sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Caixa tem 20 dias para apresentar cronograma de contratações ao MPT

Prazo foi concedido pelo procurador Carlos Eduardo Brisolla, que se reuniu nesta quinta-feira com representantes dos trabalhadores e do banco

06/11/2015
Em audiência realizada nesta quinta-feira (5), o procurador Carlos Eduardo Carvalho Brisolla, da Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Regional, concedeu prazo de 20 dias para que a Caixa Econômica Federal apresente cronograma de contratação dos aprovados no concurso público realizado em 2014 ou estudo em que dimensione as admissões a serem feitas até dezembro deste ano, como prevê a cláusula 50 do ACT 2014/2015, ou até junho de 2016, quando termina a validade do certame.
Participaram da reunião, em Brasília (DF), Genésio Cardoso, diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e membro da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa); Sérgio Takemoto, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT); e Almir Márcio Miguel, gerente nacional de Informações Corporativas e Negociações Coletivas (GEING), representando o banco.
“Destacamos, mais uma vez, que a falta de empregados é uma realidade que afeta as unidades da Caixa de todo o país. A empresa insiste que cumpriu a cláusula 50 do ACT 2014/2015, pois contratou mais 2 mil novos empregados desde então, mas ignora o fato de mais de 3 mil trabalhadores terem deixado o banco por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) realizado este ano. Esse foi apenas um primeiro passo. Vamos aguardar a manifestação da Caixa e manter a mobilização”, diz Genésio Cardoso.
Segundo Sérgio Takemoto, houve outro avanço importante. “O procurador recomendou que nos próximos concursos públicos haja a definição de uma quantidade de contratações, ou seja, que não se faça apenas para cadastro reserva. Esperamos que a Caixa tenha a sensibilidade de seguir essa orientação, evitando que a frustração de milhares de aprovados, como está ocorrendo agora com mais de 30 mil”, afirma.
Concurso público
Em 2014, a Caixa realizou um dos maiores concursos públicos da história. Foram quase 1,2 milhão de inscritos, dos quais 32.879 foram aprovados. Até o momento, apenas 3.182 foram convocados (9,67% do total) e apenas 2.482 admitidos (7,54% do total). Neste ano não houve uma convocação sequer em fevereiro, março, julho, agosto e setembro. O Distrito Federal tem o maior índice de convocados: 18,78%. Já o menor índice é o da Paraíba, apenas 2,47%.
Enquanto isso, a falta de empregados prejudica a todos. Trabalhadores estão sobrecarregados e, consequentemente, adoecendo mais. Clientes e usuários sofrem a demora no atendimento. A Caixa Econômica Federal tem hoje menos de 98 mil empregados, mas eram mais de 101 mil no final do ano passado. E tem autorização dos órgãos reguladores para chegar aos 103 mil. Atualmente, em média, são 23 trabalhadores por unidade, a pior situação desde 2003.
Fonte: Fenae

Bancários de todo País têm uma nova Convenção Coletiva de Trabalho. Conheça

A CCT foi assinada no dia 3 de novembro. A íntegra está disponível na parte de Acordos e Convenções do site

05/11/2015
Jailton Garcia / Contraf-CUT
A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho aconteceu no dia 3 de novembro - Jailton  Garcia / Contraf-CUT
A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho aconteceu no dia 3 de novembro
Desde o dia 3 de novembro, data de assinatura com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), os bancários de todo o Brasil têm uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Está disponível, na seção de acordos e convenções do site da Contraf-CUT, a íntegra da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2015/2016.
O principal ponto do documento, que prevê todos os diretos da categoria, é o reajuste de 10% para todas as faixas salariais, inclusive os pisos. Outro destaque é o reajuste de 14% para os vales refeição, alimentação e 13ª cesta. O vale-refeição ficou em R$ 29,64 ao dia, o vale-alimentação em R$ 491,52 ao mês (mesmo valor da 13ª cesta). Já o auxílio-creche/babá teve reajuste de 10%, passando para R$ 394,70.
A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também foi reajustada em 10%. A regra básica do benefício prevê o pagamento de 90% do salário mais R$ 2.021,79 fixos, com teto de R$ 10.845,92. Caso a distribuição não atinja 5% do lucro líquido com o pagamento da regra básica, os valores individuais serão elevados até o limite de 2,2 salários, com teto de R$ 23.861,00, ou até atingir o percentual de 5% do lucro líquido, o que ocorrer primeiro.
Já o valor adicional tem distribuição linear de 2,2% do lucro líquido entre todos os bancários com teto de R$ 4.043,58. Na primeira parcela do adicional haverá distribuição de 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre deste ano, podendo chegar a R$ 2.021,79.
A antecipação da PLR tem de ser paga em até dez dias corridos após a assinatura da CCT, concretizada na terça-feira, 3 de novembro. O valor da antecipação é de 60% da regra básica (que corresponde a 54% do salário mais R$ 1.213,07, com teto de R$ 6.507,54). A antecipação da parcela adicional corresponde a 2,2% do lucro líquido do 1º semestre dividido pelo nº de bancários, com teto de R$ 2.021,79.
O restante da PLR e do valor adicional tem de ser creditado até março de 2016. Os valores a serem distribuídos dependerão do lucro líquido a ser apurado no final de 2015.
O pagamento da PLR integral será feito para os admitidos até 31 de dezembro de 2014 e em efetivo exercício em 31 de dezembro de 2015. Admitidos até 31 de dezembro de 2014 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2015 por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade também têm direito.
O pagamento proporcional, na razão de 1/12 por mês trabalhado, será para os admitidos a partir de 1º de janeiro de 2015 ou demitidos sem justa causa, entre 2 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2015. Também têm direito ao pagamento proporcional os admitidos em 2015, mesmo que afastados por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade.
O pagamento integral será feito para os admitidos até 31 de dezembro de 2014 e em efetivo exercício em 31 de dezembro de 2015, ou seja, que tenham trabalhado durante todo o ano. Admitidos até 31 de dezembro de 2014 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2015 por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade também têm direito.
É importante frisar que os bancários que pediram demissão ou que foram demitidos por justa causa não receberão PLR.

Dias parados
Como a greve durou 21 dias, outra dúvida recorrente é o desconto dos dias parados. Não haverá desconto. Serão anistiados 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e 72% dos dias para quem faz oito horas. O restante será compensado até 15 de dezembro, no máximo uma hora por dia, seja para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos. Caso o bancário não compense todo o acordado até 15 de dezembro, o restante será anistiado.

Cláusulas sociais
A Campanha Nacional 2015 garantiu ainda a assinatura de um termo de entendimento entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário para tratar das condições de trabalho e da gestão das instituições de modo a reduzir as causas de adoecimento. As comissões de empresa acompanharão para garantir melhorias.

Vale-Cultura
O vale-cultura continua valendo. O direito será concedido prioritariamente aos empregados que têm remuneração mensal até o limite de cinco salários mínimos nacionais (salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial).
O cartão magnético deve ser carregado mensalmente com R$ 50 para serem gastos em programas culturais como ingressos para museus, shows, cinema, teatro ou aquisição de produtos como livros, DVDs e até instrumentos musicais. Seu fornecimento depende de prévia aceitação pelo empregado e não tem natureza remuneratória.
O bancário que recebe vale-cultura pode ter descontados de sua remuneração mensal os seguintes percentuais:
- o desconto na remuneração do trabalhador com até cinco salários mínimos varia de R$ 2 a R$5
- quem ganha até um salário paga R$ 1
- acima de um e até dois salários, o desconto é de R$ 2
- acima de dois até três, R$ 3
- acima de três até quatro, R$ 4
- acima de quatro até cinco salários mínimos, R$ 5.
Essa cláusula vigora entre 1º de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2016, salvo se antes desse prazo o incentivo fiscal previsto no art. 10 da Lei 12.761/2012 e nos artigos 21 e 22 do Decreto 8084/2013 for revogado, hipótese em que a concessão do vale-cultura cessará imediatamente.

INSS
Outra mudanda foi referente ao bancário que foi considerado inapto para o trabalho pelo banco mas teve o pedido de benefício indeferido pelo INSS. Antes, o bancário que se encontrava nessa situação tinha que devolver todo o valor do salário emergencial pago pelo banco assim que retornava ao trabalho, desde que não ultrapassasse o teto de 30% do valor do seu salário. Agora, o empregado ficará livre deste ônus.
O abono-assiduidade também continua valendo. O bancário tem direito a um dia de ausência remunerada. O direito é válido para o empregado que estiver trabalhando no banco na data da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho e que não tenha nenhuma falta injustificada no período de primeiro de setembro de 2014 a 31 de agosto de 2015. Para poder usufruir do direito, o trabalhador deverá ter, no mínimo, 12 meses de vínculo empregatício com o banco. O dia de ausência ocorrerá impreterivelmente no período de primeiro de setembro de 2015 a 31 de agosto de 2016 e será definido pelo gestor em conjunto com o empregado. O abono-assiduidade não poderá, em hipótese alguma, ser convertido em dinheiro, nem adquirir caráter cumulativo e ou ser utilizado para compensar faltas ao serviço. O banco que já concede qualquer outro direito que resulte em folga ao empregado, tais como “faltas abonadas”, “abono-assiduidade”, “folga de aniversário”, e outros, fica desobrigado do cumprimento dessa cláusula, sempre observando utilização dessa folga em dia útil e dentro do período determinado.
Fonte: Contraf-CUT, com Seeb SP

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Em oito anos, número de clientes bancários cresceu 45%, diz diretor do Banco Central

Publicado em .
Segundo o BC, praticamente todos os municípios atualmente têm pelo menos um ponto de atendimento financeiro; internet banking respondeu por 39% das transações feitas no País em 2014
Segundo diretor do BC, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de inclusão financeira entre países emergentes
Nos últimos oito anos, o Brasil passou por grande transformação financeira e social, salientou o diretor de Administração e Relações Institucionais e Cidadania, Luiz Edson Feltrim. Nesse período, de acordo com ele, houve aumento do número de clientes de quase 45% no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o número de contas correntes subiu 60%.
"Reflexo disso, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de inclusão financeira entre países emergentes", ressaltou. "Mas temos muito ainda que avançar", continuou durante abertura do Fórum de Cidadania Financeira, realizado em Brasília. A previsão era que o presidente do BC, Alexandre Tombini, abrisse o evento, mas a programação mudou, Tombini cumpre agenda interna na instituição e Feltrim o substitui.
De acordo com o diretor, a capilaridade do SFN é um dos pilares do avanço do setor. Segundo ele, o internet banking foi primordial nas relações entre instituições e clientes, com um crescimento médio de 16% ao ano entre 2010 e 2014. No ano passado, o uso da internet correspondeu a 39% de todas as transações financeiras realizadas no País. Agradecendo os patrocinadores, Feltrim destacou que parceria é palavra-chave para economia financeira.
Capilaridade. O Banco Central divulgou nesta quarta-feira o Relatório de Inclusão Financeira 2015, que aborda o período de 2010 a 2014. Segundo o documento, praticamente todos os municípios contam com pelo menos um ponto de atendimento do sistema financeiro. Em 2014, 73% dos municípios dispunham de 15 pontos por 10 mil adultos; em 2005, eram 14%.
A pesquisa mostra ainda que o grupo com renda de até três salários mínimos é mais representativo entre os tomadores de crédito. De 56 milhões de tomadores em 2014, 34 milhões estavam nessa faixa. 
Fonte: Estadão

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Itaú Unibanco lucra R$ 5,945 bilhões no 3º trimestre
Em relação ao terceiro trimestre de 2014, o lucro da instituição cresceu. Índice de inadimplência ficou estável, de acordo com o banco.
O Itaú Unibanco, maior banco privado brasileiro, informou nesta terça-feira (3) que teve lucro líquido de R$ 5,945 bilhões no terceiro trimestre, depois de somar R$ 5,984 bilhões nos três meses anteriores. Em relação ao terceiro trimestre de 2014, o lucro cresceu, já que, nesse período, os ganhos haviam atingido R$ 5,404 bilhões.
Nos primeiros nove meses do ano, o lucro somou R$ 17,662 bilhões, contra R$ 14,722 bilhões no mesmo período do ano anterior.
No final do terceiro trimestre de 2015, a carteira de crédito total (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) alcançou o saldo de R$ 590,674 bilhões, uma alta de 4,3% frente ao trimestre anterior e crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias ficou estável em 3,3% em relação ao trimestre anterior. No entanto, o indicador para pessoas físicas apresentou alta de 0,5 ponto percentual e o mesmo indicador para pessoas jurídicas sofreu reduçaõ de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
A provisão do banco para perdas com inadimplência, descontando a recuperação de crédito, somou R$ 4,653 bilhões entre julho e setembro, montante 6,1% superior ao do segundo trimestre e 39,2% acima do terceiro trimestre de 2014.
O Itaú Unibanco fechou o terceiro quarto do ano com rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido de 24%, ante 24,8% no trimestre anterior e 24,7% de um ano antes.
Fonte: Com informações do G1

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Bancários assinam convenção coletiva e acordos aditivos específicos com BB, CEF, HSBC e Itaú

Campanha salarial dos bancários terá impacto de R$ 11 bilhões na economia

03/11/2015
Contraf-CUT
Contraf-CUT
O Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) assinam nesta terça-feira (3), em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), conquistada com a forte greve da Campanha Nacional 2015, que garantiu reajuste de 10% para salários, piso, PLR, verbas, e de 14% nos vales refeição, alimentação e na 13ª cesta. A assinatura será realizada no hotel Macksoud Plaza, ás 16h, em São Paulo.
O evento também contará com as assinaturas dos acordos aditivos específicos com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Federal; do PCR, com o Itaú; e da gratificação de R$ 3 mil conquistada pelos bancários no HSBC. A partir da data, os bancos têm até dez dias para depositar a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Clique aqui para ver a CCT dos bancários 2015-2016.
A forte mobilização da categoria, de 21 dias em greve, conseguiu dobrar os banqueiros que queriam impor perdas aos bancários. A Campanha 2015 também garantiu a assinatura de um termo de entendimento entre os seis maiores bancos e o movimento sindical bancário para tratar das condições de trabalho nos bancos, na gestão das instituições de modo a reduzir as causas de adoecimento. As comissões de empresa acompanharão para garantir a melhoria das condições de trabalho.
Bancos Públicos - No caso do BB foram assegurados avanços no que se refere à isonomia dos egressos de bancos incorporados (como a antiga Nossa Caixa), para atendentes do Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) e da Central de Atendimento (CABB), além da manutenção da distribuição semestral da PLR. Os empregados da Caixa Federal conseguiram barrar a implantação da terceira etapa do plano Gestão de Desempenho Pessoal (GDP) e mantiveram a promoção por mérito e a PLR Social.
Itaú – Também será renovado acordo referente à bolsa de estudos e ao Programa Complementar de Remuneração (PCR) do Itaú, que prevê pagamento de R$ 2.285 sem desconto na PLR da categoria.
HSBC – Na ocasião será concretizado acordo sobre a gratificação de R$ 3 mil aos funcionários do HSBC.
Dias parados - A negociação garantiu que não haverá desconto dos dias, com anistia de 63% dos dias parados para quem faz jornada de seis horas e de 72% dos dias para quem faz oito horas. A compensação, seja para quem fez os 14 dias úteis de greve ou menos será de, no máximo, uma hora por dia, entre 4 ou 5 de novembro (quando o acordo será assinado) até 15 de dezembro.
Campanha salarial dos bancários terá impacto de R$ 11 bilhões na economia
Este ano, o índice conquistado pelos bancários foi de 10% no piso e PLR e 14% nos vales refeição e alimentação. Com esse índice, em 12 anos, a categoria vai acumular 20,84% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos e 26,30% nos vales.
“Os bancários têm motivos para comemorar. Conseguimos avançar numa campanha em que os bancos, desde o início, alegavam não ter condição de dar um reajuste digno para os trabalhadores. Nossa união e mobilização garantiu pelo décimo segundo ano seguido aumento real para os salários”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos bancários.
Impacto na economia - O reajuste de 10% nos salários, 14% nos vales refeição e alimentação e os valores da PLR significam incremento anual de cerca de R$ 11,2 bilhões na economia, de acordo com projeção feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desse montante, R$ 6,04 bilhões referentes ao pagamento da PLR, sendo que R$ 2,4 bilhões já devem ser distribuídos na antecipação, em até 10 dias depois da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho. As diferenças salariais anuais dos bancários devem injetar R$ 4,240 bilhões na economia brasileira, sem contar os reflexos em FGTS e aposentadorias. As diferenças nos auxílios refeição e alimentação devem ter um impacto anual de R$ 894 milhões na economia.
Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 512 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb SP
Confira quanto vem de antecipação da PLR
Crédito será em até dez dias após a assinatura do acordo, dia 03 de novembro
A greve dos bancários garantiu reajuste de 10% na Participação nos Lucros e Resultados, e a antecipação vem aí: será creditada em até dez dias após a assinatura do acordo com os bancos, que deve ocorrer em 03 de novembro.
A PLR nos bancos privados é composta de regra básica e parcela adicional. A regra básica corresponde a 90% do salário reajustado em 10% mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92. Se o montante distribuído entre os bancários for inferior a 5% do lucro líquido do banco em 2015, o valor será aumentado até atingir os 5% ou 2,2 salários do empregado (o que ocorrer primeiro), com teto de R$ 23.861,00. A parcela adicional corresponde a 2,2% do lucro líquido dividido entre os funcionários, até o limite individual de R$ 4.043,58.

O que vem
Na antecipação, os bancários recebem 54% do salário mais fixo de R$ 1.213,07, limitado a R$ 6.507,55 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco (o que ocorrer primeiro) apurado no primeiro semestre deste ano. Isso somado à regra adicional: 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre, dividido igualmente entre os trabalhadores, com teto de R$ 2.021,79.

PLR sem IR
É importante lembrar que os trabalhadores conquistaram isenção ou descontos menores do Imposto de Renda sobre a PLR, medida que passou a valer em 2013. Assim, com a correção da tabela do IR, os bancários que ganham até R$ 6.677,55 de PLR estão totalmente livres do imposto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Lucro do Santander Brasil tem alta e vai a R$ 1,7 bilhão no terceiro trimestre

O lucro recorrente somou R$ 1,708 bilhão no período, alta de 2% em relação ao segundo trimestre, Dieese prepara análise do balanço

29/10/2015
O Santander Brasil, maior banco estrangeiro no país, informou nesta quinta-feira (29) que teve lucro líquido R$ 1,266 bilhão no período, queda de 67,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, quando houve pagamento de dividendo extraordinário.
O lucro recorrente somou R$ 1,708 bilhão no terceiro trimestre, alta de 2% ante o segundo trimestre. O número veio acima da previsão média de analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, de R$ 1,415 bilhão.
O banco fechou setembro com carteira de crédito de R$ 261,98 bilhões, alta de 11,7% em 12 meses. No conceito ampliado, o estoque de financiamentos do banco atingiu R$ 332,34 bilhões, avanço de 13,4% ano a ano.
O índice de inadimplência acima de 90 dias do Santander Brasil ficou em 3,2%, estável em relação ao trimestre imediatamente anterior.
As despesas da companhia com provisões para perdas com inadimplência, descontando receitas com recuperação de crédito, somaram R$ 2,448 bilhões no trimestre, aumento de 4,7% em relação ao período de abril a junho.
As receitas do banco com tarifas e serviços somaram R$ 2,919 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 0,3% na comparação sequencial.
Já as despesas administrativas do grupo somaram R$ 2,234 bilhões entre julho e setembro, queda de 4,4% sobre o trimestre anterior.
Dieese prepara análise do balanço, que será divulgada em breve pela Contraf-CUT. 
Fonte: Reuters