sexta-feira, 25 de abril de 2014

Santander vai trocar cartões de auxílio refeição e alimentação em maio


  



O Santander vai trocar os cartões do auxílio alimentação e refeição da Visa Vale. Durante o mês de maio, cada funcionário receberá novos cartões no seu endereço residencial cadastrado no Portal RH. Os dois auxílios são conquistas dos bancários, garantidas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país.

Os cartões atuais, com vencimento em maio de 2014, poderão ser utilizados até o dia 31 de maio, data limite para recebimento dos novos cartões, conforme o comunicado do banco. A entrega dos novos cartões será feita somente mediante a presença de um responsável, maior de idade.

O desbloqueio dos novos cartões deve ser realizado através da Central de Atendimento Visa Vale pelo telefone (11) 4004-7733, disponível 24h por dia, todos os dias. As senhas permanecem as mesmas e os saldos serão transferidos automaticamente para os novos cartões. 

Para evitar transtornos, o funcionário deve manter o seu endereço atualizado no Portal RH, acessando Intranet > As Pessoas > Portal RH > Atualize seus dados.

Acesso externo ao Portal RH está fora do ar

Há vários dias, o acesso externo ao Portal de RH do Santander está indisponível. O problema já foi comunicado pela Contraf-CUT aos representantes do banco, mas até agora o acesso segue fora do ar e nenhuma resposta foi dada. O acesso vinha sendo feito através dowww.santanderportalrh.com.br/santanderexterno 

Esse acesso foi uma das conquistas das entidades sindicais em negociações no Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), favorecendo os funcionários que não estão em atividade no banco, como os afastados por licença-maternidade, auxílio-doença e dirigentes sindicais, a fim de que obtenham informações do banco, embora ainda limitadas.

"Esperamos que o banco regularize esse acesso dentro da maior brevidade possível, restabelecendo essa importante ferramenta de comunicação para vários funcionários do banco", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. 


Fonte: Contraf-CUT

Bancos eliminam 1.849 empregos no 1º trimestre e rotatividade continua


  




O sistema financeiro fechou 1.849 postos de trabalho no primeiro trimestre de 2014. Enquanto bancos privados lideraram os cortes, a Caixa Econômica Federal abriu 1.132 vagas no mesmo período, o que impactou positivamente o resultado do setor. A redução de empregos nos bancos anda na contramão da economia brasileira, que gerou 344.984 novos postos de trabalho nos três primeiros meses do ano.

Os dados constam na Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada nesta quinta-feira (24) pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

> Clique aqui para conferir tabelas e gráficos da pesquisa.

Conforme o estudo, além do corte de empregos, a rotatividade permaneceu muito alta no primeiro trimestre do ano. Os bancos brasileiros contrataram 8.266 funcionários e desligaram 10.115.

Um total de 13 estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com 967, 276, 260 e 186 vagas, respectivamente. O estado que exibiu o maior saldo positivo foi o Pará, com a criação de 124 postos de trabalho.

"Mesmo auferindo lucros bilionários, os bancos brasileiros, especialmente os privados, continuaram eliminando postos de trabalho neste início do ano, a exemplo dos últimos meses de 2013, o que não tem justificativa. No ano passado, os seis maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC) lucraram R$ 56,7 bilhões", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Para ele, "banco que não gera emprego anda na contramão da economia do país, prejudica os bancários e não contribui para o crescimento com distribuição de renda".

Rotatividade diminui salários dos bancários

A pesquisa mostra também que o salário médio dos admitidos pelos bancos no primeiro trimestre do ano foi de R$ 3.129,17 contra o salário médio de R$ 5.372,02 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram no sistema financeiro recebem valor médio equivalente a 58,2% da remuneração dos que saíram.

A rotatividade no sistema financeiro contrasta fortemente com a do conjunto da economia brasileira. A remuneração média dos trabalhadores admitidos no país correspondeu a 93,8% da recebida pelos desligados. Uma grande diferença!

"Os bancos privados seguem praticando rotatividade, um instrumento nocivo usado para reduzir a massa salarial e turbinar ainda mais os lucros", critica o presidente da Contraf-CUT. "Nos últimos dez anos, os bancários conquistaram aumentos reais consecutivos, mas esses ganhos foram corroídos pela rotatividade, reduzindo o crescimento da renda da categoria", denuncia.

Para Cordeiro, "os números da nova pesquisa reforçam a certeza dos bancários de ampliar a luta contra as demissões e pelo fim da rotatividade, por mais contratações e contra o PL 4330 da terceirização, como forma de proteger e ampliar o emprego da categoria e da classe trabalhadora".

Mulheres continuam ganhando menos do que os homens

A pesquisa revela que as mulheres, ainda que representem metade da categoria, continuam sendo discriminadas pelos bancos na sua remuneração, ganhando menos do que os homens não somente na contratação como também no desligamento. 

Enquanto a média dos salários dos homens na admissão foi de R$ 3.507,06 no primeiro trimestre do ano, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.745,20, valor que representa 78,3% da remuneração de contratação dos homens. 

Já a média dos salários dos homens no desligamento foi de R$ 6.174,31, enquanto a remuneração das mulheres foi de R$ 4.500,73. Isso significa que o salário médio das mulheres no desligamento equivale a 72,9% da remuneração dos homens.

"Essa discriminação reforça ainda mais a luta da categoria por igualdade de oportunidades na contratação, na remuneração e na ascensão profissional", destaca Cordeiro.

Maior concentração de renda nos bancos

A pesquisa fortalece ainda a luta dos bancários por distribuição de renda. Enquanto no Brasil, os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres, no sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. 

No Itaú, cada membro do Conselho de Administração recebeu, em média, R$ 15,5 milhões em 2013, conforme dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que representa 318,5 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial. No Santander, cada conselheiro embolsou, em média, R$ 7,7 milhões no mesmo período, o que significa 158,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou, em média, R$ 13 milhões no ano para cada conselheiro, a diferença para o salário do caixa foi de 270 vezes. 

Desta forma, para ganhar a remuneração mensal de um desses executivos, o caixa do Itaú tem que trabalhar 26,5 anos, o caixa do Santander 13 anos e o do Bradesco 22,5 anos.

"Esse profundo abismo que separa os ganhos dos altos executivos e os salários dos bancários atenta contra a justiça social e a dignidade dos trabalhadores, bem como contribui para a vergonhosa posição do Brasil entre os 10 países mais desiguais do planeta", conclui o presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Dieese

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Lucro do Bradesco sobe 18% no 1º trimestre e é o maior da história do banco

Do UOL, em São Paulo
           
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O lucro líquido do Bradesco cresceu 18% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu R$ 3,443 bilhões. De acordo com um levantamento realizado pela consultoria Economatica, trata-se do maior lucro da história do banco para o primeiro trimestre.
O resultado veio acima do esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, graças à queda na inadimplência e às despesas com pessoal controladas.

Despesas administrativas e calotes

As receitas com prestação de serviços foram de R$ 5,28 bilhões, alta de quase 15% sobre o primeiro trimestre do ano passado.
Já as despesas administrativas e com pessoal subiram num ritmo bem inferior, com alta de 3,9%, ante o primeiro trimestre de 2013. No comparativo com os três últimos meses do ano passado, apresentou queda de 7,5%. Em 12 meses até março, o número de funcionários do Bradesco caiu de 102,79 mil para 99,55 mil.
O nível de calotes do banco, ou seja, dívidas não pagas por mais de 90 dias, recuou nos últimos 12 meses, e fechou março em 3,4%. Em março do ano passado, esse índice estava em 4%.
Apesar disso, as reservas para despesas com devedores subiram 0,2%, de R$ 21,359 bilhões no primeiro trimestre do ano passado, para R$ 21,407 bilhões neste ano.
Já as despesas efetivas com os calotes caíram na mesma comparação, de R$ 3,109 bilhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 2,861 bilhões no 1º trimestre deste ano, uma queda de 8%.

Valor de mercado atinge R$ 135,938 bilhões

O valor do lucro líquido corresponde a R$ 0,82 por ação.
No período de janeiro a março de 2014, os acionistas receberam R$ 1,212 bilhão a título de juros sobre capital próprio, uma forma de remuneração. 
Com base no cálculo da cotação de suas ações, o valor de mercado do Bradesco atingiu R$ 135,938 bilhões em 31 de março.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio recorrente --importante indicador da rentabilidade de instituições financeiras-- chegou a 20,5%, melhor nível dos últimos sete trimestres, segundo o Bradesco.

Financiamento para veículos cai 13,6%

A carteira de crédito expandida do banco atingiu R$ 432,297 bilhões, uma alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2013 e de 1,2% em relação ao último trimestre de 2013. 
As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 132,652 bilhões (crescimento de 11,5% em relação a março de 2013), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 299,645 bilhões (crescimento de 9,9% em relação a março de 2013). 
Houve queda de 13,6% nos financiamentos para veículos e altas de 25,2% na carteira de crédito consignado e de 36,5% nos empréstimos imobiliários ante março de 2013, mantendo preferência do banco pelo foco em linhas de menor risco.
Para este ano, o Bradesco espera crescimento da linha de crédito de 10% a 14%.
Fonte: Uol com Reuters




Federação dos Bancários de SP/MS

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PRAZO PRORROGADO PARA O DIA 09 DE MAIO DE 2014, SE VOCÊ NÃO RESPONDEU, ENTRE NO SITE: www.febraban-diversidade.com.br E RESPONDA!

O prazo para os bancários responderem o II Censo da Diversidade foi prorrogado até o dia 9 de maio.  Conquistado na Campanha Nacional dos Bancários de 2012, o Censo está sendo realizado em sete bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia, Banestes, Banrisul, BNB e BRB) e 12 bancos privados (Bradesco,Citibank, Fibra, HSBC, BIC Banco, Itaú , Mercantil, Santander, Safra, Votorantim, Topázio e Toyota), totalizando 19 bancos.

Podem responder às perguntas todos os bancários, inclusive os licenciados por motivos de saúde, maternidade e mandato sindical que estão na base de cadastro da RAIS. O questionário está disponível no site www.febraban-diversidade.com.br.

O universo de participantes é de cerca de 486 mil bancários, que corresponde a 98% dos funcionários de 19 bancos, contudo, até a última terça-feira (15), apenas 95 mil bancários e bancárias havia respondido o questionário, o que representa 19,67% do total.

O representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) no Comando Nacional dos Bancários, que negocia com os bancos, Cido Roveroni, ressalta que é importante que todos os funcionários participem do Censo. “A adesão até o momento é baixa. Precisamos mobilizar ainda mais a categoria para que respondam à pesquisa, que  é um importante instrumento para diagnosticarmos as desigualdades existentes nos locais de trabalho e traçarmos um perfil mais fiel possível à realidade do bancário e, assim, definirmos mais políticas de igualdade e inclusão no sistema financeiro ”, afirma.

O processo é rápido e seguro e as respostas são confidencias. O bancário pode responder no local de trabalho, em casa ou no celular. Não leva mais que oito minutos em média.

A exigência de CPF, data de nascimento ou matrícula completa permitem a entrada segura no sistema, a certificação de que o acesso é feito somente por bancários. O sistema está criptografado, o que significa que não há como rastrear individualmente os CPFs ou matrículas, portanto, não há risco de vazamento de informações.  

O questionário apresenta um total de cinco páginas e todas as questões devem ser respondidas para que as informações sejam contabilizadas.


O Censo
O primeiro Censo foi realizado em 2008 e contou com a participação de 18 bancos, sendo que 204.133 (ou 49,9%) do total de colaboradores responderam à pesquisa.

Em 2012, o Comando Nacional, que representa os bancários nas negociações, arrancou o compromisso da Federação dos Bancos (Fenaban) de realizar uma segunda edição da pesquisa, que seria planejada em 2013 e efetivada em 2014, conforme estabelece a cláusula 49ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).



Federação dos Bancários de SP e MS

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Afubesp quer explicações sobre reajuste de 30,44% no Cabesp Família




A Afubesp protocolou nesta terça-feira, dia 15, um documento endereçado ao presidente da Cabesp, Eduardo Prupest, e aos diretores eleitos, Ricardo Mitsouka e Getúlio Coelho, solicitando esclarecimentos sobre o abusivo reajuste de 30,44% a ser aplicado no plano Cabesp Família a partir do dia 1º de maio.

> Clique aqui para ler a íntegra do ofício.

A entidade também reivindica "cópia de todos os estudos atuariais que embasaram a decisão em tela e ainda uma reunião técnica com o atuário responsável pelos mesmos". A iniciativa da associação vem em resposta ao grande número de reclamações recebidas de seus associados que utilizam o plano. 

"Esperamos que os eleitos não fujam à responsabilidade de, no mínimo, esclarecer todas as questões dos usuários do Cabesp Família, que estão sendo sacrificados com tamanho reajuste", afirma o presidente da Afubesp, Camilo Fernandes. 


Fonte: Afubesp

BB e Bradesco criam empresa e entram na disputa pelo comércio eletrônico

17/04/2014
Thais Folego
Valor Econômico - São Paulo

O mercado de meios de pagamentos voltado para o comércio eletrônico acaba de ganhar um concorrente de peso, que promete aumentar a competição no segmento. Bradesco, Banco do Brasil e Cielo anunciaram ontem a criação da Stelo, empresa intermediadora de pagamentos on-line para estabelecimentos comerciais e "carteira virtual" para consumidores.

A nova companhia marca a entrada dos bancos em uma seara até então de companhias independentes e ligadas a empresas de internet, como PayPal, Mercado Pago (do Mercado Livre), PagSeguro (do Uol) e Moip. Conhecidas como "facilitadoras de pagamentos", essas empresas são uma alternativa para o varejo às credenciadoras tradicionais (como Cielo e Rede) para aceitar compras com cartão. O principal apelo é assumir os riscos de fraude, que na compra on-line fica com as varejistas.

"Essa é a primeira empresa do gênero criada por bancos na América Latina", diz Marcelo Noronha, diretor-executivo do Bradesco. Segundo ele, o comércio eletrônico transacionou R$ 52 bilhões no ano passado, incluindo as empresas aéreas. A estimativa é de que ele alcance R$ 74 bilhões em transações até 2016.

Segundo Igor Senra, presidente-executivo do Moip, entre 20% e 30% do volume de comércio eletrônico passam pelas facilitadoras. Ele lembra, porém, que o escopo de atuação dessas empresas cresceu e agora elas atuam também em transações do mundo físico. Nas brechas deixadas pelas grandes credenciadoras, elas tentam conquistar espaço entre pequenos lojistas usando leitores de cartões acoplados a celulares e tablets. "Aí o volume é ainda maior. Só as vendas porta a porta movimentam R$ 50 bilhões no país", diz Senra.

A meta da Stelo é capturar R$ 2,5 bilhões em transações de e-commerce e ter quatro milhões de usuários ativos (pelo menos uma transação por mês) até 2016. Para 2018, a meta é ter R$ 9 bilhões em transações e dez milhões de usuários. "Nossas alavancas de crescimentos são muito fortes, pois vamos atuar simultaneamente nas duas pontas: no credenciamento de estabelecimentos e na captação de consumidores com a carteira virtual", diz Ronaldo Varela, diretor-presidente da Stelo.

A Stelo está em fase de teste operacional e vai entrar efetivamente em operação no segundo semestre. Segundo Varela, a plataforma tecnológica da companhia foi desenvolvida dentro de casa, integrando ferramentas próprias com a de fornecedores de tecnologia mundiais, caso da plataforma de análise de risco.

A Stelo está embaixo da estrutura da Elo Participações, holding em que BB e Bradesco concentram seus investimentos em empresas de meios de pagamentos, como a Cielo, a bandeira de cartões Elo e a empresa de vouchers de alimentação Alelo.

A entrada da Cielo no negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores. Segundo Rômulo Dias, presidente da credenciadora, a Cielo terá uma participação de 30% na nova empresa. Dessa forma, Bradesco e BB ficarão com 35% cada um. Questionado sobre um potencial conflito de interesses, uma vez que a Cielo tem entre seus clientes outros facilitadores, Dias disse que as duas empresas são segregadas, com operações e administração distintas.

Varela diz que a Cielo será a rede de captura de transações preferencial da empresa, mas que não há exclusividade. "Oportunamente vamos integrar o sistema com outras credenciadoras do mercado", diz. Segundo ele, a Stelo deve trabalhar com preços mais competitivos para o lojista do que os praticados hoje no mercado. 

"Isso não significa que teremos subsídio de taxas, mas sim por nossa eficiência operacional", diz Varela. As taxas praticadas pelos facilitadores hoje variam entre 2% e 8% do valor da transação, dependendo do volume e dos serviços prestados.

Para o consumidor final, a Stelo vai oferecer dois produtos: uma carteira virtual, que vai aceitar cartões emitidos por diversos bancos, e um moedeiro, espécie de conta pré-paga virtual. A Caixa Econômica Federal já oferece para seus clientes uma carteira virtual em parceria com a bandeira MasterCard, chamada de MasterPass.


Fonte: Valor Econômico

Contraf-CUT cobra pagamento de horas extras nas agências da Caixa


Crédito: Fenae
FenaeBancários cobram cumprimento da cláusula do acordo coletivo da Caixa

Em reunião da mesa de negociação permanente, realizada nesta quarta-feira (16), a Contraf-CUT, federações e sindicatos cobraram da Caixa Econômica Federal o cumprimento da cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2013/2014 referente ao pagamento de horas extras em agências com até 15 empregados. As entidades sindicais receberam denúncias de funcionários dessas unidades, que estão sendo pressionados a não solicitarem o pagamento das horas trabalhadas a mais.

O pagamento de todas as horas extras realizadas em agências da Caixa com até 15 empregados foi uma das conquistas da Campanha Nacional 2013. A medida passou a vigorar em janeiro deste ano.

Os representantes da Caixa alegaram que não tem conhecimento do problema. Segundo eles, nos meses de janeiro e fevereiro problemas no sistema dificultaram a marcação das horas, mas que já foi normalizado. Ainda, segundo o banco, no início de cada mês o empregado deve entrar no Sipon e marcar a opção requisitando o pagamento.

Jair Pedro Ferreira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, disse que na prática a regra não está sendo devidamente cumprida. Um fator que contribui para isso, segundo ele, é a dotação orçamentária que as unidades têm para pagar as horas extras.

Conforme a diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus, que participou da reunião, "os gestores que ultrapassam este orçamento estão tendo de se justificar às superintendências regionais". 

Os dirigentes sindicais questionaram também o texto da CE 081 que estabelece os percentuais de compensação das horas extras nas demais agências. Segundo Fabiana Matheus, a circular dá margem a variadas interpretações.

A reunião desta quarta marcou a retomada das negociações permanentes em 2014. A maioria dos pontos debatidos está relacionado as condições de trabalho. 

O coordenador da CEE/Caixa disse que o banco não está cumprindo os compromissos assumidos nas mesas anteriores para melhorar as condições de trabalho na retaguarda. A situação dos tesoureiros, segundo avaliação dos trabalhadores, piorou. Eles continuam enfrentando problemas como a sobrecarga de trabalho. A Caixa prometeu apurar a denúncia.

Reestruturação

Os trabalhadores cobraram também da Caixa transparência no processo de reestruturação. Segundo Jair Ferreira, a falta de informação deixa os empregados inseguros. 

Um manifesto de empregados da GI Programas Sociais de Porto Alegre foi entregue aos representantes da empresa. No documento, os trabalhadores relatam a preocupação com notícias de mudanças e que possam ser aproveitados na área de governo.

"É fundamental que as entidades acompanhem as condições de trabalho e denunciem os casos de descumprimento do acordo coletivo. Somente essa atuação incisiva fará com que a Caixa cumpra o que foi negociado", destacou o coordenador da CEE/Caixa.

Outros pontos discutidos

Foi debatido ainda o andamento dos fóruns paritários sobre condições de trabalho e Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC). A CEE/Caixa defendeu a prorrogação do prazo do grupo que debate melhorias nas condições de trabalho. O pedido foi acatado, devendo as discussões ser estendidas por, no máximo, mais duas reuniões.

A CEE/Caixa defendeu encerrar os trabalhos do fórum do PSIC por entender que, apesar de algumas propostas terem sido implementadas pela Caixa, não houve os avanços necessários para atender às reivindicações dos empregados. 

Segundo Jair Ferreira, os trabalhadores continuarão defendendo suas propostas relativas ao Processo de Seleção Interna por Competência nas negociações permanentes.

Conselho de Administração

A Contraf-CUT solicitou ao banco que a suplente do conselheiro representante dos empregados, Maria Rita Serrano, participe das reuniões no Conselho de Administração (CA). 

Fabiana Matheus lembrou que em outros colegiados, como o Conselho Deliberativo da Funcef, os conselheiros suplentes participam das reuniões e com direito a fala. No entendimento das entidades sindicais, o acompanhamento das reuniões pelos suplentes é necessário para que em caso de ausência do titular, possa se posicionar sobre os temas em discussão no CA. 

A Caixa ficou de se posicionar sobre a reivindicação na próxima negociação permanente.

Promoção por mérito

A Caixa apresentou dados que revelam avanços na promoção por mérito. Em 2013, 89,37% dos empregados elegíveis foram promovidos, enquanto que no ano anterior (2012) esse percentual foi de 81,74%. 

Os trabalhadores solicitaram que fossem apuradas denúncias de que empregados deixaram de receber os deltas por conta de faltas. 

A promoção por mérito é uma importante conquista dos empregados do banco, obtida com as greves de 2007 e 2008, e que representa crescimento na carreira e aumento salarial.

Bancário temporário

Foi reivindicada à Caixa a revogação da RH 037 que trata da contratação de bancários temporários. O banco alegou que desde 2010 não é feito esse tipo de contratação, atendendo ao que foi negociado com o movimento sindical e ao termo de ajustamento de conduta assinado no Ministério Público do Trabalho. 

Os representantes da Caixa não souberam explicar porque a norma não foi revogada ainda. Para Jair Ferreira, não há justificativa para manutenção de um instrumento que traz insegurança ao conjunto dos empregados.

Incorporação do REB

Os representantes da Caixa informaram na negociação que houve avanço no processo de incorporação do REB. Uma comissão, formada por dirigentes e gestores da Funcef e da Caixa, esteve reunida no dia 10 de abril com o superintendente nacional de Previdência Complementar (Previc), José Maria Rabelo. 

Na reunião, ficou definida a criação de um grupo técnico e definida uma agenda de trabalho, a fim de buscar uma alternativa para viabilizar a incorporação. O coordenador da CEE/Caixa defendeu que os empregados continuem mobilizados para assegurar o atendimento de uma reivindicação que perdura desde 206 quando foi criado o Novo Plano.


Fonte: Contraf-CUT com Fenae