segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Denúncias de assédio moral em São Paulo aumentam 125% no mês de julho

Uma campanha do Ministério Público do Trabalho de São Paulo iniciada no início de julho mais que dobrou o número de denúncias de assédio moral das empresas. De junho para julho, o aumento foi de 125%. Em todo o Brasil, são mais de 5700 inquéritos. O assédio moral pode causar danos como depressão e, em casos extremos, o suicídio.

O vídeo, que é parte da campanha do Ministério Público contra o assédio moral., mostra o chefe anuncia o funcionário eleito incompetente do mês : "continue assim sem cumprir as metas que você vai longe, vai bem longe, vai para o olho da rua", mostra a simulação. Algoengraçado como uma piada de mau gosto, capaz de gerar constrangimento para vítima e os colegas. 

A campanha foi paga com parte dos R$ 10 milhões da multa aplicada à Samsung, que teve que assinar um termo de ajuste de conduta do Ministério Público em dezembro do ano passado. A empresa também foi obrigada a adotar medidas para evitar o assédio moral em suas unidades. 

O assédio moral ocorre quando o chefe constrange ou humilha um subordinado durante o horário de trabalho, de forma constante. A prática não é considerada crime. Uma lei federal diz respeito aos servidores públicos e as punições podem chegar à demissão.

A advogada Cristina Paranhos Omus, da Comissão de Direito Material do Trabalho da OAB-SP, explica que o restante dos trabalhadores está protegido por outras leis que podem ser acionadas numa ação de danos morais. "A gente tem leis genéricas mas que protegem a honra não fala especificamente de moral mas protegem a honra, o nome de que cada empregado tem quando a gente está falando de relações de emprego", diz. 

Segundo procurador do trabalho Marcelo Costa, o Ministério Público pode atuar quando o assédio contamina mais de uma pessoa na empresa, acarretando em ambientes de desrespeito. "Toda vez que o empregador ou seu preposto pretende dar um recado, ele pode estar dirigindo aquele assédio ou aquela conduta ofensiva, ou aquelas ofensas pra determinado trabalhador, mas todos os outros estão presenciando isso. As empresas podem estabelecer uma série de condutas empresariais fiscalizar isso", afirma. 

Fonte: Agência Brasil

Bradesco emite comunicado sobre operação de compra do HSBC


  
O Bradesco divulgou comunicado nesta segunda-feira (3)sobre a compra do HSBC no Brasil. Conforme o Bradesco, a transação movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões. Com a aquisição, o banco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, e as agências e clientes.

O HSBC conta com 5 milhões de correntistas e está presente em 529 municípios brasileiros, com 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimento eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento e 4.728 caixas eletrônicos.

"A aquisição proporcionará vários benefícios para os clientes de ambas as instituições, como o aumento da cobertura e da rede de atendimento em todo o território nacional e o acesso aos produtos distribuídos pelas duas instituições", segundo o comunicado.

O patrimônio líquido do HSBC no Brasil é R$ 11,2 bilhões. Segundo o Bradesco, esse preço será ajustado pela variação patrimonial do HSBC a partir de 31 de dezembro de 2014 e será pago na data da conclusão da operação. A conclusão da operação de compra ainda depende dos órgãos reguladores. 

Fonte: Contraf-CUT

Conferência Nacional: Dirigentes aprovam reajuste de 16% e definem prioridades para campanha salarial

02/08/2015

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários 2015 foi encerrada na tarde deste domingo (2), no Hotel Holiday Inn, em São Paulo com a plenária final para definição dos eixos da Minuta Nacional de Reivindicações. Participaram 635 delegados, 50 da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS).

A pauta de reivindicações aprovada inclui o índice de reajuste de 16%(sendo, aumento real mais a inflação no período setembro de 2014 e agosto de 2015) e também o Protocolo de Vendas Responsável – proposta encaminhada pela FEEB-SP/MS, retirada da sua Conferência Interestadual realizada no início de julho em Itanhaém - como estratégia de organização da luta como combate às metas abusivas no campo das Condições de Trabalho.

Foram aprovadas também: PLR de três salários mais parcela fixa; garantia de emprego, com internalização de todas as atividades bancárias (como cobrança, análise de crédito, funções em sua maioria terceirizadas, atualmente), contratação total da remuneração variável, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral (manutenção do acordo sobre o Programa de Prevenção dos Conflitos no Ambiente de Trabalho) e a manutenção do formato de negociação (mesa única, juntamente com os bancos públicos).

A 17ª Conferência Nacional dos Bancários encerra o processo de construção da Minuta Nacional de Reivindicações que para FEEB-SP/MS iniciou no mês de maio com os ERBANs (Encontros Regionais dos Bancários), passando pela Consulta Nacional e a Conferência Interestadual. Com os eixos prioritários definidos, a Campanha Salarial, ingressa em uma nova fase de debate com as bases e assembleias até a negociação com a Fenaban.

Campanha de mídia 

Os participantes assistiram também à apresentação do plano de mídia para a Campanha Salarial deste ano. O mote da campanha é “Exploração não tem perdão” e tem como eixos os sete pecados do capital: assédio, discriminação, ganância, irresponsabilidade, mentira, ostentação e terceirização como os sete pecados do capital.

Fonte: Feeb SP/MS

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dirigentes sindicais apresentam problemas do Agir à direção do Itaú

Crédito: Contraf-CUT
Contraf-CUTReunião do COE avaliou Programa de Readaptação ao Trabalho

O programa de Ação Gerencial Itaú de Resultados (Agir) para os bancários do setor operacional foi o tema central da reunião, nesta quarta-feira (15), entre a Contraf-CUT, a Comissão dos Empregados (COE) do Itaú, federações e sindicatos de todo o Brasil com a direção do Itaú, na sede do banco, em São Paulo.

No início do encontro, o Itaú fez uma apresentação dos resultados do plano de metas do banco, controlado por atribuição de pontuação individual de cada funcionário.

Os dirigentes sindicais levantaram algumas ponderações que deixam clara a necessidade de mudança dentro do programa. "O foco do banco é a meritocracia, para atingir essas metas, baseadas em três pontos: objetivo, apuração e premiação. Nós apresentamos casos em que as metas são exageradas e alteradas durante o mês", explicou Jair Alves, coordenador do COE.

Jair apontou ainda as férias e os afastamentos por licenças médicas como problemas na apuração das metas. "Em muitos casos, os funcionários são obrigados a retirar apenas 20 dias de férias. E, antes de sair, tem de dar conta da meta de um mês em apenas dez dias. No afastamento, é ainda pior. É impossível fazer uma meta de seis meses em um mês. Por isso, o funcionário não pode ser cobrado dentro do programa. Ele precisa passar por um período de readaptação ao trabalho", completou.

Para ele, outro grave problema do banco é a gestão. "Muitos responsáveis pela aplicação do Agir não estão preparados para gerir e motivar os trabalhadores."

O Itaú apresentou as modificações feitas no programa, desde seu inicio, baseadas nas criticas e sugestões dos trabalhadores. "Nós vamos discutir os números do banco e apresentaremos novas sugestões de alterações dentro do programa", disse Adma Gomes, da Fetec-SP.

Os dirigentes sindicais também manifestaram preocupação com o grande número de demissões por justa causa ocorrida no banco, nos últimos meses. Em muitos casos, motivados pelo não cumprimento de metas do Agir.

Reunião da COE 

Na terça-feira, os representantes dos trabalhadores se reuniram na sede da Contraf-CUT para discutir a proposta de readaptação profissional, que o banco apresentou no mês passado. O movimento sindical critica o formato unilateral da proposta e pede participação. "Não temos o que aprovar. Temos muitas restrições e bastantes criticas", ponderou Marta Soares, secretária de Comunicação do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para os dirigentes sindicais, o projeto não devia ser de readaptação e sim de retorno ao trabalho. "O projeto está muito centrado em duas reuniões que têm médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Enquanto no resto do País, o atendimento será terceirizado", questionou Josenilda de Jesus, a Josi, da Fetrafi-RJ/ES.

Outro problema é o repasse de responsabilidade do CAT para o gestor da agência sem que o mesmo tenha conhecimento técnico. "Se ele mesmo sofrer acidente, quem vai fazer a ocorrência?", perguntou José Rufino, da Fetrafi NE.

Eduardo Munhoz Baptista, da Fetrafi Rio Grande do Sul, conta que os trabalhadores precisam de um programa em que a finalidade seja de adaptar o trabalho e o local de serviço às limitações e nova realidade do funcionário quanto volta do INSS. "A pressa do banco em diagnosticar o problema do trabalhador, causa mais problemas médicos e comprometimentos a saúde do trabalhador. O programa não se preocupa com a doença causada pelo trabalho no banco. Quer apenas que o trabalhador se adapte à função, sem levar em conta a patologia. E fique apto para ser demitido", afirmou Eduardo. 

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 6 de julho de 2015

BB altera norma sobre jornada e ponto eletrônico, após negociação


Após solicitação de negociação, a Contraf-CUT e o Banco do Brasil se reuniram na última quarta-feira (1º de julho) para discutir as alterações feitas na Instrução Normativa nº 361, cuja interpretação causou transtornos nos locais de trabalho e muitas reclamações dos funcionários de todos os locais do país.

O Banco do Brasil, através dos diretores Carlos Netto (diretoria de Pessoas) e Carlos Nery (diretoria de Relacionamento com os Funcionários), atendeu a solicitação dos representantes dos funcionários, que foram apresentar os pontos de divergência e reivindicar alterações na redação. O Banco apresentou as argumentações em relação aos aspectos legais e, após a negociação, as questões mais polêmicas foram alteradas.

Entre as mudanças, preservação do costume dos funcionários de fazer as refeições nas dependências de trabalho e modificado o texto que considerava fraude a permanência no local de trabalho, em casos em que o funcionário trabalhe fora do ponto eletrônico. E mais: o texto que regulava em cinco minutos o limite de tolerância para registro do ponto eletrônico será suprimido da IN, ficando o limite anterior.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a negociação foi importante "pois conseguimos avançar no diálogo em nome dos funcionário do Banco". Para Wagner, o fato de a diretoria ter aceito discutir os problemas que a redação de uma instrução normativa trouxe nos locais de trabalho "é um bom sinal para avançarmos em outras frentes de negociação".


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 23 de junho de 2015

O Banco do Brasil iniciou dia 17, divulgação do Plano de Aposentadoria  Incentivada - PAI 2015. O programa visa promover, de forma socialmente  responsável e por livre decisão do funcionário, o desligamento dos  profissionais que, em 19 de maio de 2015, já estavam aposentados pelo  INSS por tempo de contribuição ou idade, ou que possuíam, cumulativamente, 50 anos de idade e 15 de empresa.

As manifestações de interesse em aderir ao programa poderão ser feitas
entre 22 de junho, a partir das 13h30 (horário de Brasília) e 10 de  julho, até as 23h59 (horário de Brasília), pelo Sisbb, aplicativo Pessoal, opção 31.61. Nesta opção, é possível visualizar uma simulação  dos valores a serem recebidos.

O funcionário impossibilitado de acessar o aplicativo Pessoal durante  o período de inscrições poderá encaminhar solicitação pelo e-mail  gepesbrasilia2.pai2015 bb.com.br. Este endereço de correio eletrônico só estará disponível a partir de 22 de junho às 13h30.

Todos os funcionários que manifestarem interesse serão classificados por
ordem de data e hora de adesão. O PAI 2015 foi pensado de forma convergente, buscando conciliar os interesses da Empresa e dos empregados em condições de requerer
aposentadoria.

É importante que os interessados conheçam em detalhes o regulamento do
PAI 2015 e esclareçam suas dúvidas no site, disponível na Intranet > Vida e Carreira > Plano de Aposentadoria Incentivada.

Por manter uma relação de respeito com seus funcionários, o BB convida  os integrantes do público-alvo a uma reflexão consciente, baseada em  informações amplamente divulgadas. A adesão é voluntária.  Aqueles que integram o público-alvo do programa podem, por  livre-escolha, aderir a um conjunto de benefícios que lhes trará  melhores condições de ingressar em uma nova fase de sua vida. Caso não tenham interesse, continuarão atuando normalmente na Empresa,  colaborando com sua experiência.


 Diretoria Gestão de Pessoas - Dipes
Entidades sindicais alertam sobre plano de aposentadoria lançado pelo BB

Não aceite pressão

Os sindicatos, federações e a Contraf-CUT manifestaram preocupação com o processo de adesão ao Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI), lançada pelo Banco do Brasil nesta quarta-feira (17). De acordo com o Banco, podem aderir ao PAI os funcionários que, em 19 de maio deste ano, tinham mais de 50 anos de idade e 15 anos de trabalho na instituição. Para os funcionários oriundos de Bancos incorporados será contado inclusive o tempo no Banco de origem. Durante reunião de apresentação do PAI, também realizada na quarta-feira (17), em Brasília, o BB informou às entidades sindicais que o plano será de livre escolha e não haverá nenhum tipo de pressão. A adesão poderá ser feita no período de 22 de junho a 10 de julho.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e secretário-geral da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (FEEB-SP/MS), Jeferson Boava, os funcionários que integram o chamado público-alvo devem analisar, com calma e tranquilidade, o Plano de Aposentadoria Incentivada, mensurar os impactos sobre os planos de saúde (Cassi) e previdência (Previ) e Economus (no caso dos oriundos da Nossa Caixa), evitando assim prejuízos irreparáveis. “Os funcionários devem fazer as simulações necessárias, devem decidir com consciência. Caso tenham dúvidas, devem procurar o Sindicato”. Jeferson Boava destaca que o Banco do Brasil nega qualquer tipo de pressão, mas ao definir um teto para adesão (7.100 funcionários) cria um mecanismo de indução pela escolha rápida, imediata, sem muita reflexão. “Além disso, uma grande adesão ao PAI leva a piora das condições de trabalho, diante da atual falta de funcionários”, ressalta o presidente do Sindicato.

Premissas do PAI

O Banco do Brasil concederá cinco salários de bonificação e mais um prêmio de pecúnia de 2,04 a 2,27 salários, totalizando no máximo 7,27 salários para funcionários com 35 anos de Banco. No caso de tempo inferior, será feita a proporcionalidade.
O BB informou também que haverá um limite de 7.100 pessoas para adesão e o critério será a ordem de inscrição. O prazo para registro de adesão será de 22 de junho a 10 de julho deste ano. O prazo para desligamento de 13 de julho a 14 de agosto deste ano. A rede de agências terá prioridade na reposição das vagas.
Todos os funcionários que integram o chamado público-alvo podem aderir ao plano, menos aqueles com situação de contrato suspenso, como licença-interesse ou licença-saúde, devido à necessidade de exame de aptidão para desligamento.
Os representantes dos funcionários solicitaram ao Banco do Brasil a criação de canais de informação específica para quem está de licença prêmio ou em VCP (vantagem de caráter pessoal) por retorno de licença saúde, além de outros casos. O funcionário que estiver em férias pode entrar em contato com a Gepes que fará a inclusão no sistema.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Campinas e Região com Contraf-CUT