terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bancos ganham R$ 37,2 bilhões até setembro e lideram lucros no país

O setor bancário é o mais lucrativo do país em 2011, segundo levantamento da consultoria Economatica. Com um lucro acumulado de R$ 37,2 bilhões até setembro, as 23 empresas do setor com ações na Bolsa de Valores registraram um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado (quando tiveram ganhos de R$ 31,8 bilhões).

O segundo setor com o maior volume de lucros em 2011 é o de mineração (com R$ 29,5 bilhões).

O terceiro setor mais lucrativo é o de Petróleo e Gás, representado pela Petrobras, com R$ 28,3 bilhões.

As 335 empresas com ações na Bolsa de Valores acumulam lucro de R$ 151,1 bilhões no nove primeiros meses de 2011, uma alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Vale e Petrobras

A Vale foi a empresa mais lucrativa até setembro, ficando na frente da Petrobras. As vinte empresas com os maiores lucros no ano concentram 80,2% do total (R$ 121,3 bi).

No vermelho

Dos 25 setores listados pela Economatica, dois apresentam prejuízo nos nove primeiros meses do ano: papel e celulose e o de eletroeletrônicos.


Fonte: UOL Economia

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Protesto contra demissões em São Paulo cobra emprego do Itaú Unibanco

Os bancários paralisaram uma das principais concentrações do Itaú Unibanco: o edifício Patriarca, no centro de São Paulo. O ato, nesta quarta-feira 16, foi em resposta às 62 demissões feitas pela empresa na segunda-feira 11 e que atingiu trabalhadores da Unidade de Suporte Jurídico, inclusive pessoas com deficiência. 

De acordo com relatos de funcionários, o processo foi cruel. Grupos de pessoas eram informados em reuniões que estavam sendo dispensados por conta de uma reestruturação. Muitos foram às lágrimas. Outros chegaram a passar mal. 

"Eles nem sequer tiveram chance de procurar outra vaga por meio do centro de realocação. Um verdadeiro absurdo cometido contra os funcionários e que se contrapõe ao discurso de boa empresa que o Itaú tenta vender aqui e em outros países em que atua ou pretende atuar", afirma o diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis.

Durante a paralisação, a direção do Itaú marcou reunião com o Sindicato e a Contraf-CUT para a própria quarta-feira, na qual afirmou que se limitaria a estudar casos onde funcionários não poderiam ser demitidos, como lesionados ou que estavam iniciando férias. 

"Não aceitamos essa postura e deixamos claro ao banco que vamos ampliar a mobilização não apenas por meio de protestos, mas denunciando aos organismos internacionais - inclusive aqueles onde o banco busca certificações - as práticas antissindicais e as demissões injustificadas apenas para economizar com salários", destaca o dirigente. 

Para o diretor da Contraf-CUT e um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco, Jair Alves, "é inadmissível que os cortes ocorram num momento de cenário extremamente positivo para a empresa. Somente nos primeiros nove meses deste ano, o banco obteve lucro recorde de toda a história do sistema financeiro nacional. Foram R$ 10,9 bilhões, alta de 15,97% na comparação com o mesmo período de 2010", afirma. 

Injustificável 

Outro ponto levantado pelos representantes dos trabalhadores é o atual cenário em que vive o Itaú, entre eles pelo segundo ano consecutivo o de maior lucro líquido do sistema financeiro nacional nos primeiros nove meses e a premiação pelo Financial Times Sustainable Awards em reconhecimento às melhores políticas e práticas de sustentabilidade do setor financeiro.

"Nesse cenário seria impensável demitir qualquer trabalhador. E o pior de tudo é que o banco está contratando funcionários. Por que não reaproveitar os bancários? A única explicação que temos é que a empresa está sem comando. As gestões não se entendem e quem sofre é o funcionário. Isso tem de mudar e faremos tudo para que isso aconteça", acrescenta Daniel.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

LUCRO DE BANCOS COM SERVIÇOS E TARIFAS É DE R$38 BI ATÉ SETEMBRO

O lucro dos três maiores bancos do país com prestação de serviços e tarifas bancárias somou quase R$ 38 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, segundo dados divulgados nos balanços contábeis do Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco, referentes ao terceiro trimestre. Em relação a igual período do ano passado, quando o lucro com essas receitas chegou a R$ 34,1 bilhões, o crescimento foi 11,4%.
No caso do Banco do Brasil (BB), as receitas com prestação de serviços (cartão de crédito e débito, conta-corrente, administração de fundos e outros) e tarifas bancárias (pacote de serviços, operações de crédito, transferência de recursos e outros) chegaram a R$ 13,215 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 11,4% em relação ao ano passado. Somente as receitas com cartão de crédito e débito do BB chegaram a R$ 2,337 bilhões e com pacotes de serviços, a R$ 1,979 bilhão.
O Itaú Unibanco apresentou receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias de R$ 13,960 bilhões, de janeiro a setembro de 2011, alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O balanço do Bradesco, divulgado recentemente, mostrou que as receitas com a prestação de serviços e tarifas chegaram a R$ 10,816 bilhões no acumulado até setembro deste ano, crescimento de 12,3%.
Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), “não há grande alteração de padrão de comportamento” das receitas de prestação de serviços e tarifas. Essas receitas têm crescido ao ritmo de cerca de 14% ao ano, segundo levantamento da federação com os cinco maiores bancos e os de capital aberto, representantes de 82% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.
A explicação da Febraban é que esse ritmo de crescimento está relacionado ao aumento da inflação (6,97% em 12 meses encerrados em outubro) e à expansão dos negócios dos bancos. Segundo a entidade, o número de contas-correntes desses bancos cresceu em média 8% ao ano, nos últimos nove anos, e o de cartões de crédito, 17%.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ritmo das cooperativas na concessão de crédito é maior que o dos bancos

O cooperativismo de crédito tem apresentado desempenho de depósitos e empréstimos em ritmo mais forte do que o verificado nas instituições financeiras. "A cada dia mais pessoas se conscientizam do potencial operacional das cooperativas no desenvolvimento social e econômico nas regiões de atuação", explica o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti.
O setor tem registrado evolução contínua, segundo ele, especialmente nos momentos de maior aperto de crédito, como aconteceu em 2008 e como ocorre agora com o repique da crise financeira, que afeta principalmente os Estados Unidos e os países da Europa. Giusti diz que o crédito é a força motriz para a geração de grande parte da riqueza brasileira e que quando o acesso aos recursos está difícil no Sistema Financeiro Nacional (SFN) os produtores buscam outras alternativas. "Nesses momentos o cooperativismo evolui."
Com base em números do Banco Central (BC), Giusti disse à Agência Brasil que os depósitos nas cooperativas aumentaram 16,25% no primeiro semestre deste ano, atingindo estoque de R$ 35 bilhões, enquanto no mercado financeiro como um todo a expansão foi 5,53%. Deste dinheiro, proveniente dos associados, R$ 33 bilhões foram emprestado pelas 1.370 cooperativas de crédito do país, que hoje contam com mais de 5,1 milhões de associados. A ampliação nos créditos do setor é 10,4%, ante 9,12% na rede bancária.
"Vivemos um momento favorável para o cooperativismo, que mantém bom desempenho nas regiões Sul e Sudeste e está se consolidando em Mato Grosso e em Rondônia", diz Giusti com base nos indicadores. Ele lamenta que o mesmo não aconteça, ainda, no Norte e no Nordeste, mas acredita que a tendência é aumento da conscientização dos benefícios do sistema cooperativo também naquelas regiões, na medida em que o Serviço de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) ampliar a atuação naquelas regiões.
Segundo ele, esse é um trabalho de formação e de informação que já está sendo feito, com palestras para sensibilizar as comunidades sobre os efeitos do cooperativismo. O trabalho do Sescoop já registra resultados, como a criação de 163 postos de atendimento cooperativo no primeiro semestre deste ano, em diferentes regiões. "Temos mais de 4,7 mil postos de atendimento no país, o que se constitui na segunda maior rede de acesso a créditos do Brasil, atrás apenas do Banco do Brasil, que dispõe de 5.087 agências e postos."
De acordo com o gerente da OCB, a maior capilaridade do sistema tem sido fundamental para o aumento da atuação do cooperativismo de crédito, que hoje conta com ativos superiores a R$ 78 bilhões e ampliou seu patrimônio para 14,5 bilhões no primeiro semestre deste ano. "Somos uma parcela bem modesta", de apenas 2% do universo financeiro do país - constituído por bancos privados (43%), bancos públicos (34%) e bancos estrangeiros (21%) - "mas estamos crescendo em um ritmo mais forte que eles", destacou.
Os indicadores mostram, segundo ele, que o cooperativismo de crédito tem participação forte no desenvolvimento socioeconômico, em especial porque estimula o empreendedorismo local e auxilia na criação de oportunidades de negócio, na distribuição de renda e na inclusão financeira. Estímulo que tende a aumentar mais ainda, no seu entender, por causa da edição da Resolução 4.020 do BC, no início de setembro, que aumenta a capacidade de empréstimo das cooperativas centrais. "Isso certamente trará fortes reflexos para o crédito rural", com efeitos já na safra agrícola 2011/2012.
Fonte: Agência Brasil

Fim de ano: 60% dos brasileiros devem usar 13º salário para pagar dívidas

Seg, 07 de Novembro de 2011 17:28
Do UOL Economia, em São Paulo
Este ano, mais brasileiros pretendem usar o 13º salário para quitar dívidas já existentes, em vez de comprar presentes.
Segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (7) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), 60% dos entrevistados disseram que pretendem usar o 'salário extra' para pagar dívidas já contraídas --um aumento de 3 pontos percentuais em relação ao ano passado (57%).
De acordo com o estudo, isso aponta um maior endividamento dos consumidores, graças à redução da atividade econômica e da inflação mais elevada este ano.
Por outro lado, diminuiu o número de pessoas que pensam em gastar parte do 13º salário para comprar presentes neste fim de ano: passou de 19% em 2010 para 17% em 2011.
Para a Anefac, o movimento “demonstra maiores dificuldades e preocupações dos consumidores com os gastos neste ano”.
O levantamento ouviu 631 consumidores de todas as classes sociais.
Dívidas: cartão de crédito e cheque especial
Quase 80% dos consumidores brasileiros que pretendem utilizar os recursos do 13º salário para quitar dívidas devem utilizar o abono para zerar as pendências com o cartão de crédito e o cheque especial.
Segundo a pesquisa da Anefac, 39% dos brasileiros que vão utilizar o dinheiro para pagar dívidas destinarão o benefício para suas pendências com cartão de crédito. Frente a 2010 (38%), houve um aumento de 1 ponto percentual.
Ainda entre os consumidores que decidiram usar o 13° para pagar suas contas em atraso, 37% pretendem regularizar as dívidas com cheque especial. Na comparação anual, houve alta de 1 p.p. nesse volume

Todos os usos

Confira, abaixo, para onde irá o décimo terceiro do consumidor em 2011.
Intenção de uso do décimo terceiro
Opção
 Respostas 2011
 Respostas 2010
Pagamento de dívidas já contraídas
60%
57%
Parte para a compra de presentes
17%
19%
Poupar e aplicar parte para fazer frente às despesas de início de ano
12%
12%
Parte para a compra e reforma da casa
2%
3%
Já usaram ao longo do ano ou fizeram empréstimo de antecipação do 13º
6%
6%
Pretendem poupar parte que sobrará
3%
3%
Fonte: Anefac

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Terceirizada conquista direitos da categoria bancária. Trabalhadora prestava serviço de custódia de cheques para a Transpev. Ação movida pelo Sindicato se arrastou por 11 anos

Após 11 anos, justiça feita para uma terceirizada da extinta Transpev. Rosemeire dos Santos conseguiu ser reconhecida como bancária e receber os direitos antes negados pelo Santander, em ação movida pelo Sindicato. O valor recebido não foi divulgado pela trabalhadora.

A Transpev, que hoje não existe mais, prestava serviços terceirizados de custódia de cheques para o banco Noroeste, incorporado pelo Santander. À época, de acordo com Rosemeire, além de fazer a compensação de cheques, ela ainda era subordinada diretamente ao gerente e chegou a desempenhar outras tarefas típicas de bancário durante dois anos. A terceirizada lembra, ainda, que em um determinado período do contrato de trabalho teve os benefícios cortados pela empresa.

Em 1999, Rosemeire foi demitida. No ano seguinte, orientada pelo Sindicato, entrou com ação individual na Justiça cobrando a equiparação. “Demorou a vir o reconhecimento, mas eu sempre acreditei que daria certo e, deu. Hoje, eu digo que valeu a pena. Deus faz tudo na hora certa e essa ação que ganhei veio em boa hora”, diz a trabalhadora, contando que, com o dinheiro, vai ajudar o marido a investir em um novo trabalho.

Rosemeire incentiva os trabalhadores a entrar na Justiça e cobrar pelos direitos devidos. “Pra mim foi uma grande conquista. E isso só comprova que não devemos aceitar as imposições do banco e ficar calados. Temos de cobrar e, se o que exigimos for justo, seremos recompensados.”

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

BANCO DO BRASIL - Gastos com aprimoramento serão ressarcidos


Seg, 07 de Novembro de 2011 11:41
Funcionários do Banco do Brasil já podem solicitar reembolso até 16 de dezembro
São Paulo – Os trabalhadores já podem solicitar ao Banco do Brasil, por intermédio do Programa de Aprimoramento dos Funcionários, o reembolso com gastos em congressos, seminários, certificações, cursos, livros, periódicos, assinaturas de internet e pagamento de mensalidades do clube dos funcionários (AABBs) até o limite anual de R$ 215. O valor foi estabelecido na Campanha Nacional Unificada 2011 e o direito pode ser exercido até 16 de dezembro, devendo ser apresentados documentos que comprovem as despesas às agências e departamentos.
“O programa do banco agora é um direito registrado em acordo com os trabalhadores e vira referência para o futuro. Aumenta, assim, a proteção do programa contra tentativas de redução ou extinção no caso de mudanças na gestão da empresa que muitas vezes promove ameaças de retirada de direitos como vimos na Campanha Nacional e que só foi evitado com a nossa mobilização”, afirma Claudio Luis de Souza, diretor do Sindicato. “Com o acordo, vamos lutar sempre para manter e avançar o reembolso do programa de aprimoramento.”
Redução da trava – Outro direito que já pode ser exercido pelos escriturários é a redução, de dois anos para um ano, da trava para concorrência a comissões. A conquista também resultou da mobilização da categoria na Campanha 2011. “O banco informou que o sistema já está adaptado. Todos os trabalhadores desejam valorização profissional e a conquista ajudará parte importante dos funcionários do BB”, completa Claudio.