sexta-feira, 17 de março de 2017

Retomadas as mesas de Saúde e Prevenção de Conflito





Membros do Comando Nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram em São Paulo para realização das mesas temáticas de Saúde e Condições de Trabalho e de Prevenção de Conflitos, ocorridas dias 13 e 14 de março (segunda e terça-feira), respectivamente.

As reuniões das comissões bipartites estão previstas na Convenção Coletiva de Trabalho – CCT 2016/2018 da categoria bancária e possuem um calendário de encontros definidos ano longo de 2017. Além destas duas mesas temáticas, existem ainda as de Segurança Bancária e Igualdade de Oportunidades.

Os assuntos tratados na reunião de Saúde e Condições de Trabalho foram a avaliação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e o Programa de Desenvolvimento Organização para Melhoria Contínua das Relações de Trabalho (cláusula 59 da CCT).

PCMSO 

A Fenaban se restringiu em discutir o questionário de avaliação pelos bancários do exame realizado junto ao médico da empresa. Os Sindicatos exigiram que outras questões referentes ao tema sejam discutidas, como por exemplo as condições de trabalho e os riscos à saúde dos bancários, visando a prevenção dos adoecimentos.

Para o representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS) na Comissão, Gustavo Frias. “o objetivo é a prevenção. Inclusive os sindicatos denunciaram que existem bancos que não estão convocando seus funcionários para exame de retorno após a alta do INSS. E isso não é tudo. Existem bancos que convocam os funcionários, mas se recusam em fornecer o resultado da consulta. No caso, se apto ou inapto”. Como o questionário de avaliação do PCMSO está incompleto, os sindicatos se comprometeram em apresentar propostas no prazo de 30 dias.

Desenvolvimento para melhoria das relações de trabalho

Já, sobre o Programa de Desenvolvimento Organizacional para Melhoria Contínua das Relações de Trabalho, a Fenaban informou que ainda estão sendo realizadas reuniões setoriais entre os bancos e as COEs, mas que há reunião prevista para o mês de maio, específica sobre esse tema. Os Sindicatos exigiram a discussão da cobrança de Metas, fator responsável por índices cada vez maiores de adoecimentos na categoria bancária.

A próxima reunião da mesa de Saúde e Condições de trabalho está prevista para o dia 08 de maio.

Na reunião sobre Prevenção de Conflitos em Ambiente de Trabalho, realizada na terça-feira (14), os bancos apresentaram os dados referente às denúncias efetuadas em 2016 pelos bancários via Protocolo de Conflitos em Ambiente de Trabalho tanto nos canais dos bancos, quanto via sindicatos e se comprometeram também em enviar a apresentação feita na reunião aos ao Comando Nacional.

Outros pontos debatidos: os representantes dos trabalhadores cobraram dos bancos a tipificação das cinco maiores incidências de denúncias dos trabalhadores nos canais dos bancos, com o objetivo de investir em prevenção dos conflitos e insistiram também na diminuição do prazo de apuração das denúncias.

A Próxima reunião da mesa temática está marcada para 17 de maio.

Foto: Contraf-CUT

Assédio moral: movimento sindical não está parado

Bancários realizam seminário em Curitiba. Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT se reúne na cidade nesta sexta (17)

17/03/2017
Seeb Curitiba
Advogada da Contraf-CUT, Leonor Poço Jacobsen, participou do Seminário - Seeb Curitiba
Advogada da Contraf-CUT, Leonor Poço Jacobsen, participou do Seminário
O Coletivo de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, se reúne em Curitiba, nesta sexta-feira (17), para debater as demandas dos bancários e o resultados das últimas reuniões com a Fenaban sobre saúde. A avaliação do instrumento de combate ao assédio moral, previsto na convenção de trabalho dos bancários, está entre os temas da reunião. O encontro na capital paranaense dá continuidade ao projeto de reuniões itinerantes do Coletivo em todo Brasil. 
Em 2017, completa seis anos da assinatura, entre a Contraf-CUT e a Fenaban, da cláusula do Instrumento de Combate ao Assédio Moral no Trabalho, dentro da CCT dos bancários .Só no ano passado, foram levantadas 1503 denúncias pelo programa. Desse total, 1325 foram encaminhadas pelos canais internos dos bancos. 178 denúncias foram encaminhadas pelos sindicatos signatários do Instrumento.
“Como o foco do Instrumento é a prevenção – temos que saber qual o universo de problemas que transitam pelos canais internos dos bancos. Assim, teremos condições de apontarmos para os mais frequentes e graves e a partir desse patamar elaborar políticas de prevenção. Estamos cobrando dos bancos mais eficiência na identificação e resolução dos casos”, explicou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.  
Seminário Assédio moral no ambiente de trabalho
As grandes mobilizações contra a Reforma da Previdência ocorridas no dia 15 de março em todo o país foram no seminário “Assédio moral no ambiente de trabalho”, nesta quinta-feira (16), no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Curitiba.
O evento é promovido pela Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região em parceria com o Instituto Declatra, para apresentar o projeto Vidas do Itaú, que denuncia o assédio moral organizacional praticado pelo banco privado, comprovado com dados de pesquisa feita pelas duas entidades.
A advogada da Contraf-CUT, Leonor Poço Jacobsen, lembrou que falar de saúde do trabalhador é falar do desmonte do mínimo que nós teremos com a Reforma da Previdência em curso no país. “Em dez anos, ocorreram 5 milhões de acidentes de trabalho no país. Esses dados estão ocultos e não conseguimos auferir. Essa pesquisa traz luz ao debate sobre o adoecimento no trabalho”, falou, referindo-se a um levantamento do IBGE sobre os acidentes de trabalho e à pesquisa sobre assédio moral organizacional feita com base em dados fornecidos pelo Sindicato. Ela parabenizou a manifestação que reuniu mais de 40 mil pessoas em Curitiba, incluindo os bancários, que aderiram ao Dia Nacional de Paralisação.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, Elias Jordão, saudou os participantes do evento, destacando que não são só trabalhadores do sistema financeiro, mas sim de outras categorias de trabalhadores e de diversas partes do país. Ele estima que o seminário cumpra seu papel de apresentar todo o acúmulo do projeto. “Quem sabe um dia a gente viva a utopia do bancário não adoecer mais”, declarou.
Junior Cesar Dias, presidente da Fetec-CUT-PR, saudou a luta das mulheres, que mesmo sendo a maioria na categoria bancária, continuam ganhando salário até 20% menor para exercer mesmo cargo e cumpri mesma função que os homens. “Para os bancos, nada é suficiente. A busca pela lucratividade infinita quem paga é o trabalhador”, externou o dirigente.
O advogado Mauro Auache, presidente do Instituto Declatra, lembrou que o projeto começou há quatro anos, com o Vítimas do HSBC, lembrando que a pesquisa que originou o projeto Vidas do itaú é retratada no segundo volume do livro “Assédio Moral Organizacional”, que será lançado nesta quinta-feira (16), ao final do seminário.
Sobre a luta dos trabalhadores, Mauro reafirma que o movimento sindical nunca esteve parado, que faz muito todos os dias e continuará fazendo. “Há uma pressão cada vez maior em torno dos trabalhadores. Temos que trabalhar com formação e consciência de classe”. Mauro informou que o livro “O Golpe de 2016 e a reforma previdenciária também será lançado ao final do evento.
A programação continua com a primeira mesa “Transformação do mundo do trabalho”, com a participação da advogada Jane Salvador e do sociólogo Giovani Alves, com mediação de Mirian Gonçalves, do Instituto Declatra.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Curitiba

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mais qualificação e salários inferiores: esse é o perfil da mulher bancária 2017

07/03/2017





Pesquisa apontou que 87% das mulheres bancárias da região possuem qualificação acadêmica, mas ainda ganham menos que os homens
“Discriminação de gênero ainda é vista no mercado financeiro”. A fala do presidente do SindBan (Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região), José Antonio Fernandes Paiva, aponta o resultado da pesquisa ‘Perfil Bancário 2017’. Realizada entre novembro e dezembro de 2016, a pesquisa entrevistou 1343 bancários, de 19 cidades da base sindical.

Representando 56% da categoria, 752 mulheres foram entrevistadas. Entre elas, 320 são de bancos públicos, o que representa 42,55% e 432 são de bancos privados, 57,45%. Com 23 questionamentos, o Perfil Bancário englobou desde orientação sexual até assédio moral. Das entrevistadas, 97,47% se declararam heterossexual e 58,24% casadas.

Para a vice-presidente do SindBan e coordenadora da Semana da Mulher Bancária, AngelaSavian, a discriminação de gênero começa a ser notada com os dados das funções. “Vemos um número maior de mulheres nos cargos de menor hierarquia, já nos cargos superiores, como comissionado, gerente de relacionamento e gerente geral, vemos que os cargos são preenchidos na sua maioria por homens”, explicou.

Segundo a pesquisa, os cargos de gerente geral são compostos por 8,80% de homens, enquanto as mulheres ficam com 4,65% dos cargos. Ou seja, 89% dos cargos possuem representantes masculinos. No quesito salário, as mulheres continuam em desvantagem. Assim como na função, a faixa salarial mais baixa é composta por maioria mulheres e a mais alta por homens. Na faixa salarial de R$ 8.880,00 a R$ 11.440,00, há 53,2% a mais de homens do que mulheres. Já nos salários ainda maiores, acima de 14.960,00, a diferença pula para 140%.
“Se já nos preocupávamos com a concentração dos principais cargos de chefia e direção nas mãos de homens, nos chamou mais atenção ainda quando analisamos a remuneração dos homens e mulheres. Como o índice de representatividade nos cargos é menor do que a diferença de salários, chegamos a conclusão de que mesmo nos mesmos cargos, as mulheres ganham menos que os homens”, defendeu Paiva.

Um dos dados mais preocupantes da pesquisa, segundo Angela, foi o número de mulheres negras na categoria bancária: apenas 1,60% das 752 mulheres entrevistadas. Ou seja, nas 142 agências bancárias da base sindical, há 12 mulheres negras. “Os bancos dizem ter um programa de incentivo para essa categoria, mas sabemos que os negros que estão no sistema financeiro, estão alocados no departamento administrativo, onde não aparecem”, comentou o diretor do SindBan, Marcelo Abrahão. Recentemente, o SindBan, que está em processo eleitoral, aprovou como critério para composição de chapa a cota para negros.

Além da cota para negros, também foi aprovado um número mínimo de pessoas com deficiência para representar a diretoria do Sindicato. “Acrescentamos mais um questionamento no Perfil esse ano, o número de PCDs nas agências bancárias. Com a criação da secretaria De Assuntos das Pessoas com Deficiência, o SindBan se tornou pioneiro com o projeto ‘Bancário Eficiente’, que realizou um mapeamento inédito da falta de acessibilidade das agências bancárias de Piracicaba”, explicou Paiva.

Segundo a pesquisa, 2,39% das mulheres se declaram deficientes. Para a diretora e secretária De Assuntos de Pessoas com Deficiência do SindBan, Letícia Françoso, o número ficou muito abaixo do que o necessário. “Os bancos contratam as pessoas com deficiência apenas para cumprir uma cota exigida por Lei, não contratam pela capacidade profissional. O resultado do Perfil mostrou o quanto é importante trabalharmos a inclusão no sistema bancário”, explicou.

Outro ponto abordado pela pesquisa foi o número de mulheres que se sentiram assediadas moral e sexualmente dentro do ambiente de trabalho. Foi registrado um número menor nos dois quesitos, em relação aos anos anteriores. Mas, para Paiva, o número ainda é alarmante. “19% das mulheres sentiram se assediadas no ano de 2017. Esse ainda é um número preocupante. Registramos uma diminuição nos casos, por conta de todo o trabalho de denúncia e conscientização do Sindicato, mas ele ainda é grande”, explicou.

Apesar do número de mulheres que se sentiram assediadas ter diminuído, a porcentagem das que se sentiram discriminadas racialmente e por gênero aumentou. Em 2017, 1,86% da categoria declarou ter sido discriminada racialmente e 3,46% sexualmente. “A partir do momento que você empodera a mulher e a conscientiza da importância da denúncia elas ganham poder, e o poder faz com que a discriminação por gênero aumente dentro das agências. Todos esses dados mostram a importância de continuarmos na luta pelas mulheres bancárias”, comentou a vice-presidente do SindBan, AngelaSavian.








Fonte: Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região 
Feeb SP/MS

segunda-feira, 6 de março de 2017

Inf.17/240 - Mais de 4 mil empregados da CAIXA aderem ao  PDVE


Mais de quatro mil empregados optaram pelo Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Como sempre vem acontecendo nos programas de desligamentos anteriores, a CAIXA novamente não deve repor, nem manter os cargos deixados. No entanto, a CONTEC vai continuar insistindo para que essas vagas sejam mantidas e que se faça a recolocação nas funções gratificadas. 

A CONTEC entende que os cargos comissionados deixados pelos empregados, que aderiram ao PDVE, deverão ser preenchidos de forma sucessória pelos empregados utilizando a meritocracia. Tendo em vista, a falta de pessoal, a CONTEC continuará insistindo na convocação dos concursados aprovados para preenchimento das vagas deixadas.  

Já contamos com várias decisões judiciais no sentido de  a CAIXA ter que repor os empregados desligados neste programa. A 6ª Vara do Trabalho de Brasília determinou a Caixa contratasse 2 mil novos empregados aprovados nos concursos públicos realizados em 2014.  O banco tem até 6 meses para cumprir a decisão.  Caso contrário, terá que pagar uma multa de R$ 500 mil. 

Até o momento, o número exato é de 4.645 empregados que aderiram ao PDVE . Esse número pode mudar, já que até o dia 31 de março, data limite para o desligamento, o empregado pode desistir ou o banco recusar o pedido. A meta da Caixa era que 10 mil trabalhadores deixassem o banco.



Diretoria Executiva da CONTEC

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PLR dos bancários tem 'mordida' menor do leão

Veja como funciona a legislação, fruto de mobilização de diversas categorias, dentre elas os bancários
São Paulo – A Lei 12.832/2013 garante aos trabalhadores isenção da cobrança de imposto de renda na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), até determinado valor. A partir dele, os descontos existem, mas são menores do que seria sem a lei, conquistada após muita mobilização de diversas categorias, dentre elas, a bancária.

Sendo assim, de acordo com a tabela atual do IR sobre a PLR, quem recebe até R$ 6.677,55 está isento. A partir daí, as alíquotas são 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, com as respectivas deduções (veja tabela).

Entenda – Por ser retido na fonte, a contabilização do imposto de renda a ser pago neste momento leva em conta somente o que é creditado agora. Ou seja, se receber até R$ 6.677, 55 está isento, pagando mesmo imposto a partir daí.

Mas atenção. Quando houver o pagamento da antecipação da PLR de 2018, no segundo semestre de 2017, o valor recebido agora será somado ao que vier a receber. Essa soma pode levar o trabalhador a ultrapassar o valor de isenção, mas sempre com as isenções e deduções previstas na Lei 12.832/2013.

Acordo de dois anos – Na Campanha Nacional 2016, os bancários conquistaram um acordo que valerá até 2018. Assim, já está garantido para 2017 reposição total da inflação mais aumento real de 1% sobre a PLR e o valor adicional.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Conheça as regras para pagamento da PLR – 

Exercício 2016 - Banco do Brasil S/A.

 

O Acordo Coletivo de Trabalho sobre Participação nos Lucros ou Resultados (2016-2017) prevê que a PLR do segundo semestre de 2016 seja paga em até dez dias úteis após a data de distribuição dos dividendos aos acionistas, que está prevista para ocorrer no próximo dia 10 de março. Essa é a data máxima prevista no regulamento, mas o Banco fará esforço para antecipar o pagamento. 
Em conformidade com o Decreto n° 3.735, de 24/01/2001, compete ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão a aprovação dos pleitos das empresas estatais, relativos aos Programas de PLR. Para o Programa de PLR, exercício de 2016, foram aprovados os seguintes indicadores:
- Retorno sobre o Patrimônio Líquido Ajustado (RSPL), com peso de 40%. Trata-se da razão entre o lucro líquido ajustado e a média aritmética do patrimônio líquido contábil de início e fechamento de exercício;
- Risco Médio de Crédito, que abrange despesas de PCLD dos últimos 12 meses, com peso de 10%. Esse novo indicador compõe o Guidance do BB e substituiu os indicadores Inadimplência PF 90 dias e PJ 90 dias;
- Placar ATB, que é a média do placar obtido no Acordo de Trabalho de todas as Unidades Estratégicas, com peso de 50%.
O valor da PLR é composto dos módulos FENABAN e BB, respeitado o critério de proporcionalidade em relação aos dias trabalhados e ao exercício de cargos no respectivo semestre de verificação de lucro líquido. O pagamento segue diretrizes e recomendações da SEST, Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, que é um órgão de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, sendo ligado diretamente à Secretaria-Executiva.
A atuação da SEST se dá sobre as empresas em que a União, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto, ou seja, as empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas, denominadas empresas estatais. Conforme recomendou aquela Secretaria, o escalonamento do percentual do lucro a ser distribuído pelo Banco no Programa de PLR, exercício 2016, deve seguir o grau de atingimento das metas e pesos dos citados indicadores, com base na seguinte tabela:
Cumprimento das Metas
Pagamento de PLR
% do Lucro Líquido
x >=100%
Integral
11,25%
99% <= x < 100%
99%
11,13%
98% <= x < 99%
98%
11,02%
97% <= x < 98%
97%
10,91%
96% <= x < 97%
96%
10,80%
95% <= x < 96%
95%
10,68%
90% <= x < 95%
75%
8,43%
80% <= x < 90%
50%
5,62%
x < 80%
Sem Pagamento
Sem Pagamento

A partir do resultado divulgado nesta última quinta-feira, 16, foi verificado que o Banco cumpriu 97,71% das metas, o que implica em uma distribuição de 10,91% do Lucro Líquido no Programa de PLR. Os motivos envolvem um cenário econômico desafiador, especialmente para o setor de crédito e suas margens de ganho. Cenário este que está próximo a mostrar avanços consideráveis, em um ponto de inflexão do atual ciclo recessivo. O BB, inclusive, vem adotando uma série de medidas para recompor margens e rentabilidade. Os efeitos já são percebidos no desempenho da Margem Financeira Bruta (ganho obtido nas operações de intermediação financeira), das Rendas de Tarifas e das Despesas Administrativas.
Sendo assim, a distribuição de lucros ou resultados aos funcionários do BB, referente ao exercício 2016, está mantida, na forma da lei, com os objetivos de reconhecer o esforço individual e da equipe na construção do resultado, estimular o interesse dos colegas na gestão, incentivar novos negócios, além de fortalecer a parceria entre os funcionários e o Banco.

Negociação com o Banco do Brasil conquista manutenção da gratificação de caixa por 4 meses

Caixas Executivos que foram descomissionado em 31/01 terão função mantida até final de maio

22/02/2017
Guina Ferraz
Guina Ferraz
Os funcionários do Banco do Brasil garantiram, nesta quarta-feira (22), à manutenção da gratificação da função de caixa para os funcionários que foram descomissionados em 31 de janeiro, devido processo de reestruturação, durante nova negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e a direção do banco. O Banco chamou o descomissionamento de caixas de “desgratificação”. Um termo até então não usado durante o processo de negociação.
O descomissionamento ocorrido no final de janeiro será revertido e a gratificação de caixa será mantida até 31 de maio. Quem foi realocado no período após 1 de fevereiro vai ter a compensação dos dias que ficou sem comissão de caixa.
Para Wagner Nascimento, o coordenador da Comissão de Empresa, o resultado da reunião foi positivo pois de fato avançamos na negociação em um tema muito importante, que é a manutenção da gratificação de caixa, garantido a remuneração dos funcionários por quatro meses, assim como os demais funcionários em VCP. “Se banco quer chamar descomissionamento de caixa de inventando a palavra “desgratificação”, para nós não muda o conceito do que reivindicamos e essa reversão de descomissionamento vai ajudar algumas centenas de caixas. A atenção quanto ao endividamento e também um retorno positivo às demandas apresentadas e continuaremos a discutir este tema acompanhando os casos pontuais.”
O Banco também ratificou a proposta divulgada na semana passada de não exigir jornada de 8 horas para os funcionários que estão em VCP como escriturários ou em cargo atuais de jornada de 6 horas.
Outra proposta apresentada pelo banco referente as demandas apresentadas pelos sindicatos é a ampliação do programa de readequação de endividamento para que funcionários que perderam renda com descomissionamento ou descenso possam ajustar suas dívidas à nova realidade financeira.
Apresentação de dados
O Banco apresentou mais dados sobre o número de funcionários em VCP como escriturário, bem como a quantidade de vagas e realocações de caixas. A Contraf-CUT solicitou ao banco um mapa regional com o número de funcionários em VCP realocados em descenso, ou seja, realocados em função e salário inferiores.
Redução de quadros piora as condições de trabalho e preocupa
A Contraf-CUT apresentou ao banco uma preocupação com os locais onde houve redução no quadro de funcionário, mas teve absorção de serviços oriundos de agências que foram desativadas. Os funcionários reclamam que a redução na dotação das agências foi feita antes da migração dos serviços, o que tem causado sobrecarga de trabalho e prejudicado o atendimento aos clientes.
Foi abordado também uma preocupação com o atendimento da Gepes que tiveram redução de funcionários e a centralização de serviços na Gepes Brasília sem aumento no quadro.
Preocupação com adoecimento
A redução de quadros com aumento da carga de trabalho, os descomissionamentos e redução salarial tem provocado um número maior de afastamentos por licença saúde e vários locais. A Comissão de Empresa solicitou ao banco relatório com o número de afastamentos com o objetivo de discutir mais profundamente o adoecimento de bancárias e bancários e uma forma de reduzir esse problema.
Escritórios Digitais
Foi cobrado do banco o cuidado com a ambiência e ergonomia nos escritórios digitais. Algumas situações já foram detectadas pelo banco, mas ainda não foram melhoradas, como por exemplo a falta de divisórias entre as bancadas, o excessivo número de funcionários em cada sala e a demora na chegada de materiais ergonômicos solicitados. Os sindicatos solicitaram mais uma vez ao banco o cronograma de instalação dos escritórios digitais.
Foi cobrado uma solução para os comissionamentos dos Gerentes de Atendimento de Fluxo nas agências Estilo. Muitos ainda não foram nomeados porque teriam que voltar ao módulo básico da função com redução de salário.
De acordo com Wagner Nascimento, esta situação dos gerentes de fluxo não faz o menor sentido, uma vez que o banco criou o novo cargo para modificar o modelo de atendimento, mas não previu a ampliação do módulo avançado naquela função. “Ao invés de criar uma solução, criou-se um problema que prometia melhorar o atendimento, mas piora.”
Radar da Gerência Média
Os sindicatos comunicaram ao banco que foram pegos de surpresa com a divulgação do Radar da Gerência Média uma vez que havia o compromisso do banco em apresentar o programa aos sindicatos, assim como fez com o programa Radar do Gestor em mesa específica sobre o assunto.
Foi cobrado do BB uma mesa para a apresentação do programa, uma vez que pode impactar em avaliação funcional e até descomissionamento de funcionários. O banco se comprometeu a marca uma mesa para os próximos dias.
 Economus
Foi cobrado do banco também uma reunião para discutir os problemas no plano de equacionamento divulgado pelo Economus, sem negociação com as entidades sindicais. Os sindicatos denunciam que os cálculos apresentados por aquela entidade estão destoando sobremaneira de outros planos de previdência, inclusive sobre a adoção de cálculos atuariais fora do padrão.
Liberação do TAO e ascensão entre grupos de funções
O Banco informou que muitas vagas já estão com problemas por falta de concorrência, dificultando o processo de nomeações. Por este motivo, estão sendo estudadas medidas para liberar as nomeações em vários níveis, mas que serão comunicadas antecipadamente aos sindicatos antes da divulgação.
Negativas
O Banco adiantou que não vai tomar nenhuma medida para adotar administrativamente os efeitos da Súmula 372 do TST, tema que foi abordado na audiência com o Ministério Público. Foi negado também a intenção de implantar VCP permanente aos funcionários não realocados.
Fonte: Contraf-CUT