segunda-feira, 22 de julho de 2013

EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Presidente Venceslau e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 53.308.524/0001-00, Registro sindical nº 019065/90-00, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados em estabelecimentos bancários dos bancos públicos e privados, sócios e não sócios, da base territorial (Presidente Venceslau, Caiuá, Euclides da Cunha Paulista, Marabá Paulista, Piquerobí, Presidente Epitácio, Primavera, Rosana, Santo Anastácio e Teodoro Sampaio),  deste sindicato, para a assembléia geral  extraordinária que  se   realizará dia 29 de julho de 2013, às 19h, em primeira convocação, e às 20h, em segunda convocação, no endereço à Rua Antonio Marques da Silva nº 2.245, Jardim Morada do Sol, Presidente Venceslau-SP para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Autorizar à diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar convenção coletiva de trabalho, convenções/acordos coletivos aditivos, bem como convenção/acordos de PLR e, frustradas as negociações, defender-se e/ou instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para tanto;

2. Deliberar sobre aprovação da minuta de preacordo de negociação e minuta de reivindicações da categoria bancária, data-base 1º de setembro de 2013 definida na 15ª Conferência Nacional dos Bancários;

3. Deliberar sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;



Presidente Venceslau-SP, 22 de julho de 2013.




SIDNEI DE PAULA CORRAL
Presidente

15ª Conferência dos Bancários aprova reivindicações da Campanha 2013


Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT
Jailton Garcia - Contraf-CUTParticiparam 629 delegados, sendo 422 homens e 207 mulheres 

Rede de Comunicação dos Bancários
Fábio Jammal e José Luiz Frare 

A 15ª Conferência Nacional dos Bancários aprovou na plenária final, realizada neste domingo 21 em São Paulo, a estratégia, o calendário e a pauta de reivindicações da Campanha 2013, que terá como eixos centrais reajuste de 11,93% (inflação projetada do período mais aumento real de 5%), valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Diesse (R$ 2.860,21), defesa do emprego, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral. A pauta de reivindicações será entregue à Fenaban no dia 30 de julho.

Participaram da Conferência, aberta na sexta-feira 19 no hotel Holiday Inn, 629 delegados de todo o país, dos quais 422 homens e 207 mulheres.

Para o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, a Campanha Nacional deste ano será muito forte. "Os bancários estão mais mobilizados que na greve do ano passado, inclusive pelo momento em que estamos vivendo. Esta Campanha não será apenas por questões corporativas, vamos lutar contra o PL 4330 da terceirização e por toda a pauta colocada pelas centrais sindicais. Também batalharemos pelas reformas que o país precisa, sobretudo a política e a tributária. E, claro, vamos continuar lutando pela realização da Conferência Nacional do Sistema Financeiro, pois temos de discutir que bancos queremos para o país. Agora, vamos à luta, pois todas as nossas conquistas só vieram com mobilização", resumiu Carlão.

Ousadia, unidade e mobilização

O presidente da Contraf-CUT destacou que a Conferência Nacional dos Bancários foi marcada pela unidade e participação. "Todas as forças que compõem o movimento sindical bancário participaram da Conferência, que foi bastante plural e produziu um debate muito rico", comentou.

Sobre as reivindicações dos bancários, Carlão destacou a valorização dos salários e do piso, a garantia de emprego e a importância de se melhorar as condições de trabalho. "Os bancários não aguentam mais as demissões e as péssimas condições de trabalho. Aliás, este ano, a luta contra o assédio moral e as metas abusivas terá um peso maior. Não podemos admitir que nossa categoria continue adoecendo física e psicologicamente por causa dos bancos", disse.

Principais reivindicações

Reajuste salarial de 11,93%: 5% de aumento real, além da inflação projetada de 6,6%;

PLR: três salários mais R$ 5.553,15;

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que libera geral e precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós;

Prevenção contra assaltos e sequestros, com fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes;

Agenda política 

Os 629 delegados que participaram da conferência também aprovaram uma agenda política, com temas importantes da conjuntura nacional que precisam ser discutidos com os bancários e com a população. São eles:

* Combate sem tréguas ao PL 4330, que precariza as relações de trabalho.
* Reforma política, para democratizar o Estado.
* Reforma tributária, para corrigir injustiças.
* Marco regulatório da mídia visando democratizar as comunicações.
* Conferência Nacional do Sistema Financeiro.
* Investir 10% do PIB na educação.
* Investir 10% do orçamento em saúde.
* Transporte público de qualidade.

Calendário de luta

A 15ª Conferência aprovou ainda um calendário de luta que mescla o engajamento da categoria tanto na Campanha Nacional dos Bancários quanto na pauta de reivindicações da CUT e demais centrais sindicais. Confira:

Até 29/7 - Realização de assembléias para aprovar a pauta definida na 15ª Conferência.

30/7 - Entrega da pauta de reivindicações à Fenaban.

6/8 - Dia Nacional de Luta contra o PL 4330.

12 e 13/8 - Mobilizações em Brasília para convencer os parlamentares a rejeitarem o PL 4330.

22/8 - Dia Nacional de Luta dos Bancários, com passeatas no final do dia.

28/8 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização.

30/8 - Greve de 24 horas, em defesa da pauta geral dos trabalhadores apresentada ao governo e ao Congresso Nacional apresentada pela CUT e demais centrais sindicais.
Bradesco fecha trimestre com lucro de R$ 2,9 bilhões.

SÃO PAULO - O resultado do Bradesco no segundo trimestre deste ano veio um pouco abaixo do que esperavam analistas de mercado. O lucro líquido ajustado do banco ficou em R$ 2,978 bilhões entre abril e junho deste ano, valor 3,9% superior ao mesmo período do ano passado, mas inferior aos R$ 3,029 bilhões esperados pelos analistas ouvidos pelo Valor.

O lucro líquido contábil ficou em R$ 2,949 bilhões no segundo trimestre, o que representa uma alta de 4,1% ante o período de abril e junho de 2012.

A carteira de crédito expandida teve alta de 10,3% na mesma base de comparação, chegando a R$ 402,5 bilhões no fim de junho deste ano. A expansão está relacionada ao aumento de 10,1% da carteira de pessoas físicas e de 11,2% da carteira de micro, pequenas e médias empresas. Mais uma vez, o crescimento de grandes empresas foi inferior, ficando em 9,7%.

Vale notar que a carteira de crédito expandida inclui avais e fianças, cartas de crédito, antecipação de recebíveis de cartões de crédito, coobrigação em cessão de crédito (FIDC e CRI), coobrigação em cessão de crédito rural e operações com risco de crédito.

A inadimplência ficou em 3,7% no segundo trimestre deste ano, com queda de 0,5 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2012 e 0,3 ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre deste ano. As despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) somaram R$ 3,09 bilhões, baixa de 0,5% sobre o primeiro trimestre.

Apesar da queda da inadimplência e também das despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa, o Bradesco teve um lucro pior do que o esperado por analistas em razão da queda na margem financeira total e do crescimento moderado da carteira de crédito.

A margem financeira total caiu 4,1% na comparação com igual período do ano passado, para R$ 10,587 bilhões.

O Bradesco mudou todas as projeções de crescimento para 2013, exceto a estimativa feita para o item “prêmios de seguros”.

A perspectiva de crescimento da carteira de crédito do Bradesco foi alterada para baixo, após a piora da expectativa de crescimento da atividade econômica brasileira. Deve crescer entre 11% e 15% tanto no que se refere a pessoas físicas quanto jurídicas. Em março, na divulgação de resultados do primeiro trimestre, o banco esperava um aumento entre 13% e 17%.

A estimativa de crescimento da margem financeira de juros em 2013 passou para um intervalo entre 4% e 8%. Antes, se situava entre 7% e 11%.

O banco deve buscar compensar o menor crescimento dessas linhas do balanço com uma melhora da prestação de serviços e despesas operacionais. O crescimento do ganho com prestação de serviços deve ficar entre 12% e 16%. Na estimativa anterior, os ganhos com os serviços deveriam crescer entre 9% e 13%.

A perspectiva de avanço das despesas operacionais saiu de 4% a 8% para 2% a 6%.

Fonte: Valor Econômico 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Polícia Federal multa bancos em R$ 3,2 milhões por falhas na segurança

  
Crédito: Augusto Coelho
Augusto CoelhoBancos são punidos por não cumprirem leis e normas de segurança

A Polícia Federal (PF) multou 13 bancos em R$ 3,223 milhões por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário, durante a 97ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), realizada nesta quarta-feira (17), em Brasília. 

O campeão de multas foi o Bradesco com R$ 798,4 mil. "Uma mesma agência do banco privado foi punida em 41 processos por utilizar bancários para fazer transportes de valores, o que é intolerável", critica o representante da Contraf-CUT na CCASP, Ademir Wiederkehr.

Em segundo lugar ficou o Banco do Brasil com R$ 695,2 mil, seguido do Itaú com R$ 547,3 mil, Santander com R$ 539,1mil, Caixa com R$ 286,9 mil e HSBC com R$ 154,3 mil.

Veja a aplicação das multas por banco:

BRADESCO - R$ 798.427,22
BANCO DO BRASIL - R$ 695.262,72
ITAU - R$ 547.341,12
SANTANDER - R$ 539.176,28
CAIXA - R$ 286.970,74
HSBC - R$ 154.306,21
MERCANTIL DO BRASIL - R$ 85.132,26
BANCO DO NORDESTE - R$ 31.926,19
BANRISUL - R$ 26.603,56
BANCO DA AMAZONIA - R$ 21.284,13
BMG - R$ 15.961,50
SAFRA - R$ 10.642,06
BANCO DE BRASILIA - R$ 10.642,06

TOTAL - R$ 3.223.676,05

Os bancos foram punidos em processos abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), em razão do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de normas de segurança.

As principais infrações foram número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados, transporte de numerário feito por bancários, falta de detector de metais portátil e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras itens. Houve também aplicação de multas e penalidades contra empresas de segurança, vigilância, transporte de valores e cursos de formação de vigilantes.

Essa foi a segunda reunião da CCASP em 2013 e a primeira sob o comando da titular da Coordenação de Controle Geral de Segurança Privada (CGCSP), delegada Silvana Helena Vieira Borges.

A CCASP é integrada por representantes do governo, trabalhadores e empresários. A Contraf-CUT representa os bancários. Já a Febraban é a porta-voz dos bancos.

Bancos não priorizam segurança

"Essas multas mostram que os bancos continuam agindo com negligência quando se trata da segurança dos estabelecimentos, na medida em que ainda hoje não cumprem uma legislação que está completando 30 anos em 2013", salienta Ademir, que também é o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária. 

Recursos não faltam aos bancos para investir mais em segurança. Segundo estudo do Dieese, os seis maiores bancos do país lucraram R$ 51,3 bilhões em 2012, enquanto as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,1 bilhões, o que representa uma média de 6,1% em comparação com os lucros.

O dirigente da Contraf-CUT alertou a CCASP que a insegurança pode piorar com o horário estendido que o Itaú está implantando em várias agências do país, sem qualquer negociação com o movimento sindical, aumentando os riscos para bancários, vigilantes e clientes. 

"Também criticamos a iniciativa do Santander em algumas regiões do país de colocar mesa e cadeira para que bancários vendam produtos na sala de autoatendimento, aumentando o risco para trabalhadores e clientes", destaca Ademir.

A delegada Silvana, que já coordenou a CCASP entre 2001 e 2005, informou que o projeto de lei do estatuto de segurança privada, que visa atualizar a lei federal nº 7.102/83, se encontra em análise na Casa Civil da Presidência da República. 

"Queremos uma nova legislação federal que amplie medidas e equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros, colocando a proteção da vida das pessoas em primeiro lugar", frisou Ademir.

Abastecimento de caixas eletrônicos

Antes do julgamento dos processos, o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, apresentou um vídeo mostrando vigilantes fazendo abastecimento de caixas eletrônicos em supermercado, shopping e rodoviária no Espírito Santo. 

Eles aparecem sentados no chão, contando o dinheiro dos cassetes, em situação de alto risco para esses trabalhadores e os cidadãos que passam no local. Boaventura cobrou o fim da contagem e do manuseio do numerário, bem como a utilização de máquinas que possibilitam a simples troca de cassetes.

O representante da Contraf-CUT reforçou a luta dos vigilantes, recordou que segue em aberto um procedimento instaurado em 2009 sobre o problema no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Brasília e defendeu a instalação de caixas eletrônicos somente em locais seguros com abastecimento na parte traseira mediante a troca de cassetes, como no Itaú.

A nova coordenadora da CCASP prometeu fazer um estudo sobre o assunto e depois fará um parecer orientando o procedimento, a fim de para garantir segurança nas operações de abastecimento.

Bancários cobram prevenção

"Novamente vários bancos foram punidos pelo número de vigilantes em desacordo com os planos de segurança, mostrando que, além de demitir bancários, vivem reduzindo postos de trabalho na área de vigilância, elevando o risco e precarizando a segurança, só para aumentar o chamado índice de eficiência e turbinar ainda mais os lucros", critica Leonardo Fonseca, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e representante da Fetraf-MG.

"O descumprimento da lei 7.102/83 e dos planos de segurança é uma prática contumaz das instituições financeiras no Brasil. O elevado número de processos, bem como o montante das multas aplicadas, reforça isso. É inadmissível, por exemplo, que as unidades não possuam as portas de segurança com detectores de metais, um símbolo fundamental na segurança bancária. O movimento sindical precisa continuar denunciando as ilegalidades à Polícia Federal até que os bancos priorizem os investimentos em segurança em detrimento às multas", declara Lúcio Paz, diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e da Fetrafi-RS.

"Os bancos estão fugindo de suas responsabilidades, quando se trata de segurança, uma vez que estão pensando somente no crescimento dos seus lucros, desprezando a proteção da vida humana. Eles que adoram metas, deveriam ter como meta fazer mais investimentos em segurança, em vez de seguir desrespeitando a legislação em função das multas insignificantes", reitera Carlos Damarindo, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

"A fiscalização por parte da Polícia Federal mostra que os bancos não respeitam o bem maior, que é a vida das pessoas, na medida em que não cumprem leis e normas de segurança. Funcionar com plano de segurança não renovado, sem o numero previsto de vigilantes e alarmes inoperantes são algumas das irregularidades que demonstram o descaso dos bancos", aponta Belmiro Moreira, diretor do Sindicato dos Bancários do ABC e representante da Fetec-SP. 

"A cada reunião da CCASP, os bancos demonstram a sua falta de responsabilidade com a segurança e com a vida das pessoas. Ao que parece os bancos acham barato pagar multas do que cumprir a lei 7.102/83", avalia Danilo Andersn, diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e representante da Feeb SP-MS.

"Precisamos reforçar a atuação dos sindicatos junto às Delesp da PF, encaminhando denúncias das irregularidades praticadas pelos bancos, a fim de aumentar a fiscalização e punir os estabelecimentos infratores", salienta João Rufino, diretor do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e representante da Fetrafi-Nordeste.


Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical retoma negociações com a CEF

17/07/2013



Em mesa permanente de negociação no último dia 12 em Brasília, a Caixa Federal não deu resposta a nenhuma das pendências sobre condições de trabalho. A postura foi a mesma manifestada na rodada do último dia 17 de abril. Ou seja, permanece descumprindo o acordo coletivo. “A Caixa não respeita a cláusula que garante seis horas mensais para cursos na Universidade Caixa; não avisa o empregado com cinco dias de antecedência, em qualquer compensação de horas extras; não discute proposta para tornar mais transparente os critérios para retirada de funções gratificadas e não orienta os gestores a registrarem a jornada. Ao que tudo indica, a Caixa quer briga”, avalia o representante da Federação dos Bancários de SP e MS na Comissão Executiva dos Empregados (CEE Caixa), Gabriel Musso, que participou da negociação.

Segundo ele, o momento exige intensificação da luta. “O Dia Nacional de Luta, em 19 de junho, não ‘sensibilizou’ a Caixa. Em agosto, quando será realizada nova jornada de luta, teremos que endurecer."
*Com informações do Sindicato de Campinas

Sindicatos cobram do BB garantias para funcionários

18/07/2013
Os sindicatos se reuniram com o Banco do Brasil nesta terça-feira (16), em Brasília, para discutir a reestruturação da Dirao (Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais), a nova GDP (Gestão de Desempenho Profissional), faltas de greve, PSO, SACR (remoção), saúde e previdência. Para o secretário-geral da Federação dos Bancários de SP e MS, Jeferson Boava, que participou da reunião, “os sindicatos apresentaram suas propostas e o Banco do Brasil esclareceu várias pendências. No que se refere ao regulamento do novo FEAS, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Economus no início deste mês de julho, o BB assumiu compromisso em verificar. Mas não deu nenhuma resposta ao pedido da Federação sobre a prorrogação do prazo de adesão ao PDA (Plano de Desligamento de Aposentáveis), encerrado no último dia 12”.

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Federação reivindica ao BB prorrogação do prazo de adesão ao PDA 

Dirao: propostas dos sindicatos

- Aumentar o número de funcionários na Dirao, em vez de aumentar a terceirização. O BB alega que a reestruturação na diretoria de ativos de crédito ocorre em função do aumento da quantidade de operações, de 500 para 1.300 por mês. Mas isso não justifica terceirizar atividade-fim.

- Garantir prioridade para os funcionários da própria estrutura abrangida na reestruturação visando preenchimento de vagas na nova Dirao/Gecor.

- Garantir a realocação daqueles bancários que perderem a função em condições similares de remuneração no próprio município/região.

- Realocar funcionários que não permanecerem na nova estrutura para locais de origem familiar ou locais anteriores à mudança para a rede Dirao.

- Garantir aos comissionados de funções extintas de 8h (novas de 6h no plano de funções), que não quiseram reduzir os salários, migrarem para a nova estrutura Dirao com a função de 8h. Para o BB, os funcionários poderão manter sua opção de 8h para outras áreas ou na própria estrutura da Dirao. Para tanto, os funcionários terão que solicitar a manutenção de 8h para a Gepes de sua região.

Outras questões

- Garantida a hora extra para os optantes às funções de 6h até 2014, mesmo com mudança de prefixo nas reestruturações.

- O funcionário optante em permanecer na Dirao/Gecor com a função de 8h ou que tenha se deslocado para outra dependência por ser comissionado de 8h, poderá pedir correção caso as Gepes e/ou Dipes nomeie em função de 6h, de forma equivocada.

- Após o processo de realocação, não haverá trava de dois anos no caso de lateralidade. No caso de promoção, inicia-se uma nova contagem.

- O BB informou que a reestruturação não tem prazo para finalizar.

Nova GDP

O BB apresentou, através da Dipes, o novo sistema de avaliação dos funcionários - a nova GDP. A mudança é a inclusão do cumprimento de metas individuais (resultados) na composição das notas da GDP.

O novo sistema permitirá que os gestores definam por conta própria e de forma subjetiva, metas diferentes para funcionários de suas dependências. O que pode acarretar distorções e aumentar a prática de assédio moral nos locais de trabalho.

Avaliação: A GDP era um sistema interno com caráter formativo, pois avaliava os funcionários através de competências esperadas e sugeria melhorias através de retornos e avaliações periódicas (feedbacks). A inclusão de resultados de metas na GDP descaracteriza completamente o seu objetivo inicial. E mais: o Novo Sinergia, somado à GDP baseada em cumprimento de metas individuais, destrói a lógica do trabalho em equipe e aumenta a disputa interna nos locais de trabalho.

Outros pontos

- Faltas de greve (código 308): Os sindicatos cobraram novamente o estorno. O BB não tem ainda uma resposta.

- IN 383 (controle disciplinar): o BB ainda avalia pedido de mudanças.

- PSO: Sindicatos reivindicaram mesa específica. Sem resposta.

- SACR (Remoção automática, Cláusula 48ª, §1º do ACT/BB): os sindicatos cobraram funcionamento em todas as dependências.

Saúde e Previdência

- Economus: Os sindicatos reivindicaram a interferência da diretoria responsável junto ao Economus, que não atende os pleitos apresentados e sequer responde os ofícios encaminhados.

- Cassi e Previ para todos: Os sindicatos reivindicaram uma mesa para solucionar a discriminação dos funcionários oriundos de bancos incorporados.

Fonte: Contraf-CUT

Começa hoje a 15ª Conferência Nacional dos Bancários.



  
Evento define pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2013

Começa nesta sexta-feira 19 a 15ª Conferência Nacional dos Bancários, que definirá a estratégia e a pauta de reivindicações da Campanha Nacional de 2013 que será entregue à Febraban. A Contaf-CUT transmitirá ao vivo pela webtv e fará a cobertura online da Conferência, por intermédio da Rede de Comunicação dos Bancários, formada por profissionais de entidades sindicais de todo o país. 

A Conferência, para a qual estão inscritos 630 delegados e delegados, além de 44 observadores e observadoras, termina no domingo 21. 

Além da pauta de reivindicações, os trabalhadores também participarão de painéis e debates sobre temas importantes da conjuntura, do sistema financeiro e da realidade da categoria, bem como discutirão em grupos os quatro grandes eixos indicados pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT: emprego, reestruturação produtiva no sistema financeiro, remuneração e condições de trabalho. 

"Trata-se do maior evento nacional dos bancários, que coroa todo um processo democrático e participativo de organização da Campanha 2013 em todo país, hoje um modelo e referência para as demais categorias de trabalhadores. Somos desafiados, frente à conjuntura que atravessamos, a realizar uma campanha com ousadia, unidade e mobilização, a fim de buscar novos avanços e conquistas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Confira a programação da 15ª Conferência Nacional:

Sexta - dia 19

8h30 às 18h - Credenciamento

9h30 às 11h - Painel sobre Condições de Trabalho

Roberto Heloani (professor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas e professor conveniado junto à Université de Nanterre - Paris/França) e Wilson Amorim (professor da FEA/SP)

11h às 12h30 - Painel sobre Remuneração e Emprego

Nelson Karam (Coordenador de Educação Sindical do DIEESE e Diretor da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho).

12h30 às 14h30 - Almoço e check-in hotel

14h30 às 16h - Terceirização e Reestruturação Produtiva no Sistema Financeiro

Miguel Pereira (Secretário de Organização da Contraf-CUT), Vivian Rodrigues (subseção Dieese na Contraf-CUT) e Moisés Marques (professor e coordenador do Centro de Pesquisas 28 de Agosto do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

16h às 18h - Reforma Política

Vagner Freitas (presidente da CUT) e Deputado Ricardo Berzoini (PT/SP)

19h - Abertura solene da 15ª Conferência Nacional dos Bancários

21h - Jantar

Sábado - dia 20 

8h30 às 13h - Credenciamento

9h às 09h30 - Votação de Regimento Interno

9h30 às 10h - Apresentação dos resultados da Consulta aos Bancários 2013

10h às 10h30 - Apresentação da mídia para 2013

10h30 às 12h30 - Análise de conjuntura

Márcio Monzane (chefe da UNI Finanças), João Sicsú (professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-diretor do Ipea) e Altamiro Borges (Coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé)

12h30 às 14h - Almoço

14h às 18h - Trabalho em grupos

Grupo 1 - Emprego (Sala Jequitibá Branco - Lobby)

Grupo 2 - Reestruturação Produtiva no SF (Sala Jequitibá Vermelho - Lobby)

Grupo 3 - Remuneração (Sala Jacarandá-Mezanino)

Grupo 4 - Condições de Trabalho (Auditório 09 - Anhembi)

19h - Jantar

Domingo - dia 21

9h30 às 13h -Plenária Geral

13h às 14h30 - Almoço