segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Apesar dos altos lucros, Itaú e Santander são campeões na demissão de bancários


09/10/2011
Apenas no primeiro semestre de 2011, o Itaú Unibanco obteve um lucro de R$ 7,1 bilhões e o Santander, 4,1 bilhões. No entanto, os maiores índices de demissão de trabalhadores nesse período são desses bancos, de acordo com dados da pesquisa Emprego Bancário realizada pelo Dieese. 

Entre dezembro de 2010 e junho de 2011, o Itaú Unibanco e Santander fecharam 494 e 1.045 postos de trabalho, respectivamente. No último mês de 2010, o Itaú Unibanco possuía 108.040 funcionários. Em março deste ano, o número chegou a 109.836 pessoas. No entanto, entre março e junho, quando o banco promoveu uma onda de demissões, o quadro caiu para 107.546 trabalhadores. 

O mesmo acontece no Santander. Em dezembro, eram 54.406 trabalhadores. No entanto final do primeiro semestre, o número caiu para 53.361, redução de 2% em relação ao último mês de 2010. No mesmo período, o Banco do Brasil, Caixa e Bradesco abriram apenas 3.530, 1.235 e 3.069 vagas, respectivamente. 

“As demissões que vêm ocorrendo nos bancos privados atingem a parte operacional, o que piora o atendimento nas agências. Por isso, na Campanha Salarial 2011, reivindicamos o aumento do número de caixas e ampliação do horário de atendimento, o que só ocorrerá com contratação de bancários”, afirmou o representante do Espírito Santo e da Intersindical no Comando Nacional dos Bancários, Idelmar Casagrande. 

SEEB Espírito Santo


Nesta segunda-feira, 10/10, a greve completa 14 dias e sem sinalização de reabertura das negociações por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O movimento, que já o maior em 20 anos, continua crescendo em todo o país, na semana passada, 8.951 postos de trabalho foram paralisados em todo o Brasil.


Valorização – Os bancários reivindicam aumento de 12,8%, sendo a inflação do período mais 5% de aumento real, além de PLR maior, valorização dos pisos, entre outras. A última proposta apresentada pela Fenaban foi de 8%, o que significa apenas 0,56% de aumento real. Somente nos primeiros seis meses deste ano o setor teve crescimento de 26,6%, o que contabiliza um lucro líquido de R$ 31,8 bi, sendo R$ 26,5 bi o lucro dos sete maiores bancos do país.

TODOS À ASSEMBLÉIA DIA 11 (terça-feira) ÀS 08h DA MANHÃ!!

Sindicato denuncia Banco do Brasil à OIT Entidade cobra medidas contra prática antissindical da direção do banco para tentar impedir greve dos trabalhadores

 O Sindicato, a Contraf-CUT, a Fetec/CUT-SP e a CUT apresentaram queixa formal ao Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT), denunciando as práticas antissindicais da direção do Banco do Brasil.

> Sindicato contra interdito preventivo do BB

No conteúdo do documento, protocolado na terça 4, é relatado que a direção da empresa entrou com pedido de interdito proibitório preventivo antes mesmo de os trabalhadores iniciarem a greve nacional por tempo indeterminado.

As entidades sindicais solicitam que a OIT recomende à Justiça do Trabalho brasileira que se abstenha da utilização do interdito proibitório como “instrumento para solução de conflito grevista e, ainda, fato novo aqui noticiado, que recomende ao Governo Federal o reconhecimento e respeito ao direito de greve dos empregados do Banco do Brasil, empresa que está sob sua direção econômica e administrativa”.

MPT – Na esfera trabalhista nacional, o Sindicato denunciou outras práticas truculentas da direção da empresa, como os contingenciamentos e constrangimento aos funcionários em greve.

As denúncias foram feitas ao Ministério do Trabalho e Emprego e ao Ministério Público do Trabalho nos dias 27 e 28 de setembro, respectivamente.

“Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que não só o Banco do Brasil, mas todas as instituições financeiras respeitem o direito democrático de luta dos trabalhadores”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas.



Fonte: Seeb-SP

Comando Nacional se reúne nesta terça (11/10) para avaliar greve dos bancários

Crédito: Seeb Brasília
Seeb Brasília
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne nesta terça-feira, dia 11, às 10 horas, em São Paulo, para avaliar a greve e ampliar ainda mais o movimento, diante do silêncio da Fenaban em retomar as negociações e apresentar uma proposta decente para a categoria. A reunião será realizada na sede da Contraf-CUT (Rua Líbero Badaró, 158 - 1º andar), no centro da capital paulista.
A greve começou no dia 27 de setembro e completa 14 dias nesta segunda-feira, dia 10, paralisando bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Na última sexta-feira, dia 7, o movimento parou 8.951 agências e vários centros administrativos, segundo balanço da Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos de todo país."Vamos avaliar a força da greve, a maior dos últimos 20 anos, e procurar intensificar ainda mais as paralisações, a fim de quebrar a intransigência dos bancos públicos e privados. Nós apostamos no diálogo e na negociação para resolver o impasse", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Os bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano e, por isso, eles têm plenas condições de fazer uma proposta que seja capaz de atender as justas reivindicações dos bancários", ressalta. A paralisação começou após as assembleias dos sindicatos rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real. Desde o início da greve, nenhuma nova proposta foi feita pela Fenaban.A categoria reivindica reajuste de 12,8% (5% de aumento real mais a inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades e melhoria do atendimento aos clientes. 


"Queremos emprego decente", reitera o presidente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Greve dos bancários fecha 8.951 agências no 11º dia e pressiona Fenaban

Crédito: Caetano Ribas/Seeb São Paulo
Caetano Ribas/Seeb São PauloCarlos Cordeiro e Daniel Reis durante paralisação nos callcenter do Itaú

A greve nacional dos bancários chega a seu décimo primeiro dia nesta sexta-feira (7) ainda mais forte. Os trabalhadores fecharam 8.951 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h.

"A greve segue se fortalecendo a cada dia. Os bancários estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos bancos. Se de um lado eles não marcam nova negociação e sequer respondem à carta enviada pela Contraf-CUT na terça-feira (4), de outro divulgam informações falsas para confundir os bancários e a sociedade ao dizer que as tratativas continuam e que estão abertos ao diálogo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"A culpa pela greve é dos bancos, que mesmo com um lucro altíssimo, que chegou a de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre, se recusam a negociar com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais", destaca Cordeiro.

A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Enquanto dão as costas para as reivindicações de seus funcionários, os bancos gastam cada vez mais com a remuneração dos altos executivos", diz Cordeiro. Segundo dados do Dieese, entre junho do ano passado e o mesmo mês de 2011 o crescimento foi de 12% em média. No Itaú Unibanco, por exemplo, os gastos com os executivos aumentaram de R$ 297,6 milhões para quase R$ 333 milhões.

"Além de ignorar as reivindicações da categoria, os bancos desrespeitam o direito constitucional de greve ao utilizar práticas antissindicais, pressionando e intimidando seus funcionários para que furem o movimento. Eles chegam a utilizar helicópteros para levar bancários para os centros administrativos", indigna-se Cordeiro. "Mesmo assim, a participação na greve continua aumentando e nesta sexta, os trabalhadores fecharam áreas de callcenter de vários bancos", completa. 

Fonte: Contraf-CUT

Itaú Unibanco transporta bancários irregularmente de helicóptero

Crédito: Caetano Ribas/Seeb São Paulo
Caetano Ribas/Seeb São PauloO uso de helicópteros pelo Itaú, para forçar seus funcionários a entrar nos locais de trabalho que estão parados pela greve, além de prática antissindical também é uma grave irregularidade. O banco não tem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar pousos e decolagens do prédio do ITM, zona oeste da capital, onde funciona o Serviço de Atendimento ao Cliente da instituição financeira.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo já encaminhou denúncia contra o banco à Anac e à Defesa Civil solicitando vistoria dos órgãos competentes. "Também estamos estudando outras medidas judiciais para interromper tal irregularidade", afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

Pressão - Muitos bancários estão sendo obrigados a entrar nas aeronaves para para ingressar nos principais centros administrativos do banco, fechados pela greve.

Um bancário relatou, no início da semana, que somente no CAU (Centro Administrativo do Itaú Unibanco) são usados dois helicópteros levando cinco passageiros em cada. "Começam a embarcar às 7h e vão até cerca de meio-dia, num vai-e-vem constante. Duzentas pessoas vieram trabalhar assim", relatou. Outra funcionária contou que algumas funcionárias choraram e passaram mal durante o trajeto. "Foram mesmo com muito medo. Elas fizeram o vôo apavoradas e com os olhos fechados. Além disso esperaram por horas na fila para embarcar." 

O transporte custa caro: cerca de R$ 2,5 mil a hora. "Os bancos investe tempo e dinheiro para tentar atrapalhar a greve e não conseguem. Deveriam usar toda essa energia para retomar as negociações e oferecer proposta decente aos seus funcionários. Isso sim poderia encerrar a justa greve dos bancários", finaliza a presidenta do Sindicato. 

Fonte: Seeb São Paulo

Assédio no Banco do Brasil leva gerente ao enfarto

A prática do assédio moral nas dependências do Banco do Brasil levou um de seus funcionários para o hospital. O bancário, que desempenha o cargo de Gerente de Serviços da Agência Independência, sofreu um enfarto na sexta-feira, dia 30, e está internado no Moinhos de Vento, em Porto Alegre - RS.

O gerente havia ingressado na greve na terça-feira, dia 27, juntamente com o restante da categoria no Rio Grande do Sul e no Brasil. Pressionado por seus gestores para retornar ao trabalho, o bancário voltou na sexta-feira e sofreu o mau súbito.

“Será que este caso não será encaminhado para apuração do Comitê de Ética? Quantos mais terão que acontecer para que o Comitê passe a funcionar e saia, efetivamente, da inércia?”, questiona a diretora de Saúde do Sindicato dos bancários de Porto Alegre, Karen D’Avila, eleita pelos colegas do BB para representá-los no Comitê de Ética em agosto de 2010. Até a presente data a dirigente jamais foi convocada para uma reunião.

Contrariando os acordos assinados entre os bancos e os sindicatos para combater o assédio moral, verificou-se que essa prática de violência organizacional continua nos locais de trabalho. Uma pesquisa sobre clima organizacional realizada pelo Sindicato de Brasília revela que dos 428 bancários de bancos públicos e privados do DF que responderam à pesquisa, 31% afirmam sofrer assédio dos chefes e 53% dizem conhecer alguém que está nessa situação.

Se os bancos viram as costas para a situação, o bancário deve denunciar o assédio e outros tipos de violência, para que situações como essa não fiquem impunes.