quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Banco do Brasil obtém lucro de R$ 5,506 bilhões no primeiro semestre


  
O Banco do Brasil lucrou no primeiro semestre deste ano R$ 5,506 bilhões, conforme balanço divulgado na manhã desta quinta-feira (14). No segundo trimestre de 2014, o BB obteve lucro líquido ajustado de R$ 3,002 bilhões, o que representa alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O desempenho ficou acima do projetado por analistas. Pela média dos resultados coletados pelo jornal Valor Econômico, a expectativa era de um resultado ajustado de R$ 2,480 bilhões no segundo trimestre. 

Já o lucro contábil teve queda de 62,1% e somou R$ 2,829 bilhões no segundo trimestre deste ano. A queda se dá porque, no segundo trimestre de 2013, o banco contabilizou R$ 9,820 bilhões no resultado em função da alienação das ações da BB Seguridade, o que garantiu um lucro líquido de R$ 7,472 bilhões à ocasião. 

A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 718,754 bilhões no segundo trimestre, mostrando alta de 12,5% na comparação anual e de 2,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

O índice de inadimplência, compreendendo atrasos há mais de 90 dias, foi de 1,99%, ante 1,87% no mesmo período do ano passado e 1,97% no primeiro trimestre. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) mostraram expansão de 8,3%, a R$ 4,57 bilhões. A margem líquida de juros do banco alcançou 6% no segundo trimestre, acima dos 5,3% vistos no primeiro trimestre e dos 2,8% registrados no mesmo período de 2013. 

Análise do Dieese

A Subseção do Dieese na Contraf-CUT já está analisando os números do balanço semestral do BB e os resultados obtidos, sobretudo a evolução do emprego, serão divulgados ao longo do dia.


Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico e G1

Lucro da Caixa cresce 7,9% e atinge R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre


  
A Caixa Econômica Federal obteve lucro líquido de R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre de 2014, com expansão de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, em relação a 2013, o lucro aumentou 2,7%, para R$ 1,87 bilhão. O balanço foi divulgado no final da manhã desta quinta-feira (14).

A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 28% nos 12 meses encerrados em junho, para R$ 552,1 bilhões. Houve desaceleração do crescimento, que havia sido de 33% em 12 meses encerrados em março.

A carteira de crédito comercial a pessoas jurídicas teve avanço de 17% nos 12 meses encerrados em junho e o de pessoas físicas, de 31,3%. Em março, o crédito a pessoas jurídicas havia crescido 32,5%, e a pessoas físicas, 38,5%.

O crédito imobiliário aumentou 27,3% nos 12 meses encerrados em junho e os financiamentos para saneamento e infraestrutura, 52%. 

O índice de inadimplência da Caixa subiu para 2,77% em junho, ante 2,64% observados no fim de março.

Análise do Dieese

A Subseção do Dieese na Contraf-CUT já está analisando os números do balanço semestral do BB e os resultados obtidos, sobretudo a evolução do emprego, serão divulgados ao longo do dia.


Fonte: Contraf-CUT com Valo Econômico
EDITAL ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Presidente Venceslau e Região, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 53.308.524/0001-00, Registro sindical nº 24440-019065/90-00 por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados do Banco Santander (Brasil) S.A, sócios e não sócios, da base territorial deste sindicato, nos municípios de Santo Anastácio, Presidente Venceslau, Caiuá, Presidente Epitácio, Teodoro Sampaio, Primavera E Rosana, para a assembleia geral  extraordinária   que  se   realizará dia 15 de agosto de 2014, às 17h30m, em primeira convocação, e às 18h30m, em segunda convocação, no endereço à Rua Antonio Marques da Silva nº 2.245, Jardim Morada do Sol, Presidente Venceslau-SP, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1.    Discussão e deliberação sobre ratificação de pauta de reivindicações para celebração do acordo coletivo de trabalho dos empregados do Banco Santander (Brasil) S/A 2014/2016, aditivo à CCT/FENABAN;

2.    Discussão e deliberação sobre ratificação de pauta de reivindicações para celebração do acordo coletivo de trabalho para celebração do acordo coletivo de Programa de Participação de Resultados (PPRS) para o exercício 2014  do Banco Santander (Brasil) S.A;

3.     Discussão e deliberação sobre ratificação da proposta dos termos de compromisso BANESPREV e CABESP.

Presidente Venceslau-SP, 12 de agosto de 2014.




SIDNEI DE PAULA CORRAL
Presidente

Pauta de reivindicações dos bancários entregue à Fenaban; negociação nos dias 19 e 20

11/08/2014


Entrega da minuta dos bancários à Fenaban. Foto: Júlio César Costa - Seeb Campinas

A Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) entregou à Fenaban (Federação dos Bancos) nesta segunda-feira, 11, a minuta de reivindicações dos bancários para a Campanha 2014.

A categoria reivindica reajuste de 12,5%, piso de R$ 2.979, PLR de três salários mais verba fixa de R$ 6.247, mais saúde e melhores condições de trabalho, preservação do emprego, fim da rotatividade e prevenção contra assaltos e sequestros.

A primeira rodada de negociação está marcada para os dias 19 e 20 de agosto, sobre saúde e condições de trabalho.

As principais reivindicações dos bancários 

> Reajuste salarial de 12,5%.

> PLR: três salários mais R$ 6.247.

> Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).

> Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

> Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários;

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

> Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências e biombos em frente aos caixas; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Banco do Brasil e Caixa 

 
O Comando Nacional dos Bancários, que representa a categoria nas negociações, também entregou hoje a pauta específica dos empregados dos dois bancos públicos. Os funcionários do Banco do Brasil estão intensificando a luta pelo PCR, por mais contratações e por melhores condições de trabalho, sem assédio moral. Entre as reivindicações dos funcionários da Caixa Econômica Federal estão fim do assédio moral, jornada de seis horas para todas as funções sem redução salarial, mais contratações, entre outros. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Santander lucra R$ 2,9 bilhões, mas corta 861 empregos

O Santander Brasil apurou lucro líquido gerencial de R$ 2,864 bilhões no primeiro semestre de 2014, o que significa uma queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado e uma leve evolução de 0,6% no segundo trimestre. Esse resultado obtido representa 19% do lucro global do banco espanhol, que foi de 2,756 bilhões de euros.

No entanto, o banco eliminou 861 postos de trabalho no primeiro semestre, andando na contramão da economia brasileira, que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada.

O corte foi ainda maior se forem comparados os últimos 12 meses. O banco fechou 2.942 postos de trabalho. Com isso, o número de empregados da holding em junho de 2014 foi 48.760 ante 51.702 em junho de 2013 (queda de 5,7%), conforme análise feita pela Subseção do Dieese na Contraf-CUT.

Clique aqui para ver a análise do Dieese.

"Com todo esse lucro bilionário, não tem justificativa o fato de o Santander continuar demitindo funcionários, praticando rotatividade e reduzindo empregos", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

"Queremos que o país volte a crescer a um ritmo mais acelerado, com geração de empregos e redução das desigualdades, mas para isso os bancos têm que fazer a sua parte, oferecendo contrapartidas como emprego, crédito mais barato, redução de tarifas, atendimento de qualidade e segurança", salienta.

O banco fechou 156 agências e 110 PABs nos últimos 12 meses, enquanto foram criados 254 correspondentes bancários, precarizando o atendimento.

Menos bancários e mais clientesApesar da redução do número de agências e de PABs, a carteira de clientes cresceu significativamente (1,9 milhão a mais de clientes em um ano, sendo 296 mil apenas na primeira metade de 2014).

"Essa gestão é equivocada e prejudicial para trabalhadores e clientes, uma vez que o banco reduziu postos de trabalho, sobrecarrega e assedia funcionários que precisam atender maior número de clientes, o que piora a saúde dos bancários e o atendimento de qualidade à clientela", enfatiza Cordeiro.

Todos esses números explicam porque o Santander permanece na liderança do ranking mensal de reclamações de clientes no Banco Central. Em 2013, o banco ficou por oito meses em primeiro lugar. Já neste primeiro semestre de 2014 foi campeão em cinco dos seis meses.

"Queremos o fim das demissões e da rotatividade, mais contratações e melhores condições de trabalho", defende o presidente da Contraf-CUT.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 11,3%, com queda de 0,1 ponto percentual em 12 meses.

A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 4,9% em 12 meses, atingindo um montante de R$ 279,8 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 5,0% em relação a março de 2013, chegando a R$ 75,9 bilhões (27,1% do total do crédito).

Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 113,6 bilhões, com elevação de 4,4% em comparação ao 1º semestre de 2013 (40,6% do total). Do total da carteira de crédito, R$ 36,9 bilhões (ou 13,2% da carteira total) são gerados pelos correspondentes bancários.

A carteira de "financiamento ao consumo" apresentou queda de 0,5% em 12 meses. Desse total, R$ 30,2 bilhões referem-se a financiamentos de veículos para pessoa física.

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 1,1 ponto percentual, ficando em 4,1% no 1º semestre do ano (-0,3 ponto percentual no trimestre). Com isso, foram reduzidas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que totalizaram R$ 6,0 bilhões (queda de 17,9%).

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 2,0% em 12 meses, totalizando R$ 5,3 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram apenas 1,7%, atingindo R$ 3,5 bilhões. A cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 149,9%, em março de 2014. "O banco paga a folha de pagamento apenas com essa receita e ainda sobra uma metade para pagar outra folha", compara Cordeiro.

Campanha Nacional dos Bancários 2014Com todo esse lucro gigantesco, o dirigente da Contraf-CUT aponta que o Santander não terá dificuldades em atender a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2014, que será entregue para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto, às 11 horas, em São Paulo.

"Queremos respeito e valorização dos funcionários, principais responsáveis pelos gigantescos resultados atingidos no Brasil", conclui Cordeiro.
Contraf-CUT

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Lucro antes de impostos do HSBC cai 64% no Brasil e fica em US$ 55 milhões


Com perdas na operação de varejo no Brasil, o HSBC fechou o primeiro semestre de 2014 no país com um lucro antes de impostos de US$ 55 milhões. A cifra é 64% menor do que o resultado de igual período do ano passado.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (4) pelo HSBC no balanço global. O maior banco europeu por valor de mercado teve um lucro de US$ 9,46 bilhões, ante US$ 10 bilhões em igual período de 2013.

Em relatório, o banco diz que pesou sobre o resultado no Brasil um prejuízo antes de impostos de US$ 129 milhões no segmento de varejo e gestão de fortunas. Na primeira metade de 2013, a área registrou prejuízo de US$ 117 milhões.

Segundo reportagem publicada nesta terça (5) pelo jornal Valor Econômico, o varejo do HSBC passa por uma reestruturação desde 2011, quando o banco decidiu se focar no crédito apenas para clientes e em modalidades mais seguras, como o empréstimo consignado e o financiamento imobiliário. As modalidades de crédito com mais garantia correspondiam a 29% da carteira de empréstimos do banco no fim de junho, acima dos 22% de igual período de 2013.

O banco está em meio a uma mudança global na forma de incentivar venda de produtos com comissões pagas a gerentes. Esse impacto não é citado nos comentários sobre o Brasil, mas tem afetado a receita no mundo todo.

Além do varejo, o HSBC diz que a operação de atacado também afetou o desempenho do banco no Brasil. O lucro antes de impostos dessa área ficou em US$ 175 milhões de janeiro a junho de 2014, ante R$ 224 milhões em igual período do ano passado. O banco atribui essa redução de 21,9% ao aumento no custo de captação.

O banco ainda não divulgou os números no Brasil no primeiro semestre. Pelos dados do Banco Central, o HSBC teve um prejuízo de R$ 31,1 milhões no primeiro trimestre deste ano. Procurado pela reportagem, o HSBC informou que não comentaria.

Em relatório, o banco diz que mantém o foco na América Latina, principalmente no México, na Argentina e no Brasil. O HSBC afirma, porém, que enfrenta nesses mercados crescimento econômico e dos empréstimos mais lento e pressões inflacionárias.

No mundo, a queda no lucro líquido deveu-se principalmente a um fraco primeiro trimestre, quando os lucros caíram 20% em relação a um ano atrás, quando as receitas foram impulsionadas por vendas de ativos, e reflete receitas perdidas como resultado do fechamento ou venda de empresas.

O HSBC está na segunda fase de um plano de recuperação que começou em 2011, com o objetivo de tornar o banco menos complexo, mais eficiente e capaz de proporcionar melhores retornos para os acionistas. O banco cortou mais de 40 mil postos de trabalho e vendeu ou fechou 60 unidades, o que resultou em uma economia anual de mais de US$ 5 bilhões.

O banco também atribui o desempenho mais fraco a despesas que teve com obrigações regulatórias. As despesas operacionais, excluindo itens extraordinários, subiram 4% no primeiro semestre, "refletindo, em parte, investimentos crescentes em risco, compliance e padrões globais".

O HSBC não deu mais detalhes, mas anteriormente havia informado a contratação de mais de 1.750 funcionários ligados a controles em 2013, com um aumento superior a 50% desde o acordo de US$ 1,9 bilhão fechado em 2012 com autoridades por conta de uma investigação sobre regras para evitar lavagem de dinheiro.

Em um comunicado, o presidente do conselho de administração do HSBC, Douglas Flint, pediu que reguladores internacionais esclareçam o que esperam de funcionários do banco depois que uma recente onda de multas recordes por má conduta ter deixado todos com medo de represálias.

Bancários olham resultados com dúvidas e incertezas

Para o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira, "está evidente que no Brasil o HSBC apresenta dificuldades para disputar o varejo com os demais bancos. Mesmo tendo ainda ativos significativos para classificá-lo dentre os seis maiores bancos que atuam no país, os indicadores vêm piorando progressivamente. Parece que, mesmo após 17 anos atuando no mercado brasileiro, o banco ainda não encontrou seu nicho de negócios".

O lucro líquido, que já não era dos maiores, vem caindo a cada semestre, registrando pela primeira vez prejuízo no 1º trimestre de 2014 de R$ 31 milhões e agora lucro antes dos impostos no 1º semestre de apenas U$ 55 milhões. "O que isso irá significar após os impostos só aguardando a publicação do balanço no Brasil. Aliás, o balanço está sendo aguardado com grande expectativa, porque a matriz londrina anunciou uma capitalização na filial brasileira da ordem de U$ 1 bilhão no semestre. Se isso ocorreu e mesmo assim o resultado é este de apenas U$ 55 milhões antes dos impostos, isso denota que os problemas são maiores ainda", observa Miguel.

"Com esses resultados inexpressivos, na contramão dos demais bancos brasileiros, que batem recordes de lucratividade a cada semestre, as medidas que o banco toma, vão no sentido de cortes de despesas, como o fechamento de agências - 20 só neste ano - e milhares de demissões. O que, a nosso ver, só fragiliza ainda mais o banco frente à concorrência e dificulta a busca de resultados na ponta", analisa o dirigente sindical.

Conforme Miguel, "outra medida, que certamente terá impacto nos resultados finais, foram mudanças unilaterais nos programas de remuneração variável praticados no banco. Além de diversos problemas com relação ao não pagamento aos funcionários participantes, particularmente gerentes, este ano ninguém tem assegurado o quanto irá receber, mesmo tendo alcançado as suas metas. Porque isso depende do resultado da empresa e não há recursos garantidos para esse pagamento, como era anteriormente, onde parte do lucro líquido era reservado para esses pagamentos".

"O fato da crescente pressão para o atingimento dessas metas, vinculado à baixa expectativa de recebimento do pagamento de bônus, pode estar levando a uma crescente insatisfação do segmento gerencial, que provoca queda nos resultados. A falta de funcionários nas agências também é outro fator que dificulta melhor performance do banco inglês. Menos funcionários, menos negócios e piora no atendimento, o que dificulta a retenção dos clientes, e por aí vai", ressalta Miguel.

Mas o que mais preocupa os dirigentes sindicais é a questão do emprego. "O Grupo HSBC ainda emprega cerca de 22 mil trabalhadores diretos, tendo mais de 800 agências em todo o Brasil", conclui o diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com Valor Econômico

Bradesco lucra R$ 7,3 bilhões, mas corta 1.462 empregos no 1º semestre

Bradesco lucra R$ 7,3 bilhões, mas corta 1.462 empregos no 1º semestre

Mesmo obtendo um lucro líquido ajustado de R$ 7,277 bilhões no primeiro semestre de 2014, que significou um crescimento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado e 9,7% no segundo trimestre, o Bradesco cortou 1.462 postos de trabalho, seguindo na contramão da economia brasileira que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada.

O fechamento de vagas foi ainda maior se forem comparados os últimos 12 meses: 2.924 postos de trabalho. Assim, o número de empregados da holding em junho de 2014 caiu para 99.027 ante 101.951 em junho de 2013 (queda de 2,9%), segundo análise da Subseção do Dieese da Contraf-CUT com base no balanço divulgado nesta quinta-feira (31).

"É totalmente injustificável que, com todo esse resultado bilionário, o Bradesco continue demitindo e extinguindo postos de trabalho, além de praticar rotatividade de mão de obra", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

"Queremos que o país volte a crescer a um ritmo mais acelerado, com geração de empregos e redução das desigualdades, mas para isso os bancos têm que fazer a sua parte, oferecendo contrapartidas como emprego, crédito mais barato, redução de tarifas, atendimento de qualidade e segurança", salienta.

O banco também fechou as portas de nove agências nos últimos 12 meses, sendo 6 entre janeiro e junho de 2014. Já o retorno anualizado sobre o Patrimônio Líquido médio foi de 20,7% (1,9 ponto percentual a mais do que em junho de 2013).

> Clique aqui para ver os destaques do balanço apurados pelo Dieese.

As operações de crédito cresceram 8,1% em 12 meses, atingindo um montante de R$ 435,2 bilhões. As operações com pessoas físicas evoluíram 9,6% em relação a junho de 2013, chegando a R$ 135,1 bilhões, o que representa 31% do total das operações de crédito. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 300,1 bilhões, com elevação de 7,5% em comparação ao 1º trimestre de 2013, totalizando 69% do total do crédito.

"Esse crescimento das operações provoca aumento de serviços e, com a redução de funcionários, cresce ainda mais a sobrecarga e a pressão no trabalho, afetando a saúde dos bancários e a qualidade de atendimento dos clientes", alerta Cordeiro. "Queremos o fim das demissões, da rotatividade e do corte de empregos. O banco tem que fazer mais contratações, abrir novas vagas e melhorar as condições de trabalho", defende o presidente da Contraf-CUT.

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,2 ponto percentual, ficando em 3,5% no 1º semestre deste ano (subindo 0,1 ponto percentual no trimestre). O banco reduziu suas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em -2,6% em relação a junho de 2013.

A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceram 10,9% em 12 meses, totalizando R$ 10,4 bilhões. Já as despesas de pessoal subiram apenas 7,6%, chegando a R$ 6,7 bilhões. Com isso, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco ficou em 154,8% no 1º semestre de 2014. "O banco paga a folha de pagamento apenas com essa receita e ainda sobra uma metade para pagar outra folha", compara Cordeiro.

Com todo esse lucro gigantesco, o dirigente da Contraf-CUT ressalta que o Bradesco não terá dificuldades em atender a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2014, que será entregue para a Fenaban no próximo dia 11 de agosto, às 11 horas, em São Paulo. "Queremos a valorização dos funcionários, principais responsáveis pelos resultados atingidos e pelo crescimento do banco", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Dieese