segunda-feira, 26 de setembro de 2016


Fenaban marca nova rodada de negociações com o Comando Nacional dos Bancários nesta terça às 14h00m

A Federação Nacional dos Bancos atendeu solicitação do Comando, que está reunido em São Paulo

26/09/2016


A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atendeu, nesta segunda-feira (26), à solicitação feita pelo Comando Nacional dos Bancários e confirmou uma nova rodada de negociações para esta terça-feira (27), às 14h, em São Paulo.
Na sexta-feira, o Comando enviou um oficio à Fenaban para solicitar a volta das negociações da Campanha Nacional 2016. No texto, o Comando reforçou que, como os dirigentes sindicais estariam reunidos em São Paulo, na sede da Contraf-CUT, eles se colocavam à disposição para a retomada dos temas tratados na mesa de negociação.
Nesta segunda-feira, quando os bancários chegam ao 21º dia de greve, 13420 agências e 33 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. O número representa 57% das agencias de todo o Brasil
Em breve, atualizaremos com mais informações.
Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sem sinal de nova negociação greve dos bancários segue forte e continua crescendo

A Greve Nacional dos Bancários, trabalhadores seguem mobilizados e ampliando a paralisação. Na base da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), subiu para 2.124 os postos de trabalho fechados. A nível nacional são 13.398, entre agências e centros administrativos.

Apesar da truculência dos bancos que vêm tentando enfraquecer a mobilização dos bancários e acabar com greve, abrindo agências à força e arrancando cartazes das fachadas, o número de agências paralisadas segue crescendo rapidamente, graças à resistência dos bancários e à organização dos sindicatos, que não cederão à pressão e seguirão mobilizados por remuneração digna, garantia de emprego e melhores condições de trabalho. Até o momento, a representante dos bancos permanece em silêncio sobre nova rodada de negociação.

Histórico

A greve é uma resposta à proposta rebaixada da Fenaban, que no dia 29 de agosto propôs um índice de 6,5% e um abono de R$ 3 mil, rejeitado em assembleia pelos trabalhadores e no dia 09 de setembro voltou a insistir no mesmo modelo, que impõe perdas à categoria: 7% e R$ 3,3 mil abono, reajuste que sequer cobriria a inflação do período, de 9,57% e que resultaria numa perda de 2,39% para os bancários. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou na mesa, reafirmando sua disposição para a negociação, mas evidenciando que não irá avaliar proposta que reduza o poder de compra dos trabalhadores.





Assessoria de Comunicação
Federação dos Bancários de SP e MS

terça-feira, 20 de setembro de 2016

OAB-GO cobra agilidade dos bancos nas negociações para por fim a greve
20/09/2016
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás, oficiou os presidentes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal solicitando que as negociações sejam aceleradas, visando o entendimento entre as partes envolvidas, restabelecendo a normalidade do sistema financeiro em nosso país.
Nos ofícios a OAB sustenta que vem acompanhando com preocupação os efeitos da greve dos bancários, em que os segmentos da sociedade encontram enormes dificuldades para a realização de transações financeiras. “É verdade que os meios alternativos continuam em pleno funcionamento, entretanto, boa parte das movimentações econômicas dependem do atendimento humanizado nas agências bancárias”, afirma Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, presidente da seccional Goiás.
Ainda no documento a OAB-GO registra a preocupação dos vários segmentos da economia nacional e das famílias brasileiras com o rápido deslinde do assunto em tela e cobra celeridade no fechamento de um acordo entre as partes, trilhando o caminho do entendimento.
“O movimento sindical nacional vem cobrando insistentemente da Fenaban a apresentação de oferta econômica que contemple a inflação dos últimos doze meses mais aumento real de salários, além da garantia de emprego, melhores condições de trabalho, contratação de mais bancários e fim do assédio moral. Porém os bancos continuam intransigentes”, afirma Sergio Luiz da Costa, presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás e membro da Comissão Bancária Nacional de Negociações.
Greve continua crescente
A paralisação dos bancários continua fortíssima em seu décimo quarto dia e recebendo novas adesões. Hoje mesmo os companheiros das cidades de Ceres, Inhumas e Morrinhos fecharam suas agências.
Além de várias unidades de Goiânia, o companheiro Sergio Luiz da Costa (presidente do SEEB-Goiás e da FEEB-GO/TO) visitou agências bancárias em Anápolis e presenciou a determinação da entidade sindical que representa os bancários daquela cidade na luta por melhores salários e condições de trabalho.
Fonte: SEEB-Goiás
Bancos cobram até 15,49% de juros, mas não pagam a inflação de 9,62%
Os maiores bancos que atuam no Brasil, sejam os nacionais (BB, Caixa, Itaú e Bradesco), ou o Internacional Santander são os que mais lucram no mundo. Um exemplo são as taxas cobradas de quem utiliza o cheque especial num momento de urgência. Conforme o Procon e caso você procure nos sites vai observar que o Santander cobra 15,49% ao mês dos clientes, o HSBC 14,67%, o Bradesco 13,15%, o Itaú absorve 12,95 ao mês, o Safra 12,6%, a Caixa 12,59% e o BB juros mensais de 12,40%. Estas mesmas Instituições oferecem reajuste abaixo da inflação medida em 9,62%.
Para os clientes, a taxa de juros do cheque especial bate recordes a cada mês. De acordo com dados, chegam a mais de 400% ao ano conforme a inadimplência. No cartão de crédito, os números são ainda piores, com taxa de juros de 470,7% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 39,3 pontos percentuais. A filial do Santander no Brasil é a que dá o maior lucro aos espanhóis, o Itaú, BB e Bradesco figuram entre os primeiros do ranking mundial de rentabilidade. Ainda assim, os bancos, irredutíveis, continuam oferecendo 7% e abono único de R$ 3.300.

Os lucros são astronômicos! Em contrapartida, o emprego só diminui. Os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) lucraram R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016, mas, por outro lado, houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, o setor já reduziu mais de 34 mil empregos.
Os bancos não agendam negociação. Os trabalhadores querem reajuste justo e os aguardam. Só dizem que a crise afeta a economia. Sim a inflação está afetando os trabalhadores, os bancos têm lucros todo trimestre. A verdade é que tentam rebaixar o piso e os salários dos bancários e bancárias para continuar recolhendo lucros bilionários recordes como nas últimas décadas. A greve é unificada, nacional e por tempo indeterminado!
Feeb-SPMS

domingo, 18 de setembro de 2016

Greve dos bancários continua segunda, 19/09

O Sindicato avisa: greve é um direito constitucional e deve ser respeitado. A lei 7.783/89 prevê, em seu artigo 1º, que “é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.
A legislação assegura, ainda, aos grevistas “o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve”. E proíbe as empresas de “adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento”.
Se os bancos querem acabar com a greve, não precisam usar de força, nem coagir trabalhadores a furar o movimento. Basta ter seriedade na mesa de negociação, apresentar proposta com aumento digno aos bancários, mecanismos de proteção aos empregos, valorização dos vales, auxílios. Os trabalhadores vão continuar exercendo seu direito de paralisar as atividades do setor que mais lucra no Brasil e que, ainda assim, se recusa a respeitar seus funcionários e os clientes.
Enquanto não houver proposta decente a greve vai continuar forte. Os bancários estão cada dia mais conscientes quanto à necessidade do exercício do direito de greve, e sabem que só a luta pode nos garantir melhores condições de trabalho.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Venda da CPFL gera R$ 1 bi para o governo


15/09/2016 
A venda da fatia da Camargo Corrêa na CPFL Energia para a estatal chinesa State Grid Corp deve reforçar em, no mínimo, R$ 1 bilhão os cofres do governo, que já conta com o resultado dessa operação para ajudar o resultado fiscal de 2016 ou de 2017.

Em julho, a gigante chinesa aceitou comprar a participação de 23,6% da Camargo Corrêa na CPFL Energia por R$ 5,85 bilhões. O reforço de R$ 1 bilhão no caixa do governo se deve aos impostos que devem ser pagos pela empreiteira na operação, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A chinesa foi obrigada a estender a proposta aos demais acionistas do bloco de controle. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, deve também exercer sua opção de venda da participação de 29,4% na CPFL Energia, por algo em torno de R$ 7,5 bilhões, disse o presidente da fundação, Gueitiro Matsuo Genso. No entanto, a fundação não é tributada na operação.

Além da Previ, a Bonaire Participações (que reúne Petros, Fundação Cesp, Sistel e Sabesprev) também detém 15,1% da CPFL. No prazo de um mês, os acionistas deverão decidir se exercerão o direito de preferência ou de venda conjunta - o chamado "tag along", no jargão do mercado.

Oferta pública. Caso um acionista aceite, o mecanismo de tag along será acionado e a proposta deverá ser novamente estendida, desta vez aos acionistas minoritários por meio de oferta pública de aquisição de ações (OPA), o que na prática poderá levar ao fechamento de capital da CPFL.
A venda ainda depende de sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Como a State Grid tem os negócios concentrados em transmissão e a CPFL atua em distribuição e geração, a operação não deve enfrentar resistências no conselho antitruste, de acordo com as mesmas fontes.

A Camargo Corrêa é uma das empresas envolvidas na Operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras, partidos e políticos. No acordo de leniência, a Camargo aceitou ressarcir as empresas públicas Eletrobrás, Petrobrás e Eletronuclear em R$ 700 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Os planos de melhoria foram uma imposição da Anatel para liberar a venda de chips. No plano, as empresas deveriam apresentar medidas para atender a critérios mínimos de qualidade impostos pela agência e reduzir as queixas de clientes.

Em abril de 2015, o G1 revelou que nenhuma das quatro grandes operadoras (Oi, TIM, Vivo e Claro) cumpriu totalmente as metas de melhoria da qualidade de seus serviços estipuladas pela Anatel em julho de 2012, após a disparada nas reclamações.

Segundo o relator, a ineficiência da fiscalização da agência é uma união de vários fatores como problemas de gestão e ineficácia na aplicação dos recursos. “A agência trabalha, mas trabalha em cima de indicadores que não são úteis”, disse.

A Anatel informou, em nota, que não conhece o teor da decisão e "se manifestará no momento processualmente oportuno".

Falta transparência

A auditoria do TCU constatou ainda que a Anatel não atua adequadamente para garantir a clareza das informações disponibilizadas pelas operadoras aos consumidores, como planos ofertados e áreas de cobertura.

O documento também critica a escolha dos indicadores usados pela agência para avaliar a qualidade da telefonia móvel. Segundo o TCU, esses indicadores não são efetivos em verificar a satisfação dos usuários com o serviço.

Entre as determinações impostas pelo TCU à Anatel está a fixação de um prazo de 90 dias para que ela esclareça a escolha desses indicadores. A agência também terá que elaborar medidas que reduzam as ocorrências nas pesquisas de satisfação dos usuários.

Segundo Dantas, caso a agência não atenda essas exigências, o tribunal pode determinar o afastamento dos conselheiros e até mesmo punição com multa.

Agências reguladoras

O ministro Bruno Dantas elogiou a proposta do governo de retirar das agências reguladoras a tarefa de elaborar editais e contratos de concessão. Segundo o ministro, com essa tarefa as agências não têm o distanciamento necessário na hora de fiscalizar.

“O papel das agências reguladoras é de fiscalizar os contratos. Quando ela elabora o contrato e depois fiscaliza, você cria um vínculo que impede que a agência tenha um distanciamento razoável para fiscalizar com isenção”, afirmou.

Dantas destacou que o modelo de agências reguladoras adotado no Brasil tem se mostrado inadequado e que isso precisa ser alterado. “Se tem uma coisa que é certa é que as agências não funcionam. Isso não é privilégio da Anatel, você vai para a Anatel, para a Anvisa, para a ANS e não vemos o resultado”, disse.

Fonte: G1

Em meio à crise, renegociações de dívidas bancárias batem recorde


16/09/2016 
Os brasileiros continuam com dificuldades para pagar suas dívidas bancárias em meio à forte crise econômica e, por isso, continuam apelando para a renegociação com as instituições financeiras, informou na última quinta-feira (15) o Banco Central por meio do relatório de estabilidade financeira do primeiro semestre deste ano. Ainda de acordo com a autoridade monetária, as renegociações com os bancos bateram recorde em junho.

O relatório ressalta que o fluxo mensal de reestruturações de dívidas vem crescendo desde o último trimestre de 2015, tendo alcançado o maior nível da série histórica em junho deste ano.

"A reestruturação de dívidas é uma prática que vem sendo adotada de forma mais frequente em todas as modalidades, mas com maior intensidade nas operações de financiamento imobiliário", diz trecho do documento divulgado pelo Banco Central.

O BC observou que as renegociações, buscadas pelos clientes, são diferentes das chamadas "reestruturações" - que ocorrem quando a instituição financeira avalia que o tomador do crédito pode ficar inadimplente e o chama para oferecer melhores condições. Em ambos os casos, o patamar é recorde.

Em junho, as reestruturações de dívida de pessoas físicas atingiram 2,77% do total e as renegociações somaram 11,26% do total. No caso das empresas, as reestruturações totalizaram 1,87% do total em junho e as renegociações somaram 7,12%.

De acordo com o BC, as modalidades que apresentaram o maior crescimento na proporção de operações inadimplentes (atraso superior a 90 dias) ou "reestruturadas" no primeiro semestre são financiamento de veículos, cartão de crédito e financiamento imobiliário, "reflexo da conjuntura econômica desfavorável e das condições adversas do mercado de trabalho".

Segundo o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, as renegociações e reestruturações não "mascaram" a inadimplência porque a autoridade monetária tem essas informações e as considera em seus modelos.

"A inadimplência é um conceito de créditos em atraso acima de 90 dias. A reestrutruração, em tese, pode ser benigna, pois é uma tentativa de recuperar um crédito que, na forma como negociado originalmente, poderia dar problema em função da deterioração macroeconômica", declarou ele.

Crédito e inadimplência

"O ambiente adverso da economia real continuou a se refletir de maneira pronunciada nos indicadores de crédito neste último semestre, resultando na manutenção da cautela na concessão de crédito e na baixa demanda por parte dos tomadores, levando ao baixo crescimento da carteira", acrescentou o Banco Central. 

A instituição informou ainda que a inadimplência bancária cresceu ao longo do primeiro semestre deste ano, com exceção do mês de junho, quando apresentou redução devido "à influência relevante das reestruturações de dívidas, não permitindo, por ora, inferir uma reversão de tendência daquele indicador para o Sistema Financeiro Nacional".

Rentabilidade caiu

O Banco Central informou ainda que a rentabilidade do sistema bancário apresentou queda nos seis primeiros meses deste ano, influenciada pela "deterioração da qualidade do crédito e pelo consequente aumento das despesas com provisões [resultado, entre outros, da alta da inadimplência]".

"Em contrapartida, as instituições direcionaram esforços na contenção de custos administrativos e na busca por outras fontes de receita, com incremento das rendas de tarifas, seguros e cartões na formação do lucro líquido", observou a autoridade monetária.

Capacidade de pagamento dos bancos

A solvência (capacidade de honrar compromissos) do sistema bancário permaneceu estável no primeiro semestre, acrescentou o Banco Central, com capital em patamar elevado. "O sistema prossegue operando com índices de capital bastante superiores aos requerimentos regulatórios, com a maior parte das instituições apresentando folga de capital suficiente para absorver os plenos efeitos de Basileia III", informou.

O Banco Central informou ainda que "testes de estresse de capital" (projeções com piora de indicadores econômicos) demostram que o sistema bancário brasileiro mantém "adequada capacidade de suportar efeitos de choques decorrentes de cenários macroeconômicos adversos bem como de mudanças abruptas nas taxas de juros e de câmbio, de aumento na inadimplência ou de queda generalizada dos preços dos imóveis residenciais, apesar do progressivo aumento do impacto, em função da materialização de riscos no ambiente macroeconômico".

Fonte: G1