segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bancários entregam minuta específica de reivindicações ao Bradesco

  

Caetano Ribas - Seeb/SP
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta sexta-feira, 10, o processo de negociações permanentes com o Bradesco. Durante a reunião, os representantes dos funcionários entregaram ao diretor de RH do banco, José Luiz Rodrigues Bueno, a minuta de reivindicações da da Campanha Nacional de Valorização dos Funcionários do Bradesco.

A pauta lista demandas como melhores condições de trabalho; mais contratações para diminuir o ritmo intenso de trabalho a que os bancários são submetidos diariamente; fim das metas abusivas e do assédio moral; melhor remuneração; auxílio-educação; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) justo, transparente e democrático.

Os dirigentes sindicais ressaltaram a necessidade de que esse processo seja encarado como negocial, com a definição de um calendário temático, de forma a se garantir avanços em todos os pontos de negociação. De posse da minuta, Luiz Bueno se comprometeu em levar o pleito para a direção do banco e a dar um retorno, inclusive com indicação de calendário.

"Os funcionários do Bradesco consideram perfeitamente possível que o banco atenda as reivindicações levadas à mesa", afirma Elaine Cutis, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, órgão da Contraf-CUT que assessora as negociações com a empresa. "Já está na hora de o Bradesco mudar sua posição e levar a sério o processo de negociação com o movimento sindical, para buscar soluções de fato para os problemas dos bancários", sustenta.

Na oportunidade, os representantes sindicais destacaram a intenção de se iniciar os diálogos com debates sobre assédio moral e melhorias no plano de saúde. Aproveitaram ainda para requerer o agendamento de uma reunião de avaliação do programa de combate ao assédio moral. O objetivo é apurar se o programa está sendo cumprido com rigor em todo o país.

Conforme o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC e representante da Fetec-CUT/SP, Gheorge Vitti, as entidades sindicais esperam que o banco encare os debates com seriedade. "A nossa pauta é perfeitamente plausível e seu objetivo é solucionar os problemas mais prementes encontrados hoje no Bradesco, dentre os quais os relativos ao PCS e que precisam ser solucionados com urgência", afirma o dirigente.

Para a diretora da Fetec-CUT/SP, Crislaine Bertazzi, é fundamental que os sindicatos reforcem a Campanha Nacional de Valorização dos funcionários do Bradesco. "É uma forma de pressionarmos por avanços neste processo negocial", declara a dirigente.

Confira a minuta de reivindicações:

Igualdade de oportunidades;

Melhorias no plano de saúde;

Treinet no horário de trabalho e sem pressão;

Auxílio Educação;

Implantação do PCCS - Plano de carreiras, cargos e salários;

Livre acesso do sindicato aos locais de trabalho;

Garantia dos direitos dos trabalhadores lesionados, afastados do trabalho e ou quando do seu retorno;

Respeito ao direito de greve;

Investir na segurança dos bancários e clientes;

Fim do Assédio Moral e das metas abusivas;

Remuneração total;

Emprego.


Fonte: Contraf-CUT, com Fetec-SP

CUT chama mobilização total contra projeto que escancara terceirização

  

Ainda há espaço para barrar o Projeto de Lei (PL) nº 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PR-GO), que escancara a terceirização e legaliza a precarização do trabalho. Aprovado por 17 votos a 7 na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (8), o texto será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que avaliará o projeto, e só depois segue para o Senado. 

"O PL escancara a possibilidade de terceirização de qualquer processo e etapa do trabalho, sem distinguir entre atividade fim e meio. Assim, precariza por completo as relações de trabalho no Brasil, frustra as negociações de acordos e convenções coletivas e mantém os terceirizados à margem dos direitos", denuncia Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT e integrante do Grupo de Trabalho sobre Terceirização da CUT.

Para a CUT, agora é momento de mobilização total do movimento sindical contra o projeto. O deputado federal Vicentinho (PT-SP), um dos sete parlamentares que votaram contra o PL, conclama os trabalhadores a não baixar a guarda e tomar a linha de frente contra o projeto, inclusive enchendo as caixas de e-mails dos 17 deputados que votaram a favor do PL. 

Diante da derrota, o movimento sindical deve se mobilizar, defende o parlamentar. "O projeto não foi aprovado definitivamente. É preciso que a CUT e os sindicatos entrem com força nessa luta, inclusive denunciando os deputados que foram favoráveis a esse projeto que, se transformado em lei, vai permitir que se terceirize tudo, inclusive as atividades-fim das empresas. Se esse projeto for aprovado, vai chegar um dia, por exemplo, em que não haverá mais bancários, só terceirizados, porque os bancos já vêm terceirizando até suas atividades essenciais", lembra o deputado.

O deputado é autor do projeto de lei sobre o tema (PL 1621/2007), que proíbe a terceirização de atividades-fim das empresas. Além disso, determina a responsabilidade solidária da contratante pelas obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive nos casos de falência da terceirizada. 

O projeto de Vicentinho prevê que, antes de terceirizar serviços, a empresa consulte o sindicato dos empregados; e exige que a empresa contratada comprove idoneidade em relação às obrigações trabalhistas. 

O PL 1621/2007, que também tramita em caráter conclusivo pelas comissões, aguarda o parecer da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Retrocesso

Atualmente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) adota norma que proíbe a terceirização de atividades-fim. Mas o projeto do deputado Sandro Mabel retrocede até nessa questão. 

O parágrafo 2º do Artigo 4º do PL 4330/2004 diz: "O contrato de prestação de serviços pode versar sobre o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares à atividade econômica da contratante". 

Além de deixar clara a permissão de terceirização de atividades-fim - ao se referir a atividades "inerentes" - , o PL estabelece apenas a responsabilidade subsidiária da contratante. Isso significa que, em caso de dívidas trabalhistas, a empresa que contratou a terceirizada só poderá ser responsabilizada quando se esgotarem todos os recursos de cobrança sobre a contratada. 

Ele regulamenta ainda a precarização, ressalta Vicentinho, na medida em que não impede que trabalhadores terceirizados ganhem menos que funcionários da empresa contratante, ainda que realizem a mesma função. "Sabe-se que trabalhadores terceirizados ganham em média 1/3 do salário dos trabalhadores das empresas formais. O projeto não acaba com essa situação", ressalta.

Outro ponto polêmico é que o PL de Mabel permite até mesmo que uma terceirizada contrate outra terceirizada. "A empresa prestadora de serviços contrata e remunera o trabalho realizado por seus empregados, ou subcontrata outra empresa para realização desses serviços", diz o PL, no parágrafo 1º do Artigo 2º.

Envie e-mails aos deputados

Veja quem votou a favor do PL da terceirização e mande mensagem protestando contra a precarização do trabalho:

Sérgio Moraes (PTB-RS) - dep.sergiomoraes@camara.gov.br
Fátima Pelaes (PMDB-AP) - dep.fatimapelaes@camara.gov.br
Eros Biondini (PTB-MG) - dep.erosbiondini@camara.gov.br
Ronaldo Nogueira (PTB-RS) - dep.ronaldonogueira@camara.gov.br
Roberto Balestra (PP-GO) - dep.robertobalestra@camara.gov.br
Augusto Coutinho (DEM-PE) - dep.augustocoutinho@camara.gov.br
Luciano Castro (PR-RR) - dep.lucianocastro@camara.gov.br
Walney Rocha (PTB-RJ) - dep.walneyrocha@camara.gov.br
Silvio Costa (PTB/PE) - dep.silviocosta@camara.gov.br
Erivelton Santana (PSC-BA) - dep.eriveltonsantana@camara.gov.br
Sandro Mabel (PR-GO) - dep.sandromabel@camara.gov.br
Darcísio Perondi (PMDB-RS) - dep.darcisioperondi@camara.gov.br
Leonardo Quintão (PMDB-MG) - dep.leonardoquintao@camara.gov.br
Alex Canziani (PTB-PR) - dep.alexcanziani@camara.gov.br
Luiz Fernando Faria (PP-MG) - dep.luizfernandofaria@camara.gov.br
Efraim Filho (DEM-PB) - dep.efraimfilho@camara.gov.br
Henrique Oliveira (PR-AM) - dep.henriqueoliveira@camara.gov.br

Votaram contra:

Além de Vicentinho, votaram contra os deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA), Mauro Nazif (PSB-RO), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Bohn Gass (PT-RS), Assis Melo (PCdoB-RS) e Rogério Carvalho (PT-SE)


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

Itaú Unibanco: Esclarecimento sobre parcela do PCR




Diante de vários telefonemas e correios eletrônicos, a Contraf e a COE (Comissão de Organização dos Empregados), divulgaram na semana passada, nota sobre o pagamento da parcela do PCR (Programa de Participação Complementar nos Resultados). O valor previsto no acordo, que seria pago em maio último, foi antecipado em março deste ano junto com a PLR de 2010. A nota esclarece ainda que o valor total a ser pago como PCR é R$ 4.200,00, sendo que o Itaú Unibanco efetuou dois pagamentos: um no valor de R$ 2.100,00 e outro de R$ 1.600,00, em março último. Portanto, falta o pagamento  no valor de R$ 500,00. A data deste pagamento (PCR 2010/11) e o valor serão debatidos em reunião entre os sindicatos e o banco, a ser agendada.


Mauri S.M.Souza
REPRESENTANTE DA FEEB/SP-MS - COE ITAÚ




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terça-feira, 7 de junho de 2011

Fenaban frustra bancários ao recuar na reversão da terceirização de call center


Crédito: Jailton Garcia - Contraf/CUT
Jailton Garcia - Contraf/CUT
A Fenaban frustrou as expectativas dos bancários na reunião da mesa temática de Terceirização com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, ocorrida nesta segunda-feira, 6, em São Paulo. Os bancos recuaram de sua posição anterior quanto às áreas a serem internalizadas no debate sobre call center, causando um retrocesso nos debates.

Como acordado na última reunião, os bancos realizaram uma apresentação sobre os conceitos que nortearão o processo de reversão da terceirização. A definição trazida pelos bancos para call center reduziu e muito o foco das discussões, abrangendo apenas atividades receptivas e nas quais seja acessada diretamente a conta corrente do cliente em operações conclusivas. Inicialmente, o conceito trazido pelas empresas abrangia todas as atividades que tenham acesso a dados dos correntistas.

"É uma redução em relação ao que estava anteriormente colocado para o debate", afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT. "É também um retrocesso em relação aos acordos de reversão assinados anteriormente com alguns bancos e que deveriam servir de parâmetro para a atual negociação. Todos previram a internalização de todos os serviços de call center, sem essa estratificação das atividades que as empresas querem empurrar. É um retrocesso muito grande", lamenta.

A Fenaban informou ainda que as empresas estão buscando "mais atrativos" para dar prosseguimento ao processo de reversão das terceirizações.

"Apresentamos dois atrativos claros para os bancos. Primeiramente, entrar na legalidade e evitar passivos trabalhistas, uma vez que as terceirizações têm sido constantemente consideradas ilegais pela Justiça do Trabalho. Segundo, aumentar a qualidade de seus serviços. Os clientes ligam para os bancos e pensam estar sendo atendidos por bancários, não por um terceiro que lida com seus dados pessoais", diz Miguel. "Temos provas de que estes trabalhadores ganham em média um terço da remuneração de um bancário contratado diretamente pelo banco. Que tipo de atrativo o banco espera ter? Reduzir ainda mais os salários?", questiona.

Os bancos também apresentaram com roupagem nova a tese de que o acordo a ser construído tenha caráter de adesão voluntária para as empresas, o que é negado pela Contraf-CUT. E foram além: os representantes da Fenaban foram literais em propor que esteja prevista a possibilidade de que uma empresa que decida aderir ao acordo possa voltar atrás no momento da renovação. "Isso é um absurdo. Como podemos, ainda no meio da discussão para a construção de um acordo, prever a possibilidade de sua reversão? Com estas propostas dos bancos, fica muito difícil avançar", defende Miguel.

Os trabalhadores irão agora realizar debates nas entidades sindicais para definir os próximos passos da mesa temática. "Esperamos que os bancos reflitam sobre as críticas que fizemos e modifiquem o conceito que apresentaram hoje", conclui Miguel. Não foi marcada data para a retomada dos debates. 

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONSULTA CAMPANHA SALARIAL 2011 - Responda e entregue ao diretor da sua agência ou ao diretor do Sindicato, é muito importante sua participação!

Aniversariantes do mês de Junho 2011



O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Presidente Venceslau e Região, através de sua Diretoria parabeniza a todos por esta data festiva.


Dia
Associado
Agência/Banco
Cidade
03
 Isabel Clotilde Trava A. Dugaich
Banco do Brasil – Trav. Osvaldo Cruz
Santo Anastácio
03
Valter Rozeno de Souza
Bradesco
Teodoro Sampaio
04
 Vagner Antonio
Banco do Brasil
Euclides da Cunha
05
Ozório Torquato Junior
Santander
Santo Anastácio
07
Adivania Garcia Ernandes
Santander
Presidente Epitácio
12
Sandra Cristina Chaves Torquato
Santander
Santo Anastácio
18
Valdemir Aguiar dos Santos           
Itaú Unibanco _ Campos Sales
Presidente Venceslau
20
Hamilton Hiroshi Kanashiro
Santander
Presidente Venceslau
25
Mariana Arfelli
Banco do Brasil
Piquerobi
26
Denílson Cesar Veríssimo Correia
Itaú Unibanco – Princesa Isabel
Presidente Venceslau
30
Alyne Cristina dos Santos
Banco do Brasil – Travessa Te. Osvaldo
Presidente Venceslau
30
Fabio Henrique Braghin Videira
Banco do Brasil
Primavera
30
Rafael Akira Kaimoti Kaneki
Itaú Unibanco – Campo Sales
Presidente Venceslau


OBS. OS ASSOCIADOS ANIVERSARIANTES DESTE MÊS, QUE NÃO CONSTARAM NESTA RELAÇÃO, FAVOR ATUALIZAR O CADASTRO JUNTO A ESTE SINDICATO, FONE: 018-3271-3600, FAX: 018-3271-5950 OU E-MAIL: seebpv@terra.com.br


ACESSE O BLOG DO SINDICATO: seebpv.blogspot.com

terça-feira, 31 de maio de 2011

UNI Américas assina acordo marco histórico com o Banco do Brasil

Agnaldo Azevedo  
A UNI Américas assinou nesta segunda-feira 30 com o Banco do Brasil, em Brasília, o primeiro acordo marco com uma empresa do sistema financeiro no continente americano. Também é o primeiro acordo do gênero feito por uma multinacional brasileira. Intermediado pela Contraf-CUT, o convênio garante aos 118.900 bancários do BB que trabalham em todos os países das Américas direitos fundamentais previstos nas declarações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre eles o de sindicalização e livre organização sindical.

Veja aqui a íntegra do acordo marco (em pdf ) assinado pela UNI Américas com o BB.

A UNI Américas é a representação regional da UNI Sindicato Global, entidade à qual a Contraf-CUT é filiada e que reúne mais de mil sindicatos e mais de 22 milhões de trabalhadores do setor de serviços em 160 países de todos os continentes.

"Vocês estão enviando uma mensagem muito positiva ao mundo. O Brasil hoje é uma potência e assim é reconhecido em qualquer país. O Banco do Brasil, com a assinatura desse acordo, sinaliza que quer se internacionalizar respeitando seus trabalhadores e dialogando com as entidades sindicais", elogiou Márcio Monzane, que acaba de deixar a UNI Américas para assumir a chefia mundial da UNI Finanças. 

"Esse é um acordo realmente histórico. Como dirigente sindical e como cidadão brasileiro, sinto orgulho de ter participado da sua negociação. Ele vai garantir a organização sindical, o direito de negociação e de sindicalização, melhorando a vida dos trabalhadores do Banco do Brasil em todos os países das três Américas onde o BB atua", comemorou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI América Finanças.

'Globalização menos injusta'

"Estamos muito felizes com esse acordo extraordinário, construído com diálogo pelo maior banco da América Latina e de um país que hoje está na vanguarda progressista mundial. Assim vamos criando condições para tornar a globalização menos injusta", disse na cerimônia de assinatura a argentina Adriana Rosenzvaig, secretária-geral da UNI Américas.

Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT, contou que as negociações com o BB visando a assinatura do acordo marco remontam a 2005 e envolveram muitas pessoas e departamentos do banco, que no começo tiveram dificuldade até para compreender o que é a UNI-Sindicato Global e qual o significado desse tipo de entendimento.

"O BB é a sexta instituição financeira do mundo a assinar o acordo marco com a UNI e a primeira nas Américas. Com mais de 110 mil trabalhadores, o BB é também o segundo maior banco que assinou esse acordo, o que mostra a grandiosidade do que estamos fazendo aqui hoje", festejou Marcel.

'Esperamos que outros bancos sigam o exemplo do BB'

Juvândia Moreira, presidente do Sindicato de São Paulo e vice-presidente mundial da UNI Finanças, lembrou a importância da assinatura do acordo marco num momento em que o Brasil se prepara para se tornar um centro financeiro global. "Esperamos que outros bancos sigam o exemplo do BB", propôs Juvândia. 

O secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Ricardo Jacques, relatou a pressão dos bancários na mesa da Fenaban para que os bancos multinacionais brasileiros ou que atuam no Brasil assinem o acordo marco. E elogiou a atitude do BB, "que está dizendo às outras instituições que se dispõe a respeitar os princípios fundamentais do trabalho e dos direitos humanos".

Principal dirigente do BB a participar da assinatura do acordo, o vice-presidente de Gestão de Pessoas, Robson Rocha, também ressaltou o "momento histórico que estamos vivendo". Disse que o entendimento mostra a possibilidade de, "respeitando as divergências", buscar pontos de convergência para melhorar as condições dos trabalhadores.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Eduardo Araújo, afirmou que o acordo "representa um instrumento importante, que nos permitirá cobrar qualquer desrespeito de direitos trabalhistas e sindicais que aconteça no BB em outros países".

Além da garantia de liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, no acordo marco o BB assume o compromisso de, entre outras coisas, combater e prevenir problemas de saúde derivados da atividade laboral, combater o assédio moral e sexual, evitar a discriminação no emprego e promover a igualdade de oportunidades, entre outros pontos.

O acordo vale para os bancários do recém-adquirido Banco Patagonia (Argentina), para as agências do BB em Nova York, Miami, Buenos Aires, Santiago e La Paz; para os escritórios de Washington, Cidade do México, Panamá, Caracas e Lima; e para a subagência de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia).


Fonte: Contraf-CUT