sexta-feira, 23 de março de 2012

BANCOS DE ANASTÁCIO TERÃO QUE INSTALAR CÂMERAS.

Agências lotéricas, agências bancárias e seus postos de serviços, sub-agências, terminais de autoatendimento e determinados caixas eletrônicos de Santo Anastácio terão que ser monitorados por câmeras de segurança a partir de meados de junho. A determinação consta na Lei 2.268, sancionada pelo prefeito Roberto Volpe (PMDB) e publicada na segunda-feira, que prevê multa que, no momento, pode ultrapassar os R$ 100 mil para o estabelecimento que deixar de cumprir a medida, ou culminar na interdição do estabelecimento financeiro. Profissionais que trabalham no setor aprovam e entendem a importância da resolução promulgada pelo Executivo. A Federação Paulista Brasileira dos Bancos (Febraban) orienta as instituições a cumprir as determinações municipais.

Fonte: O Imparcial

Avenida Paulista é palco de luta dos trabalhadores pela PLR sem IR.

Crédito: Seeb São Paulo
Seeb São PauloPara Juvandia Moreira, medida geraria mais consumo, produção e emprego 

As agências bancárias da região da Avenida Paulista permaneceram fechadas até o meio-dia desta quinta-feira 22 em adesão à campanha pela PLR sem desconto de imposto de renda. A região do coração financeiro de São Paulo tem mais de 40 agências e concentrações, onde trabalham cerca de 5 mil bancários. 

Clique aqui para ver a galeria de imagens do protesto.

A manifestação também contou com a participação de metalúrgicos, petroleiros, químicos e urbanitários, que se reuniram em frente ao prédio do Banco Central, no número 1.804 da avenida, para cobrar justiça tributária e chamar a atenção da população para a importância de isentar da tributação a participação nos lucros recebida pelos trabalhadores.

Mais consumo, produção e emprego

A campanha já havia reunido na véspera 20 mil trabalhadores que marcharam pela Rodovia Anchieta, no ABC paulista. Também na quarta-feira 21, dirigentes sindicais, entre eles o presidente da CUT, Artur Henrique, e a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, foram à Brasília cobrar do ministro da Fazenda, Guido Mantega, posição sobre a proposta dos trabalhadores que prevê a isenção total para quem recebe até R$ 8 mil de PLR e alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%, dependendo do valor recebido. 

Além disso, a PLR passaria a ser tributada separadamente do salário. Hoje o tributo incide sobre a soma do salário e PLR, o que muitas vezes eleva a faixa do trabalhador na tabela do IR.

"Estamos chamando a atenção da sociedade, do governo e do Congresso para a importância do tema. Isentar a PLR do imposto de renda não significa apenas mais dinheiro no bolso do trabalhador, mas também volume maior de recursos circulando, gerando mais consumo e consequentemente mais produção e emprego. Ou seja, significa impulsionar a economia brasileira", destacou Juvandia, durante o ato.

Apoio da categoria 

O discurso da presidenta encontra coro na categoria. "É uma medida importantíssima porque vai significar mais dinheiro em circulação no mercado", opinou um bancário do Safra.

"Concordo com a reivindicação porque não é só dinheiro no meu bolso, é mais dinheiro na economia. Não é algo que vai só me beneficiar individualmente, é um bem para toda a sociedade", disse uma bancária. 

"É injusto que a gente pague imposto pela PLR e os acionistas não", acrescentou outro bancário, referindo-se à tributação zero sobre os dividendos recebidos pelos acionistas.

Justiça tributária 

O ex-presidente da Contraf-CUT e atual secretário de Finanças da CUT, Vagner Freitas, ressaltou que a medida não é apenas justa e plausível, mas também favorável ao Brasil. "Com o não desconto do IR na PLR estamos defendendo o futuro do país", afirmou.

Vagner disse ainda que a resposta do governo deve ser favorável à classe trabalhadora. "É inegável a importância das políticas implementadas nos governos Lula e agora Dilma. A inclusão social, o investimento em educação, em igualdade de oportunidades, em desenvolvimento regional. Mas está na hora desse governo atender uma reivindicação da classe média organizada que está aqui representada por categorias importantes. É essa classe trabalhadora que dá sustentação e tem compromisso com esse governo."

Também presente ao ato, o deputado estadual e ex-presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, lembrou que a luta pela isenção na PLR é antiga. "A CUT levanta essa bandeira há anos, pois não é justo que a tributação recaia sobre os trabalhadores, enquanto os valores recebidos por acionistas, a título de distribuição dos resultados, sejam isentos do imposto de renda", afirmou.

Congresso 

Os sindicalistas lembraram durante a manifestação que a próxima terça-feira 27 será mais um dia de luta por PLR sem IR. Sindicatos e centrais voltarão à capital federal, desta vez para pressionar os parlamentares do Congresso Nacional pela aprovação das emendas dos deputados Vicentinho (PT-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP) à MP 556, que prevê a isenção e deve ser votada em breve.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalhadores retomam nesta quarta luta para conquistar PLR sem IR.

 

A isenção da cobrança de imposto de renda na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores volta a ser debatida nesta quarta-feira (14), em Brasília. 


O secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, e a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, integram uma comissão que representa bancários, metalúrgicos, químicos, eletricitários e petroleiros em reunião com o relator da Medida Provisória (MP) 556, deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), para tratar de uma emenda que determina a isenção. 



Miguel afirma que "essa luta é muito importante porque hoje somente quem paga IR na distribuição dos lucros são os trabalhadores". Para ele, "a emenda, se aprovada, vai melhorar a renda e incentivar o consumo, contribuindo para o crescimento econômico e social. Precisamos acabar com as injustiças e abrir o caminho para uma reforma tributária que favoreça a sociedade e aponte para o desenvolvimento", ressalta.



Juvandia ressalta que esse é um assunto prioritário para os bancários. "Essa isenção é mais uma medida que vai favorecer o crescimento da economia. Com mais renda, o consumo aumenta e melhora a geração de emprego, beneficiando toda a sociedade" explica a dirigente. "Quando recebem os dividendos, os acionistas são isentos do imposto de renda. E os trabalhadores exigem o mesmo tratamento."



Além dessa emenda, de autoria dos deputados federais Vicentinho (PT-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP), existem dois projetos de lei que buscam a isenção do IR na PLR dos trabalhadores: um deles do próprio Vicentinho e o outro do ex-presidente do Sindicato e deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP).



"Vamos a Brasília defender a emenda que trata da isenção e continuar atuando em outras frentes para garantir esse direito aos trabalhadores", destaca Juvandia.



Na próxima semana, uma série de ações conjuntas entre bancários, metalúrgicos, químicos, eletricitários e petroleiros vão cobrar a PLR sem IR. "Essa mobilização, a exemplo do ano passado, é fundamental para conquistar o atendimento dessa justa reivindicação dos trabalhadores", conclui Miguel.




Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo 

segunda-feira, 12 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2012

A diretoria do Sindicato dos Bancários saúda as companheiras de luta nesse dia 08.03.2012.
A Diretora Sylvia entregando uma mensagem e um mimo as funcionárias do Santander, Andrea, Kellen, Genoefa e  Arlene

A Diretora Sylvia entregando uma mensagem e um mimo as funcionárias do Banco Itaú Campos Sales, Karina, Noely

A Diretora Sylvia entregando uma mensagem e um mimo as funcionárias do  Banco do Brasil, Travessa Osvaldo Barbosa, Dayana, Rose e Iraci

A Diretora Sylvia entregando uma mensagem e um mimo as funcionárias do Santander  Tatyane, Claudia e Thais

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Dieese: apesar de mais escolarizadas, bancárias ganham 24,10% menos.

As mulheres bancárias ganham em média 24,10% a menos do que os homens, apesar de serem mais escolarizadas. As informações são resultado do levantamento realizado pela subseção do Dieese na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), feito com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

Nos bancos privados, a disparidade de salários de mulheres e homens é maior. Neles a remuneração das mulheres é 29,92% inferior à dos homens, enquanto, nos bancos públicos, a diferença salarial média entre homens e mulheres é de 15,25%. 

Nos bancos, as mulheres ocupam 48,48% do total de postos de trabalho, totalizando 234.203 mulheres empregadas. Nos bancos públicos, as mulheres representam 42,97% dos empregados e, nos bancos privados, são maioria entre o total de trabalhadores (53,05%).

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados
Brasil - 2010

Natureza Jurídica Estabelecimento
Feminino
No Trab.
Partic. %
Rem. Média
(R$)
Entidades empresariais estatais
94.125
42,97%
4.297,53
Entidades empresariais privadas
140.074
53,05%
3.485,47
Total
234.203
48,48%
3.811,79
Fonte: MTE/ RAIS

Elaboração: DIEESE - Subseção Contraf-CUT



Apesar disso, as mulheres que trabalham nos bancos têm maior escolarização que os homens, segundo a RAIS. No sistema financeiro como um todo, 71,67% das bancárias têm curso superior completo, contra 66,52% dos trabalhadores do sexo masculino. As diferenças salariais podem ser explicadas, segundo o estudo, pelo fato de as mulheres estarem concentradas em cargos na base da pirâmide, com as mais baixas remunerações.

As diferenças salariais entre homens e mulheres com doutorado chegam a 53,25% - enquanto o salário médio de um homem com doutorado é de R$ 12.595,93, o de uma bancária com o mesmo grau de instrução é de R$ 5.889,10. 

Diferença entre a remuneração média de mulheres e homens (%)
Brasil - 2010. Clique aqui para ver o gráfico. 

"O país está em pleno desenvolvimento econômico e, no setor que se diz mais moderno e socialmente responsável, não é possível que haja este tipo discriminação. Não dá mais para admitir estas diferenças, temos que romper este ciclo de desigualdade", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Ocupações

Mesmo ocupando quase metade das vagas, as mulheres estão em apenas 19% dos cargos de diretoria e mesmo assim ganhando menos do que os homens. As diferenças salarias entre homens e mulheres se mantêm em cargos de todos os níveis dentro do banco. Confira na tabela abaixo. 


Ocupação
Homens
Mulheres
% de Mulheres
nº de trab.
Rem. Média
nº de trab.
Rem. Média
Diretores
1.929
23.688,10
455
18.936,18
19,09%
Gerentes
29.867
7.451,75
20.902
5.659,55
41,17%
Supervisores
9.122
4.036,15
8.894
3.320,81
49,37%
Escriturários e Técnicos Bancários
153.281
4.351,54
137.114
3.537,28
47,22%
Agentes, Assistentes e Auxiliares Administrativos
9.257
3.248,68
14.403
2.551,17
60,87%
Operadores de telemarketing e telefonistas
26.138
4.839,26
38.741
3.791,99
59,71%
Outros
19.300
6.287,95
13.694
4.938,32
41,50%
Total
248.894
5.022,22
234.203
3.811,79
48,48%



Menos tempo de casa

As mulheres são maioria entre os bancários nas faixas de idade entre 17 e 39 anos. A partir dos 40 anos, tornam-se minoria. Os dados revelam que os homens chegaram ao final de três décadas ocupando cerca de 17 mil vagas, quase o triplo dos 6 mil postos de trabalho das mulheres com mesmo tempo de casa. A saída precoce de mulheres dos bancos pode ser reflexo tanto da dificuldade de obterem promoções e de terem acesso a cargos de maior prestígio e remuneração, quanto da preferência dos bancos pela presença de jovens em seu quadro de funcionários.

Distribuição de mulheres bancárias e remuneração média nos bancos públicos e privados, por faixa etária
Brasil - 2010

Faixa Etária
Entidades empresariais estatais
Entidades empresariais Privadas
Sistema Financeiro
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
nº de mulheres
% de mulheres por faixa etária
Rem. Média
18 a 24 anos
4.015
4,27%
2.125,44
24.212
16,06%
1.929,28
28.227
16,06%
1.957,18
25 a 29 anos
16.269
17,28%
2.950,20
35.808
25,88%
2.750,27
52.077
25,88%
2.812,73
30 a 39 anos
27.223
28,92%
3.602,09
44.174
31,94%
3.941,97
71.397
31,94%
3.812,38
40 a 49 anos
30.746
32,67%
5.127,35
28.720
21,21%
4.635,48
59.466
21,21%
4.889,80
50 a 64 anos
15.834
16,82%
5.813,64
7.126
4,71%
4.992,17
22.960
4,71%
5.558,68
65 ou mais
38
0,04%
5.690,61
34
0,03%
5.661,11
72
0,03%
5.676,68
Total
94.125
100,00%
4.297,53
140.074
100,00%
3.485,47
234.199
100,00%
3.811,84
Fonte: M.T.E/ RAIS

Elaboração: DIEESE - Subseção CONTRAF/CUT



"A preferência por jovem pode estar associada ao uso da imagem de mulher para venda de produto. Condenamos este tipo de prática, pois a mulher tem que ser valorizada por sua competência", avalia a dirigente da Contraf-CUT. 


Fonte: Contraf-CUT