além dos reajustes que a categoria reivindica, de 12,8%, um relacionamento mais responsável entre a sociedade civil e os governos com os bancos que operam no Brasil.Não aceitamos que se criem correntistas de segunda classe para reforçar os lucros astronômicos dos bancos que só ocorrem no Brasil. A ponto de os banqueiros se sentirem, aqui, os senhores do universo, e agirem como se os bancos não tivessem funções sociais e a responsabilidade de garantir, com transparência e igualdade, independente do nível de renda dos cidadãos, acesso ao sistema financeiro.E o que mais nos preocupa é o Banco do Brasil e a Caixa, bancos públicos, terem adotado as mesmas estratégias e posicionamentos dos banqueiros privados, ditadas pela Federação dos Bancos (Fenaban).



Fonte: Seeb-Franca

Greve - Denuncie atos de constrangimento por parte de gestores

O Sindicato tem recebido denúncias de que alguns gestores estão a todo custo tentado forçar os bancários a não aderirem à greve.

Lembramos que a greve é um legítimo direito do trabalhador e que o Sindicato cumpriu todas as exigências da lei para que o Movimento esteja dentro da legalidade.


Para conhecimento, transcrevemos abaixo o que diz o artigo 6º da lei 7.783/89 (Lei de Greve) e que atentem para o parágrafo segundo do citado artigo:

Artigo 6º - São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:

I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;
II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.
§ 1º - Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.
§ 2º - É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
§ 3º - As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. 


Portanto, caso algum gerente esteja usando de algum expediente ilícito para impedir sua adesão à greve ou para forçá-lo a voltar ao trabalho, denuncie ao Sindicato através do telefone (18) 3271-3600 ou e-mail: seebpv@terra.com.br.