terça-feira, 24 de julho de 2012
Emprego no setor bancário é 70% do total há duas décadas, aponta Dieese.
O total de 508 mil empregos existentes hoje no setor bancário brasileiro, embora tenha crescido ao longo de toda a última década, representa apenas 69,4% do que o setor tinha em 1990. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante a 14ª Conferência Nacional dos Bancários, encerrada no domingo (22) em Curitiba.
Em 1990, havia 732 mil bancários no país. Esse total caiu 46,3% até 1999, quando chegou a 393 mil vagas - uma redução de 339 mil postos de trabalho. Após uma oscilação positiva em 2000, o número voltou, em 2001, ao mesmo patamar de 393 mil vagas. "Durante a década de 1990, esse estoque [de empregos nos bancos] teve queda, especialmente devido ao processo de reestruturação produtiva que atingiu diversos setores da economia brasileira no período", diz o estudo do Dieese.
De 2002 a 2011, por dez anos consecutivos, o total de empregos em bancos apresentou um crescimento contínuo. As 508 mil vagas, registradas no final do primeiro trimestre, representam uma recuperação de 115 mil postos de trabalho em relação a 2001, um crescimento de 29,3% ao longo de pouco mais de uma década.
"A queda do número de empregos bancários, na década de 90, deve-se, principalmente, ao processo de terceirização de serviços, como os de tecnologia e vigilância, uma forma que os bancos encontraram para reduzir custos", disse à Agência Brasil o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. "Já a recuperação de parte dos postos de trabalho nos últimos anos deve-se também à pressão da sociedade, porque os clientes se deparam com poucos bancários nas agências."
Na última sexta-feira (20), o Dieese divulgou balanço segundo o qual o ritmo de abertura de vagas caiu 83,3% nos primeiros três meses de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a março deste ano, o saldo positivo foi 1.144 vagas.
"Os postos criados este ano foram resultado da contratação de novos bancários pela Caixa Econômica Federal, que abriu 1.396 novos postos", afirma o Dieese. "Sem essa participação, o saldo do emprego bancário no período [primeiro trimestre de 2012] teria sido negativo."
Campanha Nacional 2012
Mais de 600 bancários, que participaram como delegados da 14ª Conferência Nacional dos Bancários, aprovaram no domingo a pauta de reivindicações deste ano da categoria, que possui uma convenção coletiva de trabalho de alcance nacional. A data-base dos bancários é 1º de setembro.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 10,25%, o que inclui 5% de aumento real, fim da rotatividade e da terceirização, piso de R$ 2,4 mil, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais participação nos lucros e mais segurança nas agências e postos de atendimento.
Nos últimos oito anos, os bancários obtiveram 13,9% de aumento real. Apesar disso, a média salarial da categoria cresceu apenas 3,6% no mesmo período, de R$ 4,2 mil, em 2004, para R$ 4,4 mil, em 2011. A categoria culpa a rotatividade por esses números. Os bancos, segundo os bancários, estariam trocando profissionais com salários mais altos por novos empregados com menor remuneração. Entre 2004 e 2011, o lucro dos maiores bancos subiu de R$ 23,3 bilhões para R$ 53,4 bilhões.
Negociações
A categoria entregará sua pauta de reivindicações no próximo dia 1º de agosto para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A primeira reunião de negociação está marcada para os dias 7 e 8 do mesmo mês.
"Nossa expectativa é a de que os bancos apresentem uma proposta satisfatória, já que a rentabilidade anual do setor é 23% sobre o patrimônio, o que significa dizer que os bancos dobram de tamanho a cada três anos", diz Cordeiro.
Perguntado se há perspectiva de greve da categoria para este ano, o presidente da Contraf afirmou que o calendário ainda não prevê paralisações. "Teremos agora um processo de negociação e vamos mobilizar a categoria. Só iremos falar em greve se não houver proposta patronal ou então se ela for insatisfatória", disse Cordeiro.
Fonte: Agência Brasil
Bradesco aumenta lucro para R$ 2,8 bi no trimestre, mas fecha 571 empregos.
O lucro líquido aumentou mesmo com a elevação em 39,8% das provisões para créditos de liquidação duvidosa, que saltaram de R$ 2,43 bilhões no segundo trimestre do ano passado para R$ 3,40 bi no mesmo período de 2012 - embora o índice de inadimplência superior a 90 dias tenha crescido apenas 0,5%.
O número de empregados diminuiu de 105.102 em março deste ano para 104.531 em junho, com fechamento de 571 postos de trabalho. "Assim como o Itaú e o HSBC, o Bradesco fechou empregos, o que precisa ser denunciado e virar também mobilização. Isso reforça a luta pelo emprego na Campanha Nacional", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
"Ao elevar de forma descabida as provisões para créditos duvidosos, uma vez que ela não têm nenhuma relação razoável com a inadimplência real, o Bradesco está usando o velho truque de maquiar o balanço para reduzir o lucro líquido e assim tentar justificar demissões e diminuir a distribuição de PLR aos bancários", critica Carlos Cordeiro.
Os ativos totais do banco ficaram em R$ 830,5 bilhões, um crescimento de 20,5% em 12 meses e de 5,2% ante o primeiro trimestre. Essa expansão foi puxada pela evolução da carteira de títulos e valores mobiliários, que dão lastro às operações de tesouraria. O estoque desses papéis teve alta de 39,4% em 12 meses, para R$ 322,5 bilhões, bastante superior à expansão do crédito. Em três meses, a variação foi de 9,3%.
Receitas com tarifas crescem, crédito se retrai
As receitas do Bradesco com cobrança de tarifas bancárias cresceram 6,83% no segundo trimestre comparado com o primeiro e 20,27% em relação ao mesmo período de 2011.
Já as operações de crédito aumentaram em apenas 3,49% no segundo trimestre em relação ao primeiro e em 11,3% comparado com o mesmo trimestre do ano passado. Ao divulgar o balanço, o Bradesco previu que a expansão de sua carteira de crédito para 2012, que anteriormente estimava entre 18% a 22%, deverá diminuir e ficar entre 14% a 18%.
"Esse é outro truque dos bancos que precisa ser desmascarado para a sociedade. Utilizam um aumento insignificante da inadimplência para chantagear a sociedade brasileira e dessa forma justificar as tarifas, spreads e juros mais altos do mundo, além de reduzir a expansão da oferta de crédito", acrescenta Carlos Cordeiro.
"A redução da Selic não teve efeitos no Bradesco, que não reduziu juros e ainda subiu tarifas. A sociedade brasileira não pode continuar aceitando esse terrorismo. O sistema financeiro nacional está mais sólido do que nunca e os lucros continuam crescendo de forma escandalosa. Não há nenhuma justificativa para demissões, enxugamento do crédito e manutenção desse nível escorchante de tarifas e juros", salienta o presidente da Contraf-CUT.
"Com esse corte inaceitável de vagas, vamos incluir também o Bradesco na agenda de mobilização contra as dispensas e a rotatividade, a exemplo do Itaú e do HSBC. Além disso, vamos reforçar ainda mais a luta pelo emprego na Campanha Nacional dos Bancários 2012", conclui Cordeiro.
Fonte: Contraf-CUT
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Bancários querem reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores e mais empregos.
Os 629 delegados (428
homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país que participaram da 14ª
Conferência Nacional dos Bancários, realizada em Curitiba, aprovaram na plenária
final deste domingo 22 a
pauta de reivindicações da Campanha 2012, que inclui reajuste de 10,25%
(inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do Dieese (R$
2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, além de mais contratações
e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral. Os
delegados também aprovaram como bandeira política a construção de uma
Conferência Nacional do Sistema Financeiro, na qual a sociedade possa discutir
e definir qual o papel que os bancos devem desempenhar no país.
A pauta de
reivindicações será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. E já estão marcadas
as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16.
A Conferência também
decidiu intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos,
pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha
pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros
a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários,
de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de
segurança e protegendo o sigilo bancário.
O diretor da Feeb-SP/MS e membro do
Comando Nacional, Aparecido Roveroni, avalia que a delegação da Federação teve uma
participação efetiva e que todos estavam bem preparados para a Conferência
Nacional. “Os encontros regionais e a Interestadual que realizamos
possibilitaram que os bancários se preparassem previamente para os debates, de
forma que conseguimos aprovar a maioria das propostas da nossa base”.
Também membro do Comando Nacional e
secretário-geral da Feeb-SP/MS, Jeferson Boava avalia que a definição da pauta
de reivindicações foi apenas o cumprimento de uma etapa, e que agora é
importante mobilizar e organizar a categoria para as novas jornadas de luta. “Fechamos
a pauta. O passo seguinte é a aprovação em assembleia e posterior entrega à
Fenaban. Porém, não basta concluir essa etapa de construção da pauta. É
imperativo agora levar novamente o debate para dentro dos Bancos e organizar a
categoria para novas jornadas de luta, com grande mobilização. A unidade de
ação, com respaldo dos bancários dos setores público e privado, será decisiva
na mesa de negociação com a Fenaban”.
O diretor João Analdo registra e agradece a
dedicação dos 61 delegados que estiveram representando a Federação na 14ª
Conferência Nacional. “É visível a evolução e garra dos nossos dirigentes na
luta para melhorar a vida e condições de trabalho do bancário”.
As principais reivindicações
* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.
* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.
Fonte: Feeb-SP/MS
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Após pressão dos bancários, Santander abre Portal de RH para afastados
Após várias reivindicações da Contraf-CUT, sindicatos e federações, o Portal de RH do Santander passou por alterações e, a partir de 6 de agosto, funcionários que não estão na ativa - como afastados por licença-maternidade, auxílio-doença e dirigentes sindicais - passarão finalmente a ter acesso às informações no site do banco.
As primeiras mudanças para melhorar o acesso aos dados do portal já ocorrem em 30 de julho.
A diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani, lembra que, atualmente, não é possível acessar informações pessoais no portal, como atualizar cadastro, verificar demonstrativos de pagamento, informe de rendimento, dados sobre plano de saúde entre outras informações.
"O trabalhador que não está na ativa precisa ir até uma agência ou departamento do Santander. Isso porque só é possível acessar o portal por meio da intranet do banco. Esse trâmite atrapalha tanto o funcionário afastado quanto o bancário, que precisa colaborar com o trabalhador para que possa acessar as informações a partir do seu login na agência, é uma situação constrangedora", explica a dirigente.
A partir das mudanças previstas pelo banco, o funcionário terá acesso de qualquer computador, mesmo fora das unidades do Santander. Na primeira semana de agosto os bancários que não estão na ativa receberão em suas residências correspondência com login e senha de acesso.
A página permanecerá com os links da Contraf-CUT e do Sindicato.
Avanços necessários
Maria Rosani avalia como um progresso o acesso às informações de fora das unidades pelos funcionários afastados. No entanto, critica o fato de que novas oportunidades do quadro de carreira não estarão acessíveis para esse público.
"Continuaremos lutando pelo aperfeiçoamento dessa ferramenta, e que ela seja mais igualitária possível para todos os trabalhadores do Santander", conclui.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Oito bancos são multados em R$ 1,174 milhão por falhas na segurança.
Crédito: Aguinaldo Azevedo - Contraf-CUT
A Polícia Federal multou nesta quarta-feira (18) oito bancos em R$ 1,174 milhão por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança,, durante a 94ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília. Uma agência do Itaú, em Estação Experimental, no Acre, foi interditada. Os bancos foram punidos em processos abertos, na sua maioria em 2009, pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp).
Agências e postos de atendimento foram multados por ter número insuficiente de vigilantes, alarmes e porta giratória inoperantes, planos de segurança não renovados e câmeras de vídeo sem funcionamento, além de impedir a fiscalização de policiais federais. Os bancos também foram condenados pela inauguração de agências sem a aprovação do plano de segurança.
Uma agência do Bradesco, em Bom Sucesso-MG, foi multada porque um gerente do banco transportava valores de R$ 15 mil a R$ 30 mil, durante mais de cinco anos, para abastecer correspondentes bancários de cidades próximas.
O Banco do Brasil foi o campeão das multas com R$ 332,1 mil, seguido pelo Itaú Unibanco com R$ 310,3 mil, Bradesco com R$ 239 mil e Santander com R$ 135,5 mil. Caixa Econômica Federal, HSBC, Banco Rendimentos e Mercantil do Brasil também foram punidos.
Veja o montante de multas por banco:
Banco do Brasil - R$ 332.198,19
Itaú Unibanco - R$ 310.378,82
Bradesco - R$ 239.072,41
Santander - R$ 135.504,62
Caixa Econômica Federal - R$ 74.844,54
HSBC - R$ 53.560,41
Banco Rendimentos - R$ 14.543,05
Mercantil do Brasil - R$ 14.187,64
Total de multas: R$ 1.174.289,68
Houve ainda aplicação de penalidades contra empresas de segurança, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes. Foi a segunda reunião da CCASP em 2012.
A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários. A Contraf-CUT representa os bancários. Já a Febraban é a porta-voz dos bancos. A reunião foi presidida pelo coordenador-geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP) da Polícia Federal, delegado Clyton Eustáquio Xavier.
"Essas multas comprovam outra vez que os bancos continuam tratando com negligência a segurança de trabalhadores e clientes, o que contribui para a onda de assaltos e sequestros, que tem ocasionado mortes, feridos e pessoas traumatizadas", afirma Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa e representante da Contraf-CUT na CCASP e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo o Dieese, os números dos balanços comprovam o desleixo. Os cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 50,7 bilhões em 2011. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 2,6 bilhões, o que representa uma média de 5,2% em comparação com o lucro.
Avaliação
A 94ª reunião da CCASP foi acompanhada pelos integrantes do Coletivo Nacional de Segurança Bancária. Para eles, os bancos não priorizam os investimentos em segurança.
"É inadmissível que o Banco do Brasil, uma empresa pública, seja o campeão das multas por descumprir a lei de segurança e, pior, vem inaugurando agências sem portas giratórias, mostrando que não zela pela proteção da vida de trabalhadores e clientes", declara Leonardo Fonseca, representante da Fetraf de Minas Gerais.
"Além de campeão de demissões, o Itaú Unibanco foi novamente vice-campeão de multas, o que revela a falta de responsabilidade do banco com os seus funcionários e clientes", salienta André Spiga, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
"Essas multas, decorrentes de processos abertos em 2009, revelam a necessidade de agilizar os trabalhos da Polícia Federal, através da ampliação da equipe e de reuniões mais frequentes da CCASP", aponta Daniel Reis, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
"Todas essas multas provam que os bancos seguem mais preocupados em gastar milhões de reais em campanhas de marketing do que na segurança de trabalhadores e clientes", avalia Valdir Machado, diretor da Fetec de São Paulo.
"Essas multas revelam o descaso dos bancos, não cumprindo os planos de segurança, deixando bancários, vigilantes e a população insegura e vulnerável", afirma Samuel Nicolette, diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas.
"Um avanço foi o enquadramento como pena máxima de multa a inauguração de agências e postos de atendimento sem a aprovação do plano de segurança pela Política Federal", destaca Lupinha Moretto, representante da Fetec do Paraná.
"Notamos que um dos temas relevantes que afeta a categoria, que é o transporte de valores, continua sendo desrespeitado pelos bancos, reincidindo nessa prática ilegal e que coloca em risco a vida dos bancários", ressalta Sandro Mattos, diretor da Fetec Centro-Norte.
"O movimento sindical precisa continuar verificando se a legislação federal de segurança está sendo cumprida em agências e postos de atendimento e, ao identificar irregularidades, deve encaminhar denúncias para a Delesp mais próxima", destaca Lúcio Paz, diretor da Fetrafi do Rio Grande do Sul.
Fonte: Contraf-CUT
Santander apresenta proposta indecente para Plano II do Banesprev.
Crédito: Seeb São Paulo
Após três reuniões, fruto do desdobramento da denúncia da falta de aporte do Serviço Passado - protocolada pelo Sindicato dos Bancários de Paulo, Contraf-CUT, Fetec-SP, Feeb SP-MS e Afubesp na Previc -, o Santander e o Banesprev ficaram de apresentar proposta de reestruturação com algumas premissas previamente acordadas, sendo elas:
1 - Ajustar as premissas atuariais do plano (taxa de juros atuariais de 5%, tábua de mortalidade AT 2000 por sexo e obtenção de requerimento do benefício no momento do preenchimento dos requisitos legais e que o banco seja o responsável integralmente pelo saldamento);
2 - Garantir os benefícios dos assistidos (aposentados) conforme regulamento básico do Plano II;
3 - Proposta de um novo plano CV para os ativos com a contribuição também da patrocinadora.
Sem compromisso
Em reunião nesta quarta-feira (18), a representante do Santander Maria Cristina Carvalho apresentou a proposta do banco. No entendimento dos representantes dos participantes, essa proposta busca apenas proteger o Santander, livrando-o do compromisso com os aposentados e da dívida que tem com os banespianos em relação à falta de aporte do serviço passado.
Os pontos apresentados pelo Santander foram:
1 - Envolver os assistidos (aposentados) para que migrem de plano;
2 - Um plano Contribuição Definida (CD) puro como substituição ao Plano II que é de Benefício Definido (BD);
3 - Criação de um grupo de trabalho para elaborar o regulamento desse novo plano;
4 - Não há nenhuma possibilidade de o banco fazer o saldamento do plano.
Protesto
Diante disso, os representantes dos participantes do Plano II do Banesprev protocolaram uma manifestação por escrito onde registram protestos diante da falta de seriedade do banco.
"A proposta ora apresentada inviabiliza qualquer tentativa de negociação de forma séria e decente", afirma a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, que também é do Conselho Deliberativo do Banesprev.
"O Santander não leva em conta nenhum daqueles parâmetros apresentados pelos representantes dos participantes, apenas a migração de um plano de BD para um plano CD, no qual sequer se respeita o direito adquirido a renda vitalícia, nos moldes regulamentares aos participantes atualmente já assistidos", explica Rita. "Vamos analisar as medidas medidas cabíveis visto que através do processo negocial não tivemos sucesso."
Clique aqui para ler a integra do documento protocolado.
Participaram da reunião pela representação dos participantes: Rita Berlofa (Conselho Deliberativo), Paulo Salvador (Conselho Deliberativo), Camilo Fernandes (Comitê Gestor do Plano II), Valter Oliveira (Comitê Gestor do Plano II), Vera Marchioni (Comitê Gestor do Plano II), José Reinaldo Martins (Conselho Fiscal).
Pelo banco estiveram presentes Jerônimo Tadeu dos Anjos e Renato Franco. Pelo Banesprev, Jarbas de Biaggi e Maria Cristina Carvalho, além do atuário Satyro Teixeira Neto.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
Após mobilização nacional, atendimento do Bradesco Saúde é ampliado.
Crédito: Seeb São Paulo
O Bradesco disse que se adequará à Resolução Normativa 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS) e incluirá no atendimento aos usuários especialidades como psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, nutricionista, entre outras, além de procedimentos como vasectomia. Os funcionários contarão com consultas nessas áreas a partir de 4 de agosto.
"Trata-se de avanços importantes, fruto da mobilização dos bancários em todo país", destaca a diretora da Contraf-CUT e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Elaine Cutis.
"O banco se comprometeu também em agendar reuniões com as federações de bancários em todo país, a fim de discutir os problemas de credenciamentos de profissionais e buscar soluções que atendam as demandas dos funcionários", destaca.
"Esperamos que esses avanços possibilitem também caminhar rumo a conquista de outras reivindicações, com a inclusão dos pais e a manutenção do plano de saúde na aposentadoria", aponta a dirigente sindical.
"Foi uma grande vitória dos trabalhadores, pois essa era uma reivindicação antiga", comemora a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, que participou da negociação.
Representaram o banco gestores do RH, da área de Benefícios e os responsáveis pelo Bradesco Saúde. Também participaram os representantes da UNA, empresa que gere o Odontoprev. "A presença deles foi importante porque foi a oportunidade para que ouvissem todas as reclamações e as reivindicações dos bancários", disse Juvandia.
Ficou estabelecido ainda que os funcionários que tiverem problemas para serem atendidos pela rede credenciada devem reclamar por meio do 0800-7012700. O call center também está preparado para receber sugestões dos usuários para credenciamento de outras clínicas ou médicos.
"Os funcionários relatavam que esses problemas eram constantes. Muitas vezes a clínica estava credenciada, mas acabava não atendendo o usuário. Esperamos que o call center resolva isso e, se não resolver, os bancários devem denunciar ao Sindicato", orienta Juvandia.
Odontoprev
Também houve avanços nas discussões sobre a melhoria do plano odontológico. Os bancários reclamavam de que, com a mudança do Bradesco Dental para o Odontoprev, muitos profissionais se descredenciaram. Mas o banco ressaltou que os funcionários passaram a contar também com os 24 mil dentistas da rede de atendimento da UNA, atual gestora do plano.
Os representantes do banco admitiram que parte dos profissionais do Bradesco Dental não estão atendendo pelo Odontoprev, mas anunciaram que a UNA fará visitas a esses dentistas para que se credenciem e, assim, continuem atendendo os bancários.
O banco se comprometeu também a divulgar aos funcionários as informações sobre onde localizar os dentistas que continuam atendendo pelo Bradesco Dental e os credenciados na UNA. E garantiu ainda que todas as regras de atendimento e periodicidade do antigo plano foram mantidas no atual.
Dúvidas e reclamações sobre o plano odontológico também devem ser feitas pelo 18-3271-3600.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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